Category: Lançamentos

Crispim Soares é o novo projeto de ex-Madeixas

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Nos anos 1990 e começo dos 2000 uma banda de Blumenau fez história na cena catarinense. A Madeixas. A banda gravou alguns EPs e fez shows pelo estado, passando por clássicos lugares como o Underground Rock Bar, Tschumistock e Curupira Rock Club. Após o fim da banda, os irmãos  James e Camila Zoschke foram morar em Curitiba, onde estudavam. Lá ficaram. A banda teve voltas esporádicas, mas o fim aconteceu. Nesta semana um novo suspiro. James e Camila lançaram um novo projeto. Crispim Soares. O álbum de estreia está prestes a ser lançado, Algumas Pessoas Dançam. Nesta semana o clipe 3 Marias subiu no Youtube. Gravado na Alemanha, o clipe é realizado pelo diretor catarinense Andreas Peter, protagonizado por Letícia Raash, uma artista curitibana que morava em Balneário Camboriú antes de se aventurar pelo Velho Mundo. Confira!

Second Blues de Marzio Lenzi será lançado em Bombinhas no sábado

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Marzio Lenzi lançará seu excelente disco Second Blues neste sábado, em Bombinhas, no Magic Bus num show carregado do bom e excelente blues lageano, produzido nos vastos campos de pinhão. O frio é convidativo para um vinho e este som bacana rangendo das guitarras de Marzio.

Checa o cartaz aí e se liga nessa

 

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Marzio Lenzi lança segundo álbum solo de blues

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Marzio Lenzi apresenta trabalho gravado em casa

 

Marzio Lenzi é um dos mais espetaculares guitarristas do Brasil. Não é presunção não, se nos anos 1960 Eric Clapton causou furor nas ruas de Londres para que pixações o proclamassem “Clapton is God”, acho que já passamos do tempo em pixar um muro com “Marzio is Son of God”. O cara sempre arrebentou, tanto nos inúmeros álbuns rock and roll gravados com seus irmãos e parças, do Lenzi Brothers como já em seu primeiro trabalho solo, Marzio Lenzi and The Raze Blues.

O novo álbum, Second Blues, lançado na web na última quarta-feira, 07, é o retrato do guitarrista em querer dar continuidade ao seu projeto de blues e tudo isso aconteceu quando Marzio montou um home estúdio em Lages-SC, onde reside. Marzio fez durante dois anos várias demos num processo de aprendizagem, demos, tocando todos os instrumentos e quando a coisa começou a soar bem, pensou em gravar um disco sozinho. “Acabei fazendo esse trabalho gravando com a ajuda de um primo, que também tem home studio, Steffan Duarte”, disse para o Mundo47. O Second Blues foi gravado inteiramente pelo guitarrista, que tocou todos os instrumentos, mixou e masterizou. “Em Lages está rolando uma boa cena de blue. Todo mês vem artistas fazer shows, a maioria eu participei dos shows e aproveitei para gravar as participações dos caras”, explicou.

O álbum Second Blues tem as participações especiais de Décio Caetano (guitarra), Joe Marhofer (gaita), Ricardo Maca (guitarra) Andrey Garcia (piano e órgão) Gonzalo Araya (gaita) e Greg Wilson (voz). Ao todo, o novo trabalho tem 07 faixas autorais, 03 releituras de clássicos do blues, sendo uma de Décio Caetano.  A princípio Marzio revela que o disco não terá alguma tour de lançamento, mas sim shows esporádicos que provavelmente serão marcados. “Achei melhor primeiro divulgar o disco e depois sair marcando shows, é mais fácil… a expectativa otimista é uma tour, a realista são os esporádicos”, declara.

 

 

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Mundo47:  Como vc avalia o cenário do blues no Brasil hj? o que tu destaca para a rapeize?
Marzio Lenzi:  Bem, a cena do blues no Brasil cresceu novamente de 2010 pra frente, estava morna desde o inicio do século e hoje tem muitos artistas bons, e muitos festivais pelo brasil, assim como publico. Diferente do rock independente, que já foi legal, e hoje em dia para tocar e tirar uma grana tá feio…hoje rock independente só depende de verba publica e isso é ridículo!  Mas essa questão de mercado não me influenciou pra fazer esse disco, fiz por que curto blues desde os 16… e sempre acho que deveria fazer mais com e pelo blues… sobre o Lenzi Brothers, selecionamos 10 musicas de 30 demos essa semana e pretendemos começar a gravar o próximo…
Mundo47: Você tem um reconhecimento por parte de publicações como a Guitar Player e várias pessoas, como alguns jornalistas que te consideram um dos melhores guitarristas do Brasil. Tu nunca pensou em investir numa carreira musical no eixão?
Marzio Lenzi: Bem, pensar o cara pensa umas seis vezes por dia, mas mas sempre a possibilidade de ter uma vida paralela, de gente normal, ganhando um salario fixo para se ter segurança financeira, me pareceu sempre mais sensato para as minhas expectativas. Acho que no meu caso pode ser que um reconhecimento maior demore mais, mas chega, espero…

Yellow Box divulga clipe de Leave This Town

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Ramos, Américo e Bruce: agora um trio YB se destaca com novo clipe

 

E os rapazi da Yellow Box, de Itajaí, lançam mais um clipe. A banda lançou no último final de semana o clipe de “Leave This Town”, com produção e direção de Thábata Ferraz e do guitarrista da banda, Bruce Marques. A música é mais uma bela porrada de rock and roll com boa melodia e letra em inglês, língua que marca o trabalho da banda desde o lançamento do primeiro álbum. A canção gravada no estúdio Overdrive, em Balneário Camboriú, teve produção de Marcos Piccoli Júnior.

Saca só o clipe dos guris.

