Category: Entrevistas

Festival Barriga Verde: entrevista com Autoramas

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Eles já estiveram na minha casa. Eles já foram atrações em duas edições do Festival Mundo47. Eles já estão na estrada há 15 anos. No próximo sábado eles retornam a Santa Catarina para uma série de shows. A volta será em Rio do Sul, no Lance Cultural, participando do Festival Barriga Verde, organizado pela Microponto Produções e Coletivo Barriga Verde com apoio do Mundo47.

Nesta volta ao estado, participam de uma turnê bacana com uma outra banda de qualidade. A Fabulous Bandits, do Paraná. As duas bandas estão circulando pelo país com o apoio da Jaggermeister, num bus em viagens alucinantes, estilo Magical Mystery Tour. Além deles, o Festival Barriga Verde (Ingressos R$ 20,00 antecipados e R$ 25,00 na hora), traz mais seis bandas. Será um sábado de “RRRRRROOOOCK” na Capital do Alto Vale do Itajaí, uma das cidades mais rock and roll de Santa Catarina.

Um pouco antes da chegada das bandas para os shows em Santa Catarina, a baixista Flávia Couri e o baterista Bacalhau, deram uma palavrinha com o site Mundo47. Por e-mail, eles conversaram com a gente sobre a turnê, sobre a cena musical, sobre os 15 anos de estrada do Autoramas e o que vem por aí na história desta banda que faz acontecer na cena independente do Brasil. Confira!

 

MUNDO47: Pessoal, como surgiu essa nova turnê de ônibus com o Fabulous Bandits?

 

Flavinha: Fizemos dois shows com os Fabulous Bandits no começo do ano e foi pintando a idéia de fazer uma turnê juntos. Eles conseguiram o ônibus com patrocínio da Jaggermeister e nos chamaram, Estamos todos muito felizes com realização da tour, e quero agradecer os Fabulous pelo convite.

 

Bacalhau: Depois de um show que fizemos em Londrina no Vitrola Bar junto com os Fabulous Bandits em fevereiro de 2013 lançando o nosso disco Música Crocante percebemos que o show do Fabulous foi bem bacana e que as duas bandas juntas nesse dia foi muito bom e vislumbramos a idéia de fazer uma tour juntos pelo Brasil. Foi quando o Diogo do Fabulous Bandits ligou alguns meses depois dizendo que a idéia  havia sido aprovada e já tínhamos o patrocínio da Jägermeister para o que veio se chamar Unchained Tour.

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MUNDO47: A turnê já realizou shows em algumas cidades, como tá o clima com a rapaziada? Já tem alguma história boa para contar?

 

Flavinha: O clima está ótimo, diversão no palco e na estrada! Bom, temos garrafas de Jaggermeister no camarim em todos os shows, então histórias engraçadas é o que não faltam, mas a que eu lembro agora não dá pra contar aqui!

 

Bacalhau: Está muito alto astral todos os shows estão demais! Saímos de Franca em direção para mais um show em Brasília no meio do caminho pegamos dois temporais bem fortes daqueles de diminuir a velocidade para não haver nenhum de acidente, isso fez que ocoresse um atraso que nos levou a chegar em Brasília na hora exata do Fabulous entrar no palco. E no final deu tudo certo e foi showzão e com casa lotada.

 

 

MUNDO47: O Autoramas comemorou recentemente 15 anos de banda. Como vocês avaliam este tempo todo junto? 
Flavinha: Num mundo onde a música é vista muitas vezes como uma mercadoria descartável, 15 anos de estrada é para poucos. Ter uma carreira sólida como a do Autoramas é fruto de muito trabalho – e muita criatividade.

 

Bacalhau: Estaremos comemorando os  15 anos do Autoramas o ano inteiro, estamos no meio da Unchained Tour e mais Festivais e cositas mais. Percebo que estamos sempre evoluindo como banda e isso é muito bom,  pretendemos viver assim pra sempre.

 

 

 

MUNDO47: A banda é muito respeitada no Brasil e fora dele, mas o que não aconteceu foi, digamos, um estouro em todo o Brasil, como aconteceu antigamente com Raimundos, Charlie Brown e outras bandas de rock. Para vocês, o mercado do rock no mainstream acabou? 

 

Flavinha: O mercado mudou muito, com a quebra das grandes gravadoras e o crescimento da cena independente. Não dá pra comparar com essas bandas, porque o cenário é totalmente diferente. Hoje temos muitos selos de médio porte e festivais em todo o Brasil, e o Autoramas sempre esteve na vanguarda do mercado independente – na verdade ajudou a criá-lo – então conseguimos fazer muitos shows em todo o país e fora dele e viver da nossa música, mesmo sem estar no “mainstream”, o que é um privilégio.  Na real, essa divisão entre mainstream e independente também já perdeu um pouco o sentido, porque tocamos também em festivais mainstream como o Rock in Rio e fazemos programas de TV. O que importa é seguir com a nossa carreira e continuar a fazer boa música.

 

MUNDO47: A banda faz diversos shows anualmente na Europa. Como são esses shows por lá, já que a maioria das músicas são em português?

 

Flavinha: Em março de 2013 fizemos nossa décima turnê européia. Na primeira vez, pensamos – como todo mundo – que o fato de cantarmos em português poderia ser uma barreira. Mas pra nossa surpresa, acabou dando um charme a mais, inclusive muitas bandas alemãs, francesas e espanholas que cantam em inglês, após assistir nossos shows, vieram nos falar que iriam começar a arriscar músicas em  suas próprias línguas. Outro “mito” que derrubamos foi o de que pra uma banda brasileira fazer sucesso lá fora tem que fazer música tradicional brasileira, como bossa nova, ou colocar um pandeirinho… Descobrimos que o rock é a linguagem universal e que nosso rock é muito brasileiro sim e original – as críticas que recebemos dos gringos ressaltam que fazemos um “hot blooded garage rock, que temos muito suíngue. Os shows na Europa são ótimos, a cada turnê mais pessoas conhecem a banda, mais convites aparecem e incluímos mais países na agenda. Na Espanha já tocamos em festivais grandes como Primavera Sound e o Turbo Rock, ao lado de grandes bandas. Acho que junto com a Alemanha, são os dois países que mais curtem nosso som, são povos muito festivos que curtem um rock pra dançar!

 

Bacalhau: Os shows por lá são sempre divertidos e alto astral.Eles adoram que cantamos em português soa muito interessante pra eles.Já tocamos Alemanha,Aústia.Bélgica,Itália,Portugal,Inglaterra,Dinamarca,Holanda e Espanha.

 

 

MUNDO47: Em 15 anos a banda lançou bons EP´s, álbuns e também um DVD pela MTV. O que o Autoramas tem planejado para o disco após o Música Crocante?

