Category: Raridades

Ronnie Von faz história e toca sons psicodélicos na TV aberta

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E o Titio Ronnie Von ainda dá o que falar. Depois de uns 15 anos sendo cultuado pelas novas gerações, que com o advento da internet, descobriram os três maravilhosos álbuns psicodélicos gravados por Ronnie entre 1968 e 1970, o cantor finalmente fez uma apresentação dessas músicas na TV aberta.

Acompanhado da excelente banda Os Haxixins, caras que sabem TODAS as suas músicas desta fase, em seu programa Todo Seu, na TV Gazeta de São Paulo, Ronnie Von fez na última sexta-feira, 17, uma histórica apresentação na televisão. Foram tocadas “Máquina Voadora” e “Espelhos Quebrados”, esta última, a favorita de titio Ronnie, que ele considera a sua “Eleonor Rigby”.  Vale lembra que as músicas desta época, gravadas por Ronnie Von, NUNCA foram executadas ao vivo na TV aberta, em horário nobre.

De fato, os discos psicodélicos de Ronnie Von estão virando influência e referência na música brasileira. A redescoberta destes discos, culminaram em dois produtos interessantes. O primeiro o livro Ronnie Von – O príncipe que podia ser rei e logo depois, o documentário Ronnie Von – Quando Éramos Príncipes, que passou pelo canal BIS no final de 2014.

Confira aqui no Mundo47 a apresentação de Ronnie Von no seu programa da TV Gazeta e também na íntegra o documentário Quando Éramos Príncipes.

Fotos inéditas do show dos Ramones em Balneário Camboriú

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Não foi ontem, mas parece que foi. É enigmático falar do show dos Ramones em Balneário Camboriú naquele novembro de 1994. Até quem foi começa a pensar que foi um sonho. Há relativamente pouquíssimos registros desta apresentação de Johnny, Joey, CJ e Marky na Santur em 94. A tour passou por aqui e ninguém sabe como, os Ramones fizeram parte do cotidiano do pequeno balneário naquele mês de novembro. Em 1994, Balneário Camboriú era uma cidade com uma população muito menor do que é hoje e os ares, fora da temporada, eram provincianos e a cidade ficava , digamos, às moscas.

As fotos que estamos mostrando hoje são inéditas, tiradas pelo turismólogo, professor do Instituto Federal Catarinense, Eddy Ervin Eltermann, natural de Rio do Sul, residente no litoral catarinense desde 1995. Eddy também foi baterista de diversas bandas e hoje toca comigo, Rafa Weiss, na SouthFields, em Balneário Camboriú.

As imagens foram tiradas de câmera amadora, não com tanta nitidez ou foco, já que foi tirada no meio da platéia, no calor da emoção de ver os ídolos de perto, mas é um registro muito bacana dos Ramones em Santa Catarina. Sim, os caras estiveram entre nós.

 

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20 anos dos Ramones em Balneário Camboriú

 

Histórico! Ramones em SC - Foto Júlio Cavalheiro
Histórico! Ramones em SC 1994 – Foto Júlio Cavalheiro

O lendário show dos Ramones no parque da Santur em Balneário Camboriú completa hoje 20 anos. No dia 11 de novembro de 1994, os Ramones fizeram sua única e histórica apresentação em Santa Catarina ao lado do Sepultura (em grande fase) e dos Raimundos (que há pouco tinham lançado o primeiro álbum). O show aconteceu numa sexta-feira e movimentou gente de todo canto do estado, que organizaram vans e ônibus para testemunhar a épica aparição de Joey, Johnny, CJ e Marky na “praia mais badalada do sul do mundo”.

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Ingresso do Wanderson Verch, ainda com o canhoto.

O dia foi bastante estranho. As pessoas não acreditavam que se dirigiam para um lugar como a Santur para ver os Ramones. Filas, calor e aquela porta de vidro que virou pedacinhos, apesar do “caos” a turnê Acid Chaos passou por diversas cidades brasileiras, mas aqui a coisa tomou pela lenda, pois tu fala para alguém que os Ramones se apresentaram em Balneário Camboriú e pouca gente acredita.  O sentimento como adolescente que foi no show meio que ao acaso (aproveitei carona para a praia e pimba, vi os Ramones com a turma do prédio) foi única. Era um fã de Ramones desde mais moleque, e ver que eles existiam de verdade foi um sonho… realizado. Difícil esquecer tudo.

