Clipe dos Irmãos Panarotto em super8

 

A tecnologia é velha, mas o clipe é novo. No próximo domingo, 21, os Irmãos Panarotto lançam clipe (filmado em Super 8) da música Monge Perereca, Pirulito em Floripa.

Super 8 é um sistema analógico de captura de imagem, também conhecido como o primeiro formato de vídeo caseiro da história. Pois bem, ano passado através do olhar de Cláudia Cárdenas e Rafael Schlichting registramos o nosso primeiro clip em super 8. O clipe em questão é da musica Monge, Perereca, Pirulito (do disco Chamando Chuva) e estará sendo lançado neste domingo em Floripa.


Saiba mais aqui:
https://www.facebook.com/events/1511074559163071/?pnref=story

Woodsrock: o Alto Vale relembra velhos tempos

wood

Lendário era o Tschumistock. Festival ao ar livre realizado durante 13 anos em Rio do Sul, no Alto Vale do Itajaí. Os anos passaram e desde 2008 o Tschumistock não é realizado. Ficamos órfãos? Bom, o fim do tradicional festival em Rio do Sul foi ponto de partida para a criação e consolidação de uma cena importante para o rock autoral em Santa Catarina. Hoje a cidade é uma referência, mas faltava reviver aqueles tempos onde nos enfiávamos num festival num sítio ou chácara afastada de tudo e de todos, onde só o rock iria imperar novamente.

Eis que surge o Woodsrock. O festival que inicia amanhã promete uma programação com mais de 20 atrações musicais e intervenções artísticas. Segundo a turma que organiza, um m festival multicultural que vai movimentar o cenário cultural catarinense, cedendo espaço para que se crie um ambiente paralelo. Nem que seja por tempo determinado.

O Woodsrock acontecerá entre os dias 14 e 16 de novembro em Ibirama, no sopé da serra do Alto Vale do Itajaí, na pousada Scursel,  com área para camping, serviço de bar e cozinha, estrutura de banheiros e chuveiros, piscina e sala de jogos.  Confira a programação e o serviço. Ainda há tempo de se programar e dar um rolê na terra dos belos “panoramas”.
# PROGRAMAÇÃO COMPLETA

Sexta – 14/11/2014
19h30 Full Control – Ibirama/SC
21h00 Costeletas – Rio do Sul/SC
22h30 Sabiá Preto – Ibirama/SC
00h00 Lenzi Brothers – Balneário Camboriú/SC
01h30 Rhestus – Indaial/SC
03h00 DeadAttack – Caçador/SC

Sábado – 15/11/2014
13h30 Buddy Revell – Ibirama/SC
15h00 Frenesi – Ibirama/SC
16h30 Homem Lixo – Rio do Sul/SC
18h00 Don Capone – Orleans/SC
19h30 Chapéu Preto – Taió/SC
21h00 Mar de Marte – Erechim/RS
22h30 Scarlett – Balneário Camboriú/SC
00h00 Centro da Terra – São José do Rio Preto/SP
01h30 Vlad V – Blumenau/SC
03h00 Rolldyn – Rio do Sul/SC

Domingo – 16/11/2014
10h30 Cores Berrantes – Curitiba/PR
12h00 Da Caverna – Florianopólis/SC
13h30 Ninguém Sabe – Itajaí/SC
15h00 Tribuzana Blues – Florianopólis/SC
16h30 The Headcutters – Itajaí/SC
18h00 Filipe Burgonovo – Blumenau/SC

Serviço
O quê: Woodsrock 2014
Quando: 14,15 e 16 de novembro de 2014
Onde: Sítio e Pousada Scursel – Rua das Flores, s/n – Ribeirão das Pedras – Ibirama/SC
Quanto: Antecipados: R$80 (para os 3 dias de evento)
Informações: facebook.com/festivalwoodsrock / Rafael Martins – (47) 8879 5495 / (47) 3357 2944

Rec On Mute lança primeiro single do EP de estreia

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Os rapazi da Rec On Mute, de Jaraguá do Sul estão prestes a lançar o EP Hereafter. O EP será disponibilizado todo ainda em novembro, porém a primeira música do EP, Rubber Candle, começou a ser divulgada ontem no YouTube e Vimeo. Para quem não conhece o quarteto de Jaraguá do Sul, a Rec On Mute faz um Post Rock, Shoegaze, Experimental com influências de Sonic Youth, Explosions In The Sky, Mogwai, Nothing, Popstrangers. Formada por  Gabriel Barg – guitarra e voz, Julio Domingos – guitarra, Kélson Marcelo – bateria e Wilson Lopes – baixo.

RUBBER CANDLE – Rec On Mute from Swan on Vimeo.

20 anos dos Ramones em Balneário Camboriú

 

Histórico! Ramones em SC - Foto Júlio Cavalheiro
Histórico! Ramones em SC 1994 – Foto Júlio Cavalheiro

O lendário show dos Ramones no parque da Santur em Balneário Camboriú completa hoje 20 anos. No dia 11 de novembro de 1994, os Ramones fizeram sua única e histórica apresentação em Santa Catarina ao lado do Sepultura (em grande fase) e dos Raimundos (que há pouco tinham lançado o primeiro álbum). O show aconteceu numa sexta-feira e movimentou gente de todo canto do estado, que organizaram vans e ônibus para testemunhar a épica aparição de Joey, Johnny, CJ e Marky na “praia mais badalada do sul do mundo”.

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Ingresso do Wanderson Verch, ainda com o canhoto.

O dia foi bastante estranho. As pessoas não acreditavam que se dirigiam para um lugar como a Santur para ver os Ramones. Filas, calor e aquela porta de vidro que virou pedacinhos, apesar do “caos” a turnê Acid Chaos passou por diversas cidades brasileiras, mas aqui a coisa tomou pela lenda, pois tu fala para alguém que os Ramones se apresentaram em Balneário Camboriú e pouca gente acredita.  O sentimento como adolescente que foi no show meio que ao acaso (aproveitei carona para a praia e pimba, vi os Ramones com a turma do prédio) foi única. Era um fã de Ramones desde mais moleque, e ver que eles existiam de verdade foi um sonho… realizado. Difícil esquecer tudo.

Mundo47 foi atrás de algumas personalidades locais que estiveram no show. Pedimos para que dessem um depoimento falando da experiência em participar do show histórico.

