Concerto dos Beatles no telhado da Apple completa 45 anos

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Foi no meio de um dia frio de 30 de janeiro de 1969 que os Beatles foram até o telhado do número 3 de Savile Row, em Londres, sede da sua gravadora, a Apple Records, para realizar seu último encontro ao vivo para digamos, um grande público. Um mês antes, a banda havia se enfurnado dentro do estúdio para gravar o projeto Get Back, mais uma ideia de McCartney para tentar juntar os cacos que a banda teimava em deixar pelo caminho após a morte do empresário Brian Epstein, em 1967. Os Beatles  entravam e saiam de crises a cada novo trabalho e o White Album, de 1968, deixou muitas rusgas.

Em janeiro de 1969 a ideia era voltar as origens, gravar um álbum sem firulas, sem orquestrações de George Martin, um disco mais cru e com reencontro as velhas possibilidades. Tudo seria filmado e viraria um filme, mas o resultado se mostrou pior do que se esperava. Com Yoko a tiracolo, a banda passou um mês tocando horas e horas de novo e velho material e também brigando. McCartney tomava uma postura de comando, chegando em certa cena, a tentar ensinar George Harrison um riff, este fica totalmente irado com o disparate do colega. Sim, o fim estava eminente.

Em 30 de janeiro de 1969, na hora do almoço, a banda resolve fazer um show surpresa no telhado da gravadora. A ideia inicial, se não fossem as brigas, era fazer um show ou num teatro, ou ao ar livre num parque. Pensou-se até numa apresentação nas ruínas de Pompéia (que mais tarde o Pink Floyd realizou), mas de saco cheio uns dos outros, os quatro Beatles, mais a participação especial do tecladista Billy Preston,  foram para o telhado e fizeram uma apresentação que foi interrompida pela polícia londrina. Durante 42 minutos, vários curiosos se acotovelavam em janelas, subiam telhados de outros prédios ou se aglomeravam na rua. Na realidade, o show sem autorização, só foi interrompido mesmo pelo número de pessoas que paravam na rua. No repertório as novas canções que foram aproveitadas das gravações na Apple, como Get Back (que daria nome ao disco), Don´t Let Me Down, Dig a Pony, I´ve Got a Feeling, One After 909, God Save The Queen e um trecho de I Want You (She´s So Heavy).

Vale lembrar que o show no telhado não foi o último encontro musical dos Beatles. O projeto Get Back foi engavetado. Tudo que foi gravado em janeiro daquele ano foi entregue para um produtor ver o que dava para aproveitar e lançado em 1970, quando a banda estava se separando no álbum Let it Be. Antes, entre abril e julho de 1969, a banda voltou para Abbey Road, com produção de George Martin e gravou o icônico álbum Abbey Road, onde a solução para a capa estava na faixa de pedestres em frente ao estúdio, eternizando o local e o estúdio para o mundo da música pop.

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Mais uma informação é preciosa para este texto. A ideia de tocar num telhado, mesmo para os Beatles, percursores de muitas artimanhas do pop, não foi uma grande novidade. Em 1968, em Nova Iorque, a banda Jefferson Airplane subiu num prédio e também fez um pocket show. Era também um dia muito frio e o show também foi interrompido pelo trabalho da NYPD, mas foram os Beatles que deixaram milhares de pessoas, principalmente as que tem banda, em fazer concertos improvisados no telhado de edifícios. Bandas como U2, Red Hot Chilli Peppers e centenas de milhares de bandas cover de Beatles já subiram em algum prédio para fazer uma apresentação surpresa. Para os fãs dos Beatles, a data é importante e mais ainda, os mais colecionadores aguardam um lançamento oficial completo do show, já que a edição que foi para o filme Let it Be, o último da banda, contém apenas 22 minutos da apresentação total da banda. Confira!

 

Stormental e Irmãos Panarotto lançam clipes nesta sexta-feira

Sexta-feira, final de uma uma semana dos infernos em Santa Catarina, mas vamos lá, tem novidades.

Duas bandas de SC divulgaram hoje seus novos clipes. De leste a oeste, Stormental, de Florianópolis lança o single do EP 4 Season, 4 Reasons, que serão reunidas em quatro músicas escritas pelos integrantes, destacando uma estação do ano. A Stormental é uma banda que dará um “hiato” na sua história. Novidade: o vocalista e compositor de várias músicas, Alexei Leão, partirá em fevereiro para uma temporada em Nova Iorque, onde estará fazendo um curso de produção musical, áudio, aquela coisa toda. Xei já está com apê reservado no Brooklin, quem sabe, novas músicas surgirão através da realidade de NY. O clipe lançado hoje é de Flowers, Fucking Flowers.

 

Do outro lado da vida, digo, do estado, os Irmãos Roberto e Demétrio Panarotto, os Irmãos Panarottos, que nos dão vários presentes musicais com a banda Repolho, soltaram hoje o primeiro clipe de três que foram gravados em janeiro. Segundo Demétrio, rolou até clipe em Super 8 e o primeiro bixo a ser solto é a doidona Chamando Chuva. Confira!

 

Guitarrista Hélcio Aguirra morre aos 56 anos

Aguirra foi encontrado morto em casa pela empregada

Aguirra foi encontrado morto em casa pela sua irmã

 

As vezes acho que Mundo47 tá ficando um obituário do rock, mas vamos lá…

 

Infelizmente o Hélcio Aguirra, guitarrista do Golpe de Estado, foi encontrado nesta terça-feira, 21, morto em seu apartamento na capital paulista. Hélcio tinha 56 anos e o corpo foi encontrado pela irmã do guitarrista, com quem ele morava. Hélcio pode ter falecido enquanto dormia. A família suspeita de infarto e segundo informações do UOL, Aguirra deverá ser cremado em Vila Alpina, zona leste de São Paulo.

Hélcio Aguirra integrou, na década de 1980, a banda de heavy metal Harppia, que se destacou com o lançamento do EP “A Ferro e Fogo” (1985). Na mesma época, o guitarrista juntou-se a Nélson Brito (baixo), Paulo Zinner (bateria) e Catalau (voz) para formar o Golpe de Estado.

Com a banda, Aguirra lançou oito discos. O mais recente foi “Direto do Fronte”, lançado no final de 2012, quando a gravadora Substancial Music relançou os álbuns “Nem Polícia, Nem Bandido” (1989), “Quarto Golpe” (1991) e “Zumbi” (1994) em versões remasterizadas e com novo encarte.

 

Morre Marcio Antonucci de Os Vips

 

Marcio (E) e Ronaldo (D) formaram Os Vips em 1964.

Marcio (E) e Ronaldo (D) formaram Os Vips em 1964.

 

Faleceu nesta manhã, em decorrência de complicações de uma pneumonia, o músico, produtor e diretor musical e de programas de TV, Marcio Antonucci.  Marcio ficou conhecido em todo o Brasil quando jovem por fazer parte, junto com Ronald Antonucci, da dupla Os Vips, que foi formada em 1964.  A notícia foi divulgada hoje no início da tarde por amigos e fãs de Marcio Antonucci. A também Jovem Guarda, Lilian Knapp, comentava desde ontem o estado de saúde crítico em que Márcio se encontrava. Hoje no final da manhã, o Vip não aguentou e veio a falecer aos 68 anos.

