Category: Bandas Gringas

O desafio de viver num mundo sem David Bowie

Jones, Bowie, Ziggy, são todos um só, retornando para sua galáxia.

Jones, Bowie, Ziggy, são todos um só, retornando para sua galáxia.

Depois de uma péssima segunda-feira, com tantas manifestações no Facebook, eu finalmente consegui ordenar algumas ideias na minha cabeça sobre a passagem de David Bowie para as estrelas. É, Bowie colocou no nosso imaginerio que se um dia partisse, ele iria para as estrelas. Foi estranho acordar com a notícia da morte dele. Foi inesperada, já que na sexta, comemorávamos seu aniversário de 69 anos e o lançamento de Blackstar, seu novo álbum. Eu estava de folga em Florianópolis e pensei: vou deixar para ouvir segunda-feira que está tudo bem. Não estava. Ontem foi duro ver e ouvir o trabalho Blackstar. Pela primeira vez um álbum de Bowie não vinha com sua foto. Será que Bowie nos preparou para o que viria? Tudo indica que sim.

Minha primeira lembrança de Bowie foi no começo dos anos 1990, quando eu quis saber quem era aquele que cantava Under Pressure com o Queen. Na época a MTV saciou minha curiosidade e durante algum tempo, era referência para conhecer o artista. Mas foi em busca de seus álbuns que eu conheci a sua genialidade. Ouvir pela primeira vez Space Oddity foi revelador, quando me senti no filme 2001 – Uma Odisséia no Espaço. Porquê diabos Kubrick não pegou essa música para o filme né? Já no final dos anos 1990 eu havia conseguido muita coisa de Bowie, discos, os primeiros DVDs, apresentações em VHS e também revistas que contavam sua trajetória. Foi glorificante ver que também ele era um fã dos Beatles. Um ídolo que reverenciava seus ídolos. Bowie era mais novo que a maioria dos artistas dos anos 1960. Tinha só 22 anos em 1969 quando realmente despontou.

Os anos passaram e em 1997 eu soube que ele estaria pelo país. Na época, com 17 anos e ainda dependendo do soldo oferecido pelos pais, sem trabalho e tendo que estudar muito, a sua passagem por aqui passou batido. Uma frustração imensa na minha cabeça. Caralho! Não vi David Bowie há 250 km da minha casa. Mas paciência tinha que ser.

Nos últimos 10 anos a presença de David era constante… constante nos vídeos que assistia no YouTube, constante nos discos que conseguia, constante nos DVDs, porém o artista, David Jones, estava recluso. Bowie havia ficado doente e se retirou dos holofotes. Poucas aparições, raras entrevistas, um homem recluso, tal qual como Syd Barret, seu ídolo, foi durante o resto da sua vida. Será que Bowie vai virar um Syd??? Me perguntava. Não poderia imaginar isso acontecer. Foi ali em 2013 que ele resolveu soltar um novo álbum. Novo álbum de David Bowie? Então o sr. Jones resolveu sair de casa para gravar algo como Bowie. Foi fantástico e em pré venda na internet, comprei o novo álbum The Next Day. Para mim uma enorme sensação de poder finalmente poder comprar um álbum inédito de um grande artista como David e eu o comprei.

A sensação momentânea é de perda. Saber que David Bowie não estará mais entre nós é um pouco duro as vezes, mas como a imprensa mesmo rotula, o “camaleão”, nos deixou um legado insuperável de qualidade e liberdade artística. Bowie fez e experimentou o quanto pôde. Parcerias mil, tendências aqui, acolá, um enorme jogo de mutações que lhe deu um grande respeito perante o seu público e também a opinião pública. Bowie teve coerência em grande parte de sua extensa carreira. Saudades? Sim, ele vai deixar, mas certamente ele partiu com a sensação de dever cumprido. Talvez por isso Blackstar seja uma espécie de testamente, uma espécie de adeus.

Muito obrigado Ziggy, até uma próxima em outra galáxia.

Alexei Leão lança novo trabalho 320 on Hart Street

Novo álbum de Xei foi gravado em NY

Novo álbum de Xei foi gravado em NY

 

Acontece amanhã o lançamento do álbum  XEI – #320 on Hart Street

Lançamento: 17 de Novembro (Terça-Feira)

XEI é o apelido carinhoso dos amigos para com o produtor, compositor e vocalista Alexei Leão.

Criado em Florianópolis, XEI mudou-se para os Estados Unidos no início de 2014 para aprofundar seus estudos em Engenharia de Audio e Produção Musical, formando-se com honras e como primeiro aluno da turma no Institute of Audio Research, o instituto de música mais antigo do mundo.

Desde sua chegada a Nova York o número 320 na Rua Hart foi sua morada, motivo pelo qual nomeou seu trabalho de estreia como artista solo de #320 on Hart Street.

XEI, que dedicou sua vida inteira a cantar heavy metal, mostra nesse primeiro trabalho solo um outro lado até então não explorado. Temas acústicos baseados principalmente em violões e teclados, arranjos simples mas cuidadosos, melodias bonitas e interpretações marcantes.

Este álbum é todo baseado em experiências pessoais vividas num passado recente e, principalmente, durante sua estadia nessa nova cidade. As músicas são como relatos íntimos onde o artista se expõe sem medo. O repertório inclui uma música (An Angel on Hart) escrita em homenagem ao grande amigo e parceiro de vida artística, Rafael Scopel, falecido num acidente de carro em maio desse ano.

Nova York é conhecida por ser berço da cultura Hip Hop, e essa presença marcante na cidade aparece de forma explícita em #320 on Hart Street, com a participação do rapper americano Ralph G.A.M.B.L.E em Karma, música que também conta com Marcelo Moreira (Circle II Circle, MARMOR) na bateria.

Outro convidado especial é Daniel Galvão (Camerata Florianópolis, Enarmonika) tocando cello em Hey Darling.

Ao todo, oito músicas fazem parte do álbum que está sendo lançado em formato digital para download e numa edição especial limitada em Vinil. Todas compostas, arranjadas e produzidas por XEI no AML Studio NY.

Alguns vídeos dos primeiros singles já lançados desse trabalho podem ser assistidos no YouTube. Até final do ano todas as músicas também serão disponibilizadas no formato de videoclipe.

 

Download: soundlcoud.com/alexeileao

Comprar: cdbaby.com/Artist/Xei

Fanpage e Vídeos: facebook.com/alexei.XEI.leao

 

 

 

20 anos dos Ramones em Balneário Camboriú

 

Histórico! Ramones em SC - Foto Júlio Cavalheiro
Histórico! Ramones em SC 1994 – Foto Júlio Cavalheiro

O lendário show dos Ramones no parque da Santur em Balneário Camboriú completa hoje 20 anos. No dia 11 de novembro de 1994, os Ramones fizeram sua única e histórica apresentação em Santa Catarina ao lado do Sepultura (em grande fase) e dos Raimundos (que há pouco tinham lançado o primeiro álbum). O show aconteceu numa sexta-feira e movimentou gente de todo canto do estado, que organizaram vans e ônibus para testemunhar a épica aparição de Joey, Johnny, CJ e Marky na “praia mais badalada do sul do mundo”.

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Ingresso do Wanderson Verch, ainda com o canhoto.

O dia foi bastante estranho. As pessoas não acreditavam que se dirigiam para um lugar como a Santur para ver os Ramones. Filas, calor e aquela porta de vidro que virou pedacinhos, apesar do “caos” a turnê Acid Chaos passou por diversas cidades brasileiras, mas aqui a coisa tomou pela lenda, pois tu fala para alguém que os Ramones se apresentaram em Balneário Camboriú e pouca gente acredita.  O sentimento como adolescente que foi no show meio que ao acaso (aproveitei carona para a praia e pimba, vi os Ramones com a turma do prédio) foi única. Era um fã de Ramones desde mais moleque, e ver que eles existiam de verdade foi um sonho… realizado. Difícil esquecer tudo.

Mundo47 foi atrás de algumas personalidades locais que estiveram no show. Pedimos para que dessem um depoimento falando da experiência em participar do show histórico.

 

Bola Teixeira, jornalista, blogueiro, fotógrafo

BOLA

“Cheguei a tarde na Santur e a fila virava quarteirão, no caso, pavilhão. Os portões – de vidro – ainda fechados. Sai fotografando tudo que via pela frente. Lembro de uma menina ensandecida na fila que fotografei. O tempo passou, milhares de pessoas na fila e nada de abrir a porta, até que o povo resolve abrir na marra. Vidro estilhaçados e invasão generalizada do pavilhão sob os olhares de reprovação do diretor da Santur Alvaro Silva. Fui direto para os camarins. Conversei com os caras do Raimundos e cumprimentei meus ídolos Ramones, mas estava tudo muito corrido e fui para o chiqueirinho. A altura – baixa – do palco permitiu que fizesse muitas fotos, verdadeiros portraits de meus ídolos.