 

Bola Teixeira, jornalista, blogueiro, fotógrafo

BOLA

“Cheguei a tarde na Santur e a fila virava quarteirão, no caso, pavilhão. Os portões – de vidro – ainda fechados. Sai fotografando tudo que via pela frente. Lembro de uma menina ensandecida na fila que fotografei. O tempo passou, milhares de pessoas na fila e nada de abrir a porta, até que o povo resolve abrir na marra. Vidro estilhaçados e invasão generalizada do pavilhão sob os olhares de reprovação do diretor da Santur Alvaro Silva. Fui direto para os camarins. Conversei com os caras do Raimundos e cumprimentei meus ídolos Ramones, mas estava tudo muito corrido e fui para o chiqueirinho. A altura – baixa – do palco permitiu que fizesse muitas fotos, verdadeiros portraits de meus ídolos.

Joey Ramone - por Bola Teixeira

Joey Ramone – por Bola Teixeira

 

Na verdade não dei muita bola pra Raimundos. Queria mesmo era fotografar e acompanhar o setlist dos Ramones. No meio da muvuca vejo aquela mesma menina que fotografei lá fora já em fim de linha sendo carregada para fora do pavilhão desmaiada. Entra o Sepultura. O povo enlouquecido demais, vazei do chiqueiro e acompanhei lá detrás do pavilhão. Foi tudo muito inesquecível, se é que você me entende”

Marcos Espíndola, jornalista/empresário

marquinhos

“Eu não sei se você esteve lá, mas também não te recrimino se você achar que eu também não estive. Mas todos sabemos o tamanho da nossa fé. Explico: a saga dos Ramones começou antes. Do boato sobre a possível vinda dos caras para Balneário Camboriú, que se alastrou numa torrente de incredulidade. “Em Balneário? Nem f******!”, era o que mais se ouvia. E justificável, veja, naquela época mal entrávamos no Windows e a internet era algo impensável para esses cantos de cá do Atlântico. Fato é que a história esquentou, ferveu e fez o tempo fechar na cidade.  Na época eu estagiava em um jornal da cidade e lembro de aproveitar a deixa para correr hotéis a procura da camarilha punk, aqueles heróis da juventude. Até que do algo do Geranium (é esse o Hotel), deu para ver algumas cabeças cabeludas e de óculos escuros. Bom, vai ter show. E foi “O” Show.  Foi o congraçamento de uma vida, um rito de passagem tardio para milhares de marmanjos que ali sacramentaram o fim da adolescência. Perdemos a inocência e quase tudo passou a ser possível. Tenho comigo que muitos até hoje juram que foram para não passar vergonha por não ter levado fé. Tenho a impressão de que se todos aqueles que garantem que estiveram presentes no show realmente estavam lá, teria que haver dois daqueles complexos da Santur.
Eu não os recrimino por mentirem. Até eu custo a acreditar ainda hoje eles estivavam ali na minha frente”
Klaus Peeter Loos, Empresário/Sumidade do Metal
klaus

“11/11/94, quem diria, já se passaram 20 anos daquela sexta-feira maluca, em que pouca gente acreditava e hoje ainda duvida. Ramones e Sepultura juntos em Balneário, Camboriú, na Santur,  com abertura dos então iniciantes Raimundos, seria possível? Sim, cheguei lá cerca de 3 horas antes do show, uma confusão danada na entrada, muita gente concentrada derrubou os portões de acesso, loucura. Já lá dentro, o palco ao fundo, muito aglomero, gente escalando as paredes laterais, surreal. Raimundos deu seu recado, e então os mágicos Ramones fizeram um show digno da sua aura mística, deixando todos hipnotizados, com a sequência de 1,2,3,4…pau!! Lembro bem de I just want to have something to do, Pet Sematary, I Belive in Miracles , Pshycho Terapy e tantas outras, tocadas na velocidade da luz, com Joey Ramone dando um banho de carisma. Por fim, Sepultura do Brasil, na turnê do Chaos A.D. cuspindo fogo, literalmente derrubando o teto do local, êxtase total, veio, viu e venceu, mostrando ser a melhor banda brasileira de todos tempos, coisa que nunca ninguém vai tirar deles. Como fã, digo que foi mais quente que o inferno. War for Territory!!! Foi um sonho? Talvez, mas no final saímos felizes e suados dele, inesquecível!!”

Wanderson Verch, jornalista, baterista Syn TZ, mito
wander

“O dia 11 de Novembro de 1994 é inesquecível por si só em minha mente, em meu coração… Nessa data puder conferir, no auge de meus 15 anos de idade, a apresentação de duas das maiores bandas do mundo em Balneário Camboriú: Sepultura e Ramones. Tenho até hoje o ingresso, com canhoto, uma relíquia guardada a 7 chaves. Dos Ramones, lembro do impacto que me causou ver aquelas figuras americanas enjaquetadas, com suas músicas frenéticas, que não dava tempo pra respirar direito. Lembro também do mascote da banda com a plaquinha “Gabba Gabba Hey” agitando a galera, e é claro, dos anos pós-show, quando conto para os fãs que vi os Ramones, ao vivo, em Balneário Camboriú, e eles custam a acreditar.”

Ulysses Dutra, jornalista, guitarrista
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“Simplesmente um sonho de adolescência tornando-se realidade. Ramones tocando em Santa Catarina era algo impensável e que se materializou naquela noite mágica. Ganhei uma credencial através do amigo Emerson “Tomate” Gasperin e do Zeca, do Sincronia Total e pude ficar na fila do gargarejo pra assistir o quarteto mandar ver em todas aquelas músicas que eu tocava junto com os LPs no quarto de casa até rasgar o papel dos alto-falantes de um 3 em 1. Foi sensacional. Hey ho!”.
Ulysses com galera de Floripa.

Ulysses com galera de Floripa.

 

Celsinho Castellen, músico, empresário

celso

“Foi a coisa mais animal do mundo. Eu poguei um monte na primeira música, e o resto não me mexi pra não perder nada. Fiquei parado o show todo. E me arrependo até hoje que fui com uma camisa do Sepultura, cara, foi animal, difícil ter palavras para descrever, eu sabia todas as músicas de cor.  Quando o cara foi passar o som da guitarra, tinha um cara do meu lado berrando “tira a mão dessa guitarra q tu não merece”. E eu tava lá na frente na hora q estourou a porta, foi um show animal, nunca vou esquecer, tenho o ingresso ainda inteiro”.

