Category: Bandas Clássicas

Morreu Júpiter Maça

Flavio Basso tinha 47 anos e morreu hoje em Porto Alegre.

Flavio Basso tinha 47 anos e morreu hoje em Porto Alegre.

O dia 21 de dezembro de 2015  foi uma merda. Começou para mim com problemas no trabalho, uma conversa amarga com um prestador de serviço. A tarde, a notícia do incêndio que destruiu o Museu da Lingua Portuguesa em São Paulo e agora há pouco, soube do falecimento de Flávio Basso, 47 anos, mais conhecido como Júpiter Maçã, ocorrido em Porto Alegre.

A maioria das pessoas erra feio em falar que o Rock Gaúcho são Engenheiros do Hawai ou Nenhum de Nós, a essência do Rock Gaúcho era Flavio Basso. Não somente por ele ter passado por bandas como TNT ou Cascaveletes, mas por personificar um movimento de música autoral fora do eixão, que simplesmente marcou e ainda marca a música, o rock nacional. Atrás de caras como Flavio, o Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, trouxeram para este mundo musical, MUITA GENTE boa, todas influenciadas nesse start chamado Júpiter Maçã, Júpiter Apple, enfim, mutante, Flavio Basso era um gênio e ao mesmo tempo, compositor de grande valia.

Nesses poucos minutos que soube de sua passagem, fiquei procurando na minha memória a primeira vez que ouvi uma canção sua. Foi lá em 1997, quando ouvi pela primeira vez Miss Lexotan 6 mg. Demorou mais uns 4 anos para que eu fosse até uma apresentação sua pessoalmente. Aquele universo psicodélico dos anos 1960, que eu havia somente lido nos livros e visto nos filmes, se transportou imediatamente para minha mente. Aquele show que vi em Porto Alegre, com o Sétima Efervescência tocado na íntegra + algumas de sua fase Apple, me deixaram com uma imensa sensação de prazer e satisfação.

Anos depois, alguns shows, algumas chalaças com os amigos para comemorar o rock, eis que em 2015 o Flavio estava aqui pela região. Alguns shows… infelizmente eu não pude ir. Até falei para minha garota “ele vai voltar, aí a gente vai…”…  é Letícia, me enganei, vamos ter que nos contentar com discos, vídeos e visualizar nosso amigo Flavio pelo cosmo…

Rest in Peace.

 

Irmãos Panarotto e o novo clipe em super8

 

Roberto e Demétrio: líderes dos esporros diversos.

Roberto e Demétrio: líderes dos esporros diversos.

E os Irmãos Panarotto estão com clipe novo na praça. Monge Perereca Pirulito, gravado em Super8. Direção: Cláudia Cárdenas e Rafael Schlichting (Duo Strangloscope).

Em outubro, na agenda, tem Banda Repolho no Morrostock e também Irmãos Panarotto em Chapecó no mesmo mês.

Segundo Demétrio Panarotto, fim do ano tem Repolho em Florianópolis. Vamos agendando!

 

Cilla Black morre aos 72 anos

Cilla faleceu no último dia 02, aos 72 anos na Espanha.

Cilla faleceu no último dia 02, aos 72 anos na Espanha.

Cilla Black ou Priscila Maria Veronica White, não foi uma cantora popular para o público brasileiro, aliás, poucos a não ser os beatlefans a conhecem, mas sua contribuição para a música pop, principalmente nos anos 1960, foi imensa. No último domingo de manhã fomos acordados com a notícia de que Cilla havia falecido em sua casa na Espanha. Ela tinha 72 anos.

Sua carreira começou paralela aos Beatles, já que em 1961 ela ganhou um emprego como garçonete no famoso Cavern Club, onde os Beatles tocavam regularmente. Cilla aproveitava a simpatia dos rapazes para dar uma palhinha nos shows da hora do almoço e no alvoroço das sessões mais a tarde. No imenso cast de artistas do Mersey – bandas que fizeram sucesso de carona na ascensão dos Beatles – Cilla foi uma das que mais brihou depois dos rapazes.

Uma das contratadas do time de estrelas do rock de Brian Epstein

Uma das contratadas do time de estrelas do rock de Brian Epstein

John Lennon que convenceu o lendário empresário Brian Epstein a contratar a jovem cantora e de quebra, prometeu músicas Lennon & McCartney com exclusividade. Sim, Cilla foi intérprete de canções compostas por Paul e John que não foram gravadas oficialmente pelos Beatles. Mas não foi só de Beatles que Cilla sobreviveu. Seu primeiro sucesso grande foi “Anyone Who Had a Heart”, de Burt Bacharach. Burt também foi pessoalmente gravar em take 1 a canção “Alfie”. Cilla tinha o privilégio de ter George Martin como produtor e gravar suas músicas em Abbey Road.

