Category: Lançamentos

RIO DO SUL ROCK CITY: banda Fronte lança trabalho de estreia

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Sou de lá e Rio do Sul é sinônimo de orgulho. Há alguns anos já que muita coisa boa saí de lá e acontece lá. FRONTE é a nova opção e o álbum de estreia, CONTRACULTURA, é definitivo. Punk Rock Hardcore na veia. A banda é formada por velhos novos conhecidos da cena local.  Anderson Méts (vocal & bass) Rafael Moda (guitar & backing vocals) Lucas Fronza (guitar) Daniel Fronza (drums). O disco foi lançado  há poucos dias nas plataformas virtuais. Segundo a banda, foram 10 meses de muito trabalho e dedicação, aliados à novas experiências. São 11 pauladas de puro hardcore que você poderá conferir nesse post. “Agradecemos imensamente o apoio recebido dos amigos e pessoas que vem acompanhando o nosso trabalho, assim como a Flat Hall Studio, do nosso produtor Rafael Rosseto e principalmente o selo Velvet DiscosRecords pela grande oportunidade”, diz a banda em sua página de Facebook.

Dia 18 de março a festa de lançamento será em Rio do Sul, no Gaya Tattoo com Leptospirose (SP), Homem Lixo (Rio do Sul) e Eutha (Floripa)

 

Marujo Cogumelo volta com novo álbum

Novo álbum da rapeize disponível no Youtube e Soundcloud

Novo álbum da rapeize disponível no Youtube e Soundcloud

Em 2010 quando eles apareceram na cena rock de SC com o excelente Jardim das Américas, a banda do Oeste Catarinense, Marujo Cogumelo impressionou pelas belas melodias e clipes maravilhosos. Não só de clipe e melodias a banda também fez apresentações eletrizantes por Santa Catarina e depois, um 7´´ em vinil em 2011 para depois repousarem numa hibernação que durou 5 anos. A banda manteve lá e cá as atividades, integrantes saíram eis que em 2015 prepararam um novo trabalho que agora, em janeiro de 2016, está disponível na web. O álbum batizado de “Hiato”, dá uma dimensão que o tempo passou, porém  a qualidade sonora da Marujo Cogumelo continua bela e empolgante.

Confira o novo álbum AQUI

 

FICHA TÉCNICA

Gravado, Mixado e Masterizado no Estúdio Click Audioworks em
Curitiba
Técnico de gravação: Diogo Shiroma e Paulo Bueno
Técnico em Pro Tools: Diogo Shiroma
Mixagem e Masterização: Paulo Bueno

Designer gráfico: Matheus Corseuil

Banda Marujo Cogumelo:
Kassio Canan – Voz
Lucas Martarello – Voz/Guitarra/Violão
Vinicius Lovatel – Voz/Teclados/Sintetizador
Lucas Dal Magro – Bateria/Percussão
Cristian Pelizza – Contrabaixo

Metais/Sopros:
Rogério Leitum – Trompete
Rodrigo Vicaria – Trombone
Aloisio de Pádua – Saxofone

Outros Instrumentos:
O Lendário Chucrobillyman – Banjo

Os melhores lançamentos catarinenses de 2015

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O ano foi dos Helvéticos, melhor álbum de 2015.

Nem sempre assiduidade significa que não estamos atentos ao que está acontecendo na música catarinense. Num universo de mais de 50 títulos neste ano, tive que escolher os 10 + para a famosa listinha do mago Rubens Herbst, de A Notícia. Além de falar dos destaques do ano, tive que vomitar as promessas para 2016. Todo ano é assim, a música de SC está sempre em alta aqui neste espaço. Hoje vou jogar aqui o que me cativou neste ano. Não significa que os outros lançamentos foram, ruins, mas sabe aquele discos, EP, que tu coloca para ouvir e pensa: “Opa!”. Então, vamos lá aos 10 +++ de 2015.

E um Feliz 2016 para você!

 

Helvéticos – Hipnose

Apicultores Clandestinos – Astronauta do Campo

Juliana Sicone – Something Unreal

Chapéu Preto – EP

Lenzi Brothers – Quatro Rodas no Chão

Ruca Souza – Marte

The Headcutters - Walkin’ in USA

Etílicos e Sedentos – 88350-000 Um Tributo ao Rock Brusquense

Xei – #320 on Hart Street

Costeletas – Poderosa Ação Desengripante


Apostas para 2016: Juliana Sicone, Chapéu Preto, Caledonia Fuzz, Supernova Jam e Scarlett.

Alexei Leão lança novo trabalho 320 on Hart Street

Novo álbum de Xei foi gravado em NY

Novo álbum de Xei foi gravado em NY

 

Acontece amanhã o lançamento do álbum  XEI – #320 on Hart Street

Lançamento: 17 de Novembro (Terça-Feira)

XEI é o apelido carinhoso dos amigos para com o produtor, compositor e vocalista Alexei Leão.

Criado em Florianópolis, XEI mudou-se para os Estados Unidos no início de 2014 para aprofundar seus estudos em Engenharia de Audio e Produção Musical, formando-se com honras e como primeiro aluno da turma no Institute of Audio Research, o instituto de música mais antigo do mundo.

Desde sua chegada a Nova York o número 320 na Rua Hart foi sua morada, motivo pelo qual nomeou seu trabalho de estreia como artista solo de #320 on Hart Street.

XEI, que dedicou sua vida inteira a cantar heavy metal, mostra nesse primeiro trabalho solo um outro lado até então não explorado. Temas acústicos baseados principalmente em violões e teclados, arranjos simples mas cuidadosos, melodias bonitas e interpretações marcantes.