Mundo47 foi atrás de algumas personalidades locais que estiveram no show. Pedimos para que dessem um depoimento falando da experiência em participar do show histórico.

 

Bola Teixeira, jornalista, blogueiro, fotógrafo

BOLA

“Cheguei a tarde na Santur e a fila virava quarteirão, no caso, pavilhão. Os portões – de vidro – ainda fechados. Sai fotografando tudo que via pela frente. Lembro de uma menina ensandecida na fila que fotografei. O tempo passou, milhares de pessoas na fila e nada de abrir a porta, até que o povo resolve abrir na marra. Vidro estilhaçados e invasão generalizada do pavilhão sob os olhares de reprovação do diretor da Santur Alvaro Silva. Fui direto para os camarins. Conversei com os caras do Raimundos e cumprimentei meus ídolos Ramones, mas estava tudo muito corrido e fui para o chiqueirinho. A altura – baixa – do palco permitiu que fizesse muitas fotos, verdadeiros portraits de meus ídolos.

Joey Ramone - por Bola Teixeira

Joey Ramone – por Bola Teixeira

 

Na verdade não dei muita bola pra Raimundos. Queria mesmo era fotografar e acompanhar o setlist dos Ramones. No meio da muvuca vejo aquela mesma menina que fotografei lá fora já em fim de linha sendo carregada para fora do pavilhão desmaiada. Entra o Sepultura. O povo enlouquecido demais, vazei do chiqueiro e acompanhei lá detrás do pavilhão. Foi tudo muito inesquecível, se é que você me entende”

Marcos Espíndola, jornalista/empresário

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“Eu não sei se você esteve lá, mas também não te recrimino se você achar que eu também não estive. Mas todos sabemos o tamanho da nossa fé. Explico: a saga dos Ramones começou antes. Do boato sobre a possível vinda dos caras para Balneário Camboriú, que se alastrou numa torrente de incredulidade. “Em Balneário? Nem f******!”, era o que mais se ouvia. E justificável, veja, naquela época mal entrávamos no Windows e a internet era algo impensável para esses cantos de cá do Atlântico. Fato é que a história esquentou, ferveu e fez o tempo fechar na cidade.  Na época eu estagiava em um jornal da cidade e lembro de aproveitar a deixa para correr hotéis a procura da camarilha punk, aqueles heróis da juventude. Até que do algo do Geranium (é esse o Hotel), deu para ver algumas cabeças cabeludas e de óculos escuros. Bom, vai ter show. E foi “O” Show.  Foi o congraçamento de uma vida, um rito de passagem tardio para milhares de marmanjos que ali sacramentaram o fim da adolescência. Perdemos a inocência e quase tudo passou a ser possível. Tenho comigo que muitos até hoje juram que foram para não passar vergonha por não ter levado fé. Tenho a impressão de que se todos aqueles que garantem que estiveram presentes no show realmente estavam lá, teria que haver dois daqueles complexos da Santur.
Eu não os recrimino por mentirem. Até eu custo a acreditar ainda hoje eles estivavam ali na minha frente”
Klaus Peeter Loos, Empresário/Sumidade do Metal
klaus

“11/11/94, quem diria, já se passaram 20 anos daquela sexta-feira maluca, em que pouca gente acreditava e hoje ainda duvida. Ramones e Sepultura juntos em Balneário, Camboriú, na Santur,  com abertura dos então iniciantes Raimundos, seria possível? Sim, cheguei lá cerca de 3 horas antes do show, uma confusão danada na entrada, muita gente concentrada derrubou os portões de acesso, loucura. Já lá dentro, o palco ao fundo, muito aglomero, gente escalando as paredes laterais, surreal. Raimundos deu seu recado, e então os mágicos Ramones fizeram um show digno da sua aura mística, deixando todos hipnotizados, com a sequência de 1,2,3,4…pau!! Lembro bem de I just want to have something to do, Pet Sematary, I Belive in Miracles , Pshycho Terapy e tantas outras, tocadas na velocidade da luz, com Joey Ramone dando um banho de carisma. Por fim, Sepultura do Brasil, na turnê do Chaos A.D. cuspindo fogo, literalmente derrubando o teto do local, êxtase total, veio, viu e venceu, mostrando ser a melhor banda brasileira de todos tempos, coisa que nunca ninguém vai tirar deles. Como fã, digo que foi mais quente que o inferno. War for Territory!!! Foi um sonho? Talvez, mas no final saímos felizes e suados dele, inesquecível!!”