 

 

Somaa disponibiliza na web o clipe “Marionetes”

 

Fala amarelo

E a rapeize de Joinville, da banda Somaa, uma das mais importantes da cena local, está divulgando no Youtube o seu maravilhoso clipe de “Marionetes”, mais uma canção single que os joinvillenses da Manchester catarinense colocam na internet. Os amarelos do norte que não vêem o sol com frequencia, conseguiram fazer o vídeo com recursos da lei de incentivo cultural de Joinville e o clipe repetiu mais uma parceria com o diretor Rodrigo Brum, velho conhecido do underground do norte do estado.

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Junto com o videoclipe, o Somaa está lançando um single virtual com duas faixas, a (re)nova(da) “Marionetes” e uma versão ao vivo para “Filosofia de para-choque de caminhão”, música do Cd/Ep “Colisão e outras histórias ordinárias” lançado em dezembro de 2012. O single virtual pode ser baixado gratuitamente em http://www.somaarock.com.br/discografia/ e além das duas músicas, como de costume, tem capa e encarte.

O videoclipe está sendo lançado com exclusividade pelo site www.tenhomaisdiscosqueamigos.com

 

Conheça o Somaa

www.somaarock.com.br

www.facebook.com.br/somaarock

Lenzi Brothers lançam DVD no litoral neste final de semana

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Até que enfim!

Está marcado para amanhã, 21 de março, o lançamento do DVD Lenzi Brothers 15 anos em Balneário Camboriú. Finalmente o Gas Station, um pub de rock da cidade se rendeu ao som dos três irmãos Lenzi. Os lageanos, apesar de terem gravado o disco na sua cidade natal em 2012, finalmente lança o DVD na cidade que praticamente os fez no final dos anos 1990, quando tocavam covers pelas baladas da região.

Orgulhosamente eu, Rafael Weiss, fiz parte das gravações deste DVD, filmando o making of e fazendo câmera durante o show. O DVD é imperdível, com participações de músicos de peso, como Galeno Castro, Andrey, Rubão e Juan. O show amanhã se repete no sábado, em Florianópolis (finalmente também!) na Célula Cultural.

Imperdível!

Six Six The Clown estreia novo clipe

Riossulenses querem te levar para conhecer o capeta.

Riossulenses querem te levar para conhecer o capeta.

 

Rio do Sul Rock City é só orgulho. A cidade tem uma produção boa de rock autoral e depois de lançar um dos melhores álbuns do ano passado, o quinteto da Six Six The Clown apronta mais uma e joga na web o seu primeiro clipe. “Ressaca”.

Gravado em Rio do Sul na companhia de muita cerveja, os rapazê também aproveitam para mostrar que a região 47 é boa na produção de clipes. Tá zeradinho.

Veja abaixo a pauleira com imagens do Juninho Alvisi, Ricardo Stuhlert e Raphael Stuy.

 

 

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Kaly e Os Hóspedes do Chelsea disponível na web

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O catarinense Gustavo Moura, o Kaly, é conhecido na cena independente catarinense por ter passado por bandas como Enzime e Stuart. Há alguns anos radicado em São Paulo, o cantor e compositor fez álbuns também da Stuart, mas zanzou como músico de Wander Wildner, fez o projeto Os Ùltimos Românticos da Rua Augusta e foi mostrando algumas canções de outro projeto solo, Kaly e Os Hóspedes do Chelsea.

Este último ganhou versão álbum nesta quarta-feira, 05, na internet. O álbum “Porres, ressacas e canções” foi disponibilizado hoje na internet (ESCUTE AQUI) com 10 músicas. O álbum está disponível também para download e segundo Kaly, para os mais puritanos, a edição física do disco aparecerá em março. O disco foi produzido por Kaly e pelo também catarinense radicado em São Paulo, Marco Britto (ex-Os Jeans) com participações de Sérgio Serra, Nervoso e Juli Manzi. O disco foi gravado em São Paulo (no famoso Baixo Augusta) e em Blumenau, no estúdio Phoenix.

O disco é recheado do melhor do punk brega, diluído no bom e velho folk e condicionado em grandes barris de vinho. Destaque para as novas músicas compostas por Kaly e também músicas que foram trabalhadas no projeto com os Ultimos Românticos da Rua Augusta.

 

Syntz: nova aposta do heavy metal catarinense lança música na web

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Marco, Wander, Osvaldo e Jay apresentam novas músicas dia 21 em Balneário

 

Engana-se quem pensa que o litoral catarinense é berço de bandas de reggae, sons de praia e um tipo de axé sulista sob as ondas. Nada disso, o Heavy Metal já foi rei em muitas oportunidades e o estilo sempre permaneceu vivo com bandas  autorais de excelente qualidade e padrão internacional.  Você, que gosta de heavy metal,  já deve ter ouvido nomes como Steel Warrior, Stormental, Battalion, Perpetual Dreams, Rhestus e de Balneário Camboriú, tínhamos a Syndrome.

Em setembro de 2012 a Syntz foi formada em Balneário. A proposta dos camaradas, era compor músicas pesadas e energéticas. No cast de músicos, dois ex-integrantes da Syndrome. O guitarrista Marco Aurélio Girardi e o baixista Osvaldo Dauve. Para as baquetas, Wander Verch foi chamado, ex-baterista da Dracma. Como toda banda de Heavy Metal, o vocal é um fator importante e no começo, o espaço foi ocupado primeiramente por Alexandre Ripper, que por motivos pessoais, deixou a banda logo no começo.  Jay Heart foi escolhido para assumir os vocais da Syntz, ele que atuou em bandas como Still Life e Selvagens da Monareta.

A Syntz entrou em estúdio neste ano. No mês de outubro, a banda de Balneário Camboriú foi até o The Magic Place, sob a tutela do mágico das gravações, Renato Pimentel, para gravar suas músicas, que partem sempre do heavy metal clássico, mas com boas pitadas de trash e hard, complementando tudo com um vocal diferenciado, porém dentro dos padrões, de Jay, que deixam as músicas com ainda mais pegada. Nesta tarde conversamos com Marco Aurélio Girardi, guitarrista, ex-Syndrome e que comenta um pouco desse projeto com a Syntz. Para ele, a volta é emocionante, porque compor sempre foi muito importante para Marco. “Eu aprendi a tocar compondo, não tocando covers, ou seja, eu fiz o caminho inverso e a Syntz é uma realização, pois eu já tinha desistido de ter uma banda, mas estou bem feliz com o resultado”, explica o guitarrista. Segundo ele, a banda será levada a sério, como em tudo que faz, mas é um projeto com menso pressão que os tempos seus na Syndrome. “Estamos cientes das dificuldades de ter uma banda, estamos levando a sério, mas sem perder a diversão”, garante Marco.