 

Rodrigo Fachini, jornalista

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“Apesar da pouca idade, pouco mais de 16, e recém inserido no mundo do rock, a paixão pelo Ramones foi de  bate-pronto: ocorreu logo após ouvir as primeiras músicas, pelos anos de 91,92. Lembro como se fosse hoje, quando anunciaram os shows, Raimundos, Ramones e Sepultura em BC, a primeira reação foi dizer que era mentira ou que se tratava de um evento com bandas Cover. Depois de checar a veracidade, iniciou o processo de busca de ingresso e de como iria ao show. Aventuras à parte e sucesso na empreitada, os primeiros 20 minutos de show dos  Ramones foram de estagnação e a sensação inicial que não poderia ser verdade, foi a tônica. Show memorável e um dos últimos da da formação e que nunca sairão da minha memória.”

 

 

Syn TZ lança primeiro videoclipe na web

Louder and Harder, da banda catarinense Syn TZ foi o primeiro single lançado por essa nova banda de Balneário Camboriú e que também virou o primeiro clipe oficial do quarteto do litoral.

Com direção de Andrey Proença, o clipe foi gravado no Gas Station Pub. Como diz o grande Klaus Loos, “heavy metal to the end”.

A SynTZ é formada pelo guitarrista Marco Girardi, lendário da Syndrome, com Wander Verch na bateria, Oswaldo Duwe no baixo e os vocais matadores de Giuliano Schmidt. Impecável!

 

 

Paul McCartney retorna para mais uma turnê brasileira

 

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Ele ficou 17 anos sem aparecer por aqui, mas desde 2010, Sir Paul McCartney, o eterno beatle, retorna ao país para um giro pelas capitais nacionais.

Depois de shows em cidades antes não imagináveis para uma parada de um rock star de seu porte, como Florianópolis, Goiânia, Fortaleza, sir Paul estará abrindo sua turnê brasileira em “Cariacica”, município da grande Vitória, no Espirito Santo. O show acontecerá no dia 10 de novembro no estádio da cidade. Confirmado hoje, o show do dia 12, no HSBC Arena, no Rio de Janeiro. Depois uma pausa e 10 dias depois, no dia 23 de novembro, no estádio Mané Garrincha, é a vez de Brasília. A turnê vai encerrar nos dias 25 e 26 no estádio Allianz Parque, estádio do Palmeiras, em São Paulo.

A primeira turnê de Paul McCartney no Brasil quebrou todos os recordes de bilheteria da época e entrou para o Guinness – Livro dos Recordes como a maior audiência de um concerto em estádio. Mais de 184 mil pessoas compareceram ao show no Estádio do Maracanã, Rio de Janeiro, em 1990.

Paul McCartney já se apresentou no Brasil 15 vezes, desde os anos 90. Essa será a primeira visita do artista a Vitória e Brasília. Em São Paulo, onde se apresentou em 2010, o show acontece no recém-inaugurado Allianz Parque.

Imperdível!

Os ingressos já estão à venda no site da Tudus.

 

Para relembrar, vamos com vídeos que fiz da passagem de Paul McCartney por Florianópolis, em 2012.

Somaa e Sylverdale querem sua ajuda para um único CD

Somaa & Sylverdale - Todospor - Foto - Ricardo Borges-12_divulgação

O sistema de financiamento coletivo de artistas está cada vez mais em alta. Por aqui não é diferente, Mundo47 vai divulgar nas próximas postagens sobre as bandas catarinas que querem um help seu. Vale a pena ajudar e fomentar o rock produzido em nossas terras.

De Joinville, as bandas Somaa e Sylverdale estarão em um único CD/Split. Embora tenham trilhado percursos distintos, algumas coincidências cruzam o caminho das duas bandas joinvilenses. Ambas lançaram somente álbuns no formato EP, são adeptas de uma sonoridade pesada, torta e embalada por melodias, e tem no rock alternativo dos anos noventa e dois mil suas principais referências.

A campanha vai até 04 de setembro, portanto se você pode e quer ajudar, tem que correr. Enquanto preparam material para seus discos de estreia, o combo “Sylveromaa” decidiu lançar um Cd/split com músicas inéditas. Além disso, cada banda gravou uma canção da outra: o Sylverdale deu a sua interpretação para “Três”, do Somaa, enquanto o Somaa rearranjou à sua maneira “Go Ahead”, do Sylverdale. O disco contará com 10 faixas no formato Digipack, com arte de Rodrigo Falk Brum e fotografia de Ricardo Borges.

O formato Cd/Split

Em tempos em que a demanda por álbuns físicos dificilmente viabiliza a produção deste tipo de produto, a estratégia de dividir (“split”, em inglês) os custos e também o espaço no disquinho metálico parece ser uma saída viável para a insistente e guerreira cena independente brasileira.

O formato é muito comum fora do Brasil, em especial, entre bandas do cenário punk rock/hardcore. Na história da música da cidade, as bandas H2O e Atrito, em 1989, adotaram o formato lançando um LP em parceria.  Passados 25 anos, não se tem notícia de outras bandas locais que tenham aderido ao registro.

Apoio ao projeto

Com cotas que variam de R$ 20,00 a R$ 100,00, é possível contribuir para a realização deste projeto, associando e imprimindo (literalmente) seu nome à conquista deste propósito artístico. Os pagamentos são feitos por meio do Pag Seguro, ferramenta conhecida pela sua segurança e estabilidade.

O site e parceiro escolhido é o catarinense TODOS POR, conhecido pela realização de outros projetos de crowd funding, como o show do músico Stephen Malkmus e o Cd da banda ilhoa Os Skrotes. As recompensas variam entre o Cd, Cd + camiseta e Cd + camiseta + chaveiro, descanso de copo e downloads.  Todos os apoiadores terão seus nomes impressos nos Cds.

 

Links:

www.todospor.art.br/eventos/cdsplit

www.facebook.com/somaarock

www.facebook.com/sylverdale

 

Rock This Beach 3 acontece neste sábado em Itajaí

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Fexxxxxxxxxxxtênha!

Neste sábado, no Soul Beach (Canto da Lagoa, Praia Brava) de Itajaí rola a terceira edição do festival Rock This Beach.

Os guris da Yellow Box recebem nesta edição o blues da Headcutters e o rock com pitadas pop da Ou3torya.

Ingressos por R$ 30,00 pros manos e R$ 20,00 pras minas.

Chega lá, chega!