Este álbum é todo baseado em experiências pessoais vividas num passado recente e, principalmente, durante sua estadia nessa nova cidade. As músicas são como relatos íntimos onde o artista se expõe sem medo. O repertório inclui uma música (An Angel on Hart) escrita em homenagem ao grande amigo e parceiro de vida artística, Rafael Scopel, falecido num acidente de carro em maio desse ano.

Nova York é conhecida por ser berço da cultura Hip Hop, e essa presença marcante na cidade aparece de forma explícita em #320 on Hart Street, com a participação do rapper americano Ralph G.A.M.B.L.E em Karma, música que também conta com Marcelo Moreira (Circle II Circle, MARMOR) na bateria.

Outro convidado especial é Daniel Galvão (Camerata Florianópolis, Enarmonika) tocando cello em Hey Darling.

Ao todo, oito músicas fazem parte do álbum que está sendo lançado em formato digital para download e numa edição especial limitada em Vinil. Todas compostas, arranjadas e produzidas por XEI no AML Studio NY.

Alguns vídeos dos primeiros singles já lançados desse trabalho podem ser assistidos no YouTube. Até final do ano todas as músicas também serão disponibilizadas no formato de videoclipe.

 

Download: soundlcoud.com/alexeileao

Comprar: cdbaby.com/Artist/Xei

Fanpage e Vídeos: facebook.com/alexei.XEI.leao

 

 

 

Dr. Jorge e Mr. Seben: nova banda com velhos camaradas

Primeira música da banda já está na web. Vem mais por aí.

Primeira música da banda já está na web. Vem mais por aí.

E a rapeize de Florianópolis do rock está com uma banda nova na praça. Dr. Jorge e Mr. Seben, que reúne os parças Jorge Gomes (contrabaixo e voz) e André Seben (guitarra e voz) mais Alex Arroyo (guitarra), Adriano Barvik (bateria). Seben, velho conhecido deste espaço, saiu há um pouco mais de um ano dos Chefes e hoje toca também com a Farra do Bowie e Vagabond Hotel.

O trabalho de Dr e Mr é autoral, mas o primeiro lançamento disponível na web é  uma homenagem aos pioneiros do rock n’ roll de Florianópolis da banda XYZ. Recriamos a música de Julio Cesar Salum (Matuzo), que ao lado de Paulo Vaz (Paulinho Feetground), Tony Montana e Ricardo Salum fizeram história no início dos anos 1990, logo após a implosão da icônica Têmpera.
O som é aquele bom e velho rock and roll com aquela guitarreira típica do canhoto Seben. A melhor coisa é tacar um play no Soundcloud e curtir. Segundo André Seben, o trabalho de Dr. e Mr tem 10 músicas. Negócio é aguardar a sequência de boas canções.

Etílicos e Sedentos prepara tributo ao rock de Brusque – novo clipe

Etilicos e Sedentos com o produtor Márcio Pimenta.

Etilicos e Sedentos com o produtor Márcio Pimenta.

A Etílicos e Sedentos, de Brusque, estará lançando em novembro o álbum 88350-000 – Um Tributo ao Rock Brusquense. O álbum é formado por releituras de músicas de bandas e artistas da cidade de Brusque, em Santa Catarina, abrangendo diversas gerações musicais. Entre os artistas/bandas homenageados neste Tributo estão: Pulsação, Claviceps Purpúrea, Cabeça de  Mente, Afarte, Galáxia, Bandeira Federal, Ricardo Silva, Bêrsadi, Sub-Versos e Híbridos.

O nome do projeto faz referência ao CEP geral do município (88350) e veio de uma inspiração/homenagem a uma K7 demo lançada em 1988 de maneira conjunta por 2 bandas punks da cidade, a Shit e a Dabesta.  Os Etílicos e Sedentos é uma banda que faz e acontece na terra da Havan. Formada por  Cleber de Limas (vocal); Lucas Rhuan Fischer (Guitarra); Juninho Tavares (bateria) e André Gomes (baixo), a banda já lançou bons álbuns na cena roqueira de Santa Catarina.

Antes do álbum ir pra praça, a banda lançou nesta semana o clipe de uma das canções do álbum. A excelente versão para “Elevada Visão”, é uma música de  Widmann Muller e Marcelo Fischer (Banda Cabeça de Mente e Banda Pulsação)


Baixe esta música e outras da Etílicos e Sedentos em http://soundcloud.com/etilicosesedentos

NDE: Ontem erramos. Colocamos uma foto antiga da banda Etílicos e Sedentos. Peço desculpas aos integrantes atuais da banda. Já um figura, que não faz parte mais da banda, tratou de me mandar um e-mail para me esculhambar. Educação mandou lembrança amigo.

 

Ruca Souza e o clipe de Fora

Ruca: Mais de 10 mil views no Facebook.

Ruca: Mais de 10 mil views no Facebook.

 

Eu já reclamei algumas vezes. Faltam garotas no rock and roll local. Mas a salvação sempre veio lá de Itajaí. “Tem a Ruca”. Sim, tem a Ruca, a jornalista e cantora que lançou recentemente o excelente álbum Marte. O clipe lançado agora é de “Fora”, mais uma canção do disco. Psicodélico e lisérgico e com a participação de outro figura das ondas espaciais, Cainã Moreira, da Helvéticos.

