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O desafio de viver num mundo sem David Bowie

Jones, Bowie, Ziggy, são todos um só, retornando para sua galáxia.

Jones, Bowie, Ziggy, são todos um só, retornando para sua galáxia.

Depois de uma péssima segunda-feira, com tantas manifestações no Facebook, eu finalmente consegui ordenar algumas ideias na minha cabeça sobre a passagem de David Bowie para as estrelas. É, Bowie colocou no nosso imaginerio que se um dia partisse, ele iria para as estrelas. Foi estranho acordar com a notícia da morte dele. Foi inesperada, já que na sexta, comemorávamos seu aniversário de 69 anos e o lançamento de Blackstar, seu novo álbum. Eu estava de folga em Florianópolis e pensei: vou deixar para ouvir segunda-feira que está tudo bem. Não estava. Ontem foi duro ver e ouvir o trabalho Blackstar. Pela primeira vez um álbum de Bowie não vinha com sua foto. Será que Bowie nos preparou para o que viria? Tudo indica que sim.

Minha primeira lembrança de Bowie foi no começo dos anos 1990, quando eu quis saber quem era aquele que cantava Under Pressure com o Queen. Na época a MTV saciou minha curiosidade e durante algum tempo, era referência para conhecer o artista. Mas foi em busca de seus álbuns que eu conheci a sua genialidade. Ouvir pela primeira vez Space Oddity foi revelador, quando me senti no filme 2001 – Uma Odisséia no Espaço. Porquê diabos Kubrick não pegou essa música para o filme né? Já no final dos anos 1990 eu havia conseguido muita coisa de Bowie, discos, os primeiros DVDs, apresentações em VHS e também revistas que contavam sua trajetória. Foi glorificante ver que também ele era um fã dos Beatles. Um ídolo que reverenciava seus ídolos. Bowie era mais novo que a maioria dos artistas dos anos 1960. Tinha só 22 anos em 1969 quando realmente despontou.

Os anos passaram e em 1997 eu soube que ele estaria pelo país. Na época, com 17 anos e ainda dependendo do soldo oferecido pelos pais, sem trabalho e tendo que estudar muito, a sua passagem por aqui passou batido. Uma frustração imensa na minha cabeça. Caralho! Não vi David Bowie há 250 km da minha casa. Mas paciência tinha que ser.

Nos últimos 10 anos a presença de David era constante… constante nos vídeos que assistia no YouTube, constante nos discos que conseguia, constante nos DVDs, porém o artista, David Jones, estava recluso. Bowie havia ficado doente e se retirou dos holofotes. Poucas aparições, raras entrevistas, um homem recluso, tal qual como Syd Barret, seu ídolo, foi durante o resto da sua vida. Será que Bowie vai virar um Syd??? Me perguntava. Não poderia imaginar isso acontecer. Foi ali em 2013 que ele resolveu soltar um novo álbum. Novo álbum de David Bowie? Então o sr. Jones resolveu sair de casa para gravar algo como Bowie. Foi fantástico e em pré venda na internet, comprei o novo álbum The Next Day. Para mim uma enorme sensação de poder finalmente poder comprar um álbum inédito de um grande artista como David e eu o comprei.

A sensação momentânea é de perda. Saber que David Bowie não estará mais entre nós é um pouco duro as vezes, mas como a imprensa mesmo rotula, o “camaleão”, nos deixou um legado insuperável de qualidade e liberdade artística. Bowie fez e experimentou o quanto pôde. Parcerias mil, tendências aqui, acolá, um enorme jogo de mutações que lhe deu um grande respeito perante o seu público e também a opinião pública. Bowie teve coerência em grande parte de sua extensa carreira. Saudades? Sim, ele vai deixar, mas certamente ele partiu com a sensação de dever cumprido. Talvez por isso Blackstar seja uma espécie de testamente, uma espécie de adeus.

Muito obrigado Ziggy, até uma próxima em outra galáxia.

Cilla Black morre aos 72 anos

Cilla faleceu no último dia 02, aos 72 anos na Espanha.

Cilla faleceu no último dia 02, aos 72 anos na Espanha.

Cilla Black ou Priscila Maria Veronica White, não foi uma cantora popular para o público brasileiro, aliás, poucos a não ser os beatlefans a conhecem, mas sua contribuição para a música pop, principalmente nos anos 1960, foi imensa. No último domingo de manhã fomos acordados com a notícia de que Cilla havia falecido em sua casa na Espanha. Ela tinha 72 anos.

Sua carreira começou paralela aos Beatles, já que em 1961 ela ganhou um emprego como garçonete no famoso Cavern Club, onde os Beatles tocavam regularmente. Cilla aproveitava a simpatia dos rapazes para dar uma palhinha nos shows da hora do almoço e no alvoroço das sessões mais a tarde. No imenso cast de artistas do Mersey – bandas que fizeram sucesso de carona na ascensão dos Beatles – Cilla foi uma das que mais brihou depois dos rapazes.

Uma das contratadas do time de estrelas do rock de Brian Epstein

Uma das contratadas do time de estrelas do rock de Brian Epstein

John Lennon que convenceu o lendário empresário Brian Epstein a contratar a jovem cantora e de quebra, prometeu músicas Lennon & McCartney com exclusividade. Sim, Cilla foi intérprete de canções compostas por Paul e John que não foram gravadas oficialmente pelos Beatles. Mas não foi só de Beatles que Cilla sobreviveu. Seu primeiro sucesso grande foi “Anyone Who Had a Heart”, de Burt Bacharach. Burt também foi pessoalmente gravar em take 1 a canção “Alfie”. Cilla tinha o privilégio de ter George Martin como produtor e gravar suas músicas em Abbey Road.

Após a morte de Brian Epstein, em 1967, Cilla continuou sendo agraciada com canções Lennon & McCartney, sendo “Step Inside Love”, um de seus maiores sucessos. Nos anos 1970, sua carreira como cantora começou a ficar mais morna e logo ela virou apresentadora da TV Britânica, inclusive, as notícias de sua morte mais enfatizaram sua carreira como apresentadora de TV do que como cantora. Em 1993 ela recebeu a sua MBE – Member of British Empire, mesma medalha recebida pelos Beatles em 1965.

Canções exclusivas por Lennon e McCartney

Canções exclusivas por Lennon e McCartney

 

 

Ronnie Von faz história e toca sons psicodélicos na TV aberta

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E o Titio Ronnie Von ainda dá o que falar. Depois de uns 15 anos sendo cultuado pelas novas gerações, que com o advento da internet, descobriram os três maravilhosos álbuns psicodélicos gravados por Ronnie entre 1968 e 1970, o cantor finalmente fez uma apresentação dessas músicas na TV aberta.