No início dos anos 1960 com Ronald em Os Vips.

No início dos anos 1960 com Ronald em Os Vips.

No iníco da carreira cantavam sozinhos, sob os nomes Ronald Red e Jett Williams, mas no programa de TV Festival dos Bairros, em 1964, resolveram cantar em dupla, nascia Os Vips. A dupla teve vários sucessos, na grande maioria composições de Roberto Carlos: “A volta” (1966); “Emoção” (1965); “Faça alguma coisa pelo nosso amor” e, com a mudança para a CBS, em 1968, com as músicas também de Roberto: “É preciso saber viver” (1968) e “Largo tudo e venho te buscar”. Gravaram uma série de versões dos Beatles, como Menina Linda (I Should Have Known Better), Coisas Que Acontecem (Things We Said Today), Obrigado Garota (Thank You Girl), Michelle e Submarino Amarelo. Em 1976, a dupla se separou e Márcio se tornou produtor da gravadora Som Livre. Em 1990, um retorno da Jovem Guarda lotou o Asa Branca no Rio de Janeiro. Reunidos, gravaram um LP ao vivo pela Som Livre (“A volta”, lançado em janeiro de 1991 e que vendeu 300 mil cópias). Em 1995, foi lançado um CD quíntuplo com 29 artistas, capitaneados pelos Vips, para comemorar os 30 anos do movimento, e vendeu 3 milhões de cópias.

 

 

Slimkings: nova aposta de #RiodoSulRockCity

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E no finalzinho de dezembro surge para o grande público a Slimkings. Banda de Rio do Sul Rock City, a cidade onde o rock cresce a cada dia. A banda faz um som inde pop, forrado de influências tanto gringas quanto de bandas independentes brasileiras. Formada por Ricardo Silva, guitarra e vocais, Aline Ramos, guitarra e backing, Leonardo Minatti, baixo e backing e com a presença do veterano ex-Liss, Marcelo Petters, na bateria, a banda é uma boa aposta para este ano de 2014. No Soundcloud da banda a primeira canção disponibilizada pelo quarteto, “Eu, Você e um Sofá”. Que venham mais músicas e shows pelo circuitinho róque de SC. Esperamos.

 

Conheça os melhores lançamentos de Santa Catarina em 2013

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Ano vem, ano vai, Mundo47 faz sua lista dos melhores de cada ano. Teve ano que tivemos participações especiais. Teve ano que a lista me pareceu injusta, teve ano que fizemos listão, enfim, ano após ano, damos a nossa contribuição para a valorização da música catarinense que é feita com muita qualidade, mas quase nunca reconhecida pela grande mídia, principalmente radiofônica e televisa, que vira as costas para os nossos artistas e isso não tem jeito, eu não acredito mais. Mas há ilhas de reconhecimento e incentivo. No Grupo RBS, todos os jornalistas e colunistas dos seus jornais trabalham com essa ótica diferenciada. Nos jornais do Grupo RIC, a mesma coisa, os cadernos de variedades também dão sua importante contribuição. Nos dois grupos, as rádios e os canais de TV praticamente ignoram. Este ano tive a honra de ser convidado pelo jornalista Marcos Espíndola, do Diário Catarinense/Grupo RBS, para participar com a minha listinha dos 5 melhores lançamentos de SC em 2013. Vale tudo. Álbum, single, EP, clipe, enfim, o que teve melhor na música de SC neste ano.

Eu sempre acho que teve tanta coisa que é impossível numerar alguma de 1 a 5. Mas quando fiz a minha listinha para o DC, eu apostei na qualidade do trabalho e no que cada lançamento representa para o movimento roqueiro em SC. Aqui vamos listar 10 lançamentos do ano, os 5 do Diário Catarinense e mais 5 trabalhos que achamos que são os melhores do ano. Mesmo assim, vamos eleger também o melhor clipe, o melhor show e vamos dar uma pincelada na cena nacional e internacional. Confira nossa “lextênha” 2013

 

MELHORES LANÇAMENTOS CATARINENSES 2013

1 – LES SAVONS SUPERFINS – Para Quem Quiser Ouvir (Florianópolis)

2 – THE HEADCUTTERS – Shake That Thing (Itajaí)

3 – LENZI BROTHERS – DVD 15 Anos Ao Vivo (Lages/BC)

4 – SIX SIX THE CLOW –  Inferno (Rio do Sul)

5 – HOMEM LIXO – Roadie ta Ruim (Rio do Sul)

6 – DELLA/PEIXOTO – Della/Peixoto (Floripa)

7 – BELLA INFANTA –  Apenas Cinco (Joinville)

8 – CLUBE LAS VEGAS – Clube Las Vegas (Joinville)

9 – SKROTES – Nussun Dorma (Floripa)

10 – STEREOTROIA – Stereotroia (Joinville)

 

MELHOR VIDEOCLIPE

1- ANTONIO ROSSA – PROFETATEU

Profetateu – Antonio Rossa & Rodrigo Daca (Videoclipe Oficial) from Transitoriamente on Vimeo.

2 – MARUJO COGUMELO – Sangue Blue

3 – YELLOW BOX – Up and Down

4 – ANTONIO ROSSA – ATMOSFERA

5 – SOMAA – Três

6 – HELVÉTICOS – Um dia você vai saber

7. BONDE VERTIGEM – Por Aí

 

 

REVELAÇÃO 2013

REC ON MUTE  (Jaraguá do Sul)

LACTOBACILOS MORTOS (Rio do Sul)

SYNTZ (Balneário Camboriú)

 

MENÇÃO HONROSA

RODRIGO DACA – Cecília

JEAN MAFRA+FELIPE MELO – Micro Alegria

 

 MELHOR SHOW

Lenzi Brothers e Greg Wilson (em Brusque)

 

 

 

Feliz Natal povo do rock! Merry Christmas dammit!

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Hohoho! É Natal, é Natal! Limpa com jornal! Mundo47 deseja a todos seus amigos, colaboradores, bandas, enfim, todo mundo que lê e está sempre ligado com este espaço, um FELIZ NATAL!

 

Válvula Rock faz evento beneficente neste domingo em Itajaí

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Neste domingo, 15, a partir das 16h00, o pessoal do Válvula Rock está promovento o Festival Válvula Rock 2013. Será uma tarde/noite com rock and roll e blues, com bandas legais como Tarrafa Elétrica, The Headcutters, Ou3tórya, Somaa, Rock Thieves e Vinte Vinténs. Os shows acontecem no Greenwich Pub, na Avenida Beira Rio, em Itajaí.

Entrada: UM BRINQUEDO

Não precisa ser muito adivinho para saber que esses brinquedos serão distribuídos para crianças carentes neste Natal. Participe.