Joey Ramone - por Bola Teixeira

Joey Ramone – por Bola Teixeira

 

Na verdade não dei muita bola pra Raimundos. Queria mesmo era fotografar e acompanhar o setlist dos Ramones. No meio da muvuca vejo aquela mesma menina que fotografei lá fora já em fim de linha sendo carregada para fora do pavilhão desmaiada. Entra o Sepultura. O povo enlouquecido demais, vazei do chiqueiro e acompanhei lá detrás do pavilhão. Foi tudo muito inesquecível, se é que você me entende”

Marcos Espíndola, jornalista/empresário

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“Eu não sei se você esteve lá, mas também não te recrimino se você achar que eu também não estive. Mas todos sabemos o tamanho da nossa fé. Explico: a saga dos Ramones começou antes. Do boato sobre a possível vinda dos caras para Balneário Camboriú, que se alastrou numa torrente de incredulidade. “Em Balneário? Nem f******!”, era o que mais se ouvia. E justificável, veja, naquela época mal entrávamos no Windows e a internet era algo impensável para esses cantos de cá do Atlântico. Fato é que a história esquentou, ferveu e fez o tempo fechar na cidade.  Na época eu estagiava em um jornal da cidade e lembro de aproveitar a deixa para correr hotéis a procura da camarilha punk, aqueles heróis da juventude. Até que do algo do Geranium (é esse o Hotel), deu para ver algumas cabeças cabeludas e de óculos escuros. Bom, vai ter show. E foi “O” Show.  Foi o congraçamento de uma vida, um rito de passagem tardio para milhares de marmanjos que ali sacramentaram o fim da adolescência. Perdemos a inocência e quase tudo passou a ser possível. Tenho comigo que muitos até hoje juram que foram para não passar vergonha por não ter levado fé. Tenho a impressão de que se todos aqueles que garantem que estiveram presentes no show realmente estavam lá, teria que haver dois daqueles complexos da Santur.
Eu não os recrimino por mentirem. Até eu custo a acreditar ainda hoje eles estivavam ali na minha frente”
Klaus Peeter Loos, Empresário/Sumidade do Metal
klaus

“11/11/94, quem diria, já se passaram 20 anos daquela sexta-feira maluca, em que pouca gente acreditava e hoje ainda duvida. Ramones e Sepultura juntos em Balneário, Camboriú, na Santur,  com abertura dos então iniciantes Raimundos, seria possível? Sim, cheguei lá cerca de 3 horas antes do show, uma confusão danada na entrada, muita gente concentrada derrubou os portões de acesso, loucura. Já lá dentro, o palco ao fundo, muito aglomero, gente escalando as paredes laterais, surreal. Raimundos deu seu recado, e então os mágicos Ramones fizeram um show digno da sua aura mística, deixando todos hipnotizados, com a sequência de 1,2,3,4…pau!! Lembro bem de I just want to have something to do, Pet Sematary, I Belive in Miracles , Pshycho Terapy e tantas outras, tocadas na velocidade da luz, com Joey Ramone dando um banho de carisma. Por fim, Sepultura do Brasil, na turnê do Chaos A.D. cuspindo fogo, literalmente derrubando o teto do local, êxtase total, veio, viu e venceu, mostrando ser a melhor banda brasileira de todos tempos, coisa que nunca ninguém vai tirar deles. Como fã, digo que foi mais quente que o inferno. War for Territory!!! Foi um sonho? Talvez, mas no final saímos felizes e suados dele, inesquecível!!”

Wanderson Verch, jornalista, baterista Syn TZ, mito
wander

“O dia 11 de Novembro de 1994 é inesquecível por si só em minha mente, em meu coração… Nessa data puder conferir, no auge de meus 15 anos de idade, a apresentação de duas das maiores bandas do mundo em Balneário Camboriú: Sepultura e Ramones. Tenho até hoje o ingresso, com canhoto, uma relíquia guardada a 7 chaves. Dos Ramones, lembro do impacto que me causou ver aquelas figuras americanas enjaquetadas, com suas músicas frenéticas, que não dava tempo pra respirar direito. Lembro também do mascote da banda com a plaquinha “Gabba Gabba Hey” agitando a galera, e é claro, dos anos pós-show, quando conto para os fãs que vi os Ramones, ao vivo, em Balneário Camboriú, e eles custam a acreditar.”

Ulysses Dutra, jornalista, guitarrista
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“Simplesmente um sonho de adolescência tornando-se realidade. Ramones tocando em Santa Catarina era algo impensável e que se materializou naquela noite mágica. Ganhei uma credencial através do amigo Emerson “Tomate” Gasperin e do Zeca, do Sincronia Total e pude ficar na fila do gargarejo pra assistir o quarteto mandar ver em todas aquelas músicas que eu tocava junto com os LPs no quarto de casa até rasgar o papel dos alto-falantes de um 3 em 1. Foi sensacional. Hey ho!”.
Ulysses com galera de Floripa.

Ulysses com galera de Floripa.

 

Celsinho Castellen, músico, empresário

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“Foi a coisa mais animal do mundo. Eu poguei um monte na primeira música, e o resto não me mexi pra não perder nada. Fiquei parado o show todo. E me arrependo até hoje que fui com uma camisa do Sepultura, cara, foi animal, difícil ter palavras para descrever, eu sabia todas as músicas de cor.  Quando o cara foi passar o som da guitarra, tinha um cara do meu lado berrando “tira a mão dessa guitarra q tu não merece”. E eu tava lá na frente na hora q estourou a porta, foi um show animal, nunca vou esquecer, tenho o ingresso ainda inteiro”.

 

Rodrigo Fachini, jornalista

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“Apesar da pouca idade, pouco mais de 16, e recém inserido no mundo do rock, a paixão pelo Ramones foi de  bate-pronto: ocorreu logo após ouvir as primeiras músicas, pelos anos de 91,92. Lembro como se fosse hoje, quando anunciaram os shows, Raimundos, Ramones e Sepultura em BC, a primeira reação foi dizer que era mentira ou que se tratava de um evento com bandas Cover. Depois de checar a veracidade, iniciou o processo de busca de ingresso e de como iria ao show. Aventuras à parte e sucesso na empreitada, os primeiros 20 minutos de show dos  Ramones foram de estagnação e a sensação inicial que não poderia ser verdade, foi a tônica. Show memorável e um dos últimos da da formação e que nunca sairão da minha memória.”

 

 

Paul McCartney retorna para mais uma turnê brasileira

 

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Ele ficou 17 anos sem aparecer por aqui, mas desde 2010, Sir Paul McCartney, o eterno beatle, retorna ao país para um giro pelas capitais nacionais.

Depois de shows em cidades antes não imagináveis para uma parada de um rock star de seu porte, como Florianópolis, Goiânia, Fortaleza, sir Paul estará abrindo sua turnê brasileira em “Cariacica”, município da grande Vitória, no Espirito Santo. O show acontecerá no dia 10 de novembro no estádio da cidade. Confirmado hoje, o show do dia 12, no HSBC Arena, no Rio de Janeiro. Depois uma pausa e 10 dias depois, no dia 23 de novembro, no estádio Mané Garrincha, é a vez de Brasília. A turnê vai encerrar nos dias 25 e 26 no estádio Allianz Parque, estádio do Palmeiras, em São Paulo.

A primeira turnê de Paul McCartney no Brasil quebrou todos os recordes de bilheteria da época e entrou para o Guinness – Livro dos Recordes como a maior audiência de um concerto em estádio. Mais de 184 mil pessoas compareceram ao show no Estádio do Maracanã, Rio de Janeiro, em 1990.

Paul McCartney já se apresentou no Brasil 15 vezes, desde os anos 90. Essa será a primeira visita do artista a Vitória e Brasília. Em São Paulo, onde se apresentou em 2010, o show acontece no recém-inaugurado Allianz Parque.

Imperdível!

Os ingressos já estão à venda no site da Tudus.

 

Para relembrar, vamos com vídeos que fiz da passagem de Paul McCartney por Florianópolis, em 2012.

Sua vida vai ser outra depois do Floripa Noise 2014

 

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Com programação definida o Floripa Noise Festival começa no final de março e vai até 12 de abril com VÁRIAS atrações bacanas a preços justos e alguns até na faixa. Mostra de cinema, feira de vinil, múmias a granel e a presença de mestres da música catarinense, brasileira e até mundial. Destaque para shows da banda de prog, Focus (Holanda) e do maravilhoso Jards Macalé.  Confira a programação e se acerte para passar dias maravilhosos na companhia de Guilherme Zimmer e companhia na capital dos catarinenses manezinhos.