 

Flavinha: O nosso novo DVD, Autoramas Internacional, já está na fábrica e vai ser lançado ainda esse ano. É uma seleção de imagens de nossas turnês pelo mundo e pelo Brasil desde 2008. Muitas cenas de backstage, shows, histórias engraçadas e situações inusitadas em 15 países diferentes, está muito bom! Gravamos, também, um EP de 4 faixas com o BNegão com produção do Roberto Frejat, para registrar a parceria do show do Rock in Rio. A versão online pode ser conferida em streaming no site www.musinova.com. Estamos vendo qual a melhor forma para lançar também no formato físico. E um próximo álbum de estúdio para 2014 também já está nos nossos planos.

 

MUNDO47: O Música Crocante foi um álbum que a banda gravou uma música da banda catarinense Liss, como foi esse contato para gravar a canção? 

 

Flavinha: O Gabriel curtiu muito a música, mostrou pra gente e sugeriu fazermos uma versão. A música é ótima e se encaixou muito bem no repertório do disco!

 

Bacalhau: O Gabriel recebeu o cd ou mp3 do disco da Liss e me disse que havia uma música que poderíamos gravar pro disco novo me enviou, ouvi e gostei de cara e gravamos no disco.

 

MUNDO47: Para os próximos álbuns, vocês pensam em buscar composições novas de outros artistas para fazer sua versão?

 

Flavinha: Se acharmos uma música boa, sim!

 

Bacalhau: Claro é uma idéia pretendo pedir algumas músicas pra alguns compositores que gostamos mas não vou dizer quais!!

 

 

 

 

MUNDO47: Neste sábado a banda toca em Rio do Sul. O que o público local pode esperar para este show?  

 

Flavinha: Alô galera de Rio do Sul, neste sábado venham curtir muito RRRRROCK e Country Rock com Autoramas & Fabulous Bandits!  Já adianto que vai rolar uma participação surpresa no nosso show, não percam!

 

Bacalhau: Rio do Sul pode aguardar pelo melhor show de RRRRRRRRRock  do Festival Barriga Verde e espero ver todo mundo lá pra curtir conosco.

 

O piá é o cara: Marzio Lenzi na Guitar Player

Não é de hoje que os Lenzi Brothers são figurinhas carimbadas nas páginas da Guitar Player. A revista no Brasil sempre abriu espaço para o trabalho da banda e também solo, de Marzio Lenzi.

O último álbum gravado entre a banda em parceria com o músico Greg Wilson, rendeu.

A edição do mês de abril mostra Marzio Lenzi em três páginas, numa entrevista bacana contando os detalhes da parceria com Greg Wilson.

A entrevista foi conduzida por Henrique Inglez de Souza.

Indy Müller fala sobre o fim da DOIS e novos projetos

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Sempre que pode, ou tem tempo, o site Mundo47 vai a fundo para saber como pensa, como age e como são os artistas catarinenses da cena rock. Em outubro ficamos surpresos com a saída de Thiago Japa da formação da DOIS, uma das bandas mais promissoras que estavam atuando em nosso estado nos últimos dois anos. A banda conquistou o público e a crítica pela simplicidade e o carisma de seus integrantes. Voz marcante, compositora revelação, Indy Müller foi a única sobrevivente da DOIS, porém o fim foi decretado, eminentemente.

Indy Müller é gaúcha, mas está radicada na capital catarinense há um bom tempo, tocou na banda Reverberia antes de formar a DOIS. Mundo47 enviou para Indy algumas perguntinhas, onde falamos sobre o fim da banda, projetos futuros, composições e a cena local. Nesta segunda-feira, 14 de novembro, Indy inicia uma nova etapa em estúdio, agora sob novo nome, o projeto “In”. Confira a conversa com a Indy.

Mundo47 – Conte como foi o fim da DOIS? Porquê uma banda tão promissora acabou?

Indy Müller – Quando cheguei a Florianópolis eu tive uma banda chamada Reverberia, uma banda de rock. Inicialmente era só eu e meu namorado na época, depois conhecemos o Thiago (Japa) no show do The Cardigans, ele entrou na banda e tudo começou. Quando a Reverberia terminou, por motivos muito alheios à minha vontade, eu lembro muito bem das palavras do Thiago, ele disse “o que você for fazer de música eu gostaria de participar”. Eu lembro de ter dito que eu só queria tocar minhas musiquinhas no violão, nada além disso, e ele topou. E foi assim que começou a Dois, foi muito natural, a gente tirou muita onda, curtimos muito. Inclusive foi o Thiago que escolheu este nome. Então quando ele saiu, um cara que foi tão parceiro e importante, vi que não fazia sentido continuar sem ele.

Mundo47 – Você consegue apontar um motivo para o fim?

Indy Müller – O Thiago quem quis sair. Eu havia notado que ele estava um pouco desanimado. Percebi que ele estava precisando dar atenção para outras coisas na vida dele. Mas esperei ele se manifestar. Um dia antes de me dizer que não queria mais, tínhamos ensaiado com um baterista e um tecladista, e foi lindo, eu fiquei muito feliz naquele dia. Mas daí ele veio conversar e resolveu. Eu fiquei muito triste e surpresa de certa forma, mas eu respeito à decisão dele e agradeço pelo tempo que tocamos juntos. Algumas pessoas me falaram “é só uma banda Indy”, será?

Mundo47 – Os integrantes da banda foram saindo e você foi sobrando, apesar de ter começado o grupo, você se sentiu sozinha?

Indy Müller – Bem, quando o Dani e o Henrique entraram ficamos muito felizes, e foi com essa formação que tivemos nossas maiores conquistas, mas depois de um tempo resolvemos voltar às origens da DOIS. E no momento deu bastante certo, gravamos música nova, fomos tocar no RS e em SP. Quanto a me sentir sozinha, bem, tem uma frase do Fernando Pessoa que gosto muito, diz assim “Ser poeta não é uma ambição minha. É a minha maneira de estar sozinho”. Pelo menos pra mim o processo inicial de composição sempre foi muito solitário, mas depois que a idéia está pronta nos meus rabiscos eu sempre precisei de mais gente comigo pra fazer acontecer. Eu não sou uma boa instrumentista, eu não sou cantora, eu sou compositora, e assumir isso foi muito importante pra mim.

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Mundo47 – Foi difícil dar um basta no nome DOIS?

Indy Müller – Foi sim, mas o pessoal que acompanhava nosso trabalho me deu força pra continuar, daí já me empolguei, a música continua dentro da minha cabeça e do meu coração, eu sou bem hippie mesmo, bem Phoebe (Friends), nem tô.

Mundo47 – Ficou alguma mágoa com o fim da banda? O que você sente em relação aos integrantes que saíram?

Indy Müller – Sinto saudade do Dani, nunca mais nos falamos. Eu e o Henrique ainda somos amigos, ele é ótimo e super talentoso, está gravando as composições dele, estou curiosa para ouvir. Quanto ao Thiago, convivemos muito tempo, dividimos quarto de hotéis sinistros, ficamos mais de 12 horas dentro de ônibus um do lado do outro, não tem como ficar com mágoa, ou tem, rsrs. Sempre seremos amigos. Fico é com ciúmes quando vejo ele tocando com a “Mascarados e Anônimos”, nem vou nos shows (risos). E me arrependo de não ter pedido pra ele em ensinar a tocar ukulele, mas eu roubei algumas coisas dele, afinador, cabos, tô no lucro.