Wanderson Verch, jornalista, baterista Syn TZ, mito
wander

“O dia 11 de Novembro de 1994 é inesquecível por si só em minha mente, em meu coração… Nessa data puder conferir, no auge de meus 15 anos de idade, a apresentação de duas das maiores bandas do mundo em Balneário Camboriú: Sepultura e Ramones. Tenho até hoje o ingresso, com canhoto, uma relíquia guardada a 7 chaves. Dos Ramones, lembro do impacto que me causou ver aquelas figuras americanas enjaquetadas, com suas músicas frenéticas, que não dava tempo pra respirar direito. Lembro também do mascote da banda com a plaquinha “Gabba Gabba Hey” agitando a galera, e é claro, dos anos pós-show, quando conto para os fãs que vi os Ramones, ao vivo, em Balneário Camboriú, e eles custam a acreditar.”

Ulysses Dutra, jornalista, guitarrista
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“Simplesmente um sonho de adolescência tornando-se realidade. Ramones tocando em Santa Catarina era algo impensável e que se materializou naquela noite mágica. Ganhei uma credencial através do amigo Emerson “Tomate” Gasperin e do Zeca, do Sincronia Total e pude ficar na fila do gargarejo pra assistir o quarteto mandar ver em todas aquelas músicas que eu tocava junto com os LPs no quarto de casa até rasgar o papel dos alto-falantes de um 3 em 1. Foi sensacional. Hey ho!”.
Ulysses com galera de Floripa.

Ulysses com galera de Floripa.

 

Celsinho Castellen, músico, empresário

celso

“Foi a coisa mais animal do mundo. Eu poguei um monte na primeira música, e o resto não me mexi pra não perder nada. Fiquei parado o show todo. E me arrependo até hoje que fui com uma camisa do Sepultura, cara, foi animal, difícil ter palavras para descrever, eu sabia todas as músicas de cor.  Quando o cara foi passar o som da guitarra, tinha um cara do meu lado berrando “tira a mão dessa guitarra q tu não merece”. E eu tava lá na frente na hora q estourou a porta, foi um show animal, nunca vou esquecer, tenho o ingresso ainda inteiro”.

 

Rodrigo Fachini, jornalista

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“Apesar da pouca idade, pouco mais de 16, e recém inserido no mundo do rock, a paixão pelo Ramones foi de  bate-pronto: ocorreu logo após ouvir as primeiras músicas, pelos anos de 91,92. Lembro como se fosse hoje, quando anunciaram os shows, Raimundos, Ramones e Sepultura em BC, a primeira reação foi dizer que era mentira ou que se tratava de um evento com bandas Cover. Depois de checar a veracidade, iniciou o processo de busca de ingresso e de como iria ao show. Aventuras à parte e sucesso na empreitada, os primeiros 20 minutos de show dos  Ramones foram de estagnação e a sensação inicial que não poderia ser verdade, foi a tônica. Show memorável e um dos últimos da da formação e que nunca sairão da minha memória.”

 

 

A desconhecida história pop dos Aerovons

Os anos 1960 tem toda aquela aura de terem sido anos mágicos na vida de muita gente. O mais importante é que em todas as transformações que os anos 1960 proporcionaram ao mundo, é que a música era boa e tudo isso se deve há aqueles gritinhos frenéticos dos reis do Yeah, Yeah, Yeah. Em 1966 os Beatles eram reis há muito, porém já estavam de saco cheio da carreira no sentido de terem que cruzar o mundo para se apresentarem. Nesta época já haviam inventando o promo vídeo, filmagens promocionais com suas músicas. A Beatlemania estava morrendo e eles entravam em outra parada muito mais elevada.

Do outro lado do Atlântico,  milhões de jovens americanos sonhavam em ser Ringo, Paul, George e John, sonhavam em ser os Beatles. Para quatro garotos de St. Louis, no Missouri não era diferente.  Em 1966 eles já agitavam as festinhas nos arredores. Usavam em palco, os mesmos instrumentos de seus heróis, tinham muita identidade com aquilo que ouviam. Já estavam se ligando que os Beatles viravam a chave e os Aerovons surgiram da idéia de Tom Hartman.