Acompanhado da excelente banda Os Haxixins, caras que sabem TODAS as suas músicas desta fase, em seu programa Todo Seu, na TV Gazeta de São Paulo, Ronnie Von fez na última sexta-feira, 17, uma histórica apresentação na televisão. Foram tocadas “Máquina Voadora” e “Espelhos Quebrados”, esta última, a favorita de titio Ronnie, que ele considera a sua “Eleonor Rigby”.  Vale lembra que as músicas desta época, gravadas por Ronnie Von, NUNCA foram executadas ao vivo na TV aberta, em horário nobre.

De fato, os discos psicodélicos de Ronnie Von estão virando influência e referência na música brasileira. A redescoberta destes discos, culminaram em dois produtos interessantes. O primeiro o livro Ronnie Von – O príncipe que podia ser rei e logo depois, o documentário Ronnie Von – Quando Éramos Príncipes, que passou pelo canal BIS no final de 2014.

Confira aqui no Mundo47 a apresentação de Ronnie Von no seu programa da TV Gazeta e também na íntegra o documentário Quando Éramos Príncipes.

Ronnie Von 70 anos

Ronnie Von, apresentador do programa Todo Seu, da TV Gazeta. Fev/2009

Os 70 anos do pai do psicodelismo nacional

Ronaldo Lindenberg Von Schilgen Cintra Nogueira era um típico adolescente de classe média quando em meados dos anos 1960 decidiu afrontar os pais e virar músico. Os Beatles eram motores de uma revolução que atravessava o mundo e que mesmo num país mergulhado numa ditadura, influenciaram gente como Ronaldo LVSCN a ousar. Nascia um dos artistas mais promissores e vanguardistas da música brasileira. Ronnie Von teve seu apogeu a partir de 1968, quando com liberdade artística, pôde colocar para fora sua ousadia e sagacidade em revelar a um público acostumado a canções de amor jovemguardianas, de que a música pop poderia ir muito mais além de versinhos sobre namoradinhas, brotos e carrões.

A alegria letárgica durou até 1970, numa trilogia de álbuns que só 30 anos depois tiveram o verdadeiro reconhecimento a partir das gerações mais novas. Nos anos 1970 Ronnie comeu o pão que o galã amassou. Foi forçado novamente a voltar a ser o eterno romântico e aquele cara que sua vó desejaria para sua mãe. Ainda nos anos 1970 o cantor sofreu com uma doença que o deixou em cadeira de rodas, sendo que a partir de 1981 ele foi se reerguendo aos poucos e ganhando novamente o coração de seus fãs. Ronnie Von nunca mais foi o mesmo daqueles anos lisérgicos, mas seu legado musical, em conjunto com músicos como o maestro Damiano Cozella, o compositor e produtor Arnaldo Sacomani e outros feras que emprestaram seus talentos como instrumentistas para tornar as obras do cantor cada vez mais importantes para o legado musical do país.

Hoje Ronaldo está completando 70 anos.  O pequeno príncipe plebeu que deveria estar reinando por completo. Parabéns Ronnie Von!

 

Marcos Espíndola e o legado deixado pela Contracapa

Marquinhos (E) e Rafael Weiss na fila do show do Paul em POA.

Marquinhos (E) e Rafael Weiss na fila do show do Paul em POA.

 

Uma notícia tomou meus olhos de assalto no final da tarde de ontem. Marcos Espíndola, chefe mor e líder da Contracapa do Diário Catarinense está se despedindo da coluna, do Diário Catarinense e do Grupo RBS. Em primeiro olhar a notícia choca, pois como disse depois no Facebook outro guru, Fábio Bianchini, o jornalismo cultural em Santa Catarina tem dois momentos. Antes e depois da Contracapa do Diário Catarinense.  Foram oito anos no comando da coluna cultural mais lida de Santa Catarina. A mais acessada na web, a que vinha com mais novidades, a que vinha com forte opinião, a que vinha com a paixão de Marquinhos pela música, cinema, teatro, enfim, a cultura catarinense no seu centro nervoso central.

Marquinhos Espíndola além de ser um amigo e parceiro, foi fonte de informação, foi fonte de inspiração e eu tive o prazer de durante esses oito anos, colaborar esporadicamente na coluna do DC, seja como fonte de informações ou seja como colaborador nas famosas listinhas dos melhores do ano. A saída de Marcos Espíndola do Diário Catarinense fecha um ciclo de ouro no Caderno de Variedades do jornal que já contou com o grande Dorva Rezende, na chefia, Fábio Bianchini e Renê Müller, profissionais que sabe-se lá o porquê, o Grupo RBS deixou escapar como se escapa lambari em pescaria nas lagoas do Perimbó. Hoje o legado Contracapa será tocado lá no Norte de Santa Catarina, por Rubens Herbst de A Notícia e pelo Vinícius no Santa, mas o ciclo se fecha, uma página se vira e o jeito é seguir.

Que Marcos Espíndola saiba que o trabalho deixado por ele na Contracapa do Diário Catarinense é imenso.  Foi a partir da Contracapa que muitas bandas surgiram no cenário catarinense. Foi na Contracapa que muitas festas puderam ser divulgadas, debatidas e aproveitadas pelo grande público ávido por novidades rock nas cidades catarinenses. Foi também a partir das festas da Contra, que a única reunião dos Pistoleiros ocorreu nos últimos 12 anos, em 2008, numa grande festa na Célula Cultural.  Foi na Contracapa e consequentemente em participações suas tanto na TV como no Rádio, que a produção cultural de Santa Catarina sofreu um sacode, uma nova forma de visão. Marcos Espíndola e seu trabalho no Grupo RBS foi exemplar. Vamos sentir falta de todo dia que chega o jornal e ir direto para Contracapa, antes de ler todo o jornal. Valeu Marquinhos, valeu a parceria. O Mundo47 e seus leitores desejam muita paz, muito sucesso e amor na próxima jornada que a gente sabe, vem por aí.

 

 

 

Gazú fala sobre críticas e sobre o novo álbum do Dazaranha

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Gazu não concorda com posicionamento da banda sobre crítica.