 Single foi disponibilizado no Youtube

 

De maneira desprentenciosa  e sem muito alarde, a primeira música foi disponibilizada hoje, 11/12/13 (ficou legal o trocadilho de datas não é?) no YouTube. A canção Louder and Harder está disponível para audição na web. Segundo a banda, em breve mais músicas serão liberadas e um EP deverá ser lançado com essas músicas. No próximo dia 21 de dezembro, a Syntz fará sua grande estreia numa das festas do heavy metal mais tradicionais do estado. O Natal Metálico, organizado há 14 anos pelo casal Klaus e Fabi Loos, traz a estreia da Syntz nos palcos catarinenses com seu novo repertório. Além da Syntz, o Natal Metálico terá as bandas Perpetual Dreams e Battalion, que também estarão lançando material (mais informações durante a próxima semana)

 

 

Headcutters lançam novo álbum na próxima semana em Balneário

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Eles são brasileiros, catarinenses do litoral norte e conseguem ser a banda de blues mais autêntica hoje em atividade no Brasil. Os Headcutters, de Itajaí, liderados pelo vocalista e harmônica Joey Marhofer e que conta com Ricardo Macca na guitarra, Catuto no baixo e Caveira na bateria, formando o quarteto dos sonhos de qualquer bluesman, seja lá da região de Chicago, nos Estados Unidos ou de uma cidade portuária no Sul do Brasil. Os Headcutters formam hoje a melhor banda de blues do Brasil e estão prestes a lançar um novo álbum.

Nesta semana nas redes sociais, o vocalista Joey apresentou aos fãs e amigos, o teaser do novo álbum, chamado Shake That Thing, que impressiona pelo fato de que, neste disco, serão 11 canções autorais e duas regravações. O novo álbum conta com a participação de bluesmans, tanto brasileiros como americanos, como Igor Prado, Omar Coleman e  Richard Pryor o Lee Pryor.

A banda brasileira figura entre uma das principais no Brasil e participa de festivais e apresentações por grande parte do território nacional, sempre arrebatando plateias ávidas pelo melhor do blues, principalmente aquele blues que remetem a grandes personalidades que marcaram a história do estilo, como Hollin Wolf, Muddy Waters, Bo Didley, Little Walter e outros grandes nomes.

O lançamento oficial do álbum será no dia 20 de dezembro, no Gas Station Pub, em Balneário Camboriú. Cd’s já estão disponíveis para a venda através do site: www.chicoblues.com.br

 

 

Ronnie Von: documentário finalmente coroa o rei do rock brasileiro

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Durante décadas ele foi taxado como o príncipe. O plano B do pop, já que  a mídia havia eleito Roberto Carlos como o grande Rei. De fato, RC era mais popular, mas a inocência do rock da Jovem Guarda não era para aquele cantor “plano b”. Ronnie Von não tinha nada a perder e entre 1968 e 1970, gravou três álbuns de muita vanguarda, muita conexão do que estava acontecendo no mundo, de muita personalidade. O seu público, formado sempre por aquelas menininhas colegiais apaixonadas pela beleza do seu ídolo, do que pela sua arte, não entendeu que Ronnie estava virando a sua chave e os álbuns, inclusive, foram ignorados pela mídia especializada. Desiludido, Ronnie voltou a ser o galã, aquele cara romântico, sonho de qualquer garota jovem da época. Ronnie precisava tocar a vida e virou aquele cara que a sua mãe se derretia nos programas de final de semana de tarde.

Do meu lado, nunca houve uma admiração por Ronnie. A versão de “Girl” dos Beatles e A Praça, era tudo que eu conhecia. Até que um dia chegou em minhas mãos, dois CDRs com músicas de uns tais discos psicodélicos do principe. Paralelo a isso, lá pelo começo dos anos 2000, o jornalista Fernando Rosa, o Senhor F, havia publicado artigos sobre a “história secreta do rock brasileiro”, foi o estopim para que a juventude venerasse a chamada fase psicodélica de Ronnie Von, com três discos extraordinários e revolucionários, que infelizmente, ficaram a ver navios na época.

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A coroação acontece em pleno 2013, com os relançamentos dos bolachões gravados pelo artista nos anos 1960. O chamado para esta matéria é mais além. O teaser do documentário, “Quando éramos príncipes”, divulgado há dois dias, deixou eu e muita gente arrepiado, emocionado, com o próprio Ronnie e a banda Os Haxixins, tocando o clássico “A Máquina Voadora”, de 1970, ao vivo, exclusivo para o documentário do jornalista Ricardo Alexandre e pelo cineasta Caco Souza. O teaser ainda impressiona com depoimentos de Rita Lee, Manoel Barenbein e Arnaldo Saccomani, que produziu os famosos discos de Ronnie.

O documentário promete ainda contar a tentativa do “príncipe” de estabelecer no Brasil, um tipo de música pop mais experimental, sofisticada, como se fazia fora do país. O doc conta com farto material de arquivo e as músicas serão executadas com arranjos com a fidelidade as gravações originais. O mais emocionante mesmo é ver um Ronnie Von, que é durante a semana “Todo Seu”, na TV Gazeta, cantando empolgadamente aquelas músicas que lá atrás, foram ignoradas pelas pessoas daquele tão passado presente.