“Fora” traz a perspectiva da vida que acontece externa a nós, ao mesmo tempo em que o nosso mundo só se move a partir de dentro. “A inspiração para essa música vem de estudos sobre projeção astral e espiritualidade. Apesar da música ser um tanto agressiva porque é um rock cru, a ideia é mostrar que só através do próprio esforço interno é que cada um faz sua evolução.Somo herdeiros de nós mesmos”, diz Ruca.

O clipe foi gravado em Balneário Camboriú/SC nos estúdios da iPhoto Editora, com direção e captação de imagens de Jones Herter (Nomade Filmes). A edição e motion grafics que criaram toda a psicodelia no clipe ficaram a cargo de Juan Manoel Palomino Dominguez, do NNE Studio.

Julia Sicone é uma boa novidade na música de SC

Com 16 anos, música de gente grande e ela é daqui: Julia Sicone é a boa novidade do ano.

Com 16 anos, música de gente grande e ela é daqui: Julia Sicone é a boa novidade do ano.

Sempre tive um pé atrás com prodígios, mas não podemos jogar todos na mesma lata azeda. O mundo mostrou sempre que alguns prodígios prosperaram e viraram artistas de grandeza extrema. No Brasil, o efeito Mallu Magalhães foi um fato, mesmo não demonstrando qualidade, mas novinha, ela cantava Jonhny Cash, isso levou os indies a loucura. Vamos falar de novidade. Julia Sicone é estudante. Está no colégio ainda, mas quando caiu na mão de gente profissional e com boas intenções, conseguiu passar para o áudio, tudo aquilo que havia composto e tocado. O seu primeiro EP “Something Unreal”, caiu como uma agradável novidade para 2015 e para nós, que escrevemos sobre música, pensamos: tem futuro.

 

Julia Sicone é de Florianópolis. A ilha da magia hoje é um amplo celeiro musical e muita coisa do que aconteceu no final dos anos 1990 e anos 2000, floreceu em boas produções, profissionais e estúdios. O trabalho da Julia Sicone caiu nas boas mãos do Estúdio Urbano com a produção de Cisso Fernando. As músicas chamam a atenção pelo timbre da voz e as boas composições, fortes referências de cantoras como Lorde e Selah Sue. Com o lançamento do EP na web, o trabalho da Julia já conta com um clipe lançado pelo Urbano TV, um canal de música do estúdio Urbano com a excelente performance ao vivo de Trust Me. Enquanto aguarda os CD’s, a cantora prepara o seu show e já agenda algumas apresentações pelo estado.

 

Helvéticos prepara novo álbum e lança clipe na web

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Depois de muitas mudanças na sua formação, mas sempre com Cainã Moreira na voz e guitarra, os Helvéticos estão com novo álbum na praça. O lançamento será em setembro e para dar um pouco do gostinho do que virá, a banda já botou na web seu novo clipe. “Deixa Acontecer”, que faz parte do disco “Hipnose”, o segundo na carreira da banda catarinense. O clipe é editado com imagens realizadas no estúdio Marquise 51, em Porto Alegre, durante o processo de gravação do novo álbum.

Ficha Técnica:
Imagens – Thiago Gonçalves (Parapluie Produtora)
Edição – Cook Mella

Irmãos Panarotto e o novo clipe em super8

 

Roberto e Demétrio: líderes dos esporros diversos.

Roberto e Demétrio: líderes dos esporros diversos.

E os Irmãos Panarotto estão com clipe novo na praça. Monge Perereca Pirulito, gravado em Super8. Direção: Cláudia Cárdenas e Rafael Schlichting (Duo Strangloscope).

Em outubro, na agenda, tem Banda Repolho no Morrostock e também Irmãos Panarotto em Chapecó no mesmo mês.

Segundo Demétrio Panarotto, fim do ano tem Repolho em Florianópolis. Vamos agendando!

 

Apicultores Clandestinos lançam disco em Rio do Sul

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Rio do Sul Rock Rural Psicodelic Garage City. Ufa! Já não faltam mais adjetivos para definir o que acontece em Rio do Sul, no Alto Vale catarinense. Os Apicultores Clandestinos estão entre as boas bandas originadas lá no Alto Vale. O novo álbum  ”Astronauta do Campo”, é um  Ouié Tohosound por Martin Misenta, Paulo Costa Franco e Jeronimo Gonzalez – Florianópolis SC  de outubro a novembro de  2014. Masterizado no Golden Mastering por April Golden – Ventura CA USA – março 2015. A arte por Koostella, musicas por Apicultores e parceria com, Betonera 120L, Apicultor Fritz e Apicultor Ramyres. Introdução da faixa “Polka do Sergey” é cover da musica “Introducing Chuck Violence” de Chuck Violence & His Oneman Band.

Outra novidade é que o disco foi lançado pelo novo selo, Velvet Records, de Rio do Sul, sob a tutela da Velvet Discos. Astronauta do Campo é vendido na própria loja da Velvet em Rio do Sul, pela internet no Mercado Livre e em breve no catálogo da Läjä Records.

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SHOW DE LANÇAMENTO EM RIO DO SUL

Nesta sexta-feira, às 20h30 na Fundação Cultural de Rio do Sul, a R$ 5 Dilmas o ingresso, a banda fará o show de lançamento do novo álbum. Rio do Sul tem uma efervescente cena de música independente autoral. O rock tem as bençãos do poder público municipal e cada vez mais eventos com bandas de rock surgem na cidade. Vale a pena conferir as programações, tanto da Fundação Cultural, como os eventos rock independentes no município.