 

 

29.03 (sábado)
Shows com
Nervochaos (SP)
Into Darkness (ALE)
Khrophus
War-Head (CRO)
A partir das 23h – $20
Célula Showcase

01.04 (terça-feira)
CINEMA DE BOTECO
FILMES:
A História de Lia (Rubens Melo, 2010, 13 min)
Erivaldo, O Astronauta Místico(Gurcius Gewdner, 2013, 6 min)
O Segredo da Múmia (1982, Ivan Cardoso, 82 min)
Linguinha The Killer (Mauricio Ribeiro Júnior, 2012, 29 min)
Cabra Bode ( Milton Santos, 1968, 40 min)

A partir das 19h – Entrada franca
Taliesyn Rock Bar

02.04 (quarta-feira)
CINEMA DE BOTECO
FILMES:
Amor & Tara (Ivan Cardoso, 1971, 3 min)
O Bacanal do Diabo e Outras Fitas Proibidas de Ivan Cardoso (2013, 60 min)
WAR (Gurcius Gewdner, 2012, 6 min)
Filmes são seus Amigos (Gurcius Gewdner, 2013, 2 min)
Filme Politico Numero 1 (Petter Baiestorf, 2013, 1 min)
Zombio 2: Chimarrão Zombies (Petter Baiestorf, 2013, 83min)

A partir das 19h – Entrada franca
Taliesyn Rock Bar

03.04 (quinta-feira)
CINEMA DE BOTECO
FILMES:
Mukeka di Rato _ Pedra (Fernando Rick, 2012, 3 min)
Os Pedrero _ Pressa de te Amar (Gurcius Gewdner, 2013)
Almoço na Relva (Gurcius Gewdner, 2013)
O Tiroteio do Esqueleto sem Cabeça (Christian Caselli, 2003)
Mamilos em Chamas (Gurcius Gewdner, 2008, 60 min)
Os Bons Tempos Voltaram: Vamos gozar outra vez (Ivan Cardoso & John Herbert, 1986, 80 min)

A partir das 19h – Entrada franca
Taliesyn Rock Bar

04.04 (sexta-feira)
CINEMA DE BOTECO
FILMES:
Perdigotos da Discórdia (Christian Caselli, Fabiano Soares, Gurcius Gewdner, Petter Baiestorf, 2012)
Os Curtas Melequentos de Luciano Irthumm (Luciano Irthumm, 1998/2013, 20 min)
Fragmentos de uma Vida (Petter Baiestorf, 2004)
O Panorama da Carne (Scoria Filmes, 2013, 20 min)
Loreno Contra o Espantalho Assassino (Mantenópolis/ES, Manoel Loreno, 1989)

Show de encerramento com a banda Xevy 50
A partir das 19h – Entrada franca
Taliesyn Rock Bar

05.04 (sábado)
FEIRINHA DE VINIL
Das 9h às 15h – Entrada franca
Taliesyn Rock Bar

Show: Les corvettes
A partir das 15h – Entrada franca
Taliesyn Rock Bar

08/04 (terça-feira)
TAC 7:30
Show com Jards Macalé (RJ) e Os Skrotes + Edu K
A partir das 19h30 – $10
TAC – Teatro Álvaro de Carvalho

09/04 (quarta-feira)
PORÃO NOISE
Show com Os Cafonas e O lendário Chucrobilly Man (PR)
A partir das 20h – $10
Taliesyn Rock Bar

ERUPÇÃO PROG
Show com a banda Focus (HOL)
Abertura com a banda Imagery (PR)
A partir das 23h – $40 Ant.
John Bull Floripa

10/04 (quinta-feira)
TRIO DE DUOS
Show com Encruza, Baga Pirata, e Projeto Kaos
A partir das 20h – Entrada franca
Escola de música Rafael Bastos

11/04 (sexta-feira)
PIOR NOITE
Show com Leptospirose (SP), Os Pedrero (ES), Homem-lixo, Eutha, e Insúbito
A partir das 23h – $10
Célula Showcase

12/04 (sábado)
APOTENOISE
Show com El Mató a Un Policía Motorizado (ARG), Cassim e Barbária, AMP (PE), Somaa, Babba
A partir das 23h – $20
Célula Showcase

ENDEREÇOS:
CÉLULA SHOW CASE – Rodovia João Paulo, 75 – João Paulo
ESCOLA DE MÚSICA RAFAEL BASTOS – Rua Dom Jaime Câmara, 202 – Centro
JOHN BULL PUB – Avenida das Rendeiras, 1.045 – Lagoa
TALIESYN ROCK BAR – Rua Victor Meirelles, 112 – Centro
TEATRO ÁLVARO DE CARVALHO – Rua Marechal Gui

Os 50 anos da chegada dos Beatles na América

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No início de 1964, os Estados Unidos viviam uma catarse coletiva em razão de,  poucos meses antes, o presidente John F. Kennedy havia sido assassinado em Dallas. O momento era tenso e mundialmente, EUA e União Soviética se duelavam na Guerra Fria. Mas na Europa, especialmente no Reino Unido, quatro garotos de Liverpool, uma cidade feia e portuária, eram os verdadeiros reis da parada de música jovem. Uma banda, músicos que tocavam rock and roll, um ritmo importado da terra yankee, vendia milhões de cópias de seus compactos, EPs e álbuns. Na Europa a beatlemania era uma realidade.

Enquanto nos Estados Unidos, as paradas eram dominadas por artistas da Motown, girlgroups, o rock and roll estava um pouco morto. Elvis só fazia filmes nesta época e uma lacuna estava para ser preenchida, só faltava “o personagem”, ou “os personagens”. Com o estrondoso sucesso na Europa, a EMI foi ao longo do segundo semestre de 1963, tentando emplacar os discos dos Beatles no mercado americano. O maior empecilho, por incrível que pareça, era a Capitol Records, subsidiária  da EMI na América, não querer lanças os discos dos garotos no fechado mercado dos Estados Unidos. A solução da EMI foi buscar selos menores, como a Vee Jay, que lançou o primeiro disco dos Beatles ainda nesta época.

 

Então aos poucos a Capitol foi reconhecendo o potencial da banda, mas de forma forçada, começou a lançar os discos. Em poucas semanas a música dos fabfour começou a se difundir na América. A morte de Kennedy brecou um pouco os planos, já que havia a possibilidade dos quatro beatles irem até aos EUA antes do Natal, mas o clima não era propício e do outro lado do Atlântico, Brian Epstein e os próprios Beatles só desejavam ir até a América com um número um nas paradas. Em meados de janeiro, depois de uma apresentação em Paris, Brian Epstein foi avisar os rapazes que de fato, I Want a Hold Your Hand havia alcançado o topo da parada norte americana, os Beatles iniciavam uma ampla conquista mundial através da América.

As semanas que antecederam o desembarque dos Beatles nos Estados Unidos foram de grande expectativa e também uma grande jogada de marketing da gravadora. “Os Beatles estão chegando”, dizia um anúncio. O mercado foi inundado por diversos lançamentos. Até mesmo o disco que era vendido pelo selo Vee Jay, foi lançado meio que ilegalmente. Todo mundo quis faturar com os Beatles. A Capitol reservou uma grande quantia para fazer mídia em jornais, revistas, rádios e televisões e um acerto foi feito com o apresentador da CBS, Ed Sullivan, para que a primeira apresentação dos Beatles em território americano fosse ao vivo, de costa a costa, no Ed Sullivan Show. Tudo estava preparado para que numa fria manhã de 7 de fevereiro de 1964 a comitiva Beatle desembarcasse no recém rebatizado aeroporto John F. Kennedy, em Nova Iorque.

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Mais de 5 ou 7 mil jovens, a grande maioria adolescentes foram receber os rapazes no aeroporto, numa das maiores recepções de celebridades nos EUA desde a ida do Papa. A beatlemania na américa estava inaugurada. Gritos, alvoroço, correria, os rapazes tiveram uma recepção muito calorosa. A primeira coletiva foi realizada no aeroporto mesmo. Num espaço da PAN-AM, que trouxe a banda e sua comitiva até os Estados Unidos. A coletiva é uma peça de humor, com os Beatles respondendo diversas perguntas ridículas dos repórteres mau preparados da América. Do aeroporto até ao hotel, centenas de milhares de fãs gritavam nas ruas e debaixo do hotel, ruas tiveram que ser interrompidas para a chegada daqueles cabeludos.

O documentário First Us Visit, com imagens dos irmãos David e Albert Maysles, conta essa chegada e também toda a estadia dos Beatles na América com ricos detalhes. Os Maysles tiveram acesso fácil a banda, praticamente inaugurando a ideia de “reality show” com uma banda de rock. No documentário, é visível a alegria, a ansiedade e o objetivo dos Beatles em fincar sua música no novo mundo, como dar o troco naquele povo que saiu da Inglaterra séculos atrás para viver na América.