Em 1967, com a chegada de novas canções totalmente diferentes dos fabfour, Hartman e sua turma iniciaram o seu processo de composição, fazendo músicas inspiradas em coisas que os Beatles andavam fazendo em Londres, como Strawberry Fields, Penny Lane e A Day in The Life. Neste ano a banda gravou uma demo, que fou ouvida por um representante da Capitol Records, o braço americano da poderosa inglesa EMI, a gravadora dos Beatles.  Não demorou muito para a Capitol ter a idéia de levar os Aerovons para Londres, afim de gravarem um álbum no famoso estúdio Abbey Road, onde os Beatles haviam até então registrado todos seus discos sob a orientação de George Martin. Mesmo assim, a coisa não chegou a andar como queriam. Em 1968 os Aerovons chegaram a ir duas vezes para Londres, recebiam ofertas da EMI e de outras gravadoras, como a Decca, mas o tão sonhado álbum não saia.

Foi então que em 1969 os Aerovons retornaram para Londres e gravaram o seu primeiro álbum nos estúdios de Abbey Road. A banda passou três meses na cidade gravando o disco que não teve uma produção exata, mas estava nas mãos de um jovem e promissor engenheiro de som, Alan Parsons, que praticamente gravou todo o álbum. Outro jovem engenheiro de som, que estava há três anos inventando formas de gravar as loucuras sonoras dos Beatles, Geoff Emerick, também participou de algumas faixas. Durante sua estada em Londres, o Aerovons foi muito bem cotado para ser mais um lançamento da Apple. George Harrison gostou do som dos piás, mas a volta para o Missouri incrivelmente acabou definitivamente com o sonho dos Aerovons. Bob Frank, guitarrista, desde o começo na banda, saiu do grupo alegando motivos pessoais, porém, Tom Hartman afirma que Frank simplesmente sumiu. Ainda em Londres, a banda teve outra baixa. Phil Edholm, que mal chegou a tocar guitarra nas faixas do disco.  A banda se reduziu a Tom Hartman, piano e guitarra, Mike Lombardo na bateria e Bill Lombardo no baixo.

Na volta a St. Louis os problemas ainda persistiam e a jovem banda, ainda enfrentava a negativa de familiares na continuidade da carreira. Muito jovens, as famílias Harman e Lombardo não queriam seus filhos no meio de toda aquela loucura que era a fama e as drogas. O álbum jamais foi lançado pela EMI, que dissolveu o contrato. Hartman até tentou levar a coisa para frente, mas era tarde e Resurrection, nome do disco, jamais virou um bolachão. A redenção e o reconhecimento se deu apenas em 2003, quando a RPM Records resolveu lançar o álbum. Vale lembrar que durante a vigência do contrato com a EMI, singles foram prensados na época, porém, sem promoção, os discos só foram coqueluche mesmo em St. Louis, nada mais.

httpv://www.youtube.com/watch?v=Snl9QDTZjC0&feature=youtu.be

httpv://www.youtube.com/watch?v=tRMjC0O5N4s&feature=youtu.be

httpv://www.youtube.com/watch?v=_AGn6eO-WUo&feature=youtu.be

httpv://www.youtube.com/watch?v=awTOaoev5Rg&feature=youtu.be

httpv://www.youtube.com/watch?v=U_NFd2sbqx8&feature=related

Bom, o disco é praticamente impossível de se achar no Brasil e a dica é você catar ele em algum site que disponibilize o áudio para download.

Muita coisa pode ser ouvida também no Youtube. World Of You, um dos singles lançado, é uma verdadeira obra prima e na hora, para quem conhece de Beatles, você saca que além da influência, tem aquela mão dos técnicos de Abbey Road, que mandaram ver nas orquestrações e a excelente qualidade de gravação.

Dizem que Roque Santeiro….

Dizem que Roque Santeiro, o homem debaixo de um santo…

Pois é, agora em DVD. Na realidade já tá um tempo há venda no site da Globo e outros sites, mas agora to vendo essa novela novamente, depois de muitos anos. Minha mãe deu de presente de Natal a caixa com 16 DVD pra minha vó de 88 anos, mas quem tá aproveitando a história de Roque Santeiro são os netos, eu e meu irmão. Desde o Natal já foram 4 discos com 3h30 de novela, compacta, até porquê, é difícil botar 8 meses de novela em 16 discos, mas tá ai, relembrando o passado e vendo que novela brasileira nesse país teve bons tempos. Hoje nem sei qual tá no ar, tudo porcaria com atores pífios. Abaixo a Grobo!