Documentário passa a partir desta segunda-feira no BIS

“Ronnie Von: Quando éramos príncipes” estreia na faixa BIS Docs do Canal BIS (antigo Multishow HD) na segunda-feira 02 de dezembro, às 19h30, com reprises na segunda-feira 02/12 às 04h, terça-feira 03/12 às 08h30, quinta-feira 05/12 às 09h, sábado 07/12 às 19h30, sábado 07/12 às 03h30 e segunda 09/12 às 15h30.  O filme é uma produção da Tudo Certo Conteúdo Editorial em parceria com a Vira-lata Filmes e o canal BIS.

Live at BBC VOL.2: beatlemania reacende com nova coletânea de rádio britânica

 

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Por Leonardo Conde de Alencar*, Rio de Janeiro

 

Viva Sir Joseph Lockwood!

Nos Anos 60 não havia rádios comerciais na Grâ-Bretanha e a BBC reinava absoluta. Porém, havia um impasse: as gravadoras não permitiam que seus fonogramas tocassem na “Beeb” (como chamavam carinhosamente a rádio oficial britânica), com raríssimas exceções, que, geralmente, vinham acompanhadas de um burocracia pra lá de complicada.

Sir Joseph Lockwood, então Presidente da EMI, chegou a declarar “Mesmo se as rádios comerciais fossem permitidas na Inglaterra, eu não deixaria minhas músicas serem transmitidas!” Por causa dessa limitação é que apareceriam as rádios piratas, como a Radio Caroline e a Radio London, que transmitiam – reza a lenda – de navios ancorados próximos ao litoral inglês.

O mais irônico é que essas rádios, apesar de serem, obviamente, repugnadas pelas gravadoras, tinham a simpatia dos músicos. Inclusive, os Beatles chegaram até a gravar vinhetas para a sua programação, tipo “Hi, aqui fala John Lennon e estou ligado na Rádio London!”

O fato é que a BBC era um importante veículo para os artistas da época e os Beatles, como qualquer outra banda, sonhavam em um dia aparecer num de seus programas. E por causa da restrição aos fonogramas, a solução encontrada foi regravar (em estúdio ou num auditório) as canções para transmissão. Na época, isso pode até ter gerado algumas críticas, mas ao longo do tempo, essa medida acabou se tornando uma grande amiga dos fãs e colecionadores, pois foi por ela que  pudemos dispor de 275 gravações exclusivas (contando canções que foram executadas mais de uma vez) dos Fab Four para acrecentarmos à nossa coleção. E o principal é que, de todas essas, trinta e seis nunca seriam registradas pelo grupo em seus discos durante a sua carreira.

Por anos, essas gravações foram alvo de cobiça dos colecionadores, ávidos por material inédito do grupo. Os primeiros “bootlegs” que apareceram nos Anos 70 tinham o som muito ruim. Somente no final dos 80′s é que surgiram no mercado alternativo boa parte desse material com um som audível, graças a colecionadores que gravaram em casa alguns dos programas em que os Beatles participaram na rádio. Isso causou um certo falatório que logo chegou aos ouvidos dos profissionais da British Broadcast Corporation. Estes resolveram fuçar seu arquivo e o resultado foi meio decepcionante. As fitas da maioria dos programas haviam sido apagadas ou reutilizadas (apesar do grupo já ser vangloriado na época, ninguém poderia supor que um dia esses programas chegariam a status de tesouro). O que sobrou foram alguns discos compilados por DJs (os chamados “Transcription Discs”, que eram LPs feitos para referência ou, em alguns casos, para serem enviados a outros países.

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Utilizando esse material, a BBC fez um especial em 1982 chamado “The Beatles At the Beeb”, que foi um sucesso sem limites. Algum tempo depois fizeram um novo especial, contendo mais material resgatado, e foi outro sucesso. A partir daí era questão de tempo que esse ouro fosse lançado oficialmente, mas, claro, a querida burocracia ajudou pra que demorasse anos e anos. Finalmente, em 1994, é lançado o álbum duplo “Live At The BBC” contendo nada mais, nada menos do que trinta músicas inéditas dos Beatles num só pacote (o fato de terem lançado quase todas as inéditas num só álbum é um grande indício de que um Vol.2 não fazia parte do plano inicial).

Instaurou-se então uma nova beatlemania no mundo, com o álbum atingindo o primeiro lugar na Grâ-Bretanha e o Top 3 americano, e que foi uma espécie de “Anthology Vol.0”, pois um ano depois seria lançada a série “Anthology” com três CDs duplos (e LPs triplos), contendo somente gravações inéditas feitas nos estúdios da EMI, em shows, rádio e TV, e que chegaram,  cada um dos três volumes, ao primeiro lugar da parada da Billboard, nos EUA. E essa brilhante fase terminaria (terminaria?) com chave de ouro quando a coletânea “One”, que continha todos os singles que atingiram o primeiro lugar no Reino Unido e nos EUA, ficou 9 semanas seguidas no primeiro lugar da parada americana e, em 2010, ganhou o título de álbum mais vendido da década. Sim, uma banda dos Anos 60 teve o disco mais vendido da década de 00!

Mas o que há por trás das participações dos Beatles na BBC? O principal é que qualquer artista que ganhasse um programa da BBC de meia hora por semana só pra ele (“Pop Go The Beatles”, que de início teria quatro edições, mas que, devido ao sucesso, acabou tendo mais onze), iria, com certeza, martelar seus sucessos até os ouvintes se cansarem. Os Beatles, claro, também tocaram seus hit singles nos três anos em que participaram tocando ao vivo na rádio, mas, na maior parte das vezes usaram o tempo que tinham para tocar as músicas que eles curtiam, que os influenciaram, dos artistas de quem eram fãs, como Elvis, Carl Perkins, Buddy Holly, Arthur Alexander, Everly Brothers, entre outros, e músicas que nem sequer estavam em seus discos.