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No dia 9 de fevereiro de 1964, os Beatles foram as maiores atrações do The Ed Sullivan Show. Os ensaios foram um pouco prejudicados, pois George Harrison contraiu uma forte gripe, mas no dia 9 ele estava lá. Quando Sullivan falou: “ladies and gentleman, here they are! The Beatles”,  a TV americana registrou a maior audiência até então. Foram mais de 73 milhões de pessoas que assistiram ao programa naquele domingo, quando os Beatles tocaram ao vivo. Os fab fizeram o seu serviço e era visível a empolgação de Ed Sullivan, que certamente vibrava com os diversos contratos publicitários que havia fechado dada a chegada dos Beatles. Até mesmo o Colonel Tom Parker, empresário de Elvis Presley, o Rei do Rock, reconheceu a enorme importância da transmissão e enviou um telegrama de boas vindas, em nome dele e de Elvis.

Depois desta histórica apresentação, os Beatles viajaram de trem até Washington para o primeiro show para uma grande platéia. O Coliseum estava abarrotado de fãs e os Beatles foram forçados a tocar num palco que mais parecia um ringue de boxe. Uma chuva de jelly bellys (balinhas de goma), caiam sobre o palco durante os 28 minutos de apresentação (os Beatles haviam dito na imprensa que gostavam das balinhas). Com uma estrutura precária, o urro da platéia, o perigo de uma invasão ao palco era eminente, mas os rapazes, apesar de tudo, pareciam alheios a histeria grotesca naquele ginásio em 1964. Ringo Starr praticamente não se incomodou em rodar o praticável da bateria algumas vezes para agradar o público que rodeava o pequeno palco. Os Beatles ganhavam mais uma. Após a histeria, o frio intenso e a chatíssima viagem de trem até NY, os Beatles fizeram ainda um pequeno concerto no Carnegie Hall, o templo da música americana, impensável que artistas tão populares como eles pisariam naquele hall sagrado, mas eles foram.

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Depois de pegarem um avião até Miami, os Beatles saborearam a vitória num merecido descanso num grande hotel a beira mar. Ed Sullivan também transmitiu seu programa de lá, do salão do hotel mesmo, com mais uma apresentação dos fab, que aproveitaram ao máximo o sol e o mar. Andando de barco pelo Atlântico, mergulhando, aproveitando ao máximo. O retorno para a casa foi heróico. A mesma recepção americana os Beatles tiveram no aeroporto britânico, onde centenas de milhares de fãs se aglomeravam para recepcionar seus heróis. Os Beatles conquistavam não só a América, mas o mundo. O resto é mais história.

 

 

Concerto dos Beatles no telhado da Apple completa 45 anos

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Foi no meio de um dia frio de 30 de janeiro de 1969 que os Beatles foram até o telhado do número 3 de Savile Row, em Londres, sede da sua gravadora, a Apple Records, para realizar seu último encontro ao vivo para digamos, um grande público. Um mês antes, a banda havia se enfurnado dentro do estúdio para gravar o projeto Get Back, mais uma ideia de McCartney para tentar juntar os cacos que a banda teimava em deixar pelo caminho após a morte do empresário Brian Epstein, em 1967. Os Beatles  entravam e saiam de crises a cada novo trabalho e o White Album, de 1968, deixou muitas rusgas.

Em janeiro de 1969 a ideia era voltar as origens, gravar um álbum sem firulas, sem orquestrações de George Martin, um disco mais cru e com reencontro as velhas possibilidades. Tudo seria filmado e viraria um filme, mas o resultado se mostrou pior do que se esperava. Com Yoko a tiracolo, a banda passou um mês tocando horas e horas de novo e velho material e também brigando. McCartney tomava uma postura de comando, chegando em certa cena, a tentar ensinar George Harrison um riff, este fica totalmente irado com o disparate do colega. Sim, o fim estava eminente.

Em 30 de janeiro de 1969, na hora do almoço, a banda resolve fazer um show surpresa no telhado da gravadora. A ideia inicial, se não fossem as brigas, era fazer um show ou num teatro, ou ao ar livre num parque. Pensou-se até numa apresentação nas ruínas de Pompéia (que mais tarde o Pink Floyd realizou), mas de saco cheio uns dos outros, os quatro Beatles, mais a participação especial do tecladista Billy Preston,  foram para o telhado e fizeram uma apresentação que foi interrompida pela polícia londrina. Durante 42 minutos, vários curiosos se acotovelavam em janelas, subiam telhados de outros prédios ou se aglomeravam na rua. Na realidade, o show sem autorização, só foi interrompido mesmo pelo número de pessoas que paravam na rua. No repertório as novas canções que foram aproveitadas das gravações na Apple, como Get Back (que daria nome ao disco), Don´t Let Me Down, Dig a Pony, I´ve Got a Feeling, One After 909, God Save The Queen e um trecho de I Want You (She´s So Heavy).

Vale lembrar que o show no telhado não foi o último encontro musical dos Beatles. O projeto Get Back foi engavetado. Tudo que foi gravado em janeiro daquele ano foi entregue para um produtor ver o que dava para aproveitar e lançado em 1970, quando a banda estava se separando no álbum Let it Be. Antes, entre abril e julho de 1969, a banda voltou para Abbey Road, com produção de George Martin e gravou o icônico álbum Abbey Road, onde a solução para a capa estava na faixa de pedestres em frente ao estúdio, eternizando o local e o estúdio para o mundo da música pop.

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Mais uma informação é preciosa para este texto. A ideia de tocar num telhado, mesmo para os Beatles, percursores de muitas artimanhas do pop, não foi uma grande novidade. Em 1968, em Nova Iorque, a banda Jefferson Airplane subiu num prédio e também fez um pocket show. Era também um dia muito frio e o show também foi interrompido pelo trabalho da NYPD, mas foram os Beatles que deixaram milhares de pessoas, principalmente as que tem banda, em fazer concertos improvisados no telhado de edifícios. Bandas como U2, Red Hot Chilli Peppers e centenas de milhares de bandas cover de Beatles já subiram em algum prédio para fazer uma apresentação surpresa. Para os fãs dos Beatles, a data é importante e mais ainda, os mais colecionadores aguardam um lançamento oficial completo do show, já que a edição que foi para o filme Let it Be, o último da banda, contém apenas 22 minutos da apresentação total da banda. Confira!

 

Plastique: banda de brasileiros participa de evento da Marshall em Londres

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Meses atrás Mundo47 noticiou que a Plastique, banda britânica com brasileiros na sua formação (o mineiro Fabio Couto e a catarinense Anelise Kunz) e o britânico Gabriel Ralls, estava participando de um evento dos amplificadores Marshall – Marshall Ultimate Band Contest. Na votação pela internet, centenas de bandas tentavam ganhar a confiança de seu público para participar de um evento da empresa que escolheria uma banda para participar do Download Festival 2014, no Reino Unido.

Pois bem. Depois de uma bela campanha e a ajuda dos amigos e dos fãs, a Plastique foi selecionada para a grande final com mais quatro bandas. O evento acontecerá no próximo dia 23 de novembro em Londres, onde os brasileiros e as outras finalistas, terão meia hora para mostrar serviço.

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Desde meados de outubro a Plastique está contudo no lançamento de seu segundo álbum, o #SocialScar. Superior ao primeiro álbum, o disco já tem uma série de reviews no Reino Unido e já pode ser adquirido no site oficial do álbum, além de ser ouvido em streaming pelos internautas.

Então sábado vamos ficar na torcida pelo êxito da Plastique no Marshall Ultimate Band Contest

Get it from your favourite store:
iTunes: https://t.co/vqbIUWDPbt
Amazon: http://www.amazon.co.uk/SocialScar-Explicit-Plastique/dp/B00F0CPN1Y/
Bandcamp: http://plastique.bandcamp.com/album/socialscar
Spotify:http://open.spotify.com/album/5oPFDCe4dgXYQ6x0kzzyw9
Deezer: http://www.deezer.com/en/album/6913690

Live at BBC VOL.2: beatlemania reacende com nova coletânea de rádio britânica

 

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Por Leonardo Conde de Alencar*, Rio de Janeiro

 

Viva Sir Joseph Lockwood!

Nos Anos 60 não havia rádios comerciais na Grâ-Bretanha e a BBC reinava absoluta. Porém, havia um impasse: as gravadoras não permitiam que seus fonogramas tocassem na “Beeb” (como chamavam carinhosamente a rádio oficial britânica), com raríssimas exceções, que, geralmente, vinham acompanhadas de um burocracia pra lá de complicada.

Sir Joseph Lockwood, então Presidente da EMI, chegou a declarar “Mesmo se as rádios comerciais fossem permitidas na Inglaterra, eu não deixaria minhas músicas serem transmitidas!” Por causa dessa limitação é que apareceriam as rádios piratas, como a Radio Caroline e a Radio London, que transmitiam – reza a lenda – de navios ancorados próximos ao litoral inglês.