YouTube: Dylan assume a guitarra elétrica

YouTube, como eu sempre digo, é a melhor televisão do mundo. Tem tudo no horário que você quiser. O melhor mesmo são buscar vídeos raros e este de Bob Dylan, tocando pela terceira vez no tradicional festival folk de Newport foi imortalizado na história da música pelo uso, pela primeira vez em público, da guitarra elétrica, tão renegada pelos artistas do folk nos anos 1960. Para piorar a situação, Dylan trouxe sua guitarra e uma banda completa, com outro guitarrista, baixo, órgão e bateria. A situação deixou os puritas do folk emputecidos da vida. Peter Seeger, um dos mais puristas e radical de esquerda (chegou até a ser preso nos EUA), ameaçou cortar a fiação do palco, mas foi contido por outras figuras do folk. A história ficou também imortalizada em vídeo no filme No Direction Home, de Martin Scorsese.

A apresentação é tensa, porém, sansacional! Adoro esse som cru anos 60. Ainda bem que Dylan optou pela guitarra, tanto violão ou guitarra, na minha opinião, o cara foi único!

You Tube: Tim Maia ao vivo em 1974

Um pouco antes de abraçar a causa do Racional Superior, Tim Maia participou de uma gravação para a TV no Teatro Bandeirantes em São Paulo. O ano era 1974 e o gordinho mais simpático da Tijuca já estava lendo o “livro” Universo em Desencanto, mas ainda não havia abocanhado toda a cultura Racional de vez. Mas nesta apresentação, uma das raras apresentações em vídeo de Tim  Maia cantando uma música da fase Racional. Aqui você vê Réu Confesso, Primavera, Azul da Cor do Mar e a inédita ao vivo, Que Beleza. Tudo isso você encontra no You Tube,  ”a melhor televisão do mundo”, segundo Rafael Weiss, editor e redator do Mundo47 (por coincidência esse texto)

Drops…………………………………..May by Day

# primeiramente saudações rubro-negras…

# depois, vale ressaltar, que gordos também podem e devem praticar esportes…

# vamos ao rock… 

# dica de pai é dica de pai. Não é a toa que o velho mandou gravar o Please, Please Me para mim quando eu tinha apenas 9 anos, lá se vão 20 anos e ele continua mandando bem. A dica do seu Haraldo foi recebida por e-mail. Trata-se da Beatlestube, uma página que reúne links com todas as canções dos Beatles postadas no YouTube. Sejam imagens montadas com imagens e o áudio, gravações ao vivo, clipes oficiais, filmes da televisão, shows, lá estão os fab four e todas as suas músicas no YouTube, a melhor televisão do mundo.

 

# a semana inicia amanhã, mas você já pode fazer sua agenda 47 de róque para quinta e sexta. Começa com os rapazes do Parachamas, Alexandre M e Alex, nas pickups da Indie Rock Me, em Blumenau, num set nervoso de electro ao indie. Na sexta eles se juntam aos comparsas de banda para um show com Al Diaz e Calvin em Jaraguá do Sul, no Fort Beer. 

 

# os irmãos Lenzi iniciam um maio quente e importante para suas carreiras. No final do mês a banda sobe para o sudeste, onde faz shows nos estados de São Paulo (interior), Minas Gerais e Goiânia, onde se apresentam no festival Bananada, tradicional festival organizado pela Monstro Discos e que faz parte da Abrafin – Associação Brasileira de Festivais Independentes. Até o meio do mês de maio os Brothers tocam por SC, em shows em Lages, Piçarras e Joinville. Veja a programação completa no Fotolog da banda.

# na semana que passou, a Fundação Cultural de Itajaí divulgou os projetos que foram contemplados na cultura da cidade. Alguns deles beneficiam bandas da cidade que atuam no mundo independente. A banda Angeli, mesmo sendo de Balneário, mas com integrantes de Itajaí, conseguiu que o seu projeto para gravação de seu primeiro álbum fosse aprovado pela lei local. OUtra banda que receberá uma graninha para custear sua produção é a Yellow Box, famosa nas casas noturnas do litoral, a banda será beneficiada e fará uma gravação de 100% de canções autorais. Para finalizar, a banda Anti-Heróis, de Itajaí, também foi beneficiada pela lei de incentivo local e receberá uma verba para a gravação de seu segundo álbum. Negócio é comemorar e quem ganha é o róque catarina. 