Todo nosso: biografia conta história de Ronnie Von

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Ronnie Von – O príncipe que podia ser rei, de Antonio Guerreiro e Luiz Cesar Pimentel será lançado hoje em São Paulo pela Editora Planeta. Segundo os autores, o livro é uma obra escrita com total liberdade, sem nenhuma interferência do biografado, o que de fato mostra maturidade e o espírito de Ronnie, que afirmou em entrevistas recentes, que se ele escolheu esse caminho de ser uma pessoa pública, deve aguentar as consequências.

Em 17 de julho de 1944 nasceu Ronaldo Lindenberg Von Schilgen Cintra Nogueira, mais tarde nasdeu o Ronnie Von, a contra proposta da Jovem Guarda, o príncipe que soube respeitar a majestade em questão, mas que paralelamente escreveu capítulos importantes da música jovem brasileira na segunda metade dos anos 1960. Sua vida se transformou quando, por acaso, foi descoberto como cantor, rompeu com o pai e se tornou um ícone daquela época. Sua carreira como cantor começou por acaso no bar “O Beco das Garrafas”, no auge da Jovem Guarda. Ganhou vários fãs e corações, mesmo nunca tendo participado do programa apresentado por Roberto Carlos, Erasmo e Wanderléia.

Ronnie Von tem momentos distintos de sucessos e dramas. Amigo de estrelas como Rita Lee – foi ele quem batizou a banda de Mutantes –, o moço da alta sociedade carioca, usou toda sua inteligência para criar hits psicodélicos (hoje um fenômeno cult no Brasil e na Europa) e românticos. Lutou com uma doença que poucos no mundo sobreviveram. Casou diversas vezes, entre seus amores estão a atriz Bia Seidl e uma que ele NUNCA pronuncia o nome e quer riscar do mapa.

De modo independente e inesperado, foi acumulando sucessos como “Meu bem”, uma versão em português do próprio Ronnie Von para a música “Girl”, dos Beatles. A primeira gravação foi um fenômeno, e Hebe Camargo lhe deu o apelido pelo qual é conhecido até hoje: Príncipe. Em 1966, Ronnie entrou para a televisão no comando do programa “O Pequeno Mundo de Ronnie Von”, onde lançou artistas importantes. Atualmente é apresentador da TV Gazeta, na qual comanda o programa diário “Todo Seu”.

Atualmente Ronnie Von apresenta o programa Todo Seu na TV Gazeta.

Atualmente Ronnie Von apresenta o programa Todo Seu na TV Gazeta.

 

Os Autores

Antonio Guerreiro é jornalista, diretor geral de novas mídias na Rede Record e diretor geral do portal R7.com. Foi repórter e apresentador nas TVs Gazeta,Bandeirantes, SBT, diretor do portal Vírgula e CEO da Container Digital, incubadora de novas plataformas. Foi editor chefe da Gazeta Esportiva e diretor das rádios Gazeta AM e FM e apresentador da Jovem Pan. Palestrante internacional na área de inovação e empreendedorismo, também foi professor no curso de jornalismo na Faculdade Cásper Líbero.

 

Luiz Cesar Pimentel é jornalista e diretor de conteúdo do portal R7. É autor dos livros Sem pauta: reportagens, histórias e fotos de um jornalista pelo mundo (Seoman, 2005) e Você tem que ouvir isso! (Pensamento, 2011). Trabalhou na Folha de S. Paulo, Editora Abril, revista Trip, nos portais Starmedia, Zip.net, UOL eVírgula. Também é colaborador das revistas Caros Amigos, Carta Capital, Playboy, Rolling Stone, Sexy, Elle e Superinteressante.

Serviço

Ronnie Von- O príncipe que podia ser rei

Antonio Guerreiro e Luiz Cesar Pimentel

Editora Planeta

ISBN: 978-85-422-0388-2

Não-Ficção / brochura / 16×23 / 192 páginas

R$ 34,90

SESC Prainha recebe banda Repolho para dois shows gratuitos

Chapecoenses fazem dois shows no SESC Prainha dias 8 e 9 de agosto

Chapecoenses fazem dois shows no SESC Prainha dias 8 e 9 de agosto

Queremo róque!

E a Banda Repolho retorna à Florianópolis nos dias 08 e 09 de agosto para duas apresentações gratuitas no SESC Prainha. Depois dos excelentes shows dos Irmãos Panarotto, no mesmo local,  Roberto e Demétrio voltam com a Repolho para shows na capital. Chapecoenses em alerta!

Imperdível!

repolho cartaz

 

 

Antônio Rossa e “Aquela Canção”

Antonio Rossa por Marcela Machado

 

Compositor, diretor, fotógrafo, cantor, Antonio Rossa sempre nos traz uma bela surpresa, tanto na música como nas artes visuais. O seu terceiro videoclipe, “Aquela Canção”, é mais um daqueles golaços que o lageano radicado em Florianópolis traz para nós.  Musicalmente “Aquela Canção” é daquelas músicas pop com harmonias belas e que remetem a um passado onde a música brasileira produzia no mainstream belas músicas como ela. Sonoridade, harmonia e um time de excelentes músicos de SC que sempre participam das gravações das canções de Rossa.

Tendo como pano de fundo o delicado tema “Saudade”, Rossa mais uma vez nos presenteia com sensibilidade e poesia, além da bela fotografia, é claro. O single, que é uma parceria de Rossa com o produtor Felipe Melo, contou mais uma vez com a execução e arranjos da banda Sociedade Soul, que gravou todos os trabalhos do compositor até o momento.

 
O clipe ainda contou com o motion design de Rodrigo Dutra, e a fotografia foi uma parceria de Antonio Rossa e Rafael Gué Martini.
Rossa já começou a gravar seu novo single, com lançamento previsto para o segundo semestre desse ano, é só esperar.

 

Segundo episódio do Enraizando celebra o rock and roll

 

E a rapeize do Estúdio Rizoma Design de Joinville bolou uma ideia bacana e bem didática para falar uma série de assuntos. Segundo a turma, o objetivo é informar, ensinar, explicar e também conscientizar as pessoas sobre diversos temas da atualidade. O primeiro episódio fala sobre Copa do Mundo, num apanhado rápido de três minutos sobre a paixão mundial pela Copa. No segundo episódio, a turma do estúdio celebrou o rock and roll.  A ideia é bacana, com vários gráficos e uma narração inteligente, a ideia é ser bem didático e o mais criativo possível.

Todo o conteúdo produzido será disponibilizado de forma gratuita através da internet, por meio das redes sociais e canal no YouTube.