Escute o novo álbum dos Apicultores Clandestinos AQUI e AQUI

 

 

 

Autoramas renasce em 2015 com nova formação

Nova formação com Melvin, Erika Martins, Fred Castro e Gabriel Thomaz que continua no agora quarteto Autoramas.

Nova formação com Melvin, Erika Martins, Fred Castro e Gabriel Thomaz que continua no grupo

Exclusivo Mundo47

Fotos: Felipe Diniz 

Após um ano de 2014 com duas boas passagens pela Europa e vários shows em território nacional, a banca carioca Autoramas volta das férias de verão com muitas novidades. Muitas mesmo. Saem do combo powertrio Flavinha Couri (baixo) e Bacalhau Baca (bateria) e a banda se transforma num quarteto com a adição de Érika Martins (vocais e guitarra), Fred Castro (bateria) e Melvin (baixo). Bom, segundo Gabriel Thomaz, fundador agora único membro original da banda, Bacalhau encerrou seu ciclo na banda e vai tocar outros projetos musicais. Já Flavinha se casou em 2014 e está de muda para a Dinamarca, o que ficaria impossível de continuar no grupo.

Fred, Érika e Melvin são velhos conhecidos. Fred Castro foi baterista da formação clássica dos Raimundos, amigo de Gabriel já há mais de 20 anos e que quando participava dos Raimundos, havia gravado já uma cansão composta por Thomaz e que fez sucesso com o quarteto de Brasília nos velhos tempos. Melvin é músico de diversas bandas no Rio, toca junto com Gabriel e Érika na banda Laffayette e Os Tremendões e também é conhecido pelo seu trabalho junto ao Carbona. Érika Martins, além de esposa de Gabriel Thomaz, foi vocalista da banda Penélope, nos anos 1990 e ultimamente vinha fazendo uma carreira solo interessante, sempre acompanhada de bons músicos, mas com foco de seu trabalho mais no sudeste do que no sul do país.

Estreia nos palcos acontecerá neste próximo final de semana em Brasília.

Estreia nos palcos acontecerá neste próximo final de semana em Brasília.

A notícia caiu na última semana como uma bomba para os fãs mais exagerados, porém o que se vê é que o Autoramas não vai deixar a peteca cair e saindo integrantes clássicos, as substituições são a altura. Ainda de acordo com Gabriel, nas redes sociais, o ambiente no novo combo está perfeito e os ensaios estão “on fire” no RJ para a estréia no próximo dia 21, num show em Brasília. Outra novidade é que o agora quarteto, está avançado na produção de um novo álbum para o Autoramas. O novo disco deverá sair em breve, mas antes a banda já tem agendada giros para fora do país, com agenda no festival South By Southwest, nos Estados Unidos , uma parada no México e também mais um giro europeu, 11º tour do Autoramas no Velho Mundo. Conversando com Mundo47, Gabriel disse que a banda está unida novamente. “É uma maravilha tocar assim, trabalhar com um só objetivo. com o Fred eu já toco há mais de 20 anos, perdi a conta de quanta coisa fizemos juntos, no Little Quail e Raimundos. Com Érika e Melvin, já tocávamos juntos com Lafayette & Os Tremendões. Eu, Erika e Fred gravamos no fim de 2014, um EP chamado Érika & Gabriel, que ficou lindaço. Agora essas músicas farão parte do repertório do Autoramas”, explicou o guitarrista.

Érika Martins, que tinha uma carreira solo antes de se juntar ao Autoramas explica que tudo ficará como antes, conciliando agendas com seu trabalho solo.  Inclusive, lançará o seu primeiro DVD solo no 2º semestre,  dirigido por Dada Burger e  que será exibido pelo Canal Brasil e depois será lançado em DVD.  Sobre sua entrada no Autoramas, a cantora diz que sempre esteve de um jeito ou de outro no Autoramas. Há 13 anos estão juntos e Érika sempre acompanhou a carreira da banda no período. “Sempre escutei as composições antes de qualquer pessoa (até várias foram feitas e dedicadas pra mim, né?! A clássica “Você Sabe” é muito amor”, diz.

 

Escute “Verão” – música nova dos Autoramas  

DISCO NOVO E CROWNFOUNDING

Nada pode parar os Autoramas, e não é para parar mesmo. O novo álbum já está sendo produzido, de acordo com Gabriel Thomaz, várias ideias e riffs já estão na cabeça e o caderninho de Gabriel queima de novas composições. O sistema de financiamento é bem interessante para diversas bandas, que podem financiar gravações e a prensagem dos discos através dos fãs. O site Embolacha ficou encarregado de receber o cash e lá você tem várias opções de ser financiador do projeto, até mesmo um pacote que incluí show completo para o financiador.

Após voltar de tour nos EUA, Headcutters lançam novo clipe

2014 foi o ano dos Headcutters. O quarteto de Itajaí passou um mês pelos Estados Unidos tocando em gigs na Califórnia e no estado de Illinois, em Chicago, um dos lugares lendários no blues mundial.

Além da volta triunfal, a banda também brilhou por aqui, no tradicional festival de blues em Caxias do Sul. A banda é uma das melhores bandas de blues nacionais da atualidade e cantam em inglês. O que é ótimo.

Agora o clipe de “I dont know!”, lançado em parceria com a produtora REC n´Play e dirigido por Guilherme Meneguelli.