# Susan Boyle is pop

 

# em Rio do Sul a festa número três Let´s Rock, organizada pelo Estúdio Full Gas já está totalmente agendada. 16 de maio com a presença das bandas Ursulla (Joinville), The Colors (Balneário Camboriú) e Full Gas (Rio do Sul).  A Let´s Rock acontece no subsolo do clube Duque de Caxias, no Centro da cidade e os ingressos serão vendidos a R$ 10 + 1 kg de alimento não perecível que será doado ao Lar das Meninas, lá de South River. 
# esta semana o Oasis desembarca no Brasil. Aqui no Sul aportam em Curitiba no domingo, 10, Dia das Mães e na terça-feira em Porto Alegre. 
# e pelo segundo ano consecutivo a marcha da maconha não vai às ruas. Apenas protestos silenciosos, já que a justiça brasileira entende que a marcha é apologia à droga. Em 2008 a PM do Rio deteve um cachorro e um homem pela marcha. O homem foi liberado, mas o cachorro está na Polinter. 

A vida em discos de vinil

Minha coleção de discos de vinil é modesta, mas durante um bom tempo eu não tive oportunidade de dar uma organizada e catalogada no que tenho disponível em casa. Em Itajaí, aqui na minha área, o local bacana para compra de vinis é a Casa Aberta, livraria alternativa. Muitos títulos e raridades habitam nas prateleiras da loja e neste sábado adquiri o excelente “Wings Over America”, de 1976 da banda de Paul McCartney na sua carreira solo. A raridade em vinil triplo, custou um preço muito justo para os padrões de raridades, garanto que mais barato que na Galeria do Rock. Portanto se você estiver por Itajaí, procure a Casa Aberta no Centro da cidade e adquira alguns títulos.

Rádio web TWR faz programas especiais sobre Bob Dylan

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Bola Teixeira, prefeito do Estaleiro e sócio-fundador da web radio TWR juntamente com o vereador das Nações, Ruy Tortato, manda recado para Mundo47 que a TWR está transmitindo todos os dias, especiais musicais com a carreira 60´s de Bob Dylan. Quem quiser ouvir pode acessar o site da rádio todos os dias às 17 horas e ouvir o mestre do folk que esteve no Brasil na última semana.

Acesse: www.twebradio.com

Raridade de “Os Jeans” pinta na web

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Quando “Os Jeans” apareceu na capital catarinense com aquela forte influência vinda da época que se chamavam Love Three Beatles eu pensei: “Tá ai uma banda que eu queria ter”. O tempo foi passando e eu fui conhecendo o trio formado por Marco Brito, Dani Téo e Celso Tozzo. Nas baladinhas rock do Underground Rock Bar, no Tschumistock ou nas fextênhas rock do Open Bar, Os Jeans estava naquilo que eu chamava de “caminho brilhante”. Músicas boas, levada 60´s sem ter cara de mod e uma sonoridade única.

O tempo passou e a banda decidiu morar em Porto Alegre, berço das bandas de rock and roll com a sonoridade que o Jeans vinha tirando. Lá o som mudou e o que era bom ficou ainda melhor e algumas décadas foram avançadas no som. Mais moderno, o grupo se chamava apenas Jeans e Marco Britto troca o baixo pela guitarra, dando mais peso e psicodelismo delirante para as melhores músicas que o grupo estava fazendo até então. Com a saída de Celso Tozzo a banda ficou mais gaúcha do que Catarina, porém ainda dava pra ter um orgulho danado das viagens piradas de Marco e de Téo. Só que chegou março e tudo acabou. Cada um foi para o seu lado.

A banda com o fim que não se pode afirmar definitivo, deixou um legado de boas músicas e gravações. Infelizmente não foi possível, não chegaram lá, mas no curto tempo de existência em terras gaúchas, eram os queridinhos locais, estavam no caminho. Daniel Téo e Lucas Tergolina, guitarra e baixo respectivamente, estão tocando com Os Efervescentes, que com cerca de 10 anos, já teve trocentos integrantes. Marco Britto, guitarra e jornalista, está em Floripa e segundo ele próprio, está gravando seu projeto com músicas no estilo country rock e diz que não tem pressa em voltar aos palcos. “Vou esperar o momento e o grupo certo para tocar e fazer um som bacana. Para mim o que interessa agora é fazer boa música”, disse exclusivamente para o Mundo47. 