Mundo47 – Agora você decidiu seguir sozinha? Me conte como será essa sequência da sua carreira?

Indy Müller – Não tenho nem idéia, por isso é legal. E eu não vou seguir sozinha, sempre que der quero mais gente comigo, sempre. Mas a minha energia vai ser pras composições, quero experimentar, quero aprender, adoro esse universo.

Mundo47 – Você vai continuar a apresentar o material da DOIS nas apresentações?

Indy Müller – Acredito que sim, não vejo problema nisso, mas tenho muitas músicas, preciso aprender a dar melhor acabamento para elas, caprichar mais, eu sou muito preguiçosa.

Mundo47 – Você continua com algum nome novo no projeto ou teremos a carreira “Indy Muller”, tipo voo solo?

Indy Müller – Acho tão brega esse lance de carreira solo, até parece que já fui famosa algum dia (risos). Sabe que eu não sei, eu queria um nomezinho legal, usar o meu me traz um pouco de desconforto, sei lá. Alguma sugestão?

Mundo47 – O que você tem preparado de material novo para essa nova fase? São músicas novas ou você vai pegar coisas da DOIS que nunca gravou?

Indy Müller – Algumas da DOIS, algumas novas. A grande diferença da DOIS eram os músicos, eles sentiam muito bem o que a música pedia, eu ficava feliz demais, demais. Eu quero compor coisas novas, adoro compor, eu fico trancada horas e quando termino corro pra mostrar pro meu pai, quando ele fica quieto é porque tá uma bosta (risos).

Mundo47 – Para compor, você tem alguma espécie de ritual? Qual o seu melhor estado de espírito para compor? Em quais situações?

Indy Müller – “Pé na bunda” é o melhor estado de espírito para compor, hahaha. Mas estou exercitando escrever em outras ocasiões, fiz uns sambinhas mais alegres, como diz minha amiga Fabíola Cani, tem que treinar. Eu pareço um pouco doida antes de compor, converso com meu violão (o Sushi), peço pra ele me dar uma força.

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Mundo47 – O que você mais prefere falar nas suas músicas? O amor rende boas canções ou a desilusão amorosa?

Indy Müller – Eu sempre falo de amor, mas nem sempre é sobre relacionamentos amorosos. Uma vez fiz uma música pra minha amiga Ligia Estriga, e até tive o prazer de cantar com ela. Aliás ela devia voltar a cantar, é muito talentosa. E desilusão é sempre um prato cheio, mas normalmente eu me desiludo mais comigo do que com os outros, afinal a gente acredita no que quer e projeta muito as coisas. Esses processos internos sempre rendem composições, é um barato.

Mundo47 – E sobre a música catarinense Indy, como você avalia a cena atual em nosso estado?

Indy Müller – Cara eu não sei nada dessas coisas de cena, minhas idéias são um pouco furadas sobre isso.

Mundo47 – Você acha que Florianópolis é um bom lugar para fazer o que você faz na música? Tem planos de ir para outro estado, como SP?

Indy Müller – Todo lugar é um bom lugar quando te inspira. Pra mim aconteceu assim, quando eu era adolescente eu tocava e dizia que só queria curtir, sem pretensão. Depois mais grandinha eu tive esperança, fiquei mais atenta. Agora que estou mais velha tenho a leve sensação que o “bonde” passou, então volto a ser adolescente e dizer que quero curtir, sem pretensão. Mas isso não quer dizer que não vou fazer as coisas acontecerem. Eu fico feliz com pequenas conquistas, enquanto eu não perder isso, ta valendo.

Mundo47 – Cite bandas catarinenses que você acha que vale a pena ouvir?

Indy Müller – São muitas bandas, muitas eu ainda nem consegui ouvir. Eu lembro que quando cheguei a Floripa me mostraram os dois primeiros discos da Tijuquera, eu fiquei alucinada com aquilo, achei muito bom. Sou fã da Cassim e Barbária, me sinto uma minhoca perto daqueles caras. Gosto de Motel Overdose, Os Skrotes, Produto, Gustavo Cabeza, Somato. Também tem uma galera da MPB mandando muito bem. Desejo sorte e trabalho pra todo mundo.

Mundo47 – Quando começam suas apresentações neste novo projeto? Quais músicos vão seguir com você? Fale um pouco.

Indy Müller – Tenho algumas coisas agendadas já, algumas vou fazer sozinha e outras o Bernardo Menezes vai me acompanhar na percussão. Estou começando as gravações com tranqüilidade. Mas vou divulgando tudo.

Mundo47 – Você vai fazer alguma coisa neste final de semana? Eu vou pra Floripa, vamos jantar juntos?

Indy Müller – Só se você pagar a conta.

FOTOS: MARI BLEYER

ROUPAS: LOJA VARAL

Entrevista com DOIS no Música SC

A entrevista da semana do site MUSICA SC é com a banda DOIS. Bom, apenas Thiago Fukahori é que fala, mas o japa que é o parceirão da Indy Muller, vocalista da banda, dá o seu recado aos internautas.

Mais pra frente não perca a entrevista EXCLUSIVA de Indy Muller para o Mundo47!

Mundo47 agradece também a referência do site nos links. Tks!

Punk Rock Universitário em Brusque

Hoje tem a dupla André e Fábio, ícones do punk rock universitário de Brusque, que farão na Grau, uma fextênha com vários clássicos do Punk Rock Universitário brasileiro e mundial. Vai lá que é di graça.

 

Quando: hoje 15/03
Onde: Grau Casa de Eventos – Brusque
Horário: à partir das 21h
Quanto: entrada free.
Quem: ANDRÉ & FABIO com o Melhor do Punk Rock Universitário. “Os verdadeiros gargantas de Ouro do Punk Rock Brusquense.”

2º Blitz Orelhada com Blasè

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Pena que é no Jornal do Almoço de Joinville…

Enfim, hoje, 07 de maio, é a vez da banda Blasè de Joinville participar do BLITZ ORELHADA, nova empreitada do nosso querido MONSTRO do jornalismo musical e um dos responsável pela crescente do cenário autoral da cidad, Rubens Herbst. O malaco foi convidado pela RBS TV de Joinville para produzir uma vez por mês, um programete com alguma banda da região. Os primeiros a participar foi a banda Reino Fungi, agora o programete fará a festa com a rapaziada da Blasè.

O programa vai ao ar meio-dia no Jornal do Almoço da região de Joinville, portanto, se pega na tua casa, ASSISTA!