Era um pensamento totalmente anti-marketing e que, provavelmente, deve ter feito os executivos de sua gravadora arrancarem os cabelos dizendo “mas, como esses caras ganham um programa na BBC e não o utilizam para vender nossos produtos?” O fato é que, mesmo no longínquo 1963, John, Paul, George e Ringo já podiam tudo e seus chefes acabariam fazendo vista grossa, uma vez que sabiam que os quatro garotos de Liverpool (e na época eram garotos mesmo, o mais velho tinha apenas 23 anos) iriam vender horrores fazendo propaganda ou não.

E para provar ainda mais que eles não pensavam somente na grana, que tocavam por curtição mesmo, é que, além de evitar tocar os seus hits, eles, na grande maioria das vezes, escolhiam canções mais obscuras dos seus ídolos, como faixas que não haviam feito sucesso, lados b, e faixas que estavam escondidas em LPs, como “So How Come”, dos Everlys, “Clarabella”, com The Jodimars, “Soldier of Love”, de Arthur Alexander, e “Glad All Over”, de Carl Perkins.

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A obra dos Beatles já está mais do que consagrada desde antes da separação, tudo que nós falarmos de elogio será chover no molhado, mas o lançamento oficial das suas gravações na BBC de Londres veio a provar como a banda era afiada ao vivo. John Lennon certa vez disse que o melhor trabalho de seu grupo nunca havia sido gravado. Ele se referia ao som que eles tiravam no Cavern e em Hamburgo antes de conquistarem o mundo e que, quando eles começaram a tocar em locais grandiosos, sem estrutura, sem sistema de retorno, e, principalmente, com os gritos ensurdecedores das fãs, eles nunca mais conseguiriam reproduzir sua qualidade.

Com raras exceções, como os vibrantes shows de Melbourne, Austrália e Washington, EUA, em 1964, o quarteto era prejudicado por esses problemas e acabava perdendo o entusiasmo, embora que, pra quem não conseguia se ouvir e ouvir seus colegas de palco, manter a sincronia já era um façanha impressionante. E o lançamento de “Live At The BBC” e sua continuação “On Air: Live At The BBC Vol.2” vêm fazer jus aos Beatles como uma excelente banda ao vivo, com os músicos milimetricamente ensaiados e entrosados, sem erros. Lembrando que os arranjos eram criados pelos próprios, sempre dando um toque Beatle às canções de R&B e de Soul. George Harrison com seus solos “rockabilly” impecáveis, John Lennon e seu ritmo “Merseybeat”, praticamente criado por ele, em seu melhor momento, Ringo Starr com sua batida criativa e perfeitamente no tempo, e Paul McCartney com seu baixo Hofner criando melodias e não somente fazendo a marcação. Tudo isso muito bem gravado pelos competentes técnicos da BBC. Precisamos mencionar que o equipamento que a rádio tinha naquela época era mono e não multi-canal, o que fazia com que os músicos tivessem que tocar ao vivo e, quando havia necessidade de algum “overdub” (o que só aconteceu com os Beatles umas duas ou três vezes, quando o John insistiu em fazer um “double-track” vocal), eles tinham que realizar um “tape-to-tape overdub”, ou seja, reproduzir uma fita enquanto um novo vocal era adicionado e gravado numa segunda fita. Por isso, o resultado que os engenheiros da rádio conseguiram, criando mixagens instantâneas perfeitamente balanceadas, é digno de altos elogios. Essa limitação, em todo caso, seria (junto da agenda cada vez mais complicada) um dos motivos da banda parar de se apresentar ao vivo na emissora, uma vez que, imagine como seria tentar reproduzir as músicas do “Revolver” ou do “Sgt Pepper” dessa forma…

 

E muitas vezes a necessidade de recriar suas canções de sucesso na BBC dava oportunidade para que eles testassem arranjos diferentes.  Vemos isso em “If I Fell”, em que eles fazem uma versão elétrica e mais rápida em relação à romântica versão acústica do álbum “A Hard Day’s Night”ardH, “Please Mister Postman”, mais lenta e num clima mais calmo do que a gravação do “With the Beatles”, “Money”, num arranjo sem piano, com o riff tocado pelas guitarras, “Please Please Me” sem a harmônica de John, com o riff tocado também na guitarra, etc. É importante lembrar também que vários dos covers lançados pelos Beatles em seus álbuns (incluindo os seis do “With the Beatles”, segundo álbum da banda e que está comemorando 50 anos agora em novembro) tiveram seu debut na BBC, sendo alguns deles mais de um ano antes de sua versão oficial sair.

Com a compra da EMI pela Universal, esta parece que quer mostrar serviço e, logo no início, já lança um álbum duplo de gravações inéditas: “On Air: Live At The BBC Vol.2”, dezenove anos depois do primeiro volume.  Como trinta das trinta e seis inéditas saíram no primeiro volume (que volta agora revisado e remasterizado, com várias gravações com upgrade de som, incusive, com a descoberta de novas fontes para algumas faixas), o “BBC Vol.2” se concentra mais nas versões “At the Beeb” para as canções mais famosas compostas ou interpretadas pelo grupo. Clássicos como “She Loves You”, “I Want to Hold Your Hand”, “Twist And Shout”, “Anna”, “From Me To You”, “This Boy”, “And I Love Her”, “PS I Love You”, “You Can’t Do That”, “Do You Want To Know A Secret”, “There’s A Place”, “Misery”, entre outras, voltam em versões inéditas ao vivo  e com a mesma vibração de 1963 e 1964. Aliás, o mais legal em se tratando de Beatles é justamente a atemporalidade deles. Um lançamento de gravações inéditas em pleno 2013 chama tanta atenção quanto na época em que os quatro estavam juntos, disputando os primeiros lugares das paradas e atraindo pessoas de todas as idades.