 

Joinville Rock City: acompanhe a programação rock na maior cidade do estado

O final de semana será rock and roll em Joinville, a famosa Manchester brasileira, a maior cidade do estado. A semana já começou quente, quando ontem, o Rubens Herbst, da coluna Orelhada do Jornal A Notícia, fez mais uma bela edição de sua Noite Orelhada com a volta da banda Old Machine. Confira o final de semana rock and roll em Joinville.

 

Festival Santa Catarina é Show

A primeira edição do Festival Santa Catarina é Show acontece no próximo fim de semana, no Mercado Público de Joinville. As apresentações acontecem em dois palcos e a entrada é gratuita. Na sexta-feira (13), oito bandas estão escaladas, entre elas, Miopia, Somaa, Homem Banda e Sua Mina, Relespública e Nasi. No sábado (14), é a vez do Fairans, Vlad V, Iriê, Tony Araújo, Sylverdale, Fevereiro da Silva, Skrotes e outras quinze bandas. Mais informações: 47 3445-0055.

Tarde de música, vinho e chope

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Após o lançar o terceiro disco “Amor, cerveja e amigos”, na primeira quinzena de novembro, o Uhul está divulgando o álbum e convidou o Fevereiro da Silva para uma tarde de música, gastronomia, vinho e chope na Adega Top Wine. O show acontece sábado (14), a partir das 15 horas. O ingresso custa R$ 10,00.

Último show de hardcore do ano

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O último show de hardcore do ano acontece sábado (14), no Funil Bier. O bar volta a abrir espaço para o gênero e as bandas escaladas são o Horace Green (São Paulo/SP), Open Wards for Hero (Joinville/SC), A Outra Ordem (Jaraguá do Sul/SC), Trust in Few (Corupá/SC), Selva (Mafra/SC) e Taunting Glaciers (Blumenau/SC). A primeira apresentação ocorre às 15 horas. O ingresso antecipado custa R$ 5,00 e está à venda na Brixton Hip Hop Haro, Estúdio Mario Lima, Corpo Fechado Tattoo Shop, Imigrant Skates e Epístola Roupas. Na hora, o valor aumenta para R$ 7,00. O Funil Bier fica na rua Dona Francisca, 2057, Saguaçu. Mais informações: 47 9679-8859.

Syntz: nova aposta do heavy metal catarinense lança música na web

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Marco, Wander, Osvaldo e Jay apresentam novas músicas dia 21 em Balneário

 

Engana-se quem pensa que o litoral catarinense é berço de bandas de reggae, sons de praia e um tipo de axé sulista sob as ondas. Nada disso, o Heavy Metal já foi rei em muitas oportunidades e o estilo sempre permaneceu vivo com bandas  autorais de excelente qualidade e padrão internacional.  Você, que gosta de heavy metal,  já deve ter ouvido nomes como Steel Warrior, Stormental, Battalion, Perpetual Dreams, Rhestus e de Balneário Camboriú, tínhamos a Syndrome.

Em setembro de 2012 a Syntz foi formada em Balneário. A proposta dos camaradas, era compor músicas pesadas e energéticas. No cast de músicos, dois ex-integrantes da Syndrome. O guitarrista Marco Aurélio Girardi e o baixista Osvaldo Dauve. Para as baquetas, Wander Verch foi chamado, ex-baterista da Dracma. Como toda banda de Heavy Metal, o vocal é um fator importante e no começo, o espaço foi ocupado primeiramente por Alexandre Ripper, que por motivos pessoais, deixou a banda logo no começo.  Jay Heart foi escolhido para assumir os vocais da Syntz, ele que atuou em bandas como Still Life e Selvagens da Monareta.

A Syntz entrou em estúdio neste ano. No mês de outubro, a banda de Balneário Camboriú foi até o The Magic Place, sob a tutela do mágico das gravações, Renato Pimentel, para gravar suas músicas, que partem sempre do heavy metal clássico, mas com boas pitadas de trash e hard, complementando tudo com um vocal diferenciado, porém dentro dos padrões, de Jay, que deixam as músicas com ainda mais pegada. Nesta tarde conversamos com Marco Aurélio Girardi, guitarrista, ex-Syndrome e que comenta um pouco desse projeto com a Syntz. Para ele, a volta é emocionante, porque compor sempre foi muito importante para Marco. “Eu aprendi a tocar compondo, não tocando covers, ou seja, eu fiz o caminho inverso e a Syntz é uma realização, pois eu já tinha desistido de ter uma banda, mas estou bem feliz com o resultado”, explica o guitarrista. Segundo ele, a banda será levada a sério, como em tudo que faz, mas é um projeto com menso pressão que os tempos seus na Syndrome. “Estamos cientes das dificuldades de ter uma banda, estamos levando a sério, mas sem perder a diversão”, garante Marco.

 Single foi disponibilizado no Youtube

 

De maneira desprentenciosa  e sem muito alarde, a primeira música foi disponibilizada hoje, 11/12/13 (ficou legal o trocadilho de datas não é?) no YouTube. A canção Louder and Harder está disponível para audição na web. Segundo a banda, em breve mais músicas serão liberadas e um EP deverá ser lançado com essas músicas. No próximo dia 21 de dezembro, a Syntz fará sua grande estreia numa das festas do heavy metal mais tradicionais do estado. O Natal Metálico, organizado há 14 anos pelo casal Klaus e Fabi Loos, traz a estreia da Syntz nos palcos catarinenses com seu novo repertório. Além da Syntz, o Natal Metálico terá as bandas Perpetual Dreams e Battalion, que também estarão lançando material (mais informações durante a próxima semana)

 

 

Headcutters lançam novo álbum na próxima semana em Balneário

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Eles são brasileiros, catarinenses do litoral norte e conseguem ser a banda de blues mais autêntica hoje em atividade no Brasil. Os Headcutters, de Itajaí, liderados pelo vocalista e harmônica Joey Marhofer e que conta com Ricardo Macca na guitarra, Catuto no baixo e Caveira na bateria, formando o quarteto dos sonhos de qualquer bluesman, seja lá da região de Chicago, nos Estados Unidos ou de uma cidade portuária no Sul do Brasil. Os Headcutters formam hoje a melhor banda de blues do Brasil e estão prestes a lançar um novo álbum.

Nesta semana nas redes sociais, o vocalista Joey apresentou aos fãs e amigos, o teaser do novo álbum, chamado Shake That Thing, que impressiona pelo fato de que, neste disco, serão 11 canções autorais e duas regravações. O novo álbum conta com a participação de bluesmans, tanto brasileiros como americanos, como Igor Prado, Omar Coleman e  Richard Pryor o Lee Pryor.

A banda brasileira figura entre uma das principais no Brasil e participa de festivais e apresentações por grande parte do território nacional, sempre arrebatando plateias ávidas pelo melhor do blues, principalmente aquele blues que remetem a grandes personalidades que marcaram a história do estilo, como Hollin Wolf, Muddy Waters, Bo Didley, Little Walter e outros grandes nomes.