Mais tarde Rubão vai postar  a matéria no blog Orelhada  http://wp.clicrbs.com.br/orelhada/?topo=77,2,18

Repolho: SC Chinelagem Coragem

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Colonagem Cibernética adquirida, detalhe: com téra na unha

Os irmãos Coragem do Oeste Catarinense seguem sacando suas pistolas e disparando suas chinelagens pelo país. Os irmãos Demétrio e Roberto Panarotto são definitivamente patrimônios culturais de Santa Catarina, ahhh, gurizada que dá orgulho.

Segue o link com a entrevista dos caras para o site Os Armênios.

Diga lá rafael, segue entrevista que demos para os armênios, abs, demétrio:

Marquinhos Espíndola comemora 3 anos de Contracapa

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1,2,3,4!!! Marquinhos Espíndola comemora 3 anos da Contracapa no dia 26 em Floripa

Ele é um jornalista de baixa estatura, mas com uma visão além do alcance de muita gente. Batalhador que já passou por redações de jornais pequenos, médios, grandes e também assessoria política, Marquinhos mantém no Diário Catarinense, um dos jornais com maior circulação no Estado catarinense, a coluna diária Contracapa. Há três anos o cara assumiu a bronca por convite do mestre Dorva Resende, editor do Variedades, onde implementou um ritmo forte para revelar e divulgar a música e toda produção cultural catarinense, indo além dos bons sons, para o cinema, teatro e a televisão. Este ano, depois de quase três anos na batalha, o nosso pequeno grande Marcilista nascido em Santos, botou no ar, na Rede Atlântida, o programa Paredão, onde mostra todos os sons que fala na sua coluna. Mundo47 entrevistou Marcos Espíndola na sacada de seu imenso flat em Capoeiras, onde falou como tudo começou, sobre a cena atual catarina e claro, sua Contracapa. Para nossa alegria, além de Marcilista, Marquinhos é torcedor do Flamengo no restante do ano. Esse é o cara.

Mundo47: Marquinhos, como surgiu a idéia e o convite para o DC fazer a Contracapa?


R: Como tudo na minha trajetória nestes sete anos de DC. Recebi a missão (convite) do editor do Variedades, o Dorva Rezende, que há muito tempo alimentava a idéia de implantar no Variedades uma coluna da “franquia” Contracapa (que começou no DC). Um espaço que se propusesse a catalisar tudo aquilo que de certa forma fugia a cobertura do próprio caderno, que se permitisse a opinião, a formentar idéias e revelar esta nova geração artística que surge no Estado. Uma geração cosmopolita, situada no espaço e tempo. Confesso que fazer coluna não era muito a minha praia, mas encarei o desafio com a perspectiva de fazer dessa experiência uma exercício de jornalismo, onde a premissa principal é o interesse coletivo, o fato jornalístico. Fazer a Contracapa não foi o acaso, mas a conseqüência de um acaso que quatro anos antes, quando por três ocasiões eu fui interino da coluna do Cacau Meneses. Uma casca, sujeita a bajulações homéricas, reconhecimentos pirotécnicos, mas críticas abaixo da cintura. Uma experiência “bipolar” eu diria (risos). Já estava cansado disso, até que na última oportunidade o Dorva me convenceu a fazer a coluna (do Cacau) para em seguida começarmos a pensar na Contra. Aquela última interinidade (em 2006) serviu como um laboratório para a Contracapa. Aí sim a coisa esquentou!

Mundo47: Antes da Contracapa, qual era teu conhecimento do cenário rock and roll de Santa Catarina? A coluna lhe abriu os olhos para a cena rock?

R: A coluna, assim como hoje o Paredão Contracapa, programa que eu e o Kleber Saboia levamos todos aos sábados ao ar na Atlântida, dissipou uma densa neblina que me impedia de enxergar este produtivo universo. Mas eu não estava tão alheio assim, como trabalhei por quatro anos em Blumenau, conhecia um pouco aquele cenário, como Madeixas, Sodda Café, de Floripa tinha Os Pistoleiros (que fui conhecer em Blumenau), Udigrudis e Guta Percha. Claro, lá atrás tinha os Stonkas & Congas e o Dazaranha, com o qual tive um convívio muito próximo quando passei uma temporada em 1993 em Floripa me preparando para o Vestibular. Quando eu retornei a Floripa 10 anos depois, aproveitei muito pouco o Underground Bar, apenas duas ocasiões e logo ocorreu aquela episódio triste do fechamento da casa. De Joinville mesmo só o Reino Fungi e Os Legais (do oito ao oitenta, veja você..eheheh).

Mas com a coluna me empreendi ao desafio de conhecer e compartilhar. Abri o espaço para que todas estas mobilizações artísticas em curso nos “bastidores” da cidade se manifestassem, pois isso já estava presente na minha vida. As informações chegavam, o silêncio havia sido rompido. A Contra sempre foi um espaço de construção coletiva, e estes novos agentes vindos dos campos do cinema, do teatro, das artes visuais e principalmente a música entenderam isso e aceitaram compartilhar este desafio. Quando eu digo construção coletiva é no seu sentido mais amplo, inclusive no suporte de companheiros da mídia, como o Fábio Bianchini e o Emerson Gasperin. Logo no início da jornada acabei esbarrando no primeiro cruzamento com um outro recém-criado projeto, o Clube da Luta, que se propunha também a mexer com as coisas e promover uma discussão, à época urgente, acerca da valoriação da música autoral e da promoção dos novos artistas. O que veio a seguir vocês todos sabem…Gasolina e fogo.


Mundo47: Qual avaliação que você faz do seu trabalho perante as bandas catarinas nestes três anos?

R: Na boa, meu trabalho é reflexo dessa produção. Se a nossa música não se respaldasse de nada adiantaria eu ficar falando e promovendo este cenário. O reconhecimento da Contracapa é reflexo da legitimidade desta geração artística. Isso não é demagogia. É a constatação de quem vive isso diariamente. Bicho, dias desses eu conversava com o Noventa (músico, da banda Cochabambas) e ele me chamou a atenção e boa parte do conteúdo da Contra ser de informações locais. E isso é fato,não é forçação, acontece naturalmente. A prerrogativa da Contra sempre foi revelar esta “nova guarda”, promovendo a produção artística no Estado, essa que até então muitos julgavam que não existia. Mas existe, e é latente meu caro. Olha, 90% do conteúdo diário seguramente é regional (digo, Floripa e Estado) e felizmente posso me dar ao luxo de chegar a 100% se for o caso. Mas Contra também se presta a fazer este link com o mundo, com as manifestações que reverberam pelo país e planeta, essas referências que hoje estão muito presentes em nossas vidas, incluindo claro a internet.