Ronnie Von 70 anos

Ronnie Von, apresentador do programa Todo Seu, da TV Gazeta. Fev/2009

Os 70 anos do pai do psicodelismo nacional

Ronaldo Lindenberg Von Schilgen Cintra Nogueira era um típico adolescente de classe média quando em meados dos anos 1960 decidiu afrontar os pais e virar músico. Os Beatles eram motores de uma revolução que atravessava o mundo e que mesmo num país mergulhado numa ditadura, influenciaram gente como Ronaldo LVSCN a ousar. Nascia um dos artistas mais promissores e vanguardistas da música brasileira. Ronnie Von teve seu apogeu a partir de 1968, quando com liberdade artística, pôde colocar para fora sua ousadia e sagacidade em revelar a um público acostumado a canções de amor jovemguardianas, de que a música pop poderia ir muito mais além de versinhos sobre namoradinhas, brotos e carrões.

A alegria letárgica durou até 1970, numa trilogia de álbuns que só 30 anos depois tiveram o verdadeiro reconhecimento a partir das gerações mais novas. Nos anos 1970 Ronnie comeu o pão que o galã amassou. Foi forçado novamente a voltar a ser o eterno romântico e aquele cara que sua vó desejaria para sua mãe. Ainda nos anos 1970 o cantor sofreu com uma doença que o deixou em cadeira de rodas, sendo que a partir de 1981 ele foi se reerguendo aos poucos e ganhando novamente o coração de seus fãs. Ronnie Von nunca mais foi o mesmo daqueles anos lisérgicos, mas seu legado musical, em conjunto com músicos como o maestro Damiano Cozella, o compositor e produtor Arnaldo Sacomani e outros feras que emprestaram seus talentos como instrumentistas para tornar as obras do cantor cada vez mais importantes para o legado musical do país.

Hoje Ronaldo está completando 70 anos.  O pequeno príncipe plebeu que deveria estar reinando por completo. Parabéns Ronnie Von!

 

Marcos Espíndola e o legado deixado pela Contracapa

Marquinhos (E) e Rafael Weiss na fila do show do Paul em POA.

Marquinhos (E) e Rafael Weiss na fila do show do Paul em POA.

 

Uma notícia tomou meus olhos de assalto no final da tarde de ontem. Marcos Espíndola, chefe mor e líder da Contracapa do Diário Catarinense está se despedindo da coluna, do Diário Catarinense e do Grupo RBS. Em primeiro olhar a notícia choca, pois como disse depois no Facebook outro guru, Fábio Bianchini, o jornalismo cultural em Santa Catarina tem dois momentos. Antes e depois da Contracapa do Diário Catarinense.  Foram oito anos no comando da coluna cultural mais lida de Santa Catarina. A mais acessada na web, a que vinha com mais novidades, a que vinha com forte opinião, a que vinha com a paixão de Marquinhos pela música, cinema, teatro, enfim, a cultura catarinense no seu centro nervoso central.

Marquinhos Espíndola além de ser um amigo e parceiro, foi fonte de informação, foi fonte de inspiração e eu tive o prazer de durante esses oito anos, colaborar esporadicamente na coluna do DC, seja como fonte de informações ou seja como colaborador nas famosas listinhas dos melhores do ano. A saída de Marcos Espíndola do Diário Catarinense fecha um ciclo de ouro no Caderno de Variedades do jornal que já contou com o grande Dorva Rezende, na chefia, Fábio Bianchini e Renê Müller, profissionais que sabe-se lá o porquê, o Grupo RBS deixou escapar como se escapa lambari em pescaria nas lagoas do Perimbó. Hoje o legado Contracapa será tocado lá no Norte de Santa Catarina, por Rubens Herbst de A Notícia e pelo Vinícius no Santa, mas o ciclo se fecha, uma página se vira e o jeito é seguir.

Que Marcos Espíndola saiba que o trabalho deixado por ele na Contracapa do Diário Catarinense é imenso.  Foi a partir da Contracapa que muitas bandas surgiram no cenário catarinense. Foi na Contracapa que muitas festas puderam ser divulgadas, debatidas e aproveitadas pelo grande público ávido por novidades rock nas cidades catarinenses. Foi também a partir das festas da Contra, que a única reunião dos Pistoleiros ocorreu nos últimos 12 anos, em 2008, numa grande festa na Célula Cultural.  Foi na Contracapa e consequentemente em participações suas tanto na TV como no Rádio, que a produção cultural de Santa Catarina sofreu um sacode, uma nova forma de visão. Marcos Espíndola e seu trabalho no Grupo RBS foi exemplar. Vamos sentir falta de todo dia que chega o jornal e ir direto para Contracapa, antes de ler todo o jornal. Valeu Marquinhos, valeu a parceria. O Mundo47 e seus leitores desejam muita paz, muito sucesso e amor na próxima jornada que a gente sabe, vem por aí.

 

 

 

Strokes confirmado no Festival El Mapa de Todos

Os Skrotes, de Florianópolis

Os Skrotes, de Florianópolis

A primeira e por enquanto única atração catarinense na 5ª edição do Festival El Mapa de Todos, que será realizado em Porto Alegre em novembro, é a banda The Skrotes, de Florianópolis. A novidade foi postada no site Underfloripa na noite de ontem, pelo jornalista Luciano Vitor. É a primeira vez que uma banda do estado tocará neste festival, que integra de uma forma íntegra, o melhor da música produzida na América Latina.

O festival criado e idealizado pelo jornalista e editor do site SenhorF, Fernando Rosa, percorre a América Latina pesquisando e apresentando novas perspectivas da música produzida no continente americano. E o melhor, não é um festival veiculado ao famigerado e na minha opinião destruidor da cena independente, a turma do Fora do Eixo.

Vida longa ao El Mapa de Todos!

Veja os artistas já confirmados no El Mapa de Todos

 

 

Cavaleiros Marginais: música autoral do sul de SC

cavaleiros foto

 

Desde a criação do Mundo47, o Sul do estado de Santa Catarina esteve pouco presente na produção autoral da música independente no estado. Mas um novo grupo, os Cavaleiros Marginais, da cidade de Tubarão, surpreendem em seu primeiro trabalho. Bom, para conhecer essa turma, necessário apresentações. Cavaleiros marginais é antes de tudo, uma homenagem ao disco Clube da Esquina, em homenagem aos mineiros Lô Borges e Milton Nascimento.