O mais irônico é que essas rádios, apesar de serem, obviamente, repugnadas pelas gravadoras, tinham a simpatia dos músicos. Inclusive, os Beatles chegaram até a gravar vinhetas para a sua programação, tipo “Hi, aqui fala John Lennon e estou ligado na Rádio London!”

O fato é que a BBC era um importante veículo para os artistas da época e os Beatles, como qualquer outra banda, sonhavam em um dia aparecer num de seus programas. E por causa da restrição aos fonogramas, a solução encontrada foi regravar (em estúdio ou num auditório) as canções para transmissão. Na época, isso pode até ter gerado algumas críticas, mas ao longo do tempo, essa medida acabou se tornando uma grande amiga dos fãs e colecionadores, pois foi por ela que  pudemos dispor de 275 gravações exclusivas (contando canções que foram executadas mais de uma vez) dos Fab Four para acrecentarmos à nossa coleção. E o principal é que, de todas essas, trinta e seis nunca seriam registradas pelo grupo em seus discos durante a sua carreira.

Por anos, essas gravações foram alvo de cobiça dos colecionadores, ávidos por material inédito do grupo. Os primeiros “bootlegs” que apareceram nos Anos 70 tinham o som muito ruim. Somente no final dos 80′s é que surgiram no mercado alternativo boa parte desse material com um som audível, graças a colecionadores que gravaram em casa alguns dos programas em que os Beatles participaram na rádio. Isso causou um certo falatório que logo chegou aos ouvidos dos profissionais da British Broadcast Corporation. Estes resolveram fuçar seu arquivo e o resultado foi meio decepcionante. As fitas da maioria dos programas haviam sido apagadas ou reutilizadas (apesar do grupo já ser vangloriado na época, ninguém poderia supor que um dia esses programas chegariam a status de tesouro). O que sobrou foram alguns discos compilados por DJs (os chamados “Transcription Discs”, que eram LPs feitos para referência ou, em alguns casos, para serem enviados a outros países.

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Utilizando esse material, a BBC fez um especial em 1982 chamado “The Beatles At the Beeb”, que foi um sucesso sem limites. Algum tempo depois fizeram um novo especial, contendo mais material resgatado, e foi outro sucesso. A partir daí era questão de tempo que esse ouro fosse lançado oficialmente, mas, claro, a querida burocracia ajudou pra que demorasse anos e anos. Finalmente, em 1994, é lançado o álbum duplo “Live At The BBC” contendo nada mais, nada menos do que trinta músicas inéditas dos Beatles num só pacote (o fato de terem lançado quase todas as inéditas num só álbum é um grande indício de que um Vol.2 não fazia parte do plano inicial).

Instaurou-se então uma nova beatlemania no mundo, com o álbum atingindo o primeiro lugar na Grâ-Bretanha e o Top 3 americano, e que foi uma espécie de “Anthology Vol.0”, pois um ano depois seria lançada a série “Anthology” com três CDs duplos (e LPs triplos), contendo somente gravações inéditas feitas nos estúdios da EMI, em shows, rádio e TV, e que chegaram,  cada um dos três volumes, ao primeiro lugar da parada da Billboard, nos EUA. E essa brilhante fase terminaria (terminaria?) com chave de ouro quando a coletânea “One”, que continha todos os singles que atingiram o primeiro lugar no Reino Unido e nos EUA, ficou 9 semanas seguidas no primeiro lugar da parada americana e, em 2010, ganhou o título de álbum mais vendido da década. Sim, uma banda dos Anos 60 teve o disco mais vendido da década de 00!

Mas o que há por trás das participações dos Beatles na BBC? O principal é que qualquer artista que ganhasse um programa da BBC de meia hora por semana só pra ele (“Pop Go The Beatles”, que de início teria quatro edições, mas que, devido ao sucesso, acabou tendo mais onze), iria, com certeza, martelar seus sucessos até os ouvintes se cansarem. Os Beatles, claro, também tocaram seus hit singles nos três anos em que participaram tocando ao vivo na rádio, mas, na maior parte das vezes usaram o tempo que tinham para tocar as músicas que eles curtiam, que os influenciaram, dos artistas de quem eram fãs, como Elvis, Carl Perkins, Buddy Holly, Arthur Alexander, Everly Brothers, entre outros, e músicas que nem sequer estavam em seus discos.

Era um pensamento totalmente anti-marketing e que, provavelmente, deve ter feito os executivos de sua gravadora arrancarem os cabelos dizendo “mas, como esses caras ganham um programa na BBC e não o utilizam para vender nossos produtos?” O fato é que, mesmo no longínquo 1963, John, Paul, George e Ringo já podiam tudo e seus chefes acabariam fazendo vista grossa, uma vez que sabiam que os quatro garotos de Liverpool (e na época eram garotos mesmo, o mais velho tinha apenas 23 anos) iriam vender horrores fazendo propaganda ou não.

E para provar ainda mais que eles não pensavam somente na grana, que tocavam por curtição mesmo, é que, além de evitar tocar os seus hits, eles, na grande maioria das vezes, escolhiam canções mais obscuras dos seus ídolos, como faixas que não haviam feito sucesso, lados b, e faixas que estavam escondidas em LPs, como “So How Come”, dos Everlys, “Clarabella”, com The Jodimars, “Soldier of Love”, de Arthur Alexander, e “Glad All Over”, de Carl Perkins.

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A obra dos Beatles já está mais do que consagrada desde antes da separação, tudo que nós falarmos de elogio será chover no molhado, mas o lançamento oficial das suas gravações na BBC de Londres veio a provar como a banda era afiada ao vivo. John Lennon certa vez disse que o melhor trabalho de seu grupo nunca havia sido gravado. Ele se referia ao som que eles tiravam no Cavern e em Hamburgo antes de conquistarem o mundo e que, quando eles começaram a tocar em locais grandiosos, sem estrutura, sem sistema de retorno, e, principalmente, com os gritos ensurdecedores das fãs, eles nunca mais conseguiriam reproduzir sua qualidade.

Com raras exceções, como os vibrantes shows de Melbourne, Austrália e Washington, EUA, em 1964, o quarteto era prejudicado por esses problemas e acabava perdendo o entusiasmo, embora que, pra quem não conseguia se ouvir e ouvir seus colegas de palco, manter a sincronia já era um façanha impressionante. E o lançamento de “Live At The BBC” e sua continuação “On Air: Live At The BBC Vol.2” vêm fazer jus aos Beatles como uma excelente banda ao vivo, com os músicos milimetricamente ensaiados e entrosados, sem erros. Lembrando que os arranjos eram criados pelos próprios, sempre dando um toque Beatle às canções de R&B e de Soul. George Harrison com seus solos “rockabilly” impecáveis, John Lennon e seu ritmo “Merseybeat”, praticamente criado por ele, em seu melhor momento, Ringo Starr com sua batida criativa e perfeitamente no tempo, e Paul McCartney com seu baixo Hofner criando melodias e não somente fazendo a marcação. Tudo isso muito bem gravado pelos competentes técnicos da BBC. Precisamos mencionar que o equipamento que a rádio tinha naquela época era mono e não multi-canal, o que fazia com que os músicos tivessem que tocar ao vivo e, quando havia necessidade de algum “overdub” (o que só aconteceu com os Beatles umas duas ou três vezes, quando o John insistiu em fazer um “double-track” vocal), eles tinham que realizar um “tape-to-tape overdub”, ou seja, reproduzir uma fita enquanto um novo vocal era adicionado e gravado numa segunda fita. Por isso, o resultado que os engenheiros da rádio conseguiram, criando mixagens instantâneas perfeitamente balanceadas, é digno de altos elogios. Essa limitação, em todo caso, seria (junto da agenda cada vez mais complicada) um dos motivos da banda parar de se apresentar ao vivo na emissora, uma vez que, imagine como seria tentar reproduzir as músicas do “Revolver” ou do “Sgt Pepper” dessa forma…

 

E muitas vezes a necessidade de recriar suas canções de sucesso na BBC dava oportunidade para que eles testassem arranjos diferentes.  Vemos isso em “If I Fell”, em que eles fazem uma versão elétrica e mais rápida em relação à romântica versão acústica do álbum “A Hard Day’s Night”ardH, “Please Mister Postman”, mais lenta e num clima mais calmo do que a gravação do “With the Beatles”, “Money”, num arranjo sem piano, com o riff tocado pelas guitarras, “Please Please Me” sem a harmônica de John, com o riff tocado também na guitarra, etc. É importante lembrar também que vários dos covers lançados pelos Beatles em seus álbuns (incluindo os seis do “With the Beatles”, segundo álbum da banda e que está comemorando 50 anos agora em novembro) tiveram seu debut na BBC, sendo alguns deles mais de um ano antes de sua versão oficial sair.