O lançamento oficial do álbum será no dia 20 de dezembro, no Gas Station Pub, em Balneário Camboriú. Cd’s já estão disponíveis para a venda através do site: www.chicoblues.com.br

 

 

Ronnie Von: documentário finalmente coroa o rei do rock brasileiro

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Durante décadas ele foi taxado como o príncipe. O plano B do pop, já que  a mídia havia eleito Roberto Carlos como o grande Rei. De fato, RC era mais popular, mas a inocência do rock da Jovem Guarda não era para aquele cantor “plano b”. Ronnie Von não tinha nada a perder e entre 1968 e 1970, gravou três álbuns de muita vanguarda, muita conexão do que estava acontecendo no mundo, de muita personalidade. O seu público, formado sempre por aquelas menininhas colegiais apaixonadas pela beleza do seu ídolo, do que pela sua arte, não entendeu que Ronnie estava virando a sua chave e os álbuns, inclusive, foram ignorados pela mídia especializada. Desiludido, Ronnie voltou a ser o galã, aquele cara romântico, sonho de qualquer garota jovem da época. Ronnie precisava tocar a vida e virou aquele cara que a sua mãe se derretia nos programas de final de semana de tarde.

Do meu lado, nunca houve uma admiração por Ronnie. A versão de “Girl” dos Beatles e A Praça, era tudo que eu conhecia. Até que um dia chegou em minhas mãos, dois CDRs com músicas de uns tais discos psicodélicos do principe. Paralelo a isso, lá pelo começo dos anos 2000, o jornalista Fernando Rosa, o Senhor F, havia publicado artigos sobre a “história secreta do rock brasileiro”, foi o estopim para que a juventude venerasse a chamada fase psicodélica de Ronnie Von, com três discos extraordinários e revolucionários, que infelizmente, ficaram a ver navios na época.

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A coroação acontece em pleno 2013, com os relançamentos dos bolachões gravados pelo artista nos anos 1960. O chamado para esta matéria é mais além. O teaser do documentário, “Quando éramos príncipes”, divulgado há dois dias, deixou eu e muita gente arrepiado, emocionado, com o próprio Ronnie e a banda Os Haxixins, tocando o clássico “A Máquina Voadora”, de 1970, ao vivo, exclusivo para o documentário do jornalista Ricardo Alexandre e pelo cineasta Caco Souza. O teaser ainda impressiona com depoimentos de Rita Lee, Manoel Barenbein e Arnaldo Saccomani, que produziu os famosos discos de Ronnie.

O documentário promete ainda contar a tentativa do “príncipe” de estabelecer no Brasil, um tipo de música pop mais experimental, sofisticada, como se fazia fora do país. O doc conta com farto material de arquivo e as músicas serão executadas com arranjos com a fidelidade as gravações originais. O mais emocionante mesmo é ver um Ronnie Von, que é durante a semana “Todo Seu”, na TV Gazeta, cantando empolgadamente aquelas músicas que lá atrás, foram ignoradas pelas pessoas daquele tão passado presente.

Documentário passa a partir desta segunda-feira no BIS

“Ronnie Von: Quando éramos príncipes” estreia na faixa BIS Docs do Canal BIS (antigo Multishow HD) na segunda-feira 02 de dezembro, às 19h30, com reprises na segunda-feira 02/12 às 04h, terça-feira 03/12 às 08h30, quinta-feira 05/12 às 09h, sábado 07/12 às 19h30, sábado 07/12 às 03h30 e segunda 09/12 às 15h30.  O filme é uma produção da Tudo Certo Conteúdo Editorial em parceria com a Vira-lata Filmes e o canal BIS.

Plastique: banda de brasileiros participa de evento da Marshall em Londres

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Meses atrás Mundo47 noticiou que a Plastique, banda britânica com brasileiros na sua formação (o mineiro Fabio Couto e a catarinense Anelise Kunz) e o britânico Gabriel Ralls, estava participando de um evento dos amplificadores Marshall – Marshall Ultimate Band Contest. Na votação pela internet, centenas de bandas tentavam ganhar a confiança de seu público para participar de um evento da empresa que escolheria uma banda para participar do Download Festival 2014, no Reino Unido.

Pois bem. Depois de uma bela campanha e a ajuda dos amigos e dos fãs, a Plastique foi selecionada para a grande final com mais quatro bandas. O evento acontecerá no próximo dia 23 de novembro em Londres, onde os brasileiros e as outras finalistas, terão meia hora para mostrar serviço.

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Desde meados de outubro a Plastique está contudo no lançamento de seu segundo álbum, o #SocialScar. Superior ao primeiro álbum, o disco já tem uma série de reviews no Reino Unido e já pode ser adquirido no site oficial do álbum, além de ser ouvido em streaming pelos internautas.

Então sábado vamos ficar na torcida pelo êxito da Plastique no Marshall Ultimate Band Contest

Get it from your favourite store:
iTunes: https://t.co/vqbIUWDPbt
Amazon: http://www.amazon.co.uk/SocialScar-Explicit-Plastique/dp/B00F0CPN1Y/
Bandcamp: http://plastique.bandcamp.com/album/socialscar
Spotify:http://open.spotify.com/album/5oPFDCe4dgXYQ6x0kzzyw9
Deezer: http://www.deezer.com/en/album/6913690

Live at BBC VOL.2: beatlemania reacende com nova coletânea de rádio britânica

 

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Por Leonardo Conde de Alencar*, Rio de Janeiro

 

Viva Sir Joseph Lockwood!

Nos Anos 60 não havia rádios comerciais na Grâ-Bretanha e a BBC reinava absoluta. Porém, havia um impasse: as gravadoras não permitiam que seus fonogramas tocassem na “Beeb” (como chamavam carinhosamente a rádio oficial britânica), com raríssimas exceções, que, geralmente, vinham acompanhadas de um burocracia pra lá de complicada.

Sir Joseph Lockwood, então Presidente da EMI, chegou a declarar “Mesmo se as rádios comerciais fossem permitidas na Inglaterra, eu não deixaria minhas músicas serem transmitidas!” Por causa dessa limitação é que apareceriam as rádios piratas, como a Radio Caroline e a Radio London, que transmitiam – reza a lenda – de navios ancorados próximos ao litoral inglês.

O mais irônico é que essas rádios, apesar de serem, obviamente, repugnadas pelas gravadoras, tinham a simpatia dos músicos. Inclusive, os Beatles chegaram até a gravar vinhetas para a sua programação, tipo “Hi, aqui fala John Lennon e estou ligado na Rádio London!”

O fato é que a BBC era um importante veículo para os artistas da época e os Beatles, como qualquer outra banda, sonhavam em um dia aparecer num de seus programas. E por causa da restrição aos fonogramas, a solução encontrada foi regravar (em estúdio ou num auditório) as canções para transmissão. Na época, isso pode até ter gerado algumas críticas, mas ao longo do tempo, essa medida acabou se tornando uma grande amiga dos fãs e colecionadores, pois foi por ela que  pudemos dispor de 275 gravações exclusivas (contando canções que foram executadas mais de uma vez) dos Fab Four para acrecentarmos à nossa coleção. E o principal é que, de todas essas, trinta e seis nunca seriam registradas pelo grupo em seus discos durante a sua carreira.