 

O assunto da semana é a crítica ao álbum Daza, último lançamento da banda Dazaranha, de Florianópolis, publicada nesta semana pelo blog Rifferama, do colega e parceiro de RIC Mais, Daniel Silva. A crítica em si não trabalha de uma forma desrespeitosa a banda que tem mais de 20 anos de história no estado, mas faz um alerta para os músicos e artistas catarinenses que há o que se renovar numa carreira tão longínqua como a que eles tem. Daniel relata principalmente é que o disco não tem canções inéditas, mas sim regravações de trabalhos solo dos integrantes da banda e faz pensar um pouco também sobre alguma crise criativa desses músicos que já estão há  vários anos agitando as coisas por Santa Catarina.

Mundo47 entrou em contato com o vocalista da banda, o frontman que tem na sua voz, a principal identidade do Dazaranha nesses últimos 20 anos. O nome dele é Sandro Costa, mais conhecido como Gazú. Por telefone conversamos sobre toda essa polêmica da crítica do último disco, falamos sobre possíveis erros no passado e um pouco sobre o trabalho solo de Gazu, que em breve lançará um DVD gravado em Brusque.

 

 

Confira!

 

Mundo47: Gazú, o que você achou da crítica feita pelo Daniel Silva, do blog Rifferama sobre o disco Daza, recém lançado pelo Dazaranha?

Gazu:  Eu achei que foi dito verdade ali, de uma forma coerente. Houve elogios, vi que ele engrandeceu bastante a banda. Vi nele um grande fã do Dazaranha, alguém que gosta muito da banda, não alguém que estava esperando uma oportunidade para malhar, e achei super legal cara, seria bom para a banda se houvesse críticas como essa em todos os meios impressos de Santa Catarina e do Brasil.  A gente sentiria grandioso se tivéssemos criticas como esta.  Achei ela (a crítica) superpositiva e senti a carência, não só do nosso publico, mas de Santa Catarina em geral, por novos trabalhos. Vi que não só o Daniel, mas como o público de uma forma geral, quer mais do Dazaranha e isso foi uma forma positiva. Críticas como a dele é uma carência que estava precisando, a gente deve se sentir feliz porque as pessoas querem mais

 

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Mundo47: O que você achou da repercussão sobre a crítica do disco e posicionamento oficial da banda sobre a crítica que o Daniel fez no seu blog, incluindo a assessoria de imprensa do Dazaranha que também tentou “mudar” a opinião do jornalista?

 

Gazu:   Não foi legal da parte do Dazaranha em responder e eu não fui consultado, até porque eu me desliguei da administração  do Dazaranha.  Como eu não estou na administração eu assino embaixo até os erros, mas particularmente, eu acho que deveríamos aceitar isso como uma coisa positiva, não negativa, mas a grande maioria das pessoas está achando positivo o CD, até porquê você não vai agradar todo mundo. Não podemos fazer um CD raiz como o primeiro, a gente tem nossa particularidade com as letras, o violino, o sotaque do vocalista, essa característica está presente na vida do Dazaranha e o publico está gostando. Eu particularmente acredito numa qualidade muito legal neste CD, mas eu acho que o Dazaranha não tinha que se pronunciar em relação a isso. Acho que Santa Catarina é um estado onde a gente está amadurecendo em todos os aspectos. As bandas estão amadurecendo, a gente também amadureceu sozinho desde o começo da banda, as empresas de som estão mais profissionais, a gente participou do crescimento  delas,  as casas de show estão se profissionalizando, melhorando as condições de trabalho para os músicos, essa profissionalização estamos desenvolvendo em Santa Catarina.  A critica em SC é uma coisa que  a gente está  aprendendo a ter. Veja você, me ligando  para saber de mim, isso diz que isso que a gente tem importância, é porque eu tenho algo a dizer, que o Dazaranha tem importância pra dizer, e se o Daniel fez no blog dele, é porque o Dazaranha tem conteúdo, isso eu acho que já se basta. A banda tem que ficar feliz, pois  ele estudou o CD, a história do Dazaranha, isso pra mim basta. Agora, em relação ao Chico (Chico Martins, guitarrista), a opinião dele não é opinião do Dazaranha. Ele tem direito de se defender, como ele também vai enfrentar as criticas com o que ele fala, como eu, o que eu falo também vou ter que me defender sobre o que eu falo. Embora eu não concorde com a resposta, eu assino embaixo.

 

 

Mundo47: E como esta crítica teve uma grande repercussão nas redes sociais, eu queria saber a opinião sua sobre o disco, como você avalia esse trabalho?

 

 

Gazu:  É uma batalha para gravar um CD, mas o publico não quer saber o que está acontecendo nos bastidores, quer saber do espetáculo, se ele acontece bem. O público não quer saber se é difícil montar o palco, luz, se alguma coisa não tá funcionando bem, o publico quer saber se o show tá bom. Nosso trabalho é estar organizado. Mas falando desses bastidores, para você que tem um conhecimento maior,  esse CD eu idealizei ele e corri atrás para que ele acontecesse. Na época eu era administrador do Dazaranha.  Eu escolhi o produtor, o Carlos Trilha,  uma escolha minha e aceita pela banda. Escolhi o estudio R3, que é um dos melhores estúdios do Brasil. Eu corri atrás de recursos, claro com a participação do escritório do Dazaranha, junto com o Adauto (baixista da banda) , estava do meu lado realizando essa empreitada. A gente tem a nossa dificuldade para fazer o melhor, a gente poderia pegar um estúdio mais barato, mas optamos pela qualidade, tanto na gravação quanto na produção. Em relação a parte artística a coisa é democrática. Eu não influenciei nada, ali foi escolhido o repertório democraticamente, não só pelos músicos, mas pelo pessoal da técnica, produção. A gente tinha até muitas músicas, mas cada música custa um preço alto para fazer.  Seria  bom ter um CD com mais musicas, eu também queria, mas envolve uma questão de orçamento, mas o público não quer saber disso. O Daza foi feito de uma forma independente. Os arranjos são idealizados por cada um, em seu instrumento, cada um trabalha sua parte, claro que há alguns ajustes, mas cada um faz a sua parte. O Carlos Trilha pegou as músicas prontas. Ele gravou, mixou, na gravação mexeu um pouco lá, um pouco aqui, adicionou ou excluiu a participação de algum instrumento, ele também colocou teclados em várias músicas, pois ele é um excelente tecladista, foi um disco que demorou bastante para sair. Gravamos em etapas, numa vez foram três músicas, depois mais três e depois o restante do disco, mas saímos com 11 canções. A gente havia feito o box comemorativo de 20 anos da banda, aí a gente meio que armou uma distribuição independente, junto como divulgador Chicão e ele junto com a banda, montou essa distribuidora independente, através disso estamos distribuindo o disco.