Após a morte de Brian Epstein, em 1967, Cilla continuou sendo agraciada com canções Lennon & McCartney, sendo “Step Inside Love”, um de seus maiores sucessos. Nos anos 1970, sua carreira como cantora começou a ficar mais morna e logo ela virou apresentadora da TV Britânica, inclusive, as notícias de sua morte mais enfatizaram sua carreira como apresentadora de TV do que como cantora. Em 1993 ela recebeu a sua MBE – Member of British Empire, mesma medalha recebida pelos Beatles em 1965.

Canções exclusivas por Lennon e McCartney

Canções exclusivas por Lennon e McCartney

 

 

Ronnie Von faz história e toca sons psicodélicos na TV aberta

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E o Titio Ronnie Von ainda dá o que falar. Depois de uns 15 anos sendo cultuado pelas novas gerações, que com o advento da internet, descobriram os três maravilhosos álbuns psicodélicos gravados por Ronnie entre 1968 e 1970, o cantor finalmente fez uma apresentação dessas músicas na TV aberta.

Acompanhado da excelente banda Os Haxixins, caras que sabem TODAS as suas músicas desta fase, em seu programa Todo Seu, na TV Gazeta de São Paulo, Ronnie Von fez na última sexta-feira, 17, uma histórica apresentação na televisão. Foram tocadas “Máquina Voadora” e “Espelhos Quebrados”, esta última, a favorita de titio Ronnie, que ele considera a sua “Eleonor Rigby”.  Vale lembra que as músicas desta época, gravadas por Ronnie Von, NUNCA foram executadas ao vivo na TV aberta, em horário nobre.

De fato, os discos psicodélicos de Ronnie Von estão virando influência e referência na música brasileira. A redescoberta destes discos, culminaram em dois produtos interessantes. O primeiro o livro Ronnie Von – O príncipe que podia ser rei e logo depois, o documentário Ronnie Von – Quando Éramos Príncipes, que passou pelo canal BIS no final de 2014.

Confira aqui no Mundo47 a apresentação de Ronnie Von no seu programa da TV Gazeta e também na íntegra o documentário Quando Éramos Príncipes.

Fotos inéditas do show dos Ramones em Balneário Camboriú

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Não foi ontem, mas parece que foi. É enigmático falar do show dos Ramones em Balneário Camboriú naquele novembro de 1994. Até quem foi começa a pensar que foi um sonho. Há relativamente pouquíssimos registros desta apresentação de Johnny, Joey, CJ e Marky na Santur em 94. A tour passou por aqui e ninguém sabe como, os Ramones fizeram parte do cotidiano do pequeno balneário naquele mês de novembro. Em 1994, Balneário Camboriú era uma cidade com uma população muito menor do que é hoje e os ares, fora da temporada, eram provincianos e a cidade ficava , digamos, às moscas.

As fotos que estamos mostrando hoje são inéditas, tiradas pelo turismólogo, professor do Instituto Federal Catarinense, Eddy Ervin Eltermann, natural de Rio do Sul, residente no litoral catarinense desde 1995. Eddy também foi baterista de diversas bandas e hoje toca comigo, Rafa Weiss, na SouthFields, em Balneário Camboriú.

As imagens foram tiradas de câmera amadora, não com tanta nitidez ou foco, já que foi tirada no meio da platéia, no calor da emoção de ver os ídolos de perto, mas é um registro muito bacana dos Ramones em Santa Catarina. Sim, os caras estiveram entre nós.

 

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Autoramas renasce em 2015 com nova formação

Nova formação com Melvin, Erika Martins, Fred Castro e Gabriel Thomaz que continua no agora quarteto Autoramas.

Nova formação com Melvin, Erika Martins, Fred Castro e Gabriel Thomaz que continua no grupo

Exclusivo Mundo47

Fotos: Felipe Diniz 

Após um ano de 2014 com duas boas passagens pela Europa e vários shows em território nacional, a banca carioca Autoramas volta das férias de verão com muitas novidades. Muitas mesmo. Saem do combo powertrio Flavinha Couri (baixo) e Bacalhau Baca (bateria) e a banda se transforma num quarteto com a adição de Érika Martins (vocais e guitarra), Fred Castro (bateria) e Melvin (baixo). Bom, segundo Gabriel Thomaz, fundador agora único membro original da banda, Bacalhau encerrou seu ciclo na banda e vai tocar outros projetos musicais. Já Flavinha se casou em 2014 e está de muda para a Dinamarca, o que ficaria impossível de continuar no grupo.