Daí é que fiz da Contra uma trincheira contra esse pensamento tacanho, vil e dissimulado de que “nada ocorre no Estado”. É o pacto da mediocridade, das igrejinhas que se instalaram em âmbitos diversos para se autopromoverem e fazer uma reserva de mercado. E faço uma autocrítica aqui como um agente de mídia tradicional: os meios de comunicação compraram esta idéia e por muito tempo foram massa de manobra nas mãos dessa gente. Só para citar que até pouco tempo qualquer casa que aparecesse na cidade, principalmente voltada para a promoção da música independente, de shows e tal era frontalmente sabotada na ação destes segmentos até então “soturnos”. Aí que para a minha alegria, hoje eu reconheço em cada ponto do Estado uma ação coletiva de bandas. Seja em Criciúma, Floripa, São José, Balneário, Itajaí, Rio do Sul, Blumenau, Timbó, Joinville, Chapecó. Dá para apontar qualquer ponto no mapa do Estado e você encontrará algo muito bacana acontecendo.

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Mundo47: O que você acha que deve acontecer para a cena independente catarinense deslanchar?

R: Conexão, network, é as bandas entenderem que precisam perder a vergonha, trabalhar a autoestima e se venderem lá fora. Trabalhar parcerias com bandas e coletivos de outras regiões, assim como daqui de dentro também, promovendo um circuito. Não dá para nos lançarmos na empreitada maluca de se fazer aqui um grande festival ou estabelecer uma “cena bit” (veja o caso do Mané Bit, que foi constrangedor). Nosso Estado tem uma formação diferente. Cada região conta com características culturais distintas, dada a sua própria formação, que vai da descendência açoriana à italiana, alemão e austríaca, incluindo aí a recente influência vinda de outros grandes centros que só tornam este caldeirão que é Santa Catarina ainda mais pitoresco. Então o que fazemos? Vamos trabalhar um circuito, vamos ligar estes pólos, promovendo a diversidade. As bandas precisam ocupar estes espaços, nãos e impondo,mas se promovendo nas suas diferenças conceituais. Pois o talento é latente. Você pode muito manter manter um circuito nas cidades pólos, garantindo uma média digna de público (algo de 300 pessoas) por shows, onde uma banda de Rio do Sul pode se apresentar em Criciúma e na semana seguinte esta mesma banda leva a anfitriã do Sul para o Vale. É assim que ocorre hoje nos Estados Unidos, por exemplo. A experiência do Cassim & Barbária na tour deles em março passado revelou isso. E as bandas hoje contam com a internet ao seu favor, para mobilizar, fazer contatos e criar conexões.


Mundo47: Que bandas você apontaria em SC que podem e tem potencial para virar mainstream de vez?

R: Não sei, porque eu não acredito no mainstream. Ainda mais diante deste quadro de incertezas e possibilidades que a revolução digital proporciona. Sabe, bandas com potencial para fazer um grande trabalho são muitas, cito Liss, Calvin, Stereotape Killers, Lenzi Brothers, Coletivo Operante, Aerocirco, Cassim & Barbária, Repolho, Blasè, Estrutura L.I.M.B.O., Maltines, Alva, nossa me perdoem se eu esqueci alguém. Mas a questão meu velho é o que a banda quer para si? O que ela entende por sucesso, porque você pode seguir um caminho no universo independente que pode te proporcionar mais retorno do que se estiver no grande esquema. Sabe, eu vejo que o caminho é seguir uma outra via, como advoga o Wander Wildner. Como é que tu vais falar para uns caras da Lenzi Brothers que eles tem potencial para chegar ao grande mercado, que hoje promove esse bufões semianalfabetos da Fresno, ou o pop raso do Armandinho? Cara, não dá né? O mesmo vale também para o “mainstream” independente, do tal circuito de grandes festivais, bancados por editais milionários, mas que obriga as bandas a se sujeitarem a tocar de graça, tendo inclusive que pagar suas despesas.. Qual o próximo passo? Cobrar jabá das bandas?Se é que já não esteja ocorrendo. Então é isso cara, com a morte do Michael Jackson morreu um modelo. E a idéia é construir um modelo para si, por isso eu acho bastante relativo esta idéia de estourar. Só depende dos contatos, da sua capacidade de se relacionar com outras frentes e isso é preponderante para dar uma dimensão até onde você pode chegar.


Mundo47: Neste tempo de Contracapa você agitou a cena com discussões como o Lero Lero Musical. Qual avaliação você faz destes debates?

R: Foi outra ação que ajudou a estreitar os laços entre a Contra e o seu universo de leitores e colaboradores. Lembro do primeiro, cuja pauta era a eterna discussão “da cena”. Este assunto já foi superado,mas corriqueiramente volta ao tema em cada debate. O espaço foi de um auxílio fantástico, de gente que acreditou, como as jornalistas Fernanda Lago e Antoninha Santiago, que são parcerias diretas neste projeto. Foi bacana para fomentar boas discussões que geraram muitas ações locais, além de construir uma ponte entre a nossa realidade e a experiência de outras regiões. No início deste mês trouxemos novamente o jornalista Alexandre Matias, blogueiro e editor do caderno Link do Estadão que se juntou com o Guilherme Zimmer (músico, produtor e cabeça do projeto SC Conectada) e o Jean Mafra (músico e articulador do Fórum Música para Baixar) para discutirmos justamente estes assuntos tratados até agora por você, o desafio de fazer música neste ambiente digital e qual o modelo a ser adotado. Felizmente saímos sem soluções. Porque solução você constrói, não é? E a minha solução não necessariamente é a sua..ehehe


Mundo47: Além de um blog, você também ganhou um programa na Rede Atlântida. Quais são os novos projetos para a Contracapa?

R: Eu acho que esta convergência de conteúdo entre o DC (Contracapa) e a rádio (Altântida) fecha o cliclo de maturação do projeto Contracapa. O Paredão Contracapa deu um novo up na minha visão do que que está ocorrendo no Estado. Fui elencado a um outro nível de contato e conhecimento da produção regional. Eu que achava que sabia de algo por conta da Contracapa, agora novamente cheguei aquela doce e gostosa conclusão de que há muito ainda a ser desbravado, fuçado, divulgado. Até porque meu caro, a hora que o “faro” der sinais de falha e a visão apertar eu paro, passo o espaço adiante. Porque tanto na coluna quanto na rádio ambos os projetos são espaços de construção coletivas, que se moldaram de acordo com a visão de quem lê e ouve. E não importa mais se será o Marquinhos Espíndola ou o Mekron no volante da Kombi, a estrada já foi pavimentada e foi pelo público. Qualquer guinada não será tão fácil. Acho que esta foi a minha modesta contribuição para esta espaço, em retribuição a todos que abraçaram esta causa. E a idéia daqui para frente é trabalhar forte na consolidação destes projetos (coluna, Blog e rádio) aproveitando ao máximo as suas possibilidades de criação. O Paredão, passados seis meses entrou em rede estadual, fruto da legitimidade da produção catarinense, e agora se prepara para lançar o primeiro EP da série destacando as bandas que passaram pelo programa. A primeira seleção já está definida: Calvin, Coletivo Operante, Lenzi Brothers e Liss. Esperamos lançar em outubro.


Mundo47: Qual avaliação você faz do fim do Clube da Luta em Florianópolis e o que você acha que pode acontecer com o SConectada?