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Mas, e as canções inéditas? Ah, sim, não esquecendo, das seis que sobraram do primeiro volume, três delas não foram consideradas: “Dream Baby”, original de Roy Orbison, “A Picture Of You”, sucesso contemporâneo de Joe Brown, e “Besame Mucho”, baseada na versão dos Coasters, todas gravadas ainda em 1962, com Pete Best na bateria. Mas, nada a ver com o pouco talento do primeiro baterista da banda, o motivo é que nenhuma fonte com qualidade audível foi achada desses primeiros programas. Uma pena, pois, mesmo com som ruim, dá pra perceber que as performances são ótimas. A quarta, “Lend Me Your Comb”, original de Carl Perkins, saiu pela primeira vez no “Anthology Vol.1”, em 1995, e agora volta com um som um pouco melhor no lugar certo. Sobraram então duas faixas: “Beautiful Dreamer”, uma música tradicional, que fazia parte do repertório de nove entre dez bandas de Liverpool em arranjos “Beat”, cantada por Paul. E “I’m Talkin’ About You”, de Chuck Berry, interpretada por John, ambas retiradas de “bootlegs” (o que também foi feito em outras músicas dos dois álbuns, embora a BBC e a Apple não gostem muito de admitir), com som, infelizmente, apenas razoável, mas que não chega a frustrar o ouvinte, afinal, poder ter duas músicas inéditas dos Beatles em 2013 é um privilégio.

E ainda vem mais uma constatação. Os Beatles já são considerados hours-concours por terem lançado 12 LPs (sendo um duplo), 22 singles (que das 44 faixas, 30 não estavam nos LPs) e mais dois EPs com material exclusivo em apenas sete anos e meio de carreira fonográfica. Se nós juntássemos as 36 músicas gravadas exclusivamente para a BBC, poderíamos criar mais três LPs de 12 faixas. Ou seja, nunca artistas trabalharam tanto em tão pouco tempo de carreira quanto os Beatles. E, dificilmente, ainda haverá quem os supere.

O que mais dizer? COMPREM!

 

*Leonardo Conde de Alencar,  analista de sistemas, músico nas horas vagas e colecionador, pesquisador dos Beatles e do pop-rock dos anos 60´s. Apresentador do programa Web Go The Beatles, todo domingo, 12h e 23h no http://www.route66classicrockradio.com/

 

Profetateu é o novo clipe/música de Antonio Rossa

Profetateu – Antonio Rossa & Rodrigo Daca (Videoclipe Oficial) from Transitoriamente on Vimeo.

 

 

Antonio Rossa certamente não imaginou que a música e o clipe de Profetateu seria um de seus  melhores trabalhos. A música que já é de uma qualidade de composição e melodia excelentes, foi abençoada com a ideia do músico, compositor, diretor, ator, cantor, enfim, o cara é multi, de fazer um vídeo bacana, com qualidade e excelente fotografia. Músico convidado, o nosso sempre indispensável Rodrigo Daca, que empresta sua voz para uma bela parceria em Profetateu de Antonio Rossa.

 

Dirigido, idealizado e editado por Rossa, o clipe de Profetateu conta com os atores Simone Moraes, Marcelo Mudera, Juliano Malinverni, Marcela Machado, Ana Carol Miranda, Jadel Kratz e Rafael Nicolay. 

A música foi gravada e arranjada pela turma da Sociedade Soul, lá de Floripa, no Magic Place, estúdio mágico de floripa sob a batuta de Renato Pimentel.

Dá um confere aí!

 

Paul McCartney lança novo álbum aos 71 anos

Paul McCartney lança "New", primeiro disco de inéditas em seis anos Mary McCartney/Divulgação

 

Ele tem 71 anos e como músico/compositor não tem mais nada para provar. James Paul McCartney, dos Beatles, dos Wings, com uma consolidada carreira musical e extrema relevância para o pop e o rock mundial está lançando mais um álbum, um “novo” álbum. New nasceu menos de dois anos depois de Kisses On The Button, disco de 2012 onde McCartney celebrou clássicos do passado num disco mais jazzístico e íntimista. Mesmo em KOTB, sir Paul trouxe novas composições para aquele disco.

Com tanta estrada e discos na bagagem, Paul McCartney é um dos poucos artistas dos anos 1960 que mantém uma produção musical respeitável ao longo das décadas. Não que ele nunca tenha se metido em furada, sua discografia dos anos 1980 é recheada de feitos não tão exitosos, porém, desde 2001, quando lançou o disco Driving Rain, seus discos mantém a coerência e o padrão de qualidade nas composições. Músicas alegres, tristes, de saudade, de amor, muito amor. McCartney é um artista que ama.

Numa carreira com mais de 50 anos, agora aos 71,  Paul McCartney não ousa mais, porém ele testa novos sons, novas tendências e melhor, novos produtores. Nos últimos discos, a rotatividade de produtores é grande. Para New, as faixas foram divididas entre quatro produtores da nova geração. Mark Ronson, que produziu álbuns de Amy Winehouse, ganhou a confiança do beatle como DJ de seu casamento com Nansy, sua atual mulher, mas claro que o currículo de Mark recentemente foi fundamental para a produção de algumas faixas.  Giles Martin não precisa de tantas apresentações. É filho do “quinto” beatle, o produtor George Martin e é responsável pela produção dos últimos lançamentos dos Beatles, Paul o conhece desde criança. Paul Epworth ele não conhecia, mas tinha ouvido o trabalho e se interessado. Ethan Johns é outro filho de um famoso produtor dos Beatles e dos Wings, Glyn Johns, que também tem um trabalho respeitado, como seu pai.

Neste trabalho, sir Paul está há uns 15 dias em intensa divulgação de seu disco. São várias entrevistas para a TV, rádios, coletivas de imprensa e o mais legal: shows surpresas. Na semana passada em Nova Iorque, Paul fez apresentações surpresas. Uma num auditório de uma escola pública e outra em Times Square. Fez apresentações também para rádios e em programas de TV. Os americanos amam sir Paul McCartney. Desde o 11 de setembro ele se tornou muito mais popular por ter realizado concertos em homenagem aos bombeiros de NY que morreram nos ataques das torres gêmeas. Suas apresentações desde então são constantes na América.