Faixas inéditas na WEB

A boa notícia é que Marco Britto liberou gravações raras e inéditas do Jeans, ainda na fase Os Jeans. Segundo Britto, a gravação rolou em 2004, uma fase de Floripa que a banda estava no auge. “Neste ano a gente estava na TV toda hora, dá até para dizer que viramos queridinhos na mídia local”, disse. Realmente a gurizada agitava a cena e naquele ano, junto com Os Jeans, rolaram shows de Cachorro Grande, Júpiter, Relespública e o Festival Tri Rock and Roll. São quatro faixas de um ensaio com a banda tocando junto, sem overdubs ou truques. “Foi no braço mesmo”, comemora o então baixista de Os Jeans.

Na gravação tem Dani Téo na guitarra e voz, Marco Brito no baixo e voz e Celso Tozzo na bateria. Este último que ficou pouco tempo na temporada da banda em Porto Alegre. Pelo que sabemos, Celso hoje é um orgulhoso papai.  

Baixe as faixas inéditas:

 http://rapidshare.com/files/63000493/jeans_demo_2004.rar.html  

Raridade de “Os Jeans” pinta na web

jeans.jpg

Quando “Os Jeans” apareceu na capital catarinense com aquela forte influência vinda da época que se chamavam Love Three Beatles eu pensei: “Tá ai uma banda que eu queria ter”. O tempo foi passando e eu fui conhecendo o trio formado por Marco Brito, Dani Téo e Celso Tozzo. Nas baladinhas rock do Underground Rock Bar, no Tschumistock ou nas fextênhas rock do Open Bar, Os Jeans estava naquilo que eu chamava de “caminho brilhante”. Músicas boas, levada 60´s sem ter cara de mod e uma sonoridade única.

O tempo passou e a banda decidiu morar em Porto Alegre, berço das bandas de rock and roll com a sonoridade que o Jeans vinha tirando. Lá o som mudou e o que era bom ficou ainda melhor e algumas décadas foram avançadas no som. Mais moderno, o grupo se chamava apenas Jeans e Marco Britto troca o baixo pela guitarra, dando mais peso e psicodelismo delirante para as melhores músicas que o grupo estava fazendo até então. Com a saída de Celso Tozzo a banda ficou mais gaúcha do que Catarina, porém ainda dava pra ter um orgulho danado das viagens piradas de Marco e de Téo. Só que chegou março e tudo acabou. Cada um foi para o seu lado.

A banda com o fim que não se pode afirmar definitivo, deixou um legado de boas músicas e gravações. Infelizmente não foi possível, não chegaram lá, mas no curto tempo de existência em terras gaúchas, eram os queridinhos locais, estavam no caminho. Daniel Téo e Lucas Tergolina, guitarra e baixo respectivamente, estão tocando com Os Efervescentes, que com cerca de 10 anos, já teve trocentos integrantes. Marco Britto, guitarra e jornalista, está em Floripa e segundo ele próprio, está gravando seu projeto com músicas no estilo country rock e diz que não tem pressa em voltar aos palcos. “Vou esperar o momento e o grupo certo para tocar e fazer um som bacana. Para mim o que interessa agora é fazer boa música”, disse exclusivamente para o Mundo47. 

Faixas inéditas na WEB

A boa notícia é que Marco Britto liberou gravações raras e inéditas do Jeans, ainda na fase Os Jeans. Segundo Britto, a gravação rolou em 2004, uma fase de Floripa que a banda estava no auge. “Neste ano a gente estava na TV toda hora, dá até para dizer que viramos queridinhos na mídia local”, disse. Realmente a gurizada agitava a cena e naquele ano, junto com Os Jeans, rolaram shows de Cachorro Grande, Júpiter, Relespública e o Festival Tri Rock and Roll. São quatro faixas de um ensaio com a banda tocando junto, sem overdubs ou truques. “Foi no braço mesmo”, comemora o então baixista de Os Jeans.

Na gravação tem Dani Téo na guitarra e voz, Marco Brito no baixo e voz e Celso Tozzo na bateria. Este último que ficou pouco tempo na temporada da banda em Porto Alegre. Pelo que sabemos, Celso hoje é um orgulhoso papai.  

Baixe as faixas inéditas:

 http://rapidshare.com/files/63000493/jeans_demo_2004.rar.html