Por anos, essas gravações foram alvo de cobiça dos colecionadores, ávidos por material inédito do grupo. Os primeiros “bootlegs” que apareceram nos Anos 70 tinham o som muito ruim. Somente no final dos 80′s é que surgiram no mercado alternativo boa parte desse material com um som audível, graças a colecionadores que gravaram em casa alguns dos programas em que os Beatles participaram na rádio. Isso causou um certo falatório que logo chegou aos ouvidos dos profissionais da British Broadcast Corporation. Estes resolveram fuçar seu arquivo e o resultado foi meio decepcionante. As fitas da maioria dos programas haviam sido apagadas ou reutilizadas (apesar do grupo já ser vangloriado na época, ninguém poderia supor que um dia esses programas chegariam a status de tesouro). O que sobrou foram alguns discos compilados por DJs (os chamados “Transcription Discs”, que eram LPs feitos para referência ou, em alguns casos, para serem enviados a outros países.

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Utilizando esse material, a BBC fez um especial em 1982 chamado “The Beatles At the Beeb”, que foi um sucesso sem limites. Algum tempo depois fizeram um novo especial, contendo mais material resgatado, e foi outro sucesso. A partir daí era questão de tempo que esse ouro fosse lançado oficialmente, mas, claro, a querida burocracia ajudou pra que demorasse anos e anos. Finalmente, em 1994, é lançado o álbum duplo “Live At The BBC” contendo nada mais, nada menos do que trinta músicas inéditas dos Beatles num só pacote (o fato de terem lançado quase todas as inéditas num só álbum é um grande indício de que um Vol.2 não fazia parte do plano inicial).

Instaurou-se então uma nova beatlemania no mundo, com o álbum atingindo o primeiro lugar na Grâ-Bretanha e o Top 3 americano, e que foi uma espécie de “Anthology Vol.0”, pois um ano depois seria lançada a série “Anthology” com três CDs duplos (e LPs triplos), contendo somente gravações inéditas feitas nos estúdios da EMI, em shows, rádio e TV, e que chegaram,  cada um dos três volumes, ao primeiro lugar da parada da Billboard, nos EUA. E essa brilhante fase terminaria (terminaria?) com chave de ouro quando a coletânea “One”, que continha todos os singles que atingiram o primeiro lugar no Reino Unido e nos EUA, ficou 9 semanas seguidas no primeiro lugar da parada americana e, em 2010, ganhou o título de álbum mais vendido da década. Sim, uma banda dos Anos 60 teve o disco mais vendido da década de 00!

Mas o que há por trás das participações dos Beatles na BBC? O principal é que qualquer artista que ganhasse um programa da BBC de meia hora por semana só pra ele (“Pop Go The Beatles”, que de início teria quatro edições, mas que, devido ao sucesso, acabou tendo mais onze), iria, com certeza, martelar seus sucessos até os ouvintes se cansarem. Os Beatles, claro, também tocaram seus hit singles nos três anos em que participaram tocando ao vivo na rádio, mas, na maior parte das vezes usaram o tempo que tinham para tocar as músicas que eles curtiam, que os influenciaram, dos artistas de quem eram fãs, como Elvis, Carl Perkins, Buddy Holly, Arthur Alexander, Everly Brothers, entre outros, e músicas que nem sequer estavam em seus discos.

Era um pensamento totalmente anti-marketing e que, provavelmente, deve ter feito os executivos de sua gravadora arrancarem os cabelos dizendo “mas, como esses caras ganham um programa na BBC e não o utilizam para vender nossos produtos?” O fato é que, mesmo no longínquo 1963, John, Paul, George e Ringo já podiam tudo e seus chefes acabariam fazendo vista grossa, uma vez que sabiam que os quatro garotos de Liverpool (e na época eram garotos mesmo, o mais velho tinha apenas 23 anos) iriam vender horrores fazendo propaganda ou não.

E para provar ainda mais que eles não pensavam somente na grana, que tocavam por curtição mesmo, é que, além de evitar tocar os seus hits, eles, na grande maioria das vezes, escolhiam canções mais obscuras dos seus ídolos, como faixas que não haviam feito sucesso, lados b, e faixas que estavam escondidas em LPs, como “So How Come”, dos Everlys, “Clarabella”, com The Jodimars, “Soldier of Love”, de Arthur Alexander, e “Glad All Over”, de Carl Perkins.

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A obra dos Beatles já está mais do que consagrada desde antes da separação, tudo que nós falarmos de elogio será chover no molhado, mas o lançamento oficial das suas gravações na BBC de Londres veio a provar como a banda era afiada ao vivo. John Lennon certa vez disse que o melhor trabalho de seu grupo nunca havia sido gravado. Ele se referia ao som que eles tiravam no Cavern e em Hamburgo antes de conquistarem o mundo e que, quando eles começaram a tocar em locais grandiosos, sem estrutura, sem sistema de retorno, e, principalmente, com os gritos ensurdecedores das fãs, eles nunca mais conseguiriam reproduzir sua qualidade.

Com raras exceções, como os vibrantes shows de Melbourne, Austrália e Washington, EUA, em 1964, o quarteto era prejudicado por esses problemas e acabava perdendo o entusiasmo, embora que, pra quem não conseguia se ouvir e ouvir seus colegas de palco, manter a sincronia já era um façanha impressionante. E o lançamento de “Live At The BBC” e sua continuação “On Air: Live At The BBC Vol.2” vêm fazer jus aos Beatles como uma excelente banda ao vivo, com os músicos milimetricamente ensaiados e entrosados, sem erros. Lembrando que os arranjos eram criados pelos próprios, sempre dando um toque Beatle às canções de R&B e de Soul. George Harrison com seus solos “rockabilly” impecáveis, John Lennon e seu ritmo “Merseybeat”, praticamente criado por ele, em seu melhor momento, Ringo Starr com sua batida criativa e perfeitamente no tempo, e Paul McCartney com seu baixo Hofner criando melodias e não somente fazendo a marcação. Tudo isso muito bem gravado pelos competentes técnicos da BBC. Precisamos mencionar que o equipamento que a rádio tinha naquela época era mono e não multi-canal, o que fazia com que os músicos tivessem que tocar ao vivo e, quando havia necessidade de algum “overdub” (o que só aconteceu com os Beatles umas duas ou três vezes, quando o John insistiu em fazer um “double-track” vocal), eles tinham que realizar um “tape-to-tape overdub”, ou seja, reproduzir uma fita enquanto um novo vocal era adicionado e gravado numa segunda fita. Por isso, o resultado que os engenheiros da rádio conseguiram, criando mixagens instantâneas perfeitamente balanceadas, é digno de altos elogios. Essa limitação, em todo caso, seria (junto da agenda cada vez mais complicada) um dos motivos da banda parar de se apresentar ao vivo na emissora, uma vez que, imagine como seria tentar reproduzir as músicas do “Revolver” ou do “Sgt Pepper” dessa forma…