Essa vitalidade de McCartney impressiona. Nas últimas entrevistas ele declara que não quer parar de compor e gravar. O fim dos shows é algo não cogitado pelo artista. Enquanto tiver saúde e disposição, McCartney estará lotando estádios pelo mundo. A América do Sul, em especial o Brasil, é também ponto de parada obrigatória desde 2010. A turnê 2013 segue agora para a ásia, com shows no Japão para depois provavelmente voltar para encerrar o ano na Europa.

Para os fãs dos Beatles  o lançamento de New é uma festa total. Mas quem é superfã vai ter que abrir a carteira. Desde a semana passada, são divulgadas diversos tipos de embalagens para a compra de NEW. Todas por enquanto vem com o CD (igual em todos os lançamentos), mas com presentinhos no pacote, como laminados e cubinhos luminosos de NEW. O lançamento do vinil ficou para novembro. Nas paradas o disco está fazendo bonito. NEW por exemplo ficou em primeiro lugar no ranking do iTunes em diversos países, como Bolívia e Argentina, aqui na América do Sul.

Marujo Cogumelo lança novo vídeoclipe

 

marujo cogumelo

Do Oeste catarinense, mais uma vez, a Marujo Cogumelo nos apresenta um belo trabalho. O clipe de “Sangue Blue”, lado B do vinil  7´´ lançado pela banda no ano retrasado, foi lançado hoje no Youtube e tem direção do grande Roberto Panarotto, vocalista da banda Repolho, de Chapecó.

O velho oeste de SC é um caso a parte. A produção rock and roll sempre é revigorante e muito inspirada nas bandas do Rio Grande do Sul. Lá eles se sentem mais gaúchos do que catarinas, já que é muito mais rápido e fácil viajar de lá para a capital do RS.

Os marujos do oeste deram uma sumida por uns tempos, mas estão de volta com tudo para debulhar o seu róque pelas terras catarinas.

Confira o clipe!

 

 

REC ON MUTE é mais uma bela aposta do independente catarinense

rec on

A REC ON MUTE nasceu em maio deste ano em Jaraguá do Sul. Unindo músicos conhecidos da cena independente do rock catarinense, a banda é mais uma aposta que material bom e de muita qualidade vem por aí. Nesta semana os integrantes da REC ON MUTE á nos deram uma bela amostra com a divulgação de um simples vídeo com áudio do ensaio de uma de suas músicas.

Formada pelos músicos Gabriel Barg, guitarra e voz, Júlio, guitarra, Wilson Lopes, baixo e Kelson Marcelo na bateria, a banda tem fortes influências em post rock, scoegazer, noise e experimental, com pitadas de Sonic Youth, Explosions in The Sky e Mogwai. O batera Kelson Marcelo falou com o Mundo47 e disse que a banda quer lançar até o final deste ano, um EP com algumas músicas. Kelson é velho conhecido deste espaço, com sua Fly-X, trio explosivo de Guaramirim.

Clique no vídeo e escute o som da REC ON MUTE e curta a página da banda no Facebook.  facebook.com/reconmute

Heavy Lero é aposta de ex-vjs da MTV no Youtube

heavy lero

 

O fim da MTV Brasil foi manchete não somente na imprensa, mas também gerou comentários diversos nas redes sociais. Personagens da história da MTV, os ex-vjs da emissora voltaram novamente a estarem em evidência. O melhor ainda é saber que alguns ex-vjs da MTV estão tocando sua vida pensando na música e principalmente no que há de melhor dela.

Gastão Moreira e Edgard Piccoli, que participaram da fundação da falecida MTV, se juntam ao jornalista Bento Araújo e lançam um novo programa na web. O Heavy Lero estreia na próxima terça-feira, dia 8 de outubro, às 20 horas. O programa semanal de 10 minutos será transmitido via canal do YouTube. Será uma conversa informal de três caras sobre música, mais precisamente o rock and roll. O programa é independente

O Heavy Lero ainda terá espaço para bandas nacionais. Os interessados poderão enviar material para a Caixa Postal 72355 – CEP.: 01427-970  - São Paulo/SP

Acompanhe outras novidades na página oficial do Facebook: https://www.facebook.com/heavylero

The Beatles lançarão Live at BBC Volume 2 em Novembro

19 anos depois do Volume1, banda lançará novas gravações da rádio britânica

19 anos depois do Volume1, banda lançará novas gravações da rádio britânica

Em 1994 o lançamento do disco duplo Live At BBC, com gravações ao vivo realizadas pelos Beatles entre 1962 e 1965 reascenderam a beatlemania no mundo e prepararam os fãs para que no ano seguinte, fosse lançado a primeira edição do projeto Anthology, junto com o mega documentário mais o livro, que contava a história da banda. Na época, esses lançamentos reativaram a paixão pelo quarteto de Liverpool e trouxeram para um público mais novo, a história da maior banda de rock de todos os tempos.

Desde esse lançamento, praticamente todos os anos, John, Paul, George e Ringo nos brindaram com inúmeros lançamentos, relançamentos, enfim, a caixa de pandora dos fabfour saia do meio pirata e chegava ao grande público. Hoje, 12 de setembro, o site TheBeatles.com divulgou o que já estava correndo pelas redes sociais. O relançamento do Volume 2 do Live At BBC, com outras gravações realizadas pelos quatro Beatles para a rádio estatal britânica.

On Air – Live at BBC Volume 2, com gravações entre 1963 e 1964, reunirá 40 performances dos garotos de Liverpool, entre músicas ao vivo e conversas com os djs da rádio. Como no primeiro volume, um belo livreto com informações sobre as gravações virá junto no pacote. A Apple divulga ainda que além do CD duplo, uma coleção em LP será lançada na mesma época. Jóias raras do baú dos fab four. Neste novo lançamento, sir Paul Mccartney diz:  ”Há uma grande quantidade de energia e espírito. Estamos indo para ele, não segurando em tudo, tentando colocar no melhor desempenho de nossas vidas “, disse Paul.