Dá um confere na peça:

Rec On Mute lança primeiro single do EP de estreia

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Os rapazi da Rec On Mute, de Jaraguá do Sul estão prestes a lançar o EP Hereafter. O EP será disponibilizado todo ainda em novembro, porém a primeira música do EP, Rubber Candle, começou a ser divulgada ontem no YouTube e Vimeo. Para quem não conhece o quarteto de Jaraguá do Sul, a Rec On Mute faz um Post Rock, Shoegaze, Experimental com influências de Sonic Youth, Explosions In The Sky, Mogwai, Nothing, Popstrangers. Formada por  Gabriel Barg – guitarra e voz, Julio Domingos – guitarra, Kélson Marcelo – bateria e Wilson Lopes – baixo.

RUBBER CANDLE – Rec On Mute from Swan on Vimeo.

Syn TZ lança primeiro videoclipe na web

Louder and Harder, da banda catarinense Syn TZ foi o primeiro single lançado por essa nova banda de Balneário Camboriú e que também virou o primeiro clipe oficial do quarteto do litoral.

Com direção de Andrey Proença, o clipe foi gravado no Gas Station Pub. Como diz o grande Klaus Loos, “heavy metal to the end”.

A SynTZ é formada pelo guitarrista Marco Girardi, lendário da Syndrome, com Wander Verch na bateria, Oswaldo Duwe no baixo e os vocais matadores de Giuliano Schmidt. Impecável!

 

 

Somaa e Sylverdale querem sua ajuda para um único CD

Somaa & Sylverdale - Todospor - Foto - Ricardo Borges-12_divulgação

O sistema de financiamento coletivo de artistas está cada vez mais em alta. Por aqui não é diferente, Mundo47 vai divulgar nas próximas postagens sobre as bandas catarinas que querem um help seu. Vale a pena ajudar e fomentar o rock produzido em nossas terras.

De Joinville, as bandas Somaa e Sylverdale estarão em um único CD/Split. Embora tenham trilhado percursos distintos, algumas coincidências cruzam o caminho das duas bandas joinvilenses. Ambas lançaram somente álbuns no formato EP, são adeptas de uma sonoridade pesada, torta e embalada por melodias, e tem no rock alternativo dos anos noventa e dois mil suas principais referências.

A campanha vai até 04 de setembro, portanto se você pode e quer ajudar, tem que correr. Enquanto preparam material para seus discos de estreia, o combo “Sylveromaa” decidiu lançar um Cd/split com músicas inéditas. Além disso, cada banda gravou uma canção da outra: o Sylverdale deu a sua interpretação para “Três”, do Somaa, enquanto o Somaa rearranjou à sua maneira “Go Ahead”, do Sylverdale. O disco contará com 10 faixas no formato Digipack, com arte de Rodrigo Falk Brum e fotografia de Ricardo Borges.

O formato Cd/Split

Em tempos em que a demanda por álbuns físicos dificilmente viabiliza a produção deste tipo de produto, a estratégia de dividir (“split”, em inglês) os custos e também o espaço no disquinho metálico parece ser uma saída viável para a insistente e guerreira cena independente brasileira.

O formato é muito comum fora do Brasil, em especial, entre bandas do cenário punk rock/hardcore. Na história da música da cidade, as bandas H2O e Atrito, em 1989, adotaram o formato lançando um LP em parceria.  Passados 25 anos, não se tem notícia de outras bandas locais que tenham aderido ao registro.

Apoio ao projeto

Com cotas que variam de R$ 20,00 a R$ 100,00, é possível contribuir para a realização deste projeto, associando e imprimindo (literalmente) seu nome à conquista deste propósito artístico. Os pagamentos são feitos por meio do Pag Seguro, ferramenta conhecida pela sua segurança e estabilidade.

O site e parceiro escolhido é o catarinense TODOS POR, conhecido pela realização de outros projetos de crowd funding, como o show do músico Stephen Malkmus e o Cd da banda ilhoa Os Skrotes. As recompensas variam entre o Cd, Cd + camiseta e Cd + camiseta + chaveiro, descanso de copo e downloads.  Todos os apoiadores terão seus nomes impressos nos Cds.

 

Links:

www.todospor.art.br/eventos/cdsplit

www.facebook.com/somaarock

www.facebook.com/sylverdale

 

Todo nosso: biografia conta história de Ronnie Von

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Ronnie Von – O príncipe que podia ser rei, de Antonio Guerreiro e Luiz Cesar Pimentel será lançado hoje em São Paulo pela Editora Planeta. Segundo os autores, o livro é uma obra escrita com total liberdade, sem nenhuma interferência do biografado, o que de fato mostra maturidade e o espírito de Ronnie, que afirmou em entrevistas recentes, que se ele escolheu esse caminho de ser uma pessoa pública, deve aguentar as consequências.

Em 17 de julho de 1944 nasceu Ronaldo Lindenberg Von Schilgen Cintra Nogueira, mais tarde nasdeu o Ronnie Von, a contra proposta da Jovem Guarda, o príncipe que soube respeitar a majestade em questão, mas que paralelamente escreveu capítulos importantes da música jovem brasileira na segunda metade dos anos 1960. Sua vida se transformou quando, por acaso, foi descoberto como cantor, rompeu com o pai e se tornou um ícone daquela época. Sua carreira como cantor começou por acaso no bar “O Beco das Garrafas”, no auge da Jovem Guarda. Ganhou vários fãs e corações, mesmo nunca tendo participado do programa apresentado por Roberto Carlos, Erasmo e Wanderléia.

Ronnie Von tem momentos distintos de sucessos e dramas. Amigo de estrelas como Rita Lee – foi ele quem batizou a banda de Mutantes –, o moço da alta sociedade carioca, usou toda sua inteligência para criar hits psicodélicos (hoje um fenômeno cult no Brasil e na Europa) e românticos. Lutou com uma doença que poucos no mundo sobreviveram. Casou diversas vezes, entre seus amores estão a atriz Bia Seidl e uma que ele NUNCA pronuncia o nome e quer riscar do mapa.