Com o primeiro disco na web e também em versão CD, a banda tem canções próprias em português. Tanto pode se dizer que são rock, mas há também uma gostosa mistura de tango, samba, música clássica, aquela famigerada sigla MPB e outras boas influências. A banda é formada por  Guilherme Simon – voz;  Lucas Suárez – teclado e guitarra; Mauricio Nunes – guitarra e violão; Daiani Santinoni – bateria e Felipe Costa de Souza – baixo.

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Mesmo sendo um grupo novo pela ótica de Mundo47, os Cavaleiros Marginais existem desde 2008, quando subiu ao palco pela primeira vez no Festival de Música e Integração Catarinense (Femic) desse mesmo ano, para apresentar a canção Roda-gigante. O nervosismo da estreia não impediu que o público reconhecesse o talento dos jovens para compor canções. Embora não tenha vencido a mostra, a música foi surpreendentemente bem aceita e impulsionou o trabalho autoral do grupo.

Desde então, a banda de Tubarão tem feito diversas novas canções com um apurado sendo estático e uma excelente percepção com o adocicado vocal de Guilherme Simon e a perfeita harmonia dos demais músicos. Aos ouvidos sedentos por algo mais low profile na música Catarinense, o som dos Marginais é perfeito. Militando numa precária cena alternativa no estado, a banda se reveza em apresentações nos SESCs da vida e pequenos festivais.

Para melhor entender o que são os Cavaleiros Marginais, nada melhor do que uma boa audição do seu primeiro disco. Disponível gratuitamente no site da banda.

 

Banda autoral de rock alternativo. Baixe o disco:http://www.cavaleirosmarginais.com.br/

Festa Rock Therapy trás duas bandas nesta Sexta13 na Lagoa

L8 & A Geleira Ming

L8 & A Geleira Ming

E nesta sexta-feira 13 o rock e o rap tomam conta da Lagoa da Conceição. No Rock´NRoots as bandas L8 & A Geladeira Ming e O Mundo Analógico, fazem os trabalhos sonoros da noite. Marcelo Mancha, da Eutha, participa do projeto da L8 & A Geladeira Ming, explica que a festa é mais uma nova proposta para a noite rock da ilha de Santa Catarina. A fextênha inicia a partir das 23 horas na Lagoa da Conceição.

L8 & A GELEIRA MING L8 (voz, letras e rimas) Leandro Meneses de Oliveira a.k.a. ‘L8′, é um rapper nascido em Cascadura, subúrbio carioca e criado no bairro Pantanal em Floripa. L8 é sobrinho-neto de um dos maiores compositores da música brasileira, o eterno Edson da Conceição (autor da música “Não deixe o samba morrer”, que entre tantos intérpretes, foi sucesso consagrado na voz de Alcione). No fim de 2013 lançou o cd ‘Não deixe o Rap Morrer’.

A GELEIRA MING (eletrônicos, beats e percussão) Marcelo Cabral a.k.a Mancha a.k.a (2) Tio Mano é baixista e vocalista da banda eutha (ex-euthanasia), formação hardcore metal da Ilha. Heráclito Maia a.k.a Herax Stein é percussionista e vocalista do eutha. A banda sempre teve influências da cultura hip-hop, incorporadas ao som pesado e ao estilo artístico e visual urbano do eutha. A paixão da dupla pela Black Music deu origem ao projeto de DJs Mancha e Herax from L.I.M.B.O., que agora com o reforço do rapper L8, se transforma no trio ‘L8 & A Geleira Ming’, nome inspirado na antiga e poderosa Dinastia Ming, que governou a China de 1368 a 1644.

O Mundo Analógico

O Mundo Analógico

O Mundo Analógico nasceu no Sul, em Criciúma pelos idos de 2005, com o intuito despretensioso de se divertir e, de quebra, levar esse mesmo sentimento ao seu público. Os caras já dividiram o palco com grandes nomes da música nacional e internacional, como
 Marcelo D2, Tribo de Jah, Os Paralamas do Sucesso, Raimundos, Goldfinger (Califórnia), Reel Big Fish (Califórnia), Rx Bandits (Califórnia), Streetlight Manifesto (New Jersey), entre outras. Tocaram também em diversos festivais, como o SurfScream Festival, Viva Festival, Rock City Festival, Skarrocks Festival (SP) e a Maratona Cultural de Florianópolis. Eles atualmente trabalham na divulgação do primeiro álbum, Nosso Mundo, lançado no final de 2012, onde mesclam rock, reggae e ska.

Rock N Roots Floripa

Av. Afonso Delambert Neto 103/loja 5, 88062-000 Florianópolis

Gazú fala sobre críticas e sobre o novo álbum do Dazaranha

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Gazu não concorda com posicionamento da banda sobre crítica.

 

O assunto da semana é a crítica ao álbum Daza, último lançamento da banda Dazaranha, de Florianópolis, publicada nesta semana pelo blog Rifferama, do colega e parceiro de RIC Mais, Daniel Silva. A crítica em si não trabalha de uma forma desrespeitosa a banda que tem mais de 20 anos de história no estado, mas faz um alerta para os músicos e artistas catarinenses que há o que se renovar numa carreira tão longínqua como a que eles tem. Daniel relata principalmente é que o disco não tem canções inéditas, mas sim regravações de trabalhos solo dos integrantes da banda e faz pensar um pouco também sobre alguma crise criativa desses músicos que já estão há  vários anos agitando as coisas por Santa Catarina.

Mundo47 entrou em contato com o vocalista da banda, o frontman que tem na sua voz, a principal identidade do Dazaranha nesses últimos 20 anos. O nome dele é Sandro Costa, mais conhecido como Gazú. Por telefone conversamos sobre toda essa polêmica da crítica do último disco, falamos sobre possíveis erros no passado e um pouco sobre o trabalho solo de Gazu, que em breve lançará um DVD gravado em Brusque.

 

 

Confira!

 

Mundo47: Gazú, o que você achou da crítica feita pelo Daniel Silva, do blog Rifferama sobre o disco Daza, recém lançado pelo Dazaranha?