Para o fã carioca, especialista nas gravações dos Beatles para a BBC, Leonardo Conde de Alencar, como previa, o novo volume não incluí gravações de 1962. Leonardo explica que as gravações selecionadas para o Volume 2 podem ser algumas que já andavam circulando por alguns discos piratas e pela internet, mas que se forem gravações já existentes e conhecidas dos fãs, provavelmente serão com áudio superior ao que hoje é encontrado.  ”Pelo setlist, estou vendo que não incluíram  I Should Have Known Better, I’m Happy Just To Dance e The Night Before, o tema instrumental de Pop Go The Beatles, fica a dúvida agora saber quais versões sairão de cada música”, explica o especialista.

 

 

 

 

Você pode reservar o seu Live At BBC Volume 2 nestes endereços

UK Store: http://gnikn.us/1g4QHEe
USA Store: http://gnikn.us/1g4QPDy
Japan Store: http://bit.ly/KyZ0ea
Brazil Store: http://gnikn.us/15mXLuC

 

The Beatles: On Air – Live at the BBC Volume 2

CD ONE
1. And Here We Are Again (Speech)
2. WORDS OF LOVE
3. How About It, Gorgeous? (Speech)
4. DO YOU WANT TO KNOW A SECRET
5. LUCILLE
6. Hey, Paul… (Speech)
7. ANNA (GO TO HIM)
8. Hello! (Speech)
9. PLEASE PLEASE ME
10. MISERY
11. I’M TALKING ABOUT YOU
12. A Real Treat (Speech)
13. BOYS
14. Absolutely Fab (Speech)
15. CHAINS
16. ASK ME WHY
17. TILL THERE WAS YOU
18. LEND ME YOUR COMB
19. Lower 5E (Speech)
20. THE HIPPY HIPPY SHAKE
21. ROLL OVER BEETHOVEN
22. THERE’S A PLACE
23. Bumper Bundle (Speech)
24. P.S. I LOVE YOU
25. PLEASE MISTER POSTMAN
26. BEAUTIFUL DREAMER
27. DEVIL IN HER HEART
28. The 49 Weeks (Speech)
29. SURE TO FALL (IN LOVE WITH YOU)
30. Never Mind, Eh? (Speech)
31. TWIST AND SHOUT
32. Bye, Bye (speech)
33. John – Pop Profile (Speech)
34. George – Pop Profile (Speech)

CD TWO
1. I SAW HER STANDING THERE
2. GLAD ALL OVER
3. Lift Lid Again (Speech)
4. I’LL GET YOU
5. SHE LOVES YOU
6. MEMPHIS, TENNESSEE
7. HAPPY BIRTHDAY DEAR SATURDAY CLUB
8. Now Hush, Hush (Speech)
9. FROM ME TO YOU
10. MONEY (THAT’S WHAT I WANT)
11. I WANT TO HOLD YOUR HAND
12. Brian Bathtubes (Speech)
13. THIS BOY
14. If I Wasn’t In America (Speech)
15. I GOT A WOMAN
16. LONG TALL SALLY
17. IF I FELL
18. A Hard Job Writing Them (Speech)
19. AND I LOVE HER
20. Oh, Can’t We? Yes We Can (Speech)
21. YOU CAN’T DO THAT
22. HONEY DON’T
23. I’LL FOLLOW THE SUN
24. Green With Black Shutters (Speech)
25. KANSAS CITY/HEY-HEY-HEY-HEY!
26. That’s What We’re Here For (Speech)
27. I FEEL FINE (STUDIO OUTTAKE)
28. Paul – Pop Profile (Speech)
29. Ringo – Pop Profile (Speech)

 

 

Antonio Rossa com novo clipe na web

 

Antonio Rossa

 

Está no ar o novo clipe de Antonio Rossa.

O lageano radicado na capital catarinense disponibiliza o clipe de “Atmosfera”, do trabalho Espassia.

Sinceramente? A música é “FODA” e Antonio Rossa que além de compor e cantar é um grande nome dos vídeos produzidos para outras bandas de SC e de fora do estado. Quem sabe faz bem feito.

O som, gravado no estúdio Magic Place é daquele tipo de trabalho gravado “With a little help from my friends”, como Gustavo Barreto, que foi integrante de várias bandas legais da capital.

 

 

 

 

Ex-Faichecleres lança clipe de novo trabalho solo

Em novembro disco de Marcos Gonzatto será lançado.

Em novembro disco de Marcos Gonzatto será lançado.

Ele é catarinense de Rio Negrinho, mas foi radicado em Curitiba no início dos anos 00 que Marco Gonzatto se projetou no rock independente nacional tocando guitarra na lendária Faichecleres. A banda para quem não lembra,  era um power trio de visual retrô com letras que lembrava Cascavelletes e toda a raça do rock gaúcho. Fez sucesso de certa forma na cena independente e em meados da década, se mudou para São Paulo. O baixista e vocalista era Giovanni Caruso, que logo deixou o grupo para fazer sua carreira solo em Curitiba. Ficou Marcos e Tuba Caruso, que colocaram no baixo durante algum tempo, outros músicos paulistas. O Faichecleres nunca mais foi o mesmo e agora está devidamente enterrado.

Marcos Gonzatto é um exímio guitarrista. Com aquela cara de Ronnie Wood, fez riffs históricos nas músicas dos Feichecleres e agora está lançando trabalho solo. O álbum está previsto para o mês de novembro e se chama “A Velha Moda Chamada Rock and Roll” e o single do vídeo abaixo se chama “Eu Vou Voltar”, com o músico anunciando no título que o rock é uma velha moda e que ele está de volta, tanto nas guitarras e vocais.  Radicado em Curitiba, Marcos nos últimos anos participou de alguns projetos de outros músicos. Vira e mexe ele toca também como músico em outras bandas e com outros artistas.  ”Eu vou voltar” é a nova música lançada com Marcos Gonzatto – Guitarra/Voz; Renato Ximu – Guitarra Base; Ivan Rodrigues – Bateria; Padre Gonzatto- Baixo; Rogerio Assis – Percurssao e o vídeo foi dirigido e editado por Júlio Garcia.