 

Mundo47: no final dos anos 1990 a banda fez parte do cast da Atração Fonográfica, gravadora nacional que lançou Tribo da Lua, com o hit Vagabundo Confesso. Todo mundo achou que vocês virariam um sucesso nacional, apesar de breve, esse sucesso teve fim. O que faltou para o Dazaranha estourar no resto do país?

 

Gazu: na época que a gente que fez parte da Atração, ainda rolava o universo das gravadoras em bancar o CD. Uma grande gravadora era o único caminho para um artista botar o disco na rua, a gravadora era tudo (gravação, distribuição, divulgação)  num lugar só. Nessa época a Atração era uma gravadora pequena, mas trabalhava mais sertanejo, caipira do interior de SP,  moda de viola, aquele som Almir Sater, do Mato Grosso do Sul, coisa desse gênero, e o Dazaranha era uma banda “pop reggae rock”, um produto meio fora do que ele estavam acostumados a trabalhar, mas eles gostaram do Dazaranha, mas a gente fez uma parceria, sabíamos que tinham gravadoras mais importantes, que poderiam trabalhar com mais facilidade, mas de repente a gente não escolheu bem a gravadora, que poderia trabalhar um produto como o nosso. Por outro lado, se fores analisar, foi feito um grande trabalho como Dazaranha. Fomos Top50 em vendagens no Brasil por três vezes, isso não é uma marca histórica não só pelo Brasil, mas para Santa Catarina. Recebemos informações que nosso disco foi comprado no Brasil inteiro, tocamos em São Paulo com casa cheia, a música Vagabundo Confesso foi regravada várias vezes, usados em diversos comerciais, inclusive pelo Guga. Se for analisar, fizemos um grande trabalho, com o Tribo da Lua, Vagabundo Confesso, fomos bem reconhecidos, vários programas de TV a gente fez, foi ótimo esse trabalho, foi grandioso, faltou dar sequencia, mantido, evoluído, mas foi um trabalho bom, hoje tu não consegue mais, as gravadoras pegam um produto pronto, elas basicamente divulgam, e muitas vezes até a distribuição.

 

 

Mundo47: Em mais de 20 anos é difícil ficar no casamento apenas com uma banda, você tem o desejo de tocar mais, com outras pessoas também. Você fez isso nos últimos anos. Como é esse seu trabalho solo?

 

Gazu:  Eu já estou uns três anos fazendo meu projeto. Depois de 20 anos a gente acha umas brechas, onde ficamos com tempo ocioso e aí comecei a fazer apresentações solo. Com isso eu mantenho meu nome na boca da galera e de lambuja mantenho o nome do Dazaranha, todo mundo ganha com isso. Uns dois anos atrás, eu gravei um CD com inéditas, só uma regravação de um amigo meu, esse CD deu origem a um DVD, onde gravei em Brusque. Teve a participação do Armandinho e do Teco Padaratz, e mais outras figuras, foi um disco basicamente gravado em cima do meu CD, onde o Armandinho deu uma musica dele, Desenho de Deus e gravou comigo. Já tem um clipe rolando no YouTube, onde tem eu e o Armandinho cantando Desenho de Deus. Esta semana estou concluindo a finalização do DVD. Estou armando com uma gravadora, mas não é nada certo, nem vou te falar, pode não acontecer, mas eu vou botar meu boi na rua. Para este projeto solo eu formei uma banda com grandes músicos, é uma grande oportunidade de eles trabalharem comigo, onde tem uma exposição, eu estou bem satisfeito em tá com essa superbanda, isso oxigena meu trabalho como musico em estar somente com o Dazaranha, eu consigo fazer algo diferente, não preciso tá mexendo com as coisas do Daza em estar levando conflitos à frente, com meu projeto paralelo eu consigo fazer minhas coisas também, estou bem feliz com isso.

 

E se foi o Jair Rodrigues…

Cantor faleceu em casa aos 75 anos.

Cantor faleceu em casa aos 75 anos.

Nos anos 1980, lá em casa, tinha um LP com uma coletânea das melhores músicas dos festivais de 65, 66, 67 e 68. Claro, tinha Disparada. Tenho esse disco até hoje, era do meu pai. Jair Rodrigues não era uma referência musical para mim, mas adorava essas canções velhas e da participação dele na história dos festivais de música.

Nos anos seguintes, sempre curtia aquelas aparições nos programas de TV. Não me lembro de não gostar do que ele cantava. Anos depois, como assessor de imprensa na Pref. de Itajaí, tive oportunidade de entrevistá-lo antes do show, que seria a noite. Foi maravilhoso o tempo todo. Um querido, muito pra cima, alegre. Foi um contato bacana, uma pena não ter parado para tirar foto com ele. Já entrevistei vários ídolos da música, mas com poucos fiz foto. Que vá em paz, prq cumpriu muito bem o seu papel na Terra. Até mais.

 

Morre Marcio Antonucci de Os Vips

 

Marcio (E) e Ronaldo (D) formaram Os Vips em 1964.

Marcio (E) e Ronaldo (D) formaram Os Vips em 1964.

 

Faleceu nesta manhã, em decorrência de complicações de uma pneumonia, o músico, produtor e diretor musical e de programas de TV, Marcio Antonucci.  Marcio ficou conhecido em todo o Brasil quando jovem por fazer parte, junto com Ronald Antonucci, da dupla Os Vips, que foi formada em 1964.  A notícia foi divulgada hoje no início da tarde por amigos e fãs de Marcio Antonucci. A também Jovem Guarda, Lilian Knapp, comentava desde ontem o estado de saúde crítico em que Márcio se encontrava. Hoje no final da manhã, o Vip não aguentou e veio a falecer aos 68 anos.

No início dos anos 1960 com Ronald em Os Vips.

No início dos anos 1960 com Ronald em Os Vips.

No iníco da carreira cantavam sozinhos, sob os nomes Ronald Red e Jett Williams, mas no programa de TV Festival dos Bairros, em 1964, resolveram cantar em dupla, nascia Os Vips. A dupla teve vários sucessos, na grande maioria composições de Roberto Carlos: “A volta” (1966); “Emoção” (1965); “Faça alguma coisa pelo nosso amor” e, com a mudança para a CBS, em 1968, com as músicas também de Roberto: “É preciso saber viver” (1968) e “Largo tudo e venho te buscar”. Gravaram uma série de versões dos Beatles, como Menina Linda (I Should Have Known Better), Coisas Que Acontecem (Things We Said Today), Obrigado Garota (Thank You Girl), Michelle e Submarino Amarelo. Em 1976, a dupla se separou e Márcio se tornou produtor da gravadora Som Livre. Em 1990, um retorno da Jovem Guarda lotou o Asa Branca no Rio de Janeiro. Reunidos, gravaram um LP ao vivo pela Som Livre (“A volta”, lançado em janeiro de 1991 e que vendeu 300 mil cópias). Em 1995, foi lançado um CD quíntuplo com 29 artistas, capitaneados pelos Vips, para comemorar os 30 anos do movimento, e vendeu 3 milhões de cópias.