 

E muitas vezes a necessidade de recriar suas canções de sucesso na BBC dava oportunidade para que eles testassem arranjos diferentes.  Vemos isso em “If I Fell”, em que eles fazem uma versão elétrica e mais rápida em relação à romântica versão acústica do álbum “A Hard Day’s Night”ardH, “Please Mister Postman”, mais lenta e num clima mais calmo do que a gravação do “With the Beatles”, “Money”, num arranjo sem piano, com o riff tocado pelas guitarras, “Please Please Me” sem a harmônica de John, com o riff tocado também na guitarra, etc. É importante lembrar também que vários dos covers lançados pelos Beatles em seus álbuns (incluindo os seis do “With the Beatles”, segundo álbum da banda e que está comemorando 50 anos agora em novembro) tiveram seu debut na BBC, sendo alguns deles mais de um ano antes de sua versão oficial sair.

Com a compra da EMI pela Universal, esta parece que quer mostrar serviço e, logo no início, já lança um álbum duplo de gravações inéditas: “On Air: Live At The BBC Vol.2”, dezenove anos depois do primeiro volume.  Como trinta das trinta e seis inéditas saíram no primeiro volume (que volta agora revisado e remasterizado, com várias gravações com upgrade de som, incusive, com a descoberta de novas fontes para algumas faixas), o “BBC Vol.2” se concentra mais nas versões “At the Beeb” para as canções mais famosas compostas ou interpretadas pelo grupo. Clássicos como “She Loves You”, “I Want to Hold Your Hand”, “Twist And Shout”, “Anna”, “From Me To You”, “This Boy”, “And I Love Her”, “PS I Love You”, “You Can’t Do That”, “Do You Want To Know A Secret”, “There’s A Place”, “Misery”, entre outras, voltam em versões inéditas ao vivo  e com a mesma vibração de 1963 e 1964. Aliás, o mais legal em se tratando de Beatles é justamente a atemporalidade deles. Um lançamento de gravações inéditas em pleno 2013 chama tanta atenção quanto na época em que os quatro estavam juntos, disputando os primeiros lugares das paradas e atraindo pessoas de todas as idades.

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Mas, e as canções inéditas? Ah, sim, não esquecendo, das seis que sobraram do primeiro volume, três delas não foram consideradas: “Dream Baby”, original de Roy Orbison, “A Picture Of You”, sucesso contemporâneo de Joe Brown, e “Besame Mucho”, baseada na versão dos Coasters, todas gravadas ainda em 1962, com Pete Best na bateria. Mas, nada a ver com o pouco talento do primeiro baterista da banda, o motivo é que nenhuma fonte com qualidade audível foi achada desses primeiros programas. Uma pena, pois, mesmo com som ruim, dá pra perceber que as performances são ótimas. A quarta, “Lend Me Your Comb”, original de Carl Perkins, saiu pela primeira vez no “Anthology Vol.1”, em 1995, e agora volta com um som um pouco melhor no lugar certo. Sobraram então duas faixas: “Beautiful Dreamer”, uma música tradicional, que fazia parte do repertório de nove entre dez bandas de Liverpool em arranjos “Beat”, cantada por Paul. E “I’m Talkin’ About You”, de Chuck Berry, interpretada por John, ambas retiradas de “bootlegs” (o que também foi feito em outras músicas dos dois álbuns, embora a BBC e a Apple não gostem muito de admitir), com som, infelizmente, apenas razoável, mas que não chega a frustrar o ouvinte, afinal, poder ter duas músicas inéditas dos Beatles em 2013 é um privilégio.

E ainda vem mais uma constatação. Os Beatles já são considerados hours-concours por terem lançado 12 LPs (sendo um duplo), 22 singles (que das 44 faixas, 30 não estavam nos LPs) e mais dois EPs com material exclusivo em apenas sete anos e meio de carreira fonográfica. Se nós juntássemos as 36 músicas gravadas exclusivamente para a BBC, poderíamos criar mais três LPs de 12 faixas. Ou seja, nunca artistas trabalharam tanto em tão pouco tempo de carreira quanto os Beatles. E, dificilmente, ainda haverá quem os supere.

O que mais dizer? COMPREM!

 

*Leonardo Conde de Alencar,  analista de sistemas, músico nas horas vagas e colecionador, pesquisador dos Beatles e do pop-rock dos anos 60´s. Apresentador do programa Web Go The Beatles, todo domingo, 12h e 23h no http://www.route66classicrockradio.com/

 

Profetateu é o novo clipe/música de Antonio Rossa

Profetateu – Antonio Rossa & Rodrigo Daca (Videoclipe Oficial) from Transitoriamente on Vimeo.

 

 

Antonio Rossa certamente não imaginou que a música e o clipe de Profetateu seria um de seus  melhores trabalhos. A música que já é de uma qualidade de composição e melodia excelentes, foi abençoada com a ideia do músico, compositor, diretor, ator, cantor, enfim, o cara é multi, de fazer um vídeo bacana, com qualidade e excelente fotografia. Músico convidado, o nosso sempre indispensável Rodrigo Daca, que empresta sua voz para uma bela parceria em Profetateu de Antonio Rossa.

 

Dirigido, idealizado e editado por Rossa, o clipe de Profetateu conta com os atores Simone Moraes, Marcelo Mudera, Juliano Malinverni, Marcela Machado, Ana Carol Miranda, Jadel Kratz e Rafael Nicolay. 

A música foi gravada e arranjada pela turma da Sociedade Soul, lá de Floripa, no Magic Place, estúdio mágico de floripa sob a batuta de Renato Pimentel.

Dá um confere aí!

 

Aerocirco volta aos palcos comemorando 10 anos de lançamento do primeiro disco

 

O sábado, 09, será especial na Célula Cultural em Florianópolis. É a banda Aerocirco, que volta para um show apenas, comemorando os 10 anos de lançamento do seu primeiro disco, Aerocirco. A apresentação inicia a partir das 23h00 com ingressos antecipados a R$ 20 Dilmas e na hora R$ 30 Dilmas.

Conversamos com o guitarrista Mauricio Peixoto, que entrou na banda em 2007 e disse que o show é único. Mauricio conta que a banda acabou ainda em São Paulo, três anos atrás, quando os integrantes tentavam a carreira no eixão. Segundo ele, alguns integrantes resolveram voltar para Florianópolis e aí todos seguiram caminhos diferentes.  ”A volta é só para este show mesmo. Hoje o Della mora em Belo Horizonte, o Henrique em Laguna, só eu e o Rafa em Floripa, seria muito difícil manter uma banda deste modo”, explica.

 

 

Greg Wilson e Lenzi Brothers fazem tour pelo litoral

Wilson e os irmãos Lenzi Brothers em três momentos nesta semana.

Wilson e os irmãos Lenzi Brothers em três momentos nesta semana.