Com a compra da EMI pela Universal, esta parece que quer mostrar serviço e, logo no início, já lança um álbum duplo de gravações inéditas: “On Air: Live At The BBC Vol.2”, dezenove anos depois do primeiro volume.  Como trinta das trinta e seis inéditas saíram no primeiro volume (que volta agora revisado e remasterizado, com várias gravações com upgrade de som, incusive, com a descoberta de novas fontes para algumas faixas), o “BBC Vol.2” se concentra mais nas versões “At the Beeb” para as canções mais famosas compostas ou interpretadas pelo grupo. Clássicos como “She Loves You”, “I Want to Hold Your Hand”, “Twist And Shout”, “Anna”, “From Me To You”, “This Boy”, “And I Love Her”, “PS I Love You”, “You Can’t Do That”, “Do You Want To Know A Secret”, “There’s A Place”, “Misery”, entre outras, voltam em versões inéditas ao vivo  e com a mesma vibração de 1963 e 1964. Aliás, o mais legal em se tratando de Beatles é justamente a atemporalidade deles. Um lançamento de gravações inéditas em pleno 2013 chama tanta atenção quanto na época em que os quatro estavam juntos, disputando os primeiros lugares das paradas e atraindo pessoas de todas as idades.

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Mas, e as canções inéditas? Ah, sim, não esquecendo, das seis que sobraram do primeiro volume, três delas não foram consideradas: “Dream Baby”, original de Roy Orbison, “A Picture Of You”, sucesso contemporâneo de Joe Brown, e “Besame Mucho”, baseada na versão dos Coasters, todas gravadas ainda em 1962, com Pete Best na bateria. Mas, nada a ver com o pouco talento do primeiro baterista da banda, o motivo é que nenhuma fonte com qualidade audível foi achada desses primeiros programas. Uma pena, pois, mesmo com som ruim, dá pra perceber que as performances são ótimas. A quarta, “Lend Me Your Comb”, original de Carl Perkins, saiu pela primeira vez no “Anthology Vol.1”, em 1995, e agora volta com um som um pouco melhor no lugar certo. Sobraram então duas faixas: “Beautiful Dreamer”, uma música tradicional, que fazia parte do repertório de nove entre dez bandas de Liverpool em arranjos “Beat”, cantada por Paul. E “I’m Talkin’ About You”, de Chuck Berry, interpretada por John, ambas retiradas de “bootlegs” (o que também foi feito em outras músicas dos dois álbuns, embora a BBC e a Apple não gostem muito de admitir), com som, infelizmente, apenas razoável, mas que não chega a frustrar o ouvinte, afinal, poder ter duas músicas inéditas dos Beatles em 2013 é um privilégio.

E ainda vem mais uma constatação. Os Beatles já são considerados hours-concours por terem lançado 12 LPs (sendo um duplo), 22 singles (que das 44 faixas, 30 não estavam nos LPs) e mais dois EPs com material exclusivo em apenas sete anos e meio de carreira fonográfica. Se nós juntássemos as 36 músicas gravadas exclusivamente para a BBC, poderíamos criar mais três LPs de 12 faixas. Ou seja, nunca artistas trabalharam tanto em tão pouco tempo de carreira quanto os Beatles. E, dificilmente, ainda haverá quem os supere.

O que mais dizer? COMPREM!

 

*Leonardo Conde de Alencar,  analista de sistemas, músico nas horas vagas e colecionador, pesquisador dos Beatles e do pop-rock dos anos 60´s. Apresentador do programa Web Go The Beatles, todo domingo, 12h e 23h no http://www.route66classicrockradio.com/

 

The Beatles lançarão Live at BBC Volume 2 em Novembro

19 anos depois do Volume1, banda lançará novas gravações da rádio britânica

19 anos depois do Volume1, banda lançará novas gravações da rádio britânica

Em 1994 o lançamento do disco duplo Live At BBC, com gravações ao vivo realizadas pelos Beatles entre 1962 e 1965 reascenderam a beatlemania no mundo e prepararam os fãs para que no ano seguinte, fosse lançado a primeira edição do projeto Anthology, junto com o mega documentário mais o livro, que contava a história da banda. Na época, esses lançamentos reativaram a paixão pelo quarteto de Liverpool e trouxeram para um público mais novo, a história da maior banda de rock de todos os tempos.

Desde esse lançamento, praticamente todos os anos, John, Paul, George e Ringo nos brindaram com inúmeros lançamentos, relançamentos, enfim, a caixa de pandora dos fabfour saia do meio pirata e chegava ao grande público. Hoje, 12 de setembro, o site TheBeatles.com divulgou o que já estava correndo pelas redes sociais. O relançamento do Volume 2 do Live At BBC, com outras gravações realizadas pelos quatro Beatles para a rádio estatal britânica.

On Air – Live at BBC Volume 2, com gravações entre 1963 e 1964, reunirá 40 performances dos garotos de Liverpool, entre músicas ao vivo e conversas com os djs da rádio. Como no primeiro volume, um belo livreto com informações sobre as gravações virá junto no pacote. A Apple divulga ainda que além do CD duplo, uma coleção em LP será lançada na mesma época. Jóias raras do baú dos fab four. Neste novo lançamento, sir Paul Mccartney diz:  ”Há uma grande quantidade de energia e espírito. Estamos indo para ele, não segurando em tudo, tentando colocar no melhor desempenho de nossas vidas “, disse Paul.

Para o fã carioca, especialista nas gravações dos Beatles para a BBC, Leonardo Conde de Alencar, como previa, o novo volume não incluí gravações de 1962. Leonardo explica que as gravações selecionadas para o Volume 2 podem ser algumas que já andavam circulando por alguns discos piratas e pela internet, mas que se forem gravações já existentes e conhecidas dos fãs, provavelmente serão com áudio superior ao que hoje é encontrado.  ”Pelo setlist, estou vendo que não incluíram  I Should Have Known Better, I’m Happy Just To Dance e The Night Before, o tema instrumental de Pop Go The Beatles, fica a dúvida agora saber quais versões sairão de cada música”, explica o especialista.

 

 

 

 

Você pode reservar o seu Live At BBC Volume 2 nestes endereços

UK Store: http://gnikn.us/1g4QHEe
USA Store: http://gnikn.us/1g4QPDy
Japan Store: http://bit.ly/KyZ0ea
Brazil Store: http://gnikn.us/15mXLuC

 

The Beatles: On Air – Live at the BBC Volume 2

CD ONE
1. And Here We Are Again (Speech)
2. WORDS OF LOVE
3. How About It, Gorgeous? (Speech)
4. DO YOU WANT TO KNOW A SECRET
5. LUCILLE
6. Hey, Paul… (Speech)
7. ANNA (GO TO HIM)
8. Hello! (Speech)
9. PLEASE PLEASE ME
10. MISERY
11. I’M TALKING ABOUT YOU
12. A Real Treat (Speech)
13. BOYS
14. Absolutely Fab (Speech)
15. CHAINS
16. ASK ME WHY
17. TILL THERE WAS YOU
18. LEND ME YOUR COMB
19. Lower 5E (Speech)
20. THE HIPPY HIPPY SHAKE
21. ROLL OVER BEETHOVEN
22. THERE’S A PLACE
23. Bumper Bundle (Speech)
24. P.S. I LOVE YOU
25. PLEASE MISTER POSTMAN
26. BEAUTIFUL DREAMER
27. DEVIL IN HER HEART
28. The 49 Weeks (Speech)
29. SURE TO FALL (IN LOVE WITH YOU)
30. Never Mind, Eh? (Speech)
31. TWIST AND SHOUT
32. Bye, Bye (speech)
33. John – Pop Profile (Speech)
34. George – Pop Profile (Speech)

CD TWO
1. I SAW HER STANDING THERE
2. GLAD ALL OVER
3. Lift Lid Again (Speech)
4. I’LL GET YOU
5. SHE LOVES YOU
6. MEMPHIS, TENNESSEE
7. HAPPY BIRTHDAY DEAR SATURDAY CLUB
8. Now Hush, Hush (Speech)
9. FROM ME TO YOU
10. MONEY (THAT’S WHAT I WANT)
11. I WANT TO HOLD YOUR HAND
12. Brian Bathtubes (Speech)
13. THIS BOY
14. If I Wasn’t In America (Speech)
15. I GOT A WOMAN
16. LONG TALL SALLY
17. IF I FELL
18. A Hard Job Writing Them (Speech)
19. AND I LOVE HER
20. Oh, Can’t We? Yes We Can (Speech)
21. YOU CAN’T DO THAT
22. HONEY DON’T
23. I’LL FOLLOW THE SUN
24. Green With Black Shutters (Speech)
25. KANSAS CITY/HEY-HEY-HEY-HEY!
26. That’s What We’re Here For (Speech)
27. I FEEL FINE (STUDIO OUTTAKE)
28. Paul – Pop Profile (Speech)
29. Ringo – Pop Profile (Speech)

 

 

Ajude a Plastique a participar do Download Festival 2014

 

AJUDE A PLASTIQUE PARTICIPAR DO DOWNLOAD FESTIVAL 2014.
Com a catarinense Anelise Kunz e o mineiro Fábio Couto como integrantes, vamos dar uma forcinha para a banda britânica participar de um dos principais festivais da Europa.