Gazu:  Eu achei que foi dito verdade ali, de uma forma coerente. Houve elogios, vi que ele engrandeceu bastante a banda. Vi nele um grande fã do Dazaranha, alguém que gosta muito da banda, não alguém que estava esperando uma oportunidade para malhar, e achei super legal cara, seria bom para a banda se houvesse críticas como essa em todos os meios impressos de Santa Catarina e do Brasil.  A gente sentiria grandioso se tivéssemos criticas como esta.  Achei ela (a crítica) superpositiva e senti a carência, não só do nosso publico, mas de Santa Catarina em geral, por novos trabalhos. Vi que não só o Daniel, mas como o público de uma forma geral, quer mais do Dazaranha e isso foi uma forma positiva. Críticas como a dele é uma carência que estava precisando, a gente deve se sentir feliz porque as pessoas querem mais

 

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Mundo47: O que você achou da repercussão sobre a crítica do disco e posicionamento oficial da banda sobre a crítica que o Daniel fez no seu blog, incluindo a assessoria de imprensa do Dazaranha que também tentou “mudar” a opinião do jornalista?

 

Gazu:   Não foi legal da parte do Dazaranha em responder e eu não fui consultado, até porque eu me desliguei da administração  do Dazaranha.  Como eu não estou na administração eu assino embaixo até os erros, mas particularmente, eu acho que deveríamos aceitar isso como uma coisa positiva, não negativa, mas a grande maioria das pessoas está achando positivo o CD, até porquê você não vai agradar todo mundo. Não podemos fazer um CD raiz como o primeiro, a gente tem nossa particularidade com as letras, o violino, o sotaque do vocalista, essa característica está presente na vida do Dazaranha e o publico está gostando. Eu particularmente acredito numa qualidade muito legal neste CD, mas eu acho que o Dazaranha não tinha que se pronunciar em relação a isso. Acho que Santa Catarina é um estado onde a gente está amadurecendo em todos os aspectos. As bandas estão amadurecendo, a gente também amadureceu sozinho desde o começo da banda, as empresas de som estão mais profissionais, a gente participou do crescimento  delas,  as casas de show estão se profissionalizando, melhorando as condições de trabalho para os músicos, essa profissionalização estamos desenvolvendo em Santa Catarina.  A critica em SC é uma coisa que  a gente está  aprendendo a ter. Veja você, me ligando  para saber de mim, isso diz que isso que a gente tem importância, é porque eu tenho algo a dizer, que o Dazaranha tem importância pra dizer, e se o Daniel fez no blog dele, é porque o Dazaranha tem conteúdo, isso eu acho que já se basta. A banda tem que ficar feliz, pois  ele estudou o CD, a história do Dazaranha, isso pra mim basta. Agora, em relação ao Chico (Chico Martins, guitarrista), a opinião dele não é opinião do Dazaranha. Ele tem direito de se defender, como ele também vai enfrentar as criticas com o que ele fala, como eu, o que eu falo também vou ter que me defender sobre o que eu falo. Embora eu não concorde com a resposta, eu assino embaixo.

 

 

Mundo47: E como esta crítica teve uma grande repercussão nas redes sociais, eu queria saber a opinião sua sobre o disco, como você avalia esse trabalho?

 

 

Gazu:  É uma batalha para gravar um CD, mas o publico não quer saber o que está acontecendo nos bastidores, quer saber do espetáculo, se ele acontece bem. O público não quer saber se é difícil montar o palco, luz, se alguma coisa não tá funcionando bem, o publico quer saber se o show tá bom. Nosso trabalho é estar organizado. Mas falando desses bastidores, para você que tem um conhecimento maior,  esse CD eu idealizei ele e corri atrás para que ele acontecesse. Na época eu era administrador do Dazaranha.  Eu escolhi o produtor, o Carlos Trilha,  uma escolha minha e aceita pela banda. Escolhi o estudio R3, que é um dos melhores estúdios do Brasil. Eu corri atrás de recursos, claro com a participação do escritório do Dazaranha, junto com o Adauto (baixista da banda) , estava do meu lado realizando essa empreitada. A gente tem a nossa dificuldade para fazer o melhor, a gente poderia pegar um estúdio mais barato, mas optamos pela qualidade, tanto na gravação quanto na produção. Em relação a parte artística a coisa é democrática. Eu não influenciei nada, ali foi escolhido o repertório democraticamente, não só pelos músicos, mas pelo pessoal da técnica, produção. A gente tinha até muitas músicas, mas cada música custa um preço alto para fazer.  Seria  bom ter um CD com mais musicas, eu também queria, mas envolve uma questão de orçamento, mas o público não quer saber disso. O Daza foi feito de uma forma independente. Os arranjos são idealizados por cada um, em seu instrumento, cada um trabalha sua parte, claro que há alguns ajustes, mas cada um faz a sua parte. O Carlos Trilha pegou as músicas prontas. Ele gravou, mixou, na gravação mexeu um pouco lá, um pouco aqui, adicionou ou excluiu a participação de algum instrumento, ele também colocou teclados em várias músicas, pois ele é um excelente tecladista, foi um disco que demorou bastante para sair. Gravamos em etapas, numa vez foram três músicas, depois mais três e depois o restante do disco, mas saímos com 11 canções. A gente havia feito o box comemorativo de 20 anos da banda, aí a gente meio que armou uma distribuição independente, junto como divulgador Chicão e ele junto com a banda, montou essa distribuidora independente, através disso estamos distribuindo o disco.

 

Mundo47: no final dos anos 1990 a banda fez parte do cast da Atração Fonográfica, gravadora nacional que lançou Tribo da Lua, com o hit Vagabundo Confesso. Todo mundo achou que vocês virariam um sucesso nacional, apesar de breve, esse sucesso teve fim. O que faltou para o Dazaranha estourar no resto do país?

 

Gazu: na época que a gente que fez parte da Atração, ainda rolava o universo das gravadoras em bancar o CD. Uma grande gravadora era o único caminho para um artista botar o disco na rua, a gravadora era tudo (gravação, distribuição, divulgação)  num lugar só. Nessa época a Atração era uma gravadora pequena, mas trabalhava mais sertanejo, caipira do interior de SP,  moda de viola, aquele som Almir Sater, do Mato Grosso do Sul, coisa desse gênero, e o Dazaranha era uma banda “pop reggae rock”, um produto meio fora do que ele estavam acostumados a trabalhar, mas eles gostaram do Dazaranha, mas a gente fez uma parceria, sabíamos que tinham gravadoras mais importantes, que poderiam trabalhar com mais facilidade, mas de repente a gente não escolheu bem a gravadora, que poderia trabalhar um produto como o nosso. Por outro lado, se fores analisar, foi feito um grande trabalho como Dazaranha. Fomos Top50 em vendagens no Brasil por três vezes, isso não é uma marca histórica não só pelo Brasil, mas para Santa Catarina. Recebemos informações que nosso disco foi comprado no Brasil inteiro, tocamos em São Paulo com casa cheia, a música Vagabundo Confesso foi regravada várias vezes, usados em diversos comerciais, inclusive pelo Guga. Se for analisar, fizemos um grande trabalho, com o Tribo da Lua, Vagabundo Confesso, fomos bem reconhecidos, vários programas de TV a gente fez, foi ótimo esse trabalho, foi grandioso, faltou dar sequencia, mantido, evoluído, mas foi um trabalho bom, hoje tu não consegue mais, as gravadoras pegam um produto pronto, elas basicamente divulgam, e muitas vezes até a distribuição.