 

Toda vez que o guitarrista e vocalista norte americano Greg Wilson se reúne com os irmãos Lenzi, é fato que a noite será daquelas de cair o queixo. O vocalista do Blues Etílicos há algum tempo já tem essa boa parceria com os Lenzi Brothers, banda catarinense que recentemente lançou seu DVD ao vivo de 15 anos de banda. Com Wilson, eles também gravaram um álbum em 2012. O disco gravado em poucos dias é um dos melhores lançados naquele ano.

Nesta quinta-feira, 07,  o giro com Greg Wilson começa em Brusque, com uma grande jam de músicos do blues catarinense. Essa festa (cartaz abaixo), é produzida pela DEMEC produções, do grande Demian, lá de Brusque, mas infelizmente, segundo o próprio Demian, os shows estão sold out.

 

Na sexta (08) e sábado (09), os shows acontecem no Didge de Balnéario Camboriú e Joinville respectivamente, mas aí sem os músicos da grande jam de Brusque, mas sim o agora quarteto Greg Wilson e Lenzi Brothers.  Em Santa Catarina, além dos Lenzi Brothers, Greg Wilson tem outra boa parceria com um grupo de blues, o Riverside Blues, de Blumenau. Esta é outra banda que Greg se apresenta em Santa Catarina. Com os Lenzi Brothers o repertório varia com músicas de Greg Wilson e também músicas originais Lenzi Brothers, em versões adaptadas a voz de Wilson. Vale a pena conferir.

Os ingressos para os shows no dois Didge, de BC e Joinville, custam R$ 20,00 e as apresentações estão marcadas para às 23h45.

 

Morre Lou Reed: underground fica cada vez mais órfão

Morreu ontem em Nova Iorque o músico e compositor Lou Reed. É o fim do bissexual transformador da música. Mutante, Lou Reed não se apegou tanto a rótulos, mas foi ídolo beatnik, herói do underground e o poeta do lado mais obscuro da música pop.

Aos 71 anos o músico não resistiu a problema no fígado, órgão que foi transplantado em maio deste ano. Reed chegou a se sentir novo, forte, mas as complicações foram maiores. Segundo relatos de seus médicos, uma hora antes de morrer, em casa em Long Island, Reed praticava Tai Chi, na tentativa de se manter vivo e equilibrado. Não deu, morreu no domingo de manhã, deixando o último final de semana mais triste.

Mas como eu conheci a obra de Lou Reed?

Acredito que como muita gente da minha geração, não foi muito diferente. Em 1991 o filme mais legal para quem curte rock foi a filmografia dos Doors, do Oliver Stone. Na trilha sonora, de uma cena que mostra Jim Morrison loucasso, toca Heroin, do Velvet Underground. Muita gente achou que era Doors, mas só numa minuciosa olhada nos créditos e nos reviews da Bizz que fui conhecer o tal do Velvet Underground.  Como algo da banda era muito raro de achar nas lojas nos anos 1990, lá pro final da década que consegui o CD do VU da banana, desenhada por Andy Warhol. Anos depois consegui um CD de Transformer, álbum de Lou Reed de 1972, o disco que inclusive deu a Lou sua única música em alguma parada musical. Durante vários anos ouvia praticamente isso, a discografia do Velvet e os discos de Lou dos anos 1970, mesmo assim, sua obra é única e coerente, do início ao fim. Esse sim, vai fazer falta.

Festival Barriga Verde: entrevista com Autoramas

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Eles já estiveram na minha casa. Eles já foram atrações em duas edições do Festival Mundo47. Eles já estão na estrada há 15 anos. No próximo sábado eles retornam a Santa Catarina para uma série de shows. A volta será em Rio do Sul, no Lance Cultural, participando do Festival Barriga Verde, organizado pela Microponto Produções e Coletivo Barriga Verde com apoio do Mundo47.

Nesta volta ao estado, participam de uma turnê bacana com uma outra banda de qualidade. A Fabulous Bandits, do Paraná. As duas bandas estão circulando pelo país com o apoio da Jaggermeister, num bus em viagens alucinantes, estilo Magical Mystery Tour. Além deles, o Festival Barriga Verde (Ingressos R$ 20,00 antecipados e R$ 25,00 na hora), traz mais seis bandas. Será um sábado de “RRRRRROOOOCK” na Capital do Alto Vale do Itajaí, uma das cidades mais rock and roll de Santa Catarina.

Um pouco antes da chegada das bandas para os shows em Santa Catarina, a baixista Flávia Couri e o baterista Bacalhau, deram uma palavrinha com o site Mundo47. Por e-mail, eles conversaram com a gente sobre a turnê, sobre a cena musical, sobre os 15 anos de estrada do Autoramas e o que vem por aí na história desta banda que faz acontecer na cena independente do Brasil. Confira!

 

MUNDO47: Pessoal, como surgiu essa nova turnê de ônibus com o Fabulous Bandits?

 

Flavinha: Fizemos dois shows com os Fabulous Bandits no começo do ano e foi pintando a idéia de fazer uma turnê juntos. Eles conseguiram o ônibus com patrocínio da Jaggermeister e nos chamaram, Estamos todos muito felizes com realização da tour, e quero agradecer os Fabulous pelo convite.

 

Bacalhau: Depois de um show que fizemos em Londrina no Vitrola Bar junto com os Fabulous Bandits em fevereiro de 2013 lançando o nosso disco Música Crocante percebemos que o show do Fabulous foi bem bacana e que as duas bandas juntas nesse dia foi muito bom e vislumbramos a idéia de fazer uma tour juntos pelo Brasil. Foi quando o Diogo do Fabulous Bandits ligou alguns meses depois dizendo que a idéia  havia sido aprovada e já tínhamos o patrocínio da Jägermeister para o que veio se chamar Unchained Tour.

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MUNDO47: A turnê já realizou shows em algumas cidades, como tá o clima com a rapaziada? Já tem alguma história boa para contar?

 

Flavinha: O clima está ótimo, diversão no palco e na estrada! Bom, temos garrafas de Jaggermeister no camarim em todos os shows, então histórias engraçadas é o que não faltam, mas a que eu lembro agora não dá pra contar aqui!

 

Bacalhau: Está muito alto astral todos os shows estão demais! Saímos de Franca em direção para mais um show em Brasília no meio do caminho pegamos dois temporais bem fortes daqueles de diminuir a velocidade para não haver nenhum de acidente, isso fez que ocoresse um atraso que nos levou a chegar em Brasília na hora exata do Fabulous entrar no palco. E no final deu tudo certo e foi showzão e com casa lotada.

 

 

MUNDO47: O Autoramas comemorou recentemente 15 anos de banda. Como vocês avaliam este tempo todo junto? 
Flavinha: Num mundo onde a música é vista muitas vezes como uma mercadoria descartável, 15 anos de estrada é para poucos. Ter uma carreira sólida como a do Autoramas é fruto de muito trabalho – e muita criatividade.