R: O Clube teve a percepção de enxergar que era necessário se reinventar para buscar aquilo que se propôs há muito tempo, profissionalismo. E para isso teve que matar uma fórmula que se desgastou embora em tão pouco tempo (três anos). E nada mais natural que se desgaste em pouco tempo, diante de uma ação tão intensa e discursiva, que conseguiu atrair novamente o foco da mídia para uma questão tão relevante: a valorização da nossa arte. Agora surge como ESCUTE!, algo realmente desafiante, talvez o batismo de fogo deste coletivo que busca um caminho digamos mais tradicional para se efetuar no mercado. Virar selo e produtora pressupõe uma mudança de mentalidade e de postura fundamental, que não seria possível com o Clube. A “morte” do Clube tem um efeito muito mais que simbólico.

E aí vem a ação da SC Conectada que é outra frente que tende a contabilizar bons frutos. O propósito é mapear no Estado estes coletivos artísticos, com vistas para um fórum permanente de discussão e de entrosamento. A idéia inicial é conhecer e estabelecer este circuito no Estado, saindo do foco centralizador. O Zimmer foi muito feliz ao levar este projeto para a Feira de Música de Fortaleza, que foi muito bem recebido por agentes culturais, produtores, patrocinadores e agências de fomento e finalmente fincou a bandeira de Santa Catarina no mapa da articulação musical no país. Porque meu velho, musicalmente o Acre existe, Santa Catarina ainda não! Eu me engajei nessa, assim como você. Inclusive, o Rubão (Herbst, do A Notícia) está nos cobrando aquela reunião do coletivo de mídias…

Ping Pong (mais pong do que ping)

1.Nome:Marcos Espíndola
2.Idade: 35 anos
3.Cidade que nasceu: Santos (SP)
4.Qual seu beatle predileto?: John Lennon
5.Banda preferida: Ramones
6.Banda catarinense preferida: WWDiablo
7.Cinco discos que levaria para uma ilha deserta: Rock to Russia (Ramones), Tecnicolor (Mutantes), Abbey Road (Beatles), Little Walter (The Best), qualquer um da Nina Simone e A Love Supreme (John Coltrane).
8.Cinco discos que queimaria no mármore do inferno: O novo dos Mutantes (junto com o Sérgio Dias), Zie e Zii do Caetano, qualquer um da Bebel Gilberto, qualquer um do Armandino e qualquer um produzido pelo Rick Bonadio (ou melhor, queimaria o próprio).
9.Time do coração: Até abril é o Marcílio Dias.. O restante do ano Flamengo.

Leia o Blog do Marquinhos

Leia a Contracapa (clicar em “versão impressa”)

Paredão Contracapa – Todos os Sábados, 20 horas na Rede Atlântida FM (em Florianópolis, Blumenau, Joinville, Criciúma e Chapecó)

Rick Bonadio por Marco Bezzi

O mestre Alexandre Matias, do blog Trabalho Sujo, bateu um lero com o produtor pop Rick Bonadio, responsável por Mamonas Assassinas, NX-Zero, Charlie Brown Jr. e outras porcarias do pop. Rick que já produziu em conjunto com Rafael Ramos, o primeiro disco do Los Hermanos, revela no papo com Matias que a banda é insuportável. Alguém concorda com ele?

Leia a entrevista aqui

ERRATA: isso que dá não ler legenda de foto ou não gostar do Atchim e Espirro, pois a entrevista citada acima, lida no blog do Alexandre Matias, foi feita pelo Marco Bezzi, do Jornal da Tarde. Viagem total minha e peço desculpas ai ao Alexandre e ao Bezzi, fueda.

Leia a entrevista original aqui

Senhor F entrevista Rodrigo Lariú

Rodrigo Lariú é o mestre mor da Midsummer Madness, a gravadora independente que completa 20 anos em 2009. No início do mês ele já havia batido um lero com Marquinhos Espíndola, do Diário Catarinense, agora é a vez do jornalista Fernando Rosa, do site Senhor F, a bater um lero com Lariú e seus 20 anos de independência.

Para Santa Catarina a figura de Lariú é de extrema importância. Se não fosse por ele, muitas bandas boas do Estado catarinense não teriam praticamente existido para um público digamos que mais seleto. Sleepwalkers, Superbug, Verano e outras bandas, figuram o cast da Midsummer Madness. Os mais novos “contratados” são os rapazes de Cassim e Barbária, que embarcam em março para o South By Southwest, no Texas. Fábio Bianchini com seu projeto Os Gambitos também estão no cast da MM.

Clique e leia a entrevista aqui

Um amigo e Paul…

Excelente dica de Marco Britto, o catarina que desbrava o jornalismo paulistano, dando a dica de uma entrevista que o jornalista Jonathan Power fez com Paul McCartney sobre política, principalmente. O detalhe é que Power foi colega de escola de Paul em Liverpool, nos anos 1950. 

A entrevista foi publicada no Uol e você pode conferir aqui

Mundo47 exclusivo: Odair José!

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O bom e velho Oda em sua fase inicial na carreira

Desde o mês de outubro, quando o blog Mundo47 esteve in loco, conferindo um excelente show do ícone Odair José, que vamos mantendo contato com o cara via e-mail. Hoje quando recebi o e-mail de Odair José de Araújo, fiquei mais tranqüilo, que mais de um mês eu havia enviado algumas perguntas para o mestre 

Nascido no interior de Goiás, desde cedo se interessou por música e na adolescência formou uma dupla caipira com um amigo. Mudou-se para o Rio de Janeiro com 18 anos, onde trabalhou como cantor de boates suburbanas e circos, guitarrista de inferninhos na Lapa. No início da década de 70 começou a compor músicas baseadas no que observava na realidade dos inferninhos, bordéis e boates 

Seu primeiro compacto, “Eu Vou Tirar Você Deste Lugar“, falava de um homem apaixonado por uma prostituta, e tornou-se um de seus grandes sucessos. Ele chegou a cantar a música em duo com Caetano Veloso no espetáculo Phono 73, organizado com o contratados da então gravadora Phonogram (hoje Universal). Logo, Odair José se transformou no maior ídolo da música brega, vendendo milhões de discos e emplacando hits como “Pare de Tomar a Pílula“, proibida pela censura. Em 1977 surpreendeu ao criar umaópera-rock”, “O Filho de José e Maria”, mas logo em seguida voltou ao estilo antigo. 

Seu beatle preferido é o Paul McCartney e para o Mundo47, Odair foi direto nas palavras, mas deixa sua mensagem importante sobre o roque!

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Parceria com Caetano Veloso em 1973: bichogrilismo puro

 Mundo47 –  Odair, o que você está achando da atual juventude rock, que está redescobrindo seu trabalho? Como você recebe essas homenagens da gurizada? 

Odair - Fico feliz, acho ótimo que alguém sempre esteja interessado em fazer releituras do meu trabalho. 