 

 

Headcutters lançam novo álbum na próxima semana em Balneário

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Eles são brasileiros, catarinenses do litoral norte e conseguem ser a banda de blues mais autêntica hoje em atividade no Brasil. Os Headcutters, de Itajaí, liderados pelo vocalista e harmônica Joey Marhofer e que conta com Ricardo Macca na guitarra, Catuto no baixo e Caveira na bateria, formando o quarteto dos sonhos de qualquer bluesman, seja lá da região de Chicago, nos Estados Unidos ou de uma cidade portuária no Sul do Brasil. Os Headcutters formam hoje a melhor banda de blues do Brasil e estão prestes a lançar um novo álbum.

Nesta semana nas redes sociais, o vocalista Joey apresentou aos fãs e amigos, o teaser do novo álbum, chamado Shake That Thing, que impressiona pelo fato de que, neste disco, serão 11 canções autorais e duas regravações. O novo álbum conta com a participação de bluesmans, tanto brasileiros como americanos, como Igor Prado, Omar Coleman e  Richard Pryor o Lee Pryor.

A banda brasileira figura entre uma das principais no Brasil e participa de festivais e apresentações por grande parte do território nacional, sempre arrebatando plateias ávidas pelo melhor do blues, principalmente aquele blues que remetem a grandes personalidades que marcaram a história do estilo, como Hollin Wolf, Muddy Waters, Bo Didley, Little Walter e outros grandes nomes.

O lançamento oficial do álbum será no dia 20 de dezembro, no Gas Station Pub, em Balneário Camboriú. Cd’s já estão disponíveis para a venda através do site: www.chicoblues.com.br

 

 

Festival Barriga Verde: entrevista com Autoramas

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Eles já estiveram na minha casa. Eles já foram atrações em duas edições do Festival Mundo47. Eles já estão na estrada há 15 anos. No próximo sábado eles retornam a Santa Catarina para uma série de shows. A volta será em Rio do Sul, no Lance Cultural, participando do Festival Barriga Verde, organizado pela Microponto Produções e Coletivo Barriga Verde com apoio do Mundo47.

Nesta volta ao estado, participam de uma turnê bacana com uma outra banda de qualidade. A Fabulous Bandits, do Paraná. As duas bandas estão circulando pelo país com o apoio da Jaggermeister, num bus em viagens alucinantes, estilo Magical Mystery Tour. Além deles, o Festival Barriga Verde (Ingressos R$ 20,00 antecipados e R$ 25,00 na hora), traz mais seis bandas. Será um sábado de “RRRRRROOOOCK” na Capital do Alto Vale do Itajaí, uma das cidades mais rock and roll de Santa Catarina.

Um pouco antes da chegada das bandas para os shows em Santa Catarina, a baixista Flávia Couri e o baterista Bacalhau, deram uma palavrinha com o site Mundo47. Por e-mail, eles conversaram com a gente sobre a turnê, sobre a cena musical, sobre os 15 anos de estrada do Autoramas e o que vem por aí na história desta banda que faz acontecer na cena independente do Brasil. Confira!

 

MUNDO47: Pessoal, como surgiu essa nova turnê de ônibus com o Fabulous Bandits?

 

Flavinha: Fizemos dois shows com os Fabulous Bandits no começo do ano e foi pintando a idéia de fazer uma turnê juntos. Eles conseguiram o ônibus com patrocínio da Jaggermeister e nos chamaram, Estamos todos muito felizes com realização da tour, e quero agradecer os Fabulous pelo convite.

 

Bacalhau: Depois de um show que fizemos em Londrina no Vitrola Bar junto com os Fabulous Bandits em fevereiro de 2013 lançando o nosso disco Música Crocante percebemos que o show do Fabulous foi bem bacana e que as duas bandas juntas nesse dia foi muito bom e vislumbramos a idéia de fazer uma tour juntos pelo Brasil. Foi quando o Diogo do Fabulous Bandits ligou alguns meses depois dizendo que a idéia  havia sido aprovada e já tínhamos o patrocínio da Jägermeister para o que veio se chamar Unchained Tour.

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MUNDO47: A turnê já realizou shows em algumas cidades, como tá o clima com a rapaziada? Já tem alguma história boa para contar?

 

Flavinha: O clima está ótimo, diversão no palco e na estrada! Bom, temos garrafas de Jaggermeister no camarim em todos os shows, então histórias engraçadas é o que não faltam, mas a que eu lembro agora não dá pra contar aqui!

 

Bacalhau: Está muito alto astral todos os shows estão demais! Saímos de Franca em direção para mais um show em Brasília no meio do caminho pegamos dois temporais bem fortes daqueles de diminuir a velocidade para não haver nenhum de acidente, isso fez que ocoresse um atraso que nos levou a chegar em Brasília na hora exata do Fabulous entrar no palco. E no final deu tudo certo e foi showzão e com casa lotada.

 

 

MUNDO47: O Autoramas comemorou recentemente 15 anos de banda. Como vocês avaliam este tempo todo junto? 
Flavinha: Num mundo onde a música é vista muitas vezes como uma mercadoria descartável, 15 anos de estrada é para poucos. Ter uma carreira sólida como a do Autoramas é fruto de muito trabalho – e muita criatividade.

 

Bacalhau: Estaremos comemorando os  15 anos do Autoramas o ano inteiro, estamos no meio da Unchained Tour e mais Festivais e cositas mais. Percebo que estamos sempre evoluindo como banda e isso é muito bom,  pretendemos viver assim pra sempre.

 

 

 

MUNDO47: A banda é muito respeitada no Brasil e fora dele, mas o que não aconteceu foi, digamos, um estouro em todo o Brasil, como aconteceu antigamente com Raimundos, Charlie Brown e outras bandas de rock. Para vocês, o mercado do rock no mainstream acabou? 