Fred, Érika e Melvin são velhos conhecidos. Fred Castro foi baterista da formação clássica dos Raimundos, amigo de Gabriel já há mais de 20 anos e que quando participava dos Raimundos, havia gravado já uma cansão composta por Thomaz e que fez sucesso com o quarteto de Brasília nos velhos tempos. Melvin é músico de diversas bandas no Rio, toca junto com Gabriel e Érika na banda Laffayette e Os Tremendões e também é conhecido pelo seu trabalho junto ao Carbona. Érika Martins, além de esposa de Gabriel Thomaz, foi vocalista da banda Penélope, nos anos 1990 e ultimamente vinha fazendo uma carreira solo interessante, sempre acompanhada de bons músicos, mas com foco de seu trabalho mais no sudeste do que no sul do país.

Estreia nos palcos acontecerá neste próximo final de semana em Brasília.

Estreia nos palcos acontecerá neste próximo final de semana em Brasília.

A notícia caiu na última semana como uma bomba para os fãs mais exagerados, porém o que se vê é que o Autoramas não vai deixar a peteca cair e saindo integrantes clássicos, as substituições são a altura. Ainda de acordo com Gabriel, nas redes sociais, o ambiente no novo combo está perfeito e os ensaios estão “on fire” no RJ para a estréia no próximo dia 21, num show em Brasília. Outra novidade é que o agora quarteto, está avançado na produção de um novo álbum para o Autoramas. O novo disco deverá sair em breve, mas antes a banda já tem agendada giros para fora do país, com agenda no festival South By Southwest, nos Estados Unidos , uma parada no México e também mais um giro europeu, 11º tour do Autoramas no Velho Mundo. Conversando com Mundo47, Gabriel disse que a banda está unida novamente. “É uma maravilha tocar assim, trabalhar com um só objetivo. com o Fred eu já toco há mais de 20 anos, perdi a conta de quanta coisa fizemos juntos, no Little Quail e Raimundos. Com Érika e Melvin, já tocávamos juntos com Lafayette & Os Tremendões. Eu, Erika e Fred gravamos no fim de 2014, um EP chamado Érika & Gabriel, que ficou lindaço. Agora essas músicas farão parte do repertório do Autoramas”, explicou o guitarrista.

Érika Martins, que tinha uma carreira solo antes de se juntar ao Autoramas explica que tudo ficará como antes, conciliando agendas com seu trabalho solo.  Inclusive, lançará o seu primeiro DVD solo no 2º semestre,  dirigido por Dada Burger e  que será exibido pelo Canal Brasil e depois será lançado em DVD.  Sobre sua entrada no Autoramas, a cantora diz que sempre esteve de um jeito ou de outro no Autoramas. Há 13 anos estão juntos e Érika sempre acompanhou a carreira da banda no período. “Sempre escutei as composições antes de qualquer pessoa (até várias foram feitas e dedicadas pra mim, né?! A clássica “Você Sabe” é muito amor”, diz.

 

Escute “Verão” – música nova dos Autoramas  

DISCO NOVO E CROWNFOUNDING

Nada pode parar os Autoramas, e não é para parar mesmo. O novo álbum já está sendo produzido, de acordo com Gabriel Thomaz, várias ideias e riffs já estão na cabeça e o caderninho de Gabriel queima de novas composições. O sistema de financiamento é bem interessante para diversas bandas, que podem financiar gravações e a prensagem dos discos através dos fãs. O site Embolacha ficou encarregado de receber o cash e lá você tem várias opções de ser financiador do projeto, até mesmo um pacote que incluí show completo para o financiador.

20 anos dos Ramones em Balneário Camboriú

 

Histórico! Ramones em SC - Foto Júlio Cavalheiro
Histórico! Ramones em SC 1994 – Foto Júlio Cavalheiro

O lendário show dos Ramones no parque da Santur em Balneário Camboriú completa hoje 20 anos. No dia 11 de novembro de 1994, os Ramones fizeram sua única e histórica apresentação em Santa Catarina ao lado do Sepultura (em grande fase) e dos Raimundos (que há pouco tinham lançado o primeiro álbum). O show aconteceu numa sexta-feira e movimentou gente de todo canto do estado, que organizaram vans e ônibus para testemunhar a épica aparição de Joey, Johnny, CJ e Marky na “praia mais badalada do sul do mundo”.