De modo independente e inesperado, foi acumulando sucessos como “Meu bem”, uma versão em português do próprio Ronnie Von para a música “Girl”, dos Beatles. A primeira gravação foi um fenômeno, e Hebe Camargo lhe deu o apelido pelo qual é conhecido até hoje: Príncipe. Em 1966, Ronnie entrou para a televisão no comando do programa “O Pequeno Mundo de Ronnie Von”, onde lançou artistas importantes. Atualmente é apresentador da TV Gazeta, na qual comanda o programa diário “Todo Seu”.

Atualmente Ronnie Von apresenta o programa Todo Seu na TV Gazeta.

Atualmente Ronnie Von apresenta o programa Todo Seu na TV Gazeta.

 

Os Autores

Antonio Guerreiro é jornalista, diretor geral de novas mídias na Rede Record e diretor geral do portal R7.com. Foi repórter e apresentador nas TVs Gazeta,Bandeirantes, SBT, diretor do portal Vírgula e CEO da Container Digital, incubadora de novas plataformas. Foi editor chefe da Gazeta Esportiva e diretor das rádios Gazeta AM e FM e apresentador da Jovem Pan. Palestrante internacional na área de inovação e empreendedorismo, também foi professor no curso de jornalismo na Faculdade Cásper Líbero.

 

Luiz Cesar Pimentel é jornalista e diretor de conteúdo do portal R7. É autor dos livros Sem pauta: reportagens, histórias e fotos de um jornalista pelo mundo (Seoman, 2005) e Você tem que ouvir isso! (Pensamento, 2011). Trabalhou na Folha de S. Paulo, Editora Abril, revista Trip, nos portais Starmedia, Zip.net, UOL eVírgula. Também é colaborador das revistas Caros Amigos, Carta Capital, Playboy, Rolling Stone, Sexy, Elle e Superinteressante.

Serviço

Ronnie Von- O príncipe que podia ser rei

Antonio Guerreiro e Luiz Cesar Pimentel

Editora Planeta

ISBN: 978-85-422-0388-2

Não-Ficção / brochura / 16×23 / 192 páginas

R$ 34,90

Antônio Rossa e “Aquela Canção”

Antonio Rossa por Marcela Machado

 

Compositor, diretor, fotógrafo, cantor, Antonio Rossa sempre nos traz uma bela surpresa, tanto na música como nas artes visuais. O seu terceiro videoclipe, “Aquela Canção”, é mais um daqueles golaços que o lageano radicado em Florianópolis traz para nós.  Musicalmente “Aquela Canção” é daquelas músicas pop com harmonias belas e que remetem a um passado onde a música brasileira produzia no mainstream belas músicas como ela. Sonoridade, harmonia e um time de excelentes músicos de SC que sempre participam das gravações das canções de Rossa.

Tendo como pano de fundo o delicado tema “Saudade”, Rossa mais uma vez nos presenteia com sensibilidade e poesia, além da bela fotografia, é claro. O single, que é uma parceria de Rossa com o produtor Felipe Melo, contou mais uma vez com a execução e arranjos da banda Sociedade Soul, que gravou todos os trabalhos do compositor até o momento.

 
O clipe ainda contou com o motion design de Rodrigo Dutra, e a fotografia foi uma parceria de Antonio Rossa e Rafael Gué Martini.
Rossa já começou a gravar seu novo single, com lançamento previsto para o segundo semestre desse ano, é só esperar.

 

Cavaleiros Marginais: música autoral do sul de SC

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Desde a criação do Mundo47, o Sul do estado de Santa Catarina esteve pouco presente na produção autoral da música independente no estado. Mas um novo grupo, os Cavaleiros Marginais, da cidade de Tubarão, surpreendem em seu primeiro trabalho. Bom, para conhecer essa turma, necessário apresentações. Cavaleiros marginais é antes de tudo, uma homenagem ao disco Clube da Esquina, em homenagem aos mineiros Lô Borges e Milton Nascimento.

Com o primeiro disco na web e também em versão CD, a banda tem canções próprias em português. Tanto pode se dizer que são rock, mas há também uma gostosa mistura de tango, samba, música clássica, aquela famigerada sigla MPB e outras boas influências. A banda é formada por  Guilherme Simon – voz;  Lucas Suárez – teclado e guitarra; Mauricio Nunes – guitarra e violão; Daiani Santinoni – bateria e Felipe Costa de Souza – baixo.

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Mesmo sendo um grupo novo pela ótica de Mundo47, os Cavaleiros Marginais existem desde 2008, quando subiu ao palco pela primeira vez no Festival de Música e Integração Catarinense (Femic) desse mesmo ano, para apresentar a canção Roda-gigante. O nervosismo da estreia não impediu que o público reconhecesse o talento dos jovens para compor canções. Embora não tenha vencido a mostra, a música foi surpreendentemente bem aceita e impulsionou o trabalho autoral do grupo.

Desde então, a banda de Tubarão tem feito diversas novas canções com um apurado sendo estático e uma excelente percepção com o adocicado vocal de Guilherme Simon e a perfeita harmonia dos demais músicos. Aos ouvidos sedentos por algo mais low profile na música Catarinense, o som dos Marginais é perfeito. Militando numa precária cena alternativa no estado, a banda se reveza em apresentações nos SESCs da vida e pequenos festivais.