“Estamos competindo por uma vaga no Download Festival 2014. O seu voto não vai te custar nada, mas pode fazer toda a diferença pra gente. Se cada um de vocês votar, certamente vamos ganhar.

- É só acessar: http://bit.ly/plastique-marshall
- Se cadastrar
- Voltar para a página: http://bit.ly/plastique-marshall
- E votar ’1st – 5 points ” no vídeo de White Noise.

Nos ajudem a ganhar essa bagaça”

 

Plastique prepara lançamento do segundo álbum

 

Várias novidades do trio Anglo-Brasileiro em 2013
Várias novidades do trio Anglo-Brasileiro em 2013

Rock industrial britânico-brasileiro. Assim o release da banda Plastique define a banda logo na primeira frase. O trio formado por dois brasileiros imigrantes no Reino Unido e um britânico natural de lá mesmo está se preparando para o lançamento do segundo álbum, chamado de #SocialScar. Fábio Couto e Anelise Kunz Couto, casal de brasileiros que mora há quatro no Reino Unido e Gabriel Ralls finalizaram as gravações do seu segundo álbum há pouco tempo.  Agora a banda, que lá atua independente, corre atrás de tudo e de todos para fazer um grande lançamento de #SocialScar para outubro.

Na web, já tem clipe de música que estará no álbum e uma campanha de arrecadação, visa o lançamento do álbum e você pode participar de qualquer parte do mundo, colaborando com alguns pounds para que o álbum tenha um lançamento mais do que digno. A catarinense Anelise Kunz diz que o novo disco é sobre os estilos de vida disfuncionais. “Todo mundo tem uma doença, de acordo com a sociedade”, diz a vocalista, front da banda e tema central de praticamente todos os vídeos da Plastique.

O mineiro que antes de vazar era radicado em Santa Catarina, Fábio Couto, diz que o álbum é eclético e inspirado por tudo, desde rock clássico, dança, dubstep e experimental. Fábio lembra ainda que uma das músicas de #SocialScar se chama “Brasil”, alusiva aos protestos que varreram o país em junho passado, vividos pela dupla pelas redes sociais e pela televisão. “É a primeira vez que vamos trabalhar uma música nossa em português”, explica.

Para os integrantes da Plastique, o novo disco foi inspirado totalmente em trabalhos de seus grandes ídolos, como David Bowie, Queens of The Stone Age e Nine Inch Nails. O álbum tem previsão de lançamento para o dia 28 de outubro em Londres.

Uma boa novidade em #SocialScar é a ajuda de Tom Baker, engenheiro de masterização de bandas como o NIN, Beastie Boys, Deftones e Marilyn Manson, que nos Estados Unidos, deu uma bela guaribada no som gravado pela banda na Inglaterra. Gabriel Ralls diz que a banda está entusiasmada em trabalhar com Tom. “Eu praticamente cresci ouvindo álbuns dominados por ele”, disse o braço britânico da Plastique.

Novo clipe já está na web

Aproveitando que estão trabalhando forte na concepção de #SocialScar, a Plastique já disponibilizou no YouTube o clipe da primeira música. White Noise foi filmado durante uma sessão de fotos com o fotógrafo Christian Baron e foi gravado inteiramente num iPhone 4S, usando um aplicativo que reproduz a sensação de que o vídeo foi gravado em 8mm. O vídeo é de uma produção mais simples que os dois vídeos do trabalho anterior da banda, mas nem por isso não exalta as qualidade sonoras do álbum novo que vem por aí, é só ficar ligado.

 

 

Mick Jagger: 70 anos de muito rock and roll

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Jagger é um dos maiores nomes do rock mundial. 70 anos com muita energia ainda.

 

Eram garotos de classe média de Londres que em 1962 resolveram se chamar The Rolling Stones, cantando blues, música de seus heróis negros americanos, mas tudo isso regado a uma pegada rock and roll. A rebeldia dos Stones se contrastou ao lado do bom mocismo dos Beatles e com isso, foram marcados para que fossem referência no rock mundial para  toda a eternidade.

Diferente dos Beatles, que encerraram as atividades em 1970, os Stones estão na ativa até hoje. Aos trancos e barrancos e com apenas Mick, Keith e Charlie como membros da formação original da banda lá em 1962. Hoje com Ronnie Wood, ex-Faces, os Stones continuam a arrebatar multidões pelo mundo. Em 2013 mais um turnê. Desta vez até com participações de ex-membros, como Mick Taylor, que ficou de 69 a 74.

Mick Jagger durante as últimas 5 décadas foi fonte inspiradora para muitos jovens no mundo. Envelhecer somente fisicamente, mas nas atitudes e estilo de vida, Jagger ainda é um garoto.  No palco, com o microfone, nessa última turnê de 2013, os movimentos são praticamente os mesmos e a vitalidade dos Stones impressiona.

Feliz aniversário Mick! Que o rock continue!

Rock and roll e a neve

Frio intenso em SC hoje. Foto de Bom Jardim da Serra

Frio intenso em SC hoje. Foto de Bom Jardim da Serra

Em semana histórica em Santa Catarina, neva em 19 cidades nesta segunda-feira, vamos relembrar os melhores momentos do rock mundial na neve e no frio intenso.

Por coincidência, a maioria dos vídeos que achei eram dos Beatles. Eita banda para gostar do frio…

 

3º Festival Linguarudos inicia amanhã em Joinville

Da Argentina, Petit Mort é atração no Linguarudos nesta terça-feira. Festival inicia neste sábado.

Da Argentina, Petit Mort é atração no Linguarudos nesta terça-feira. Festival inicia neste sábado.

 

O 3º Festival Linguarudos será realizado de 13 e 16 de julho, no Teatro do Sesc – capacidade para 120 pessoas sentadas. Em cada noite, duas bandas se apresentarão gratuitamente. Os ingressos estarão à disposição do público uma hora antes do primeiro show. O evento faz parte da programação do Sesc Rock’n’Art, que substitui a Semana do Rock no Sesc e ocupa o espaço externo da unidade com intervenções.

 

Os Bacamartes abrem o Festival Linguarudos no Dia Mundial do Rock, sábado (13), às 19 horas. A banda surgiu em 2009 e tem referências na jovem guarda. No ano passado, mudou de formação e lançou o EP “As Novas & Singelas Roupas”. Às 20h30, é a vez do Vacine. O Grupo tem 19 anos e é banda independente mais antiga em atividade na cidade. A banda tem influências do guitar band, vertente do rock bem popular na década de 90.

 

No domingo, O Somaa e o Expresso Vermelho (Curitiba) são as atrações. O trio joinvilense é de 2011 e possui dois EPs. Em maio, lançou o clipe de “Três”. O audiovisual conta com mais de 2 mil visualizações. A música é do EP “Colisões e outras histórias ordinárias”, disponibilizado no fim de 2012. O Expresso Vermelho mistura sons efervescentes das décadas de 60 e 70 com elementos modernos. As atividades começaram em 2011. Neste ano, lançou o primeiro EP, batizado de “Caos”.

 

Joinvillenses do Soma se apresentam no Linguaduros

Joinvillenses do Soma se apresentam no Linguaduros

 

O Super Brava e o Café Brasilis (Itajaí) se apresentam na penúltima noite do evento. Os joinvilenses fazem as honras da casa, a partir das 19h30. O grupo foi formado no ano passado e é influenciado pelo pós-punk. A banda lançou o EP “First Session”. Depois, às 21 horas, o Café Brasilis sobe ao palco do Teatro do Sesc. O trio itajaiense investe em rock, ritmos brasileiros e doses de experimentalismo. A banda é de 2009 e possui um álbum: “Gibberish”.

 

O último dia do 3º Festival Linguarudos contará com a presença de uma banda internacional. A abertura da noite será feita pelo Clube las Vegas. Os joinvilenses lançaram o primeiro EP em abril. O material leva o nome do grupo. Em maio, o trio disponibilizou o clipe de “Envelhecendo Lentamente”. Na sequência, o Petit Mort, de Buenos Aires, Argentina, se apresentará pela primeira vez em Joinville. O trio foi formado em 2007 e tem influências na década de 90. O grupo realiza a quarta turnê no Brasil – fez 40 shows em uma delas. Na Europa, já esteve em três oportunidades.