 

Flavinha: O mercado mudou muito, com a quebra das grandes gravadoras e o crescimento da cena independente. Não dá pra comparar com essas bandas, porque o cenário é totalmente diferente. Hoje temos muitos selos de médio porte e festivais em todo o Brasil, e o Autoramas sempre esteve na vanguarda do mercado independente – na verdade ajudou a criá-lo – então conseguimos fazer muitos shows em todo o país e fora dele e viver da nossa música, mesmo sem estar no “mainstream”, o que é um privilégio.  Na real, essa divisão entre mainstream e independente também já perdeu um pouco o sentido, porque tocamos também em festivais mainstream como o Rock in Rio e fazemos programas de TV. O que importa é seguir com a nossa carreira e continuar a fazer boa música.

 

MUNDO47: A banda faz diversos shows anualmente na Europa. Como são esses shows por lá, já que a maioria das músicas são em português?

 

Flavinha: Em março de 2013 fizemos nossa décima turnê européia. Na primeira vez, pensamos – como todo mundo – que o fato de cantarmos em português poderia ser uma barreira. Mas pra nossa surpresa, acabou dando um charme a mais, inclusive muitas bandas alemãs, francesas e espanholas que cantam em inglês, após assistir nossos shows, vieram nos falar que iriam começar a arriscar músicas em  suas próprias línguas. Outro “mito” que derrubamos foi o de que pra uma banda brasileira fazer sucesso lá fora tem que fazer música tradicional brasileira, como bossa nova, ou colocar um pandeirinho… Descobrimos que o rock é a linguagem universal e que nosso rock é muito brasileiro sim e original – as críticas que recebemos dos gringos ressaltam que fazemos um “hot blooded garage rock, que temos muito suíngue. Os shows na Europa são ótimos, a cada turnê mais pessoas conhecem a banda, mais convites aparecem e incluímos mais países na agenda. Na Espanha já tocamos em festivais grandes como Primavera Sound e o Turbo Rock, ao lado de grandes bandas. Acho que junto com a Alemanha, são os dois países que mais curtem nosso som, são povos muito festivos que curtem um rock pra dançar!

 

Bacalhau: Os shows por lá são sempre divertidos e alto astral.Eles adoram que cantamos em português soa muito interessante pra eles.Já tocamos Alemanha,Aústia.Bélgica,Itália,Portugal,Inglaterra,Dinamarca,Holanda e Espanha.

 

 

MUNDO47: Em 15 anos a banda lançou bons EP´s, álbuns e também um DVD pela MTV. O que o Autoramas tem planejado para o disco após o Música Crocante?

 

Flavinha: O nosso novo DVD, Autoramas Internacional, já está na fábrica e vai ser lançado ainda esse ano. É uma seleção de imagens de nossas turnês pelo mundo e pelo Brasil desde 2008. Muitas cenas de backstage, shows, histórias engraçadas e situações inusitadas em 15 países diferentes, está muito bom! Gravamos, também, um EP de 4 faixas com o BNegão com produção do Roberto Frejat, para registrar a parceria do show do Rock in Rio. A versão online pode ser conferida em streaming no site www.musinova.com. Estamos vendo qual a melhor forma para lançar também no formato físico. E um próximo álbum de estúdio para 2014 também já está nos nossos planos.

 

MUNDO47: O Música Crocante foi um álbum que a banda gravou uma música da banda catarinense Liss, como foi esse contato para gravar a canção? 

 

Flavinha: O Gabriel curtiu muito a música, mostrou pra gente e sugeriu fazermos uma versão. A música é ótima e se encaixou muito bem no repertório do disco!

 

Bacalhau: O Gabriel recebeu o cd ou mp3 do disco da Liss e me disse que havia uma música que poderíamos gravar pro disco novo me enviou, ouvi e gostei de cara e gravamos no disco.

 

MUNDO47: Para os próximos álbuns, vocês pensam em buscar composições novas de outros artistas para fazer sua versão?

 

Flavinha: Se acharmos uma música boa, sim!

 

Bacalhau: Claro é uma idéia pretendo pedir algumas músicas pra alguns compositores que gostamos mas não vou dizer quais!!

 

 

 

 

MUNDO47: Neste sábado a banda toca em Rio do Sul. O que o público local pode esperar para este show?  

 

Flavinha: Alô galera de Rio do Sul, neste sábado venham curtir muito RRRRROCK e Country Rock com Autoramas & Fabulous Bandits!  Já adianto que vai rolar uma participação surpresa no nosso show, não percam!

 

Bacalhau: Rio do Sul pode aguardar pelo melhor show de RRRRRRRRRock  do Festival Barriga Verde e espero ver todo mundo lá pra curtir conosco.

 

Falece o músico blumenauense Rodrigo Rolha

Rodrigo (E) faleceu ontem num hospital de Blumenau aos 31 anos.

Hey Miss: Rodrigo (E) faleceu ontem em Blumenau aos 31 anos.

É, algumas coisas são difíceis de entender, principalmente quando alguém que sempre contribuiu para que a vida fosse mais legal nos deixa. Faleceu na noite de ontem, em Blumenau, aos 31 anos, o músico blumenauense Rodrigo Guilherme Weber, o Rolha,  como era conhecido. Segundo informações do amigo e companheiro de rock, Celso Castellen, Rolha teve um AVC na semana passada. Foi para um hospital local, passou por cirurgia de emergência e estava em coma. Na noite de ontem infelizmente ele não aguentou e nos deixou.

Rodrigo Rolha era guitarrista e vocalista. Tocou em diversas bandas da cena independente, mas será lembrado com carinho pelo Mundo47 com a sua participação na formação clássica e definitiva da Hey Miss, banda de Blumenau do começo dos anos 00, que não gravou muita coisa de seu material autoral, mas fez shows históricos por palcos diversos no Vale do Itajaí e na Capital. A Hey Miss era formada também pela vocalista e baixista Dani Hasse, hoje artista que confecciona cartazes de diversos shows e festivais pelo Brasil, por Celso Castellen, empresário do ramo textil, que também passou por bandas da cena independente e o baterista Eduardo Lima que hoje também é empresário.

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Bom, do Rolha eu vou lembrar sempre dos melhores shows que eu já vi em festas inimagináveis que teríamos nelas grandes shows, da sua alegria, pois o Rolha sempre estava rindo e era um cara muito legal e de seu talento, que era incontestável junto a Hey Miss. Vá em paz cara, a gente se vê um dia…

 

Ganhe 01 DVD Lenzi Brothers 15 Anos – AO VIVO

 

MUNDO47!

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Blog Primeira à Esquerda volta a web com novidades

Nova página e colaboração do Mundo47 acontecerá nos próximos dias.

Nova página e colaboração do Mundo47 acontecerá nos próximos dias.