Mundo47 –  Qual a sua opinião sobre a atual situação do mercado fonográfico brasileiro e qual a sua situação nele? Você é adepto dos artistas independentes ou ainda precisa de uma gravadora? 

Odair - O mercado brasileiro é levado pelas falsificações de CD’s infelizmente está numa fase que inexiste, faliu. Sobre trabalhos independentes, sempre fui favorável. Inclusive comecei num selo independente chamado Genial em 1969, que era uma editora de Roberto Carlos e Rossini Pinto, que lançaram meu disco com uma música chamada “Uma Lágrima”, mais tarde gravada por mim na CBS que me contratou em 1970 através do resultado desse trabalho . Nesse disco, tive o acompanhamento do The Fevers.

Mundo 47-  Odair José surgiu para o grande público nos anos 70, onde as dificuldades eram enormes para ganhar um lugar “ao sol”. Hoje, se Odair José surgisse hoje, por qual caminhos ele teria que trilhar? 

Odair - Os mesmos. 

Mundo47 -  São mais de 30 anos de carreira. Para você Odair, falta alguma coisa para sua realização como cantor e compositor ou você está planejando novos desafios? 

Odair - Não me falta nada para minha realização profissional, mas é sempre bom ter novos projetos. 


Mundo47 -  O que você achou do tributo “Vou Tirar Você Deste Lugar”,idealizado por uma gravadora goiana? 
Odair - Achei ótimo, me sinto lisonjeado e agradecido.

Mundo47 - 7 – Eu vi um show seu em Brusque e percebi que o show foi bem rock and roll. Seus músicos são jovens e habilidosos. Para você, esta redescoberta dos jovens pela sua música, trouxe juventude para seus shows?  

Odair - Ajuda bastante pra que eu seja mais bem entendido naquilo que faço e pretendo fazer.

Mundo47 -  Atualmente, que tipos de dificuldades você encontra como músico/cantor? 

Odair - A única dificuldade é no mercado do CD. O resto está tudo sobre controle.

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Experiência surreal: show do homem é rock and roll 

Leia: A Viagem Alucinante de Odair José 

 

 

Rodrigo Daca fala sobre o “róque”

Mundo47 ouviu todas as músicas de “Volume Um” e deu um “plá” com Daca

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Fazer música em Santa Catarina não é fácil. Fazer rock and roll é pior ainda. Ou você é um operário da música e se sujeita a situações no mínimo constragedoras, ou você opta pela segunda via. Mas o que seria a segunda via para o rock catarinense? Bom, o blog Mundo47 existe há cinco meses e todos os dias tenta mostrar a segunda via do rock catarinense ou o lado B da coisa. Conversamos com diversos músicos neste período e é fácil chegarmos na conclusão que Rodrigo Daca, esse mané de Floripa, é definitivamente o Working Class Hero do rock da capital.

Na semana passada, ele que já passou por muitas alegrias e decepções, se cercou de gente competente e ainda por cima amiga, para lançar o seu segundo disco solo – Volume Um – um disco que não tem sua forma física, porém que está desde o último dia 06 na web. O “disco” abre com uma velha conhecida canção da época da banda “Outro Mundo”, um dos últimos projetos de Daca. A belíssima canção e candidata eterna a hit, “Beleza Inglesa”, abre o disco, ou melhor, o blog, com maestria e numa versão somente com as vozes de Rodrigo Daca no trabalho. Anteriormente, “Beleza Inglesa” havia sido gravada em com Lígia Estriga nos vocais. Hoje a Outro Mundo se chama Maltines e atua na cena rock em Floripa com a mesma “beleza” plástica pop da época da Outro Mundo.

Na següência é a vez de “Maldição”. Na opinião de Daca a música é biográfica, mas a canção é outro rock com veia pop e guitarrinhas indies no fundo. O refrão é grudento, assim como sua linha melódica. Segundo o blog, a letra e a melodia foram compostas em 2001 e a guitarra é gravada pelo Felipe Batata (Pipodélica), reis dos reis dos guitarristas de penhasco. “Quem se Importa” é a próxima faixa. Título também do excelente video clipe dirigido por Antônio Rossa. A sonoridade é pop britânico e tem um dedo psicodélico da produção “Pipodélica” que há no disco. Segundo Daca, “Quem se Importa” é tão boa que pode ser uma “bela canão de novela das oito”. Um excelente hit na realidade.

Segundo o blog, “Número 4″ é a primeira música que Daca fez em parceria. Datada de 2004, “Número 4″ mostra o virtuosmo de Daca e seus grandes colaboradores. Os timbres de guitarra fazem uma boa diferênça na linha melódica da música, o que lembra muito e foi confessado por Daca, uma influência de uma Pipodélica lá dos idos de 2001. O trabalho feito por Daca neste Volume Um é uma copilação de músicas paradas naquele caderninho ou naquela fitinha demo. “Imagens Distorcidas” entra nesse papo. Repaginada pelo produtor Eduardo Xuxu, a música ganhou mais corpo e presença. É a preferida de Rodrigo Daca para apresentações ao vivo.

“Estrela Distante” encerra o disco e concorda com tudo que eu pensei enquanto escutava “Volume Um” para escrever este texto: Rodrigo Daca definitivamente mergulhou em “vibrações lisérgicas” ao parir para o rock catarinense músicas como esta. Influência forte de David Bowie em sua melhor fase e a habilidade para Daca, que saiu dos rockinhos bobinhos para algo com muito mais caldo e sustância, sem claro esquecer que com seu vozeirão, Daca é um rocker de primeira.

Entrevista com Rodrigo Daca

Mundo47: Fale um pouco sobre o “Volume Um e como foram as gravações?Daca: Volume Um é um compilado de boas e velhas idéias, junto de amigos que ajudaram a concretizá-lo…  sendo bem sucinto

Mundo47: Sim, mas são músicas de outras bandas suas ou material inédito?Daca: O  material foi usado na Outro Mundo, mas nunca havia sido lançado.

Mundo47: Você está montando uma banda para tocar com esse novo material ou serão somente os amigos?Daca: Somente os amigos. Na verdade, tudo isso começou pequeno, com a vontade de fazer apenas um myspace bonitão e jogar na net, porém quando conversei com Antonio,  que fez o clip e as fotos, começamos a planejar o lançamento simultaneo do clip, myspace. Depois o Guilherme Zimmer assumiu a direção e o Xuxu ajudou, o mauricio também.

Mundo47: Você já participou de muitas bandas boas com perspectivas ou um desejo tímido em fazer sucesso. Quais são as suas perspectivas para música daqui pra frente?  Daca: Quero fazer música! Não busco nada do ela não possa me dar que não seja o prazer de gravar uma música e depois ouví-la e saber que eu escrevi. Fiz um belo material e lancei o Volume Um, mas ja estou com material pronto pro Volume Dois e e com quase tudo pro três.