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Ingresso do Wanderson Verch, ainda com o canhoto.

O dia foi bastante estranho. As pessoas não acreditavam que se dirigiam para um lugar como a Santur para ver os Ramones. Filas, calor e aquela porta de vidro que virou pedacinhos, apesar do “caos” a turnê Acid Chaos passou por diversas cidades brasileiras, mas aqui a coisa tomou pela lenda, pois tu fala para alguém que os Ramones se apresentaram em Balneário Camboriú e pouca gente acredita.  O sentimento como adolescente que foi no show meio que ao acaso (aproveitei carona para a praia e pimba, vi os Ramones com a turma do prédio) foi única. Era um fã de Ramones desde mais moleque, e ver que eles existiam de verdade foi um sonho… realizado. Difícil esquecer tudo.

Mundo47 foi atrás de algumas personalidades locais que estiveram no show. Pedimos para que dessem um depoimento falando da experiência em participar do show histórico.

 

Bola Teixeira, jornalista, blogueiro, fotógrafo

BOLA

“Cheguei a tarde na Santur e a fila virava quarteirão, no caso, pavilhão. Os portões – de vidro – ainda fechados. Sai fotografando tudo que via pela frente. Lembro de uma menina ensandecida na fila que fotografei. O tempo passou, milhares de pessoas na fila e nada de abrir a porta, até que o povo resolve abrir na marra. Vidro estilhaçados e invasão generalizada do pavilhão sob os olhares de reprovação do diretor da Santur Alvaro Silva. Fui direto para os camarins. Conversei com os caras do Raimundos e cumprimentei meus ídolos Ramones, mas estava tudo muito corrido e fui para o chiqueirinho. A altura – baixa – do palco permitiu que fizesse muitas fotos, verdadeiros portraits de meus ídolos.

Joey Ramone - por Bola Teixeira

Joey Ramone – por Bola Teixeira

 

Na verdade não dei muita bola pra Raimundos. Queria mesmo era fotografar e acompanhar o setlist dos Ramones. No meio da muvuca vejo aquela mesma menina que fotografei lá fora já em fim de linha sendo carregada para fora do pavilhão desmaiada. Entra o Sepultura. O povo enlouquecido demais, vazei do chiqueiro e acompanhei lá detrás do pavilhão. Foi tudo muito inesquecível, se é que você me entende”

Marcos Espíndola, jornalista/empresário

marquinhos

“Eu não sei se você esteve lá, mas também não te recrimino se você achar que eu também não estive. Mas todos sabemos o tamanho da nossa fé. Explico: a saga dos Ramones começou antes. Do boato sobre a possível vinda dos caras para Balneário Camboriú, que se alastrou numa torrente de incredulidade. “Em Balneário? Nem f******!”, era o que mais se ouvia. E justificável, veja, naquela época mal entrávamos no Windows e a internet era algo impensável para esses cantos de cá do Atlântico. Fato é que a história esquentou, ferveu e fez o tempo fechar na cidade.  Na época eu estagiava em um jornal da cidade e lembro de aproveitar a deixa para correr hotéis a procura da camarilha punk, aqueles heróis da juventude. Até que do algo do Geranium (é esse o Hotel), deu para ver algumas cabeças cabeludas e de óculos escuros. Bom, vai ter show. E foi “O” Show.  Foi o congraçamento de uma vida, um rito de passagem tardio para milhares de marmanjos que ali sacramentaram o fim da adolescência. Perdemos a inocência e quase tudo passou a ser possível. Tenho comigo que muitos até hoje juram que foram para não passar vergonha por não ter levado fé. Tenho a impressão de que se todos aqueles que garantem que estiveram presentes no show realmente estavam lá, teria que haver dois daqueles complexos da Santur.
Eu não os recrimino por mentirem. Até eu custo a acreditar ainda hoje eles estivavam ali na minha frente”
Klaus Peeter Loos, Empresário/Sumidade do Metal
klaus

“11/11/94, quem diria, já se passaram 20 anos daquela sexta-feira maluca, em que pouca gente acreditava e hoje ainda duvida. Ramones e Sepultura juntos em Balneário, Camboriú, na Santur,  com abertura dos então iniciantes Raimundos, seria possível? Sim, cheguei lá cerca de 3 horas antes do show, uma confusão danada na entrada, muita gente concentrada derrubou os portões de acesso, loucura. Já lá dentro, o palco ao fundo, muito aglomero, gente escalando as paredes laterais, surreal. Raimundos deu seu