 

 

Mundo47: Em mais de 20 anos é difícil ficar no casamento apenas com uma banda, você tem o desejo de tocar mais, com outras pessoas também. Você fez isso nos últimos anos. Como é esse seu trabalho solo?

 

Gazu:  Eu já estou uns três anos fazendo meu projeto. Depois de 20 anos a gente acha umas brechas, onde ficamos com tempo ocioso e aí comecei a fazer apresentações solo. Com isso eu mantenho meu nome na boca da galera e de lambuja mantenho o nome do Dazaranha, todo mundo ganha com isso. Uns dois anos atrás, eu gravei um CD com inéditas, só uma regravação de um amigo meu, esse CD deu origem a um DVD, onde gravei em Brusque. Teve a participação do Armandinho e do Teco Padaratz, e mais outras figuras, foi um disco basicamente gravado em cima do meu CD, onde o Armandinho deu uma musica dele, Desenho de Deus e gravou comigo. Já tem um clipe rolando no YouTube, onde tem eu e o Armandinho cantando Desenho de Deus. Esta semana estou concluindo a finalização do DVD. Estou armando com uma gravadora, mas não é nada certo, nem vou te falar, pode não acontecer, mas eu vou botar meu boi na rua. Para este projeto solo eu formei uma banda com grandes músicos, é uma grande oportunidade de eles trabalharem comigo, onde tem uma exposição, eu estou bem satisfeito em tá com essa superbanda, isso oxigena meu trabalho como musico em estar somente com o Dazaranha, eu consigo fazer algo diferente, não preciso tá mexendo com as coisas do Daza em estar levando conflitos à frente, com meu projeto paralelo eu consigo fazer minhas coisas também, estou bem feliz com isso.

 

Crispim Soares é o novo projeto de ex-Madeixas

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Nos anos 1990 e começo dos 2000 uma banda de Blumenau fez história na cena catarinense. A Madeixas. A banda gravou alguns EPs e fez shows pelo estado, passando por clássicos lugares como o Underground Rock Bar, Tschumistock e Curupira Rock Club. Após o fim da banda, os irmãos  James e Camila Zoschke foram morar em Curitiba, onde estudavam. Lá ficaram. A banda teve voltas esporádicas, mas o fim aconteceu. Nesta semana um novo suspiro. James e Camila lançaram um novo projeto. Crispim Soares. O álbum de estreia está prestes a ser lançado, Algumas Pessoas Dançam. Nesta semana o clipe 3 Marias subiu no Youtube. Gravado na Alemanha, o clipe é realizado pelo diretor catarinense Andreas Peter, protagonizado por Letícia Raash, uma artista curitibana que morava em Balneário Camboriú antes de se aventurar pelo Velho Mundo. Confira!

Os Autoramas dominam a Europa

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Os Autoramas dominam a Europa!

Do final de maio até o início de agosto a banda brasileira independente mais trabalhadora estará fazendo um verdadeiro giro europeu. Gabriel, Bacalhau e a Flavinha destilam seus clássicos atrás de clássicos no velho mundo. O último disco, Música Crocante, que teve as fotos do álbum tiradas no show em Balneário Camboriú, é com certeza um dos melhores da banda. Esperamos no segundo semestre essa rapeize de volta!

Confira os shows (se você estiver por essas cidades nestas datas, não perca!)

29/5 – Paris, France – Le Divan du Monde
30/5 – Bourges, France – Festival Cosmic Trip
31/5 – Bilbao, Spain – Kafe Antzokia + Bullet Proof Lovers
01/6 – Almansa, Spain – Codigo de Barras
02/6 – Benidorm, Spain – Rockstar
03/6 – Valencia, Spain – 16 Toneladas
04/6 – Zaragoza, Spain – La Lata de Bombillas
05/6 – Madrid, Spain – Gruta 77
06/6 – Vitoria, Spain – HellDorado
07/6 – Lanzarote, Canary Islands, Spain – Festival Sonidos Liquidos
08/6 – Sopelana, Spain – La Triangu
09/6 – Ourense, Spain – Cafe Auriense
10/6 – Vigo, Spain – La Iguana
11/6 – Coruña, Spain – Casa Tomada
12/6 – Coimbra, Portugal – Salão Brasil
13/6 – Rio Maior, Portugal – Maiorais
14/6 – Lisboa, Portugal – Aniversário da Groovie Records – Sabotage
15/6 – Leon, Spain – Gran Cafe
16/6 – Aretxabaleta, Spain – Haizea
17/6 – Le Mans, França – Les Subsistances
18/6 – Ciboure, France – La Factory
20/6 – San Sebastian, Spain – Le Bukowski + Small Jackets
21/6 – Bordeaux, France – Fête de la Musique
25/6 – Kassel, Germany – Raum für Urbane Experimente – 8PM
25/6 – Kassel, Germany – H*** – 10 PM
26/6 – Basel, Switzerland – Hirscheneck
28/6 – London, UK – Weirdsville
04/7 – Terneuzen, Holand – Den Engel
09/7 – Mariehanm, Aland Islands – Dino´s
10/7 – Helsinki, Finland – Loose
11/7 – Forssa, Finland – Hukka
12/7 – Turenki, Finland – Suviranta
13/7 – Vesilahti, Finland – Tikankolo
21/7 – Perpignan, France – Ubu
22/7 – Sète, France – La Praia
25/7 – Torino, Italia + Agent Orange TBC
30/7 – La Spezia, Italia + The Dictators
01/8 – Bern, Switzerland – Dachstock
05/8 – Fürth, Germany – Kunstskeller
06/8 – Köln, Germany – Sonic Ballroom
07/8 – Hamburg, Germany – MS Hedi
08/8 – Berlin, Germany – White Trash
09/8 – Aalborg, Denmark – Love In Vaarst