 

De Itajaí, a Luísa Testoni, ou Luh Testoni, como muitos a conhecem na internet, comunica a mudança do visual do blog Primeira à Esquerda.

Segundo Luísa, o site virou uma espécie de portal dele mesmo  – “acho muito megalomaníaco chamar meu blog de portal, mas ainda não achei outra palavra adequada – onde cada assunto tem seu espaço separado.  Agora o portal foi dividido em quatro partes. Moda e Beleza, Fotografia, Cultura Pop e Cotidiano.

A Luh nos mandou um plá de cada parte do seu site

Autora é publicitária, viciada em moda, fotografia e cultura pop. Confira o Portal Primeira Esquerda.

Autora é publicitária, viciada em moda, fotografia e cultura pop. Confira o Portal Primeira à Esquerda.

Moda e beleza: Não precisa explicar muito, né? Lá estão todas as matérias sobre isso que já existiam no blog e tudo o que vem daqui pra frente: resenhas, looks, novidades e todas essas coisas que a mulherada curte!

Fotografia: Também é bem autoexplicativo. Lá vão os post sobre as câmeras que eu uso, inspirações de fotografia, dicas e também os apps de foto que vocês sempre me perguntam no Instagram e nas outras redes.

Cultura Pop: Lugar das resenhas de livro, de filmes e coisas relacionadas. Lançamentos e bizarrices do mundo pop vão pra lá também.

Cotidiano: Aqui onde você tá. Meus textos, matérias sobre dia a dia, dicas de lugares legais, coisas de trabalho e outras coisas bacanas.

Cada uma dessas 4 áreas tem sua cara própria, seu blogroll especifico e também colaboradores que entendem ou curtem muito o assunto. Neste caso entra o site Mundo47 com seu editor Rafael Weiss, que topou mais um desafio em divulgar conteúdo musical para o site Primeira Esquerda. “Teremos espaços direcionados para resenhas, mas é mais um espaço que vamos divulgar a música catarinense”, diz Rafael.

Acesse!
http://www.primeiraesquerda.com
http://www.facebook.com/primeiraesquerda
contato@primeiraesquerda.com

Documentário Restrito será lançado com show de rock nesta sexta em Balneário Camboriú

Documentario Restrito será lançado nesta sexta no Festival Cinerama em Balneário Camboriú.

Documentario Restrito será lançado nesta sexta no Festival Cinerama em Balneário Camboriú.

 

O documentário Restrito, da Tac Filmes, de Itajaí, será lançado na noite desta sexta-feira, durante a programação do Festival Internacional CineramaBC, em Balneário Camboriú. O filme faz parte da mostra Catarina, e será exibido a partir das 21h15, no Cine Itália.

Além da exibição do filme, a noite conta também com uma festa especial de lançamento, onde duas das bandas que estão na trilha sonora do filme irão se apresentar: Skrotes e El Noventón y su Orquestra Típica, ambas de Florianópolis. A festa ocorre no Señor Hostel, na rua Albatroz, 27, na Praia Brava, a partir das 23 horas. Quem tiver o ingresso da sessão do filme paga apenas R$ 10,00. Os demais pagam R$ 15,00 na portaria.

Restrito resgata o localismo da praia da Atalaia, famosa por sua onda point break de esquerda, formada junto ao molhe. A fama do local percorre o mundo pela qualidade da onda e pelo difícil acesso dos surfistas de fora da cidade, devido ao protecionismo que nasceu nos anos 70, e que ainda persiste de certa forma entre os surfistas locais.

Para contar essa história, atletas de todas as gerações foram convocados para darem seus depoimentos, desde os primeiros a “conquistar” a praia, até as novas revelações da Atalaia. A direção do documentário é de Diego Lara e cerca de 15 atletas são entrevistados.

O mito da praia da Atalaia e seu acesso restrito aos surfistas começou a nascer com a primeira geração do surf de Itajaí, que nos anos 70 iniciou o esporte nas ondas da Atalaia, com equipamentos precários e muita força de vontade. Dominada anteriormente por paulistas e cariocas, a praia teve sua retomada pelos locais nesta época, e desde então é defendida com unhas e dentes, literalmente.

Além de restagar as histórias dos surfistas, Restrito também utiliza fotos antigas e raros filmes em Super-8 dos anos 70, encontrados com alguns atletas, em imagens vistas por poucas pessoas até então e que dão a visão do que eram as ondas da Atalaia naquela época.


Serviço

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O que: Lançamento Documentário Restrito / Festa de lançamento

Quando: 03/05/2013 – sexta-feira

Onde: Sessão às 21h15 no Cine Itália, avenida central, 335, Balneário Camboriú. Festa de lançamento a partir das 23h, no Señor Hostel, rua Albatroz, 27, Praia Brava, Itajaí.

Quem: Direção: Diego Lara, Direção de Fotografia: Flavio Roberto, Produção: Adelaine Zandonai, Montagem: Roberto Pereira. Produção Geral: Tac Filmes www.tac.art.br

 

George Harrison 70 anos

George Harrison completaria 70 anos nesta segunda feira. Faleceu em 2001 aos 58 anos.

George Harrison completaria 70 anos nesta segunda feira. Faleceu em 2001 aos 58 anos.

Foi num frio 25 de fevereiro de 1943, em meio a bombardeios alemães da II Guerra Mundial, que nascia em Liverpool, o guitarrista, compositor e cantor inglês George Harrison, que todo o mundo conheceu através da maior banda de rock de todos os tempos. Os Beatles.

Falecido em 2001 aos 58 anos, George completaria 70 anos nesta segunda-feira. Para fãs de todo o mundo, o aniversário da data redonda é cercada de shows homenagens, discussões em redes sociais ou simplesmente o ato de colocar algum disco do ex-beatle para ouvir e relembrar sua trajetória impecável na música pop.

Mais jovem dos Beatles, Harrison impulsionou sua carreira solo após a dissolvisão do grupo em 1970

Mais jovem dos Beatles, Harrison impulsionou sua carreira solo após a dissolvisão do grupo em 1970

George faleceu em 2001, em decorrência de um câncer que o acompanhou nos últimos anos de sua vida. De certa forma recluso, ele gravava discos esporádicos ou fazia participações em discos e shows de outros músicos. Sua última turnê aconteceu em 1991 e se restringiu apenas ao Japão, em shows acompanhado por músicos como Eric Clapton.

George deixa uma lacuna profunda na música. Sua personalidade sarcástica foi confundida muitas vezes pela mídia como quieta, mas Harrison era um fanfarrão, um grande gozador, um típico inglês. Sua passagem pela comédia foi financiando filmes do grupo inglês Monty Phython, como em A Vida de Brian, de 1979, onde George aproveita e também participa do filme como figurante.

