Marcos Espíndola e o legado deixado pela Contracapa


Marquinhos (E) e Rafael Weiss na fila do show do Paul em POA.

Marquinhos (E) e Rafael Weiss na fila do show do Paul em POA.

 

Uma notícia tomou meus olhos de assalto no final da tarde de ontem. Marcos Espíndola, chefe mor e líder da Contracapa do Diário Catarinense está se despedindo da coluna, do Diário Catarinense e do Grupo RBS. Em primeiro olhar a notícia choca, pois como disse depois no Facebook outro guru, Fábio Bianchini, o jornalismo cultural em Santa Catarina tem dois momentos. Antes e depois da Contracapa do Diário Catarinense.  Foram oito anos no comando da coluna cultural mais lida de Santa Catarina. A mais acessada na web, a que vinha com mais novidades, a que vinha com forte opinião, a que vinha com a paixão de Marquinhos pela música, cinema, teatro, enfim, a cultura catarinense no seu centro nervoso central.

Marquinhos Espíndola além de ser um amigo e parceiro, foi fonte de informação, foi fonte de inspiração e eu tive o prazer de durante esses oito anos, colaborar esporadicamente na coluna do DC, seja como fonte de informações ou seja como colaborador nas famosas listinhas dos melhores do ano. A saída de Marcos Espíndola do Diário Catarinense fecha um ciclo de ouro no Caderno de Variedades do jornal que já contou com o grande Dorva Rezende, na chefia, Fábio Bianchini e Renê Müller, profissionais que sabe-se lá o porquê, o Grupo RBS deixou escapar como se escapa lambari em pescaria nas lagoas do Perimbó. Hoje o legado Contracapa será tocado lá no Norte de Santa Catarina, por Rubens Herbst de A Notícia e pelo Vinícius no Santa, mas o ciclo se fecha, uma página se vira e o jeito é seguir.

Que Marcos Espíndola saiba que o trabalho deixado por ele na Contracapa do Diário Catarinense é imenso.  Foi a partir da Contracapa que muitas bandas surgiram no cenário catarinense. Foi na Contracapa que muitas festas puderam ser divulgadas, debatidas e aproveitadas pelo grande público ávido por novidades rock nas cidades catarinenses. Foi também a partir das festas da Contra, que a única reunião dos Pistoleiros ocorreu nos últimos 12 anos, em 2008, numa grande festa na Célula Cultural.  Foi na Contracapa e consequentemente em participações suas tanto na TV como no Rádio, que a produção cultural de Santa Catarina sofreu um sacode, uma nova forma de visão. Marcos Espíndola e seu trabalho no Grupo RBS foi exemplar. Vamos sentir falta de todo dia que chega o jornal e ir direto para Contracapa, antes de ler todo o jornal. Valeu Marquinhos, valeu a parceria. O Mundo47 e seus leitores desejam muita paz, muito sucesso e amor na próxima jornada que a gente sabe, vem por aí.

 

 

 

1 Comentário

  1. Os leitores perdem muito com a saída do Marquinhos. Texto superdivertido de ler! Não tenho o legado que ele tem, mas tô saindo também e agora a cobertura do rock catarinense fica contigo e com o Rubens, Rafa! O poder é de vocês! Hahahahaha…. Abraços

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