Para melhor entender o que são os Cavaleiros Marginais, nada melhor do que uma boa audição do seu primeiro disco. Disponível gratuitamente no site da banda.

 

Banda autoral de rock alternativo. Baixe o disco:http://www.cavaleirosmarginais.com.br/

Gazú fala sobre críticas e sobre o novo álbum do Dazaranha

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Gazu não concorda com posicionamento da banda sobre crítica.

 

O assunto da semana é a crítica ao álbum Daza, último lançamento da banda Dazaranha, de Florianópolis, publicada nesta semana pelo blog Rifferama, do colega e parceiro de RIC Mais, Daniel Silva. A crítica em si não trabalha de uma forma desrespeitosa a banda que tem mais de 20 anos de história no estado, mas faz um alerta para os músicos e artistas catarinenses que há o que se renovar numa carreira tão longínqua como a que eles tem. Daniel relata principalmente é que o disco não tem canções inéditas, mas sim regravações de trabalhos solo dos integrantes da banda e faz pensar um pouco também sobre alguma crise criativa desses músicos que já estão há  vários anos agitando as coisas por Santa Catarina.

Mundo47 entrou em contato com o vocalista da banda, o frontman que tem na sua voz, a principal identidade do Dazaranha nesses últimos 20 anos. O nome dele é Sandro Costa, mais conhecido como Gazú. Por telefone conversamos sobre toda essa polêmica da crítica do último disco, falamos sobre possíveis erros no passado e um pouco sobre o trabalho solo de Gazu, que em breve lançará um DVD gravado em Brusque.

 

 

Confira!

 

Mundo47: Gazú, o que você achou da crítica feita pelo Daniel Silva, do blog Rifferama sobre o disco Daza, recém lançado pelo Dazaranha?

Gazu:  Eu achei que foi dito verdade ali, de uma forma coerente. Houve elogios, vi que ele engrandeceu bastante a banda. Vi nele um grande fã do Dazaranha, alguém que gosta muito da banda, não alguém que estava esperando uma oportunidade para malhar, e achei super legal cara, seria bom para a banda se houvesse críticas como essa em todos os meios impressos de Santa Catarina e do Brasil.  A gente sentiria grandioso se tivéssemos criticas como esta.  Achei ela (a crítica) superpositiva e senti a carência, não só do nosso publico, mas de Santa Catarina em geral, por novos trabalhos. Vi que não só o Daniel, mas como o público de uma forma geral, quer mais do Dazaranha e isso foi uma forma positiva. Críticas como a dele é uma carência que estava precisando, a gente deve se sentir feliz porque as pessoas querem mais

 

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Mundo47: O que você achou da repercussão sobre a crítica do disco e posicionamento oficial da banda sobre a crítica que o Daniel fez no seu blog, incluindo a assessoria de imprensa do Dazaranha que também tentou “mudar” a opinião do jornalista?

 

Gazu:   Não foi legal da parte do Dazaranha em responder e eu não fui consultado, até porque eu me desliguei da administração  do Dazaranha.  Como eu não estou na administração eu assino embaixo até os erros, mas particularmente, eu acho que deveríamos aceitar isso como uma coisa positiva, não negativa, mas a grande maioria das pessoas está achando positivo o CD, até porquê você não vai agradar todo mundo. Não podemos fazer um CD raiz como o primeiro, a gente tem nossa particularidade com as letras, o violino, o sotaque do vocalista, essa característica está presente na vida do Dazaranha e o publico está gostando. Eu particularmente acredito numa qualidade muito legal neste CD, mas eu acho que o Dazaranha não tinha que se pronunciar em relação a isso. Acho que Santa Catarina é um estado onde a gente está amadurecendo em todos os aspectos. As bandas estão amadurecendo, a gente também amadureceu sozinho desde o começo da banda, as empresas de som estão mais profissionais, a gente participou do crescimento  delas,  as casas de show estão se profissionalizando, melhorando as condições de trabalho para os músicos, essa profissionalização estamos desenvolvendo em Santa Catarina.  A critica em SC é uma coisa que  a gente está  aprendendo a ter. Veja você, me ligando  para saber de mim, isso diz que isso que a gente tem importância, é porque eu tenho algo a dizer, que o Dazaranha tem importância pra dizer, e se o Daniel fez no blog dele, é porque o Dazaranha tem conteúdo, isso eu acho que já se basta. A banda tem que ficar feliz, pois  ele estudou o CD, a história do Dazaranha, isso pra mim basta. Agora, em relação ao Chico (Chico Martins, guitarrista), a opinião dele não é opinião do Dazaranha. Ele tem direito de se defender, como ele também vai enfrentar as criticas com o que ele fala, como eu, o que eu falo também vou ter que me defender sobre o que eu falo. Embora eu não concorde com a resposta, eu assino embaixo.

 

 

Mundo47: E como esta crítica teve uma grande repercussão nas redes sociais, eu queria saber a opinião sua sobre o disco, como você avalia esse trabalho?