Mundo47: E sobre a cena rock de Florianópolis? Muita coisa mudou desde quando você começou? O que você está achando dessas bandas que andam nascendo na área 48?Daca: O q seria uma cena? Pra mim é o que estou fazendo, compondo e lançando, esta é a minha cena e acho q várias bandas estao fazendo isso. Quando comecei só havia bandas covers.

Mundo47: Você considera que várias bandas fazendo rock próprio numa cidade não seja uma cena? Daca: Sim, mas não faço musica pra participar de um movimento. Faço porque preciso e pra mim é necessário escrever e cantar. Claro que varias bandas fazendo o mesmo, logo se diz que é uma “cena”.  Tem muita banda legal por aqui, mas das novas a melhor continua sendo a Pipodélica, o disco novo é muito bom.Mundo47: Por quais bandas tu já passou e qual o seu beatle favorito?

Daca: Capitao Caverna, Jerusos, Outro Mundo, Fonomotor… Meu beatle preferido sempre foi o john, mas de uns tempos pra cá descobri q o George era o cara…

Escute e baixe Volume Um: http://www.dacavolumeum.blogspot.com/

Rodrigo Daca fala sobre o “róque”

Mundo47 ouviu todas as músicas de “Volume Um” e deu um “plá” com Daca

rodrigo.jpg

Fazer música em Santa Catarina não é fácil. Fazer rock and roll é pior ainda. Ou você é um operário da música e se sujeita a situações no mínimo constragedoras, ou você opta pela segunda via. Mas o que seria a segunda via para o rock catarinense? Bom, o blog Mundo47 existe há cinco meses e todos os dias tenta mostrar a segunda via do rock catarinense ou o lado B da coisa. Conversamos com diversos músicos neste período e é fácil chegarmos na conclusão que Rodrigo Daca, esse mané de Floripa, é definitivamente o Working Class Hero do rock da capital.

Na semana passada, ele que já passou por muitas alegrias e decepções, se cercou de gente competente e ainda por cima amiga, para lançar o seu segundo disco solo – Volume Um – um disco que não tem sua forma física, porém que está desde o último dia 06 na web. O “disco” abre com uma velha conhecida canção da época da banda “Outro Mundo”, um dos últimos projetos de Daca. A belíssima canção e candidata eterna a hit, “Beleza Inglesa”, abre o disco, ou melhor, o blog, com maestria e numa versão somente com as vozes de Rodrigo Daca no trabalho. Anteriormente, “Beleza Inglesa” havia sido gravada em com Lígia Estriga nos vocais. Hoje a Outro Mundo se chama Maltines e atua na cena rock em Floripa com a mesma “beleza” plástica pop da época da Outro Mundo.

Na següência é a vez de “Maldição”. Na opinião de Daca a música é biográfica, mas a canção é outro rock com veia pop e guitarrinhas indies no fundo. O refrão é grudento, assim como sua linha melódica. Segundo o blog, a letra e a melodia foram compostas em 2001 e a guitarra é gravada pelo Felipe Batata (Pipodélica), reis dos reis dos guitarristas de penhasco. “Quem se Importa” é a próxima faixa. Título também do excelente video clipe dirigido por Antônio Rossa. A sonoridade é pop britânico e tem um dedo psicodélico da produção “Pipodélica” que há no disco. Segundo Daca, “Quem se Importa” é tão boa que pode ser uma “bela canão de novela das oito”. Um excelente hit na realidade.

Segundo o blog, “Número 4″ é a primeira música que Daca fez em parceria. Datada de 2004, “Número 4″ mostra o virtuosmo de Daca e seus grandes colaboradores. Os timbres de guitarra fazem uma boa diferênça na linha melódica da música, o que lembra muito e foi confessado por Daca, uma influência de uma Pipodélica lá dos idos de 2001. O trabalho feito por Daca neste Volume Um é uma copilação de músicas paradas naquele caderninho ou naquela fitinha demo. “Imagens Distorcidas” entra nesse papo. Repaginada pelo produtor Eduardo Xuxu, a música ganhou mais corpo e presença. É a preferida de Rodrigo Daca para apresentações ao vivo.

“Estrela Distante” encerra o disco e concorda com tudo que eu pensei enquanto escutava “Volume Um” para escrever este texto: Rodrigo Daca definitivamente mergulhou em “vibrações lisérgicas” ao parir para o rock catarinense músicas como esta. Influência forte de David Bowie em sua melhor fase e a habilidade para Daca, que saiu dos rockinhos bobinhos para algo com muito mais caldo e sustância, sem claro esquecer que com seu vozeirão, Daca é um rocker de primeira.

Entrevista com Rodrigo Daca

Mundo47: Fale um pouco sobre o “Volume Um e como foram as gravações?Daca: Volume Um é um compilado de boas e velhas idéias, junto de amigos que ajudaram a concretizá-lo…  sendo bem sucinto

Mundo47: Sim, mas são músicas de outras bandas suas ou material inédito?Daca: O  material foi usado na Outro Mundo, mas nunca havia sido lançado.

Mundo47: Você está montando uma banda para tocar com esse novo material ou serão somente os amigos?Daca: Somente os amigos. Na verdade, tudo isso começou pequeno, com a vontade de fazer apenas um myspace bonitão e jogar na net, porém quando conversei com Antonio,  que fez o clip e as fotos, começamos a planejar o lançamento simultaneo do clip, myspace. Depois o Guilherme Zimmer assumiu a direção e o Xuxu ajudou, o mauricio também.

Mundo47: Você já participou de muitas bandas boas com perspectivas ou um desejo tímido em fazer sucesso. Quais são as suas perspectivas para música daqui pra frente?  Daca: Quero fazer música! Não busco nada do ela não possa me dar que não seja o prazer de gravar uma música e depois ouví-la e saber que eu escrevi. Fiz um belo material e lancei o Volume Um, mas ja estou com material pronto pro Volume Dois e e com quase tudo pro três.

Mundo47: E sobre a cena rock de Florianópolis? Muita coisa mudou desde quando você começou? O que você está achando dessas bandas que andam nascendo na área 48?Daca: O q seria uma cena? Pra mim é o que estou fazendo, compondo e lançando, esta é a minha cena e acho q várias bandas estao fazendo isso. Quando comecei só havia bandas covers.

Mundo47: Você considera que várias bandas fazendo rock próprio numa cidade não seja uma cena? Daca: Sim, mas não faço musica pra participar de um movimento. Faço porque preciso e pra mim é necessário escrever e cantar. Claro que varias bandas fazendo o mesmo, logo se diz que é uma “cena”.  Tem muita banda legal por aqui, mas das novas a melhor continua sendo a Pipodélica, o disco novo é muito bom.Mundo47: Por quais bandas tu já passou e qual o seu beatle favorito?

Daca: Capitao Caverna, Jerusos, Outro Mundo, Fonomotor… Meu beatle preferido sempre foi o john, mas de uns tempos pra cá descobri q o George era o cara…

Escute e baixe Volume Um: http://www.dacavolumeum.blogspot.com/