 

Clube Las Vegas

Clube Las Vegas

Luiz Henrique Schwanke

 

As duas primeiras edições do Festival Linguarudos ocorreram em 2008 e 2009. O nome é uma homenagem ao artista plástico joinvilense Luiz Henrique Schwanke (http://www.schwanke.org.br/) e foi extraído da série Linguarudos. Assim a imprensa batizou esse trabalho.

 

Artista de vanguarda, Schwanke se baseava no Construtivismo Russo, movimento que negava a “arte pura” e assimilava as influências da indústria. Esse fascínio resultou em estudos de história da arte, arquitetura, design gráfico e industrial. O deslumbramento também se estendeu para o pop-art de Andy Warhol.
O legado foi absorvido pelas bandas independentes da cidade que buscam um novo sentido para expressar a sua arte e, utilizam como exemplo, referências similares à sua obra. O resultado dessa postura é o Festival Linguarudos. Uma justa homenagem aos 30 anos de produção de Schwanke.

 

Serviço.
O quê: 
Os Bacamartes e Vacine
Quando: 
Sábado, 13 de julho, às 19h e 20h30
Onde: 
Teatro do Sesc Joinville. Rua Itaiópolis, 470 – América
Quanto:
Gratuito
Contato: 
3441-3300 e 3441-3302

Serviço.
O quê: 
Somaa e Expresso Vermelho (Curitiba)
Quando: 
Domingo, 14 de julho, às 19h e 20h30
Onde:
Teatro do Sesc Joinville. Rua Itaiópolis, 470 – América
Quanto:
Gratuito
Contato:
3441-3300 e 3441-3302 

Serviço. 

O quê: Super Brava e Café Brasilis (Itajaí)  
Quando:
Segunda-feira, 15 de julho, às 19h30 e 21h
Onde:
Teatro do Sesc Joinville. Rua Itaiópolis, 470 – América
Quanto:
Gratuito
Contato:
3441-3300 e 3441-3302 

 

Serviço. 

O quê: Clube Las Vegas e Petit Mort (Argentina)
Quando: 
Terça-feira, 16 de julho, às 19h30 e 21h
Onde:
Teatro do Sesc Joinville. Rua Itaiópolis, 470 – América
Quanto:
Gratuito
Contato:
3441-3300 e 3441-3302 

 

 

4º Clássicos das Guitarras traz AC/DC em Rio do Sul

Clássicos da banda australiana nesta quinta na Fundação Cultural de Rio do Sul.

Clássicos da banda australiana nesta quinta na Fundação Cultural de Rio do Sul.

 

Os donos do segundo disco mais vendido da história da música mundial serão homenageados na quinta-feira (11), no Espaço Alternativo da Fundação Cultural de Rio do Sul.

Os sucessos do álbum Back in Black e tantos outros hits dos australianos do AC/DC serão interpretados por alunos, ex-alunos e professores da Escola de Música da Fundação, a partir das 20h. O vocal será Marcos Antônio da Silva – o Cabeça, do AC/DC cover oficial Brasil.

O Espaço Alternativo possui apenas 250 lugares, por isso, haverá um telão do lado de fora do local, para quem não conseguir entrar. A apresentação terá aproximadamente 1h30min de duração e a entrada é gratuita.

Serviço:

4º Clássicos da Guitarra – Tributo AC/DC
Data: 11/7
Local: Espaço Alternativo da FCRS
Horário: 20h
Entrada gratuita

Parabéns pro Ray Davies

 

Músico inglês completa 69 anos nesta sexta-feira

Músico inglês completa 69 anos nesta sexta-feira

 

Nos anos 1960 as pessoas amavam os Beatles e os Rolling Stones. Muitos amavam o The Who, o Animals e também os Kinks.

Ray Davies, líder do grupo, guitarrista, compositor e vocalista principal do grupo completa hoje 69 anos.

É mais um ídolo dos 60´s que está muito próximo dos 70 anos de idade. Vale a pena a lembrança. Ray teve altos e baixos a partir dos anos 1970, mas está na ativa azucrinando muito.

Parabéns Ray!

Morre Ray Manzarek, do The Doors

Ray faleceu hoje, aos 74 anos, de câncer. Estava internado na Alemanha.

Ray faleceu hoje, aos 74 anos, de câncer. Estava internado na Alemanha.

 

Sim, é verdade. Ray Manzarek, tecladista do The Doors, faleceu hoje aos 74 anos na Alemanha. A notícia se espalhou nas redes sociais e foi pulverizada em questão de minutos. Mas aí também rolou uma notícia desmentindo que Ray tivesse passado desta para melhor, mas o perfil do Facebook e do Twitter oficial do The Doors deu o golpe definitivo. Ray Manzarek faleceu por motivo de um câncer.

Mais um ídolo do pop dos anos 1960 que se vai e Ray era natural de Chicago e fez parte dos Doors até 1973. Depois da morte de Jim Morrison, a banda gravou dois álbuns, Full Circle e Other Voices, com Ray e o guitarrista Robbie Krieger nos vocais.

Antes de retomar o Doors com Robbie Krieger no início dos anos 2000, Ray Manzarek gravou uma adaptação rock de Carmina Burana, de Carl Orff com Philip Gras. Produziu algumas bandas em Los Angeles e tocou com Iggy Pop.  Nos anos 1970 também fundou a Nite City, banda que gravou dois álbuns naquela década.

Volta do The Doors foi na companhia de Robbie Krieger, mas sem o nome oficial da banda.

Volta do The Doors foi na companhia de Robbie Krieger, mas sem o nome oficial da banda.

Em 2001 os três membros remanescentes do The Doors retornaram aos palcos, num especial do canal de TV VH1. No ano seguinte, Ray e Robbie Krieger se reuniram no chamado The Doors of 21th Century, mas o baterista John Densmore não se juntou a dupla. Através de uma disputa judicial entre a família de Jim Morrison, Densmore contra Manzarek e Krieger, o nome “The Doors” foi retirado da banda e os dois puderam apenas se apresentar como membros do The Doors, mas não com o nome da banda.

 

 

 

Confirmado show de Stephen Malkmus nesta sexta em Florianópolis

Líder do Pavement se apresenta nesta sexta no Célula Showcase na capital catarinense

Líder do Pavement se apresenta nesta sexta no Célula Showcase na capital catarinense

 

Como anunciado há mais de um mês aqui no Mundo47, o show de Stephen Malkmus, vocalista do Pavement, foi confirmado para acontecer nesta sexta-feira, 03, na Célula Showcase em Florianópolis. Através do site TodosPor, os fãs do vocalista e compositor de uma das bandas indies mais cultuadas do mundo, confirmaram o show comprando as 170 cotas necessárias para a realização do show. Todos contribuiram com R$ 70 e terão direito a entrada na apresentação de Malkmus. Agora os ingressos estão à venda com valores diferentes, maiores, mesmo assim, a apresentação de Malkmus é imperdível. O músico já está fazendo sua turnê pelo Brasil, com shows no sudeste do Brasil.

Fique ligado na compra dos ingressos:

STEPHEN MALKMUS está confirmado para Floripa neste dia 03 de Maio na Célula Showcase. Pra quem não comprou as cotas de patrocínio que viabilizaram o show pelo TodosPor, os ingressos físicos estão disponíveis nos seguintes pontos de venda: Beer Boss (Shopping Iguatemi), Roots Records (ARS, Centro) e Blackbird Bar (Jaraguá do Sul)

R$ 160,00 Inteira
R$ 80,00 Estudante
Lote promocional de 50 ingressos a R$ 100,00.

Corre lá!

Últimos dias para aquisição de cotas para show de Stephen Malkmus em Floripa

Caso cotas não sejam alcançadas, show não irá acontecer em Floripa. Garanta o seu lugar já!

Caso cotas não sejam alcançadas, show não irá acontecer em Floripa. Garanta o seu lugar já!

 

Todos Por Stephen Malkmus.

Este é o último aviso, depois que o show não rola, não adianta choramingar e esbravejar que em Santa Catarina nada acontece. Há atos que dependem não somente de um grande empresário do ramo do entretenimento, mas sim da força de cada um.

Há duas semanas colocamos aqui no Mundo47, a vinda do músico americano e informações sobre as vendas de cotas para que o show aconteça.

Como diz no site de vendas TODOSPOR  ”Para confirmar a vinda de Stephen Malkmus para Floripa, falta arrecadar R$ 11.900 reais, divididos em 170 Cotas de R$ 70. Cada Cota vale 1 ingresso (nome na lista do evento). Com o show confirmado, a venda de ingressos normais começa”.

Não é possível que no Paraná e em Santa Catarina a gente não reúna 170 fãs do trabalho de Malkmus, tanto no Pavement quanto na sua carreira solo. Vai ser um show único e com certeza inesquecível