 

 

Gazu:  É uma batalha para gravar um CD, mas o publico não quer saber o que está acontecendo nos bastidores, quer saber do espetáculo, se ele acontece bem. O público não quer saber se é difícil montar o palco, luz, se alguma coisa não tá funcionando bem, o publico quer saber se o show tá bom. Nosso trabalho é estar organizado. Mas falando desses bastidores, para você que tem um conhecimento maior,  esse CD eu idealizei ele e corri atrás para que ele acontecesse. Na época eu era administrador do Dazaranha.  Eu escolhi o produtor, o Carlos Trilha,  uma escolha minha e aceita pela banda. Escolhi o estudio R3, que é um dos melhores estúdios do Brasil. Eu corri atrás de recursos, claro com a participação do escritório do Dazaranha, junto com o Adauto (baixista da banda) , estava do meu lado realizando essa empreitada. A gente tem a nossa dificuldade para fazer o melhor, a gente poderia pegar um estúdio mais barato, mas optamos pela qualidade, tanto na gravação quanto na produção. Em relação a parte artística a coisa é democrática. Eu não influenciei nada, ali foi escolhido o repertório democraticamente, não só pelos músicos, mas pelo pessoal da técnica, produção. A gente tinha até muitas músicas, mas cada música custa um preço alto para fazer.  Seria  bom ter um CD com mais musicas, eu também queria, mas envolve uma questão de orçamento, mas o público não quer saber disso. O Daza foi feito de uma forma independente. Os arranjos são idealizados por cada um, em seu instrumento, cada um trabalha sua parte, claro que há alguns ajustes, mas cada um faz a sua parte. O Carlos Trilha pegou as músicas prontas. Ele gravou, mixou, na gravação mexeu um pouco lá, um pouco aqui, adicionou ou excluiu a participação de algum instrumento, ele também colocou teclados em várias músicas, pois ele é um excelente tecladista, foi um disco que demorou bastante para sair. Gravamos em etapas, numa vez foram três músicas, depois mais três e depois o restante do disco, mas saímos com 11 canções. A gente havia feito o box comemorativo de 20 anos da banda, aí a gente meio que armou uma distribuição independente, junto como divulgador Chicão e ele junto com a banda, montou essa distribuidora independente, através disso estamos distribuindo o disco.

 

Mundo47: no final dos anos 1990 a banda fez parte do cast da Atração Fonográfica, gravadora nacional que lançou Tribo da Lua, com o hit Vagabundo Confesso. Todo mundo achou que vocês virariam um sucesso nacional, apesar de breve, esse sucesso teve fim. O que faltou para o Dazaranha estourar no resto do país?

 

Gazu: na época que a gente que fez parte da Atração, ainda rolava o universo das gravadoras em bancar o CD. Uma grande gravadora era o único caminho para um artista botar o disco na rua, a gravadora era tudo (gravação, distribuição, divulgação)  num lugar só. Nessa época a Atração era uma gravadora pequena, mas trabalhava mais sertanejo, caipira do interior de SP,  moda de viola, aquele som Almir Sater, do Mato Grosso do Sul, coisa desse gênero, e o Dazaranha era uma banda “pop reggae rock”, um produto meio fora do que ele estavam acostumados a trabalhar, mas eles gostaram do Dazaranha, mas a gente fez uma parceria, sabíamos que tinham gravadoras mais importantes, que poderiam trabalhar com mais facilidade, mas de repente a gente não escolheu bem a gravadora, que poderia trabalhar um produto como o nosso. Por outro lado, se fores analisar, foi feito um grande trabalho como Dazaranha. Fomos Top50 em vendagens no Brasil por três vezes, isso não é uma marca histórica não só pelo Brasil, mas para Santa Catarina. Recebemos informações que nosso disco foi comprado no Brasil inteiro, tocamos em São Paulo com casa cheia, a música Vagabundo Confesso foi regravada várias vezes, usados em diversos comerciais, inclusive pelo Guga. Se for analisar, fizemos um grande trabalho, com o Tribo da Lua, Vagabundo Confesso, fomos bem reconhecidos, vários programas de TV a gente fez, foi ótimo esse trabalho, foi grandioso, faltou dar sequencia, mantido, evoluído, mas foi um trabalho bom, hoje tu não consegue mais, as gravadoras pegam um produto pronto, elas basicamente divulgam, e muitas vezes até a distribuição.

 

 

Mundo47: Em mais de 20 anos é difícil ficar no casamento apenas com uma banda, você tem o desejo de tocar mais, com outras pessoas também. Você fez isso nos últimos anos. Como é esse seu trabalho solo?

 

Gazu:  Eu já estou uns três anos fazendo meu projeto. Depois de 20 anos a gente acha umas brechas, onde ficamos com tempo ocioso e aí comecei a fazer apresentações solo. Com isso eu mantenho meu nome na boca da galera e de lambuja mantenho o nome do Dazaranha, todo mundo ganha com isso. Uns dois anos atrás, eu gravei um CD com inéditas, só uma regravação de um amigo meu, esse CD deu origem a um DVD, onde gravei em Brusque. Teve a participação do Armandinho e do Teco Padaratz, e mais outras figuras, foi um disco basicamente gravado em cima do meu CD, onde o Armandinho deu uma musica dele, Desenho de Deus e gravou comigo. Já tem um clipe rolando no YouTube, onde tem eu e o Armandinho cantando Desenho de Deus. Esta semana estou concluindo a finalização do DVD. Estou armando com uma gravadora, mas não é nada certo, nem vou te falar, pode não acontecer, mas eu vou botar meu boi na rua. Para este projeto solo eu formei uma banda com grandes músicos, é uma grande oportunidade de eles trabalharem comigo, onde tem uma exposição, eu estou bem satisfeito em tá com essa superbanda, isso oxigena meu trabalho como musico em estar somente com o Dazaranha, eu consigo fazer algo diferente, não preciso tá mexendo com as coisas do Daza em estar levando conflitos à frente, com meu projeto paralelo eu consigo fazer minhas coisas também, estou bem feliz com isso.