Guitarrista dos Beatles tinha um estilo próprio.

Guitarrista dos Beatles tinha um estilo próprio.

No Brasil esteve uma vez apenas. Em 1979, veio até ao país para acompanhar o Grande prêmio de Fórmula 1 em Interlagos, mas como todo turista, aproveitou o sol e as praias. Amigos daqui tinha dois. O piloto Emerson Fitipaldi e o cronista de F1, Reginaldo Leme. Ainda em 1979 aproveitou sua passagem para dar entrevistas e conversou com alguns fãs.

httpv//www.youtube.com/watch?v=jjm28jTZDw8

 

 

Morre Ravi Shankar

Ravi Shankar morreu aos 92 anos em San Diego (EUA) nesta terça (11)

É, 2012 tem que acabar logo… porque esse ano já está se passando já…

Já é de madrugada, mas acabo de ver no Facebook pelo meu celular, na fanpage oficial do músico, um comunicado sobre o falecimento de Pandit Ravi Shankar ou como era seu nome de verdade, RObindro Shankour Chowdhury,  Pandit é um título, uma espécie de guru, professor, aquele que ensina.

“It is with great sadness the we mark the death of Pandit Ravi Shankar, Sitar virtuoso, cultural ambassador, teacher, friend and inspiration to all of us. But it is with great joy that we celebrate his life of 92 years and its uncompromising dedication to musical collaboration beyond national boundaries, virtuosity in every creative endeavor and a fundamental love of Gurukul teaching of Indian classical music forms”

No último dia 6 de dezembro, Shankar deu entrada no Scripps Memorial Hospital, em La Jolla, San Diego, Califórnia, depois de ter complicações respiratórias. Morreu as 16h30 (Horário do Pacífico) aos 92 anos.

Ravi Shankar tinha 92 anos e foi um dos mais importantes músicos do mundo no século 20. Foi um verdadeiro porta bandeira da cultura indiana e era um dos maestros e músicos mais respeitados em todo mundo. Ravi ficou conhecido pelo seu verdadeiro virtuosismo com sua sitar. Começou a despertar interesse mundial ainda nos anos 50, mas foram nos anos 60 que sua música e sua cultura explodiram pela Europa e América do Norte. Em 1965 ficou amigo de George Harrison, guitarrista dos Beatles que logo depois, se tornou seu aprendiz.

Com George Harrison, o Ravi e outros músicos indianos, foram inseridos definitivamente na música do ocidente. Ele participou de diversos festivais dos anos 60, mas sua mais importante apresentação, foi no Woodstock, em 1969. Em 1971, participou ao lado de George Harrison e outros grandes nomes da música pop, do Concert For Bangladesh. Ideia dele para George, que se sensibilizou com a fome e a tragédia humana que acontecia nos arredores de Bangladesh nos anos 60.
George Harrison y Ravi Shankar - Collaborations CD + DVD

Ainda nos anos 1960 virou mentor do beatle George Harrison

Além do concerto, ao lado de George, Ravi gravou álbuns e participou de aberturas de diversos shows de músicos do rock mundial.

Teve três filhos, um deles já falecido. É pai de Anoushka Shankar, que se tornou uma excelente música de sítar e é pai também da cantora pop Norah Jones.

Um de seus trabalhos mais importantes era o de ensinar. Ravi foi professor de diversos personagens do pop, mas também de muitos músicos indianos. Em 2002, organizou ao lado de Eric Clapton o Concert for George, em memória a morte do amigo beatle. Para este show no Albert Hall, Anoushka e Ravi, compuseram canções especiais para o evento.

Mais um grande nome da música que parte em 2012… infelizmente…  mas como diz o comunicado. Vamos celebrar a vida e a obra deste grande mestre.


RIP Ted Boy Marino

Mario Marino, mais conhecido como Ted Boy Marino, herói desde o início dos anos 60, o rei do telecatch nacional. Foi esportista, modelo, ator e cantor.

O que mais dói, é que Marino estava esquecido pela mídia, totalmente.

B Negão canta Chico Science no final das Olimpíadas

A cerimônia de final das olimpíadas de Londres foi rock and roll. O pop inglês imperou, mas quando o prefeito de Londres passou a bandeira olímpica para o prefeito Eduardo Paes, do Rio de Janeiro, a festa verde amarela começou. Claro, o samba foi a tônica da apresentação brasileira no estádio olímpico (e não tinha que ser diferente mesmo), mas a presença marcante para o independente brasileiro foi a presença do vocalista B-Negão, cantando Maracatu Atômico, composição de Jorge Mautner, mas eternizada na voz de Chico Science e sua Nação Zumbi.

Ontem e hoje o Facebook de Bernardo Negron, o B Negão, estava repleto de parabéns e imagens como as de cima, mostrando o músico em sua performance ao lado de Marisa Monte e Pelé.

Nota: hoje no GloboEsporte, a presença de B Negão foi completamente ignorada. Lamentável…

Caetano Veloso 70 anos

Caetano em 1967 no Festival da Record defendendo Alegria, Alegria

Olha só, Caetano Veloso comemora 70 anos nesta terça-feira, dia 07.  Bom, não preciso nem dizer quem é ou quem foi Caetano Veloso.

Mito, adorado e odiado. Caetano.

httpv://www.youtube.com/watch?v=Gz8UZZ-r-q0

Dylan está de volta com novo álbum

Bob Dylan está de volta. Novo álbum se chama Tempest e a capa, bem, ela é horrível, mas vamos combinar que de capa ele nunca foi muito bom, o que importa é o conteúdo. O disco marca os 50 anos de lançamentos Dylinianos pela gravador Columbia Records e deverá estar nas lojas no dia 11 de setembro, bem sugestivo, não?

Tempest é o 35º disco do artista e põe mais uma vez Dylan nos holofotes. Aos 71 anos ele ainda produz como nunca. Em seu site ele já afirma que a turnê americana que começa em breve será com a presença e parceria de Mark Knopfler, do Dire Straits (já extinto).  Este ano, antes do show de Paul McCartney, Dylan se aventurou em mais uma turnê brasileira, com direito ao astro andar quase que anônimo nas ruas brasileiras.

Tempest também virá com uma homenagem póstuma para John Lennon. 31 anos após a sua morte, Dylan resolve homenagear o beatle. Sempre parceiro de George Harrison, foi Lennon que Dylan resolveu homenagear.