 

Bacalhau: Estaremos comemorando os  15 anos do Autoramas o ano inteiro, estamos no meio da Unchained Tour e mais Festivais e cositas mais. Percebo que estamos sempre evoluindo como banda e isso é muito bom,  pretendemos viver assim pra sempre.

 

 

 

MUNDO47: A banda é muito respeitada no Brasil e fora dele, mas o que não aconteceu foi, digamos, um estouro em todo o Brasil, como aconteceu antigamente com Raimundos, Charlie Brown e outras bandas de rock. Para vocês, o mercado do rock no mainstream acabou? 

 

Flavinha: O mercado mudou muito, com a quebra das grandes gravadoras e o crescimento da cena independente. Não dá pra comparar com essas bandas, porque o cenário é totalmente diferente. Hoje temos muitos selos de médio porte e festivais em todo o Brasil, e o Autoramas sempre esteve na vanguarda do mercado independente – na verdade ajudou a criá-lo – então conseguimos fazer muitos shows em todo o país e fora dele e viver da nossa música, mesmo sem estar no “mainstream”, o que é um privilégio.  Na real, essa divisão entre mainstream e independente também já perdeu um pouco o sentido, porque tocamos também em festivais mainstream como o Rock in Rio e fazemos programas de TV. O que importa é seguir com a nossa carreira e continuar a fazer boa música.

 

MUNDO47: A banda faz diversos shows anualmente na Europa. Como são esses shows por lá, já que a maioria das músicas são em português?

 

Flavinha: Em março de 2013 fizemos nossa décima turnê européia. Na primeira vez, pensamos – como todo mundo – que o fato de cantarmos em português poderia ser uma barreira. Mas pra nossa surpresa, acabou dando um charme a mais, inclusive muitas bandas alemãs, francesas e espanholas que cantam em inglês, após assistir nossos shows, vieram nos falar que iriam começar a arriscar músicas em  suas próprias línguas. Outro “mito” que derrubamos foi o de que pra uma banda brasileira fazer sucesso lá fora tem que fazer música tradicional brasileira, como bossa nova, ou colocar um pandeirinho… Descobrimos que o rock é a linguagem universal e que nosso rock é muito brasileiro sim e original – as críticas que recebemos dos gringos ressaltam que fazemos um “hot blooded garage rock, que temos muito suíngue. Os shows na Europa são ótimos, a cada turnê mais pessoas conhecem a banda, mais convites aparecem e incluímos mais países na agenda. Na Espanha já tocamos em festivais grandes como Primavera Sound e o Turbo Rock, ao lado de grandes bandas. Acho que junto com a Alemanha, são os dois países que mais curtem nosso som, são povos muito festivos que curtem um rock pra dançar!

 

Bacalhau: Os shows por lá são sempre divertidos e alto astral.Eles adoram que cantamos em português soa muito interessante pra eles.Já tocamos Alemanha,Aústia.Bélgica,Itália,Portugal,Inglaterra,Dinamarca,Holanda e Espanha.

 

 

MUNDO47: Em 15 anos a banda lançou bons EP´s, álbuns e também um DVD pela MTV. O que o Autoramas tem planejado para o disco após o Música Crocante?

 

Flavinha: O nosso novo DVD, Autoramas Internacional, já está na fábrica e vai ser lançado ainda esse ano. É uma seleção de imagens de nossas turnês pelo mundo e pelo Brasil desde 2008. Muitas cenas de backstage, shows, histórias engraçadas e situações inusitadas em 15 países diferentes, está muito bom! Gravamos, também, um EP de 4 faixas com o BNegão com produção do Roberto Frejat, para registrar a parceria do show do Rock in Rio. A versão online pode ser conferida em streaming no site www.musinova.com. Estamos vendo qual a melhor forma para lançar também no formato físico. E um próximo álbum de estúdio para 2014 também já está nos nossos planos.

 

MUNDO47: O Música Crocante foi um álbum que a banda gravou uma música da banda catarinense Liss, como foi esse contato para gravar a canção? 

 

Flavinha: O Gabriel curtiu muito a música, mostrou pra gente e sugeriu fazermos uma versão. A música é ótima e se encaixou muito bem no repertório do disco!

 

Bacalhau: O Gabriel recebeu o cd ou mp3 do disco da Liss e me disse que havia uma música que poderíamos gravar pro disco novo me enviou, ouvi e gostei de cara e gravamos no disco.

 

MUNDO47: Para os próximos álbuns, vocês pensam em buscar composições novas de outros artistas para fazer sua versão?

 

Flavinha: Se acharmos uma música boa, sim!

 

Bacalhau: Claro é uma idéia pretendo pedir algumas músicas pra alguns compositores que gostamos mas não vou dizer quais!!

 

 

 

 

MUNDO47: Neste sábado a banda toca em Rio do Sul. O que o público local pode esperar para este show?  

 

Flavinha: Alô galera de Rio do Sul, neste sábado venham curtir muito RRRRROCK e Country Rock com Autoramas & Fabulous Bandits!  Já adianto que vai rolar uma participação surpresa no nosso show, não percam!

 

Bacalhau: Rio do Sul pode aguardar pelo melhor show de RRRRRRRRRock  do Festival Barriga Verde e espero ver todo mundo lá pra curtir conosco.

 

Festival Barriga Verde começa neste sábado em Rio do Sul

Começa neste sábado o Festival Barriga Verde

Organizado pelo Coletivo Barriga Verde e a Microponto Produções, o festival terá dois dias em finais de semana diferentes. Neste próximo, dia 19, a entrada é gratuita. No próximo, dia 26, os ingressos custam R$ 20,00 e terá show do Autoramas.

Rio do Sul é hoje uma das principais cidades rock and roll de Santa Catarina. Ainda nos anos 1990 a cidade viu se criar em seus rincões o Tschumistock, lendário festival que durou até 2008. Desde então, a rapeize do lugar inventou muitas coisas bacanas, abrindo espaço para bandas de fora e principalmente, Rio do Sul começou a ver o surgimento de diversas bandas como Liss, Full Gas, Homem Lixo e muitas outras.

O festival vai acontecer num novo point de música e cultura de Rio do Sul, o Lance Cultural, atrás da Rodoviária, beira da BR-470. Mundo47 é apoiador e parceiro das coisas boas do rock em Santa Catarina. Confira as bandas que vão agitar o Lance Cultural nesse sábado e aproveite pra conhecer o som dos caras:


Sanatório (Rio do Sul) - http://on.fb.me/169RTHo
Mades Sterbrand (Rio do Sul) - http://on.fb.me/1hVVB7m
JC Rodrigues (Rio do Sul) - http://bit.ly/17tjuOE
Maggie (Rio do Sul) - http://on.fb.me/18laWNi
Lactobacilos Mortos (Rio do Sul) - http://bit.ly/1bxRWuI
Full Gas (Rio do Sul) - http://on.fb.me/1aMoJeO
Rolldyn (Rio do Sul) - http://on.fb.me/1gjS0EO

Confirme sua presença no evento: http://on.fb.me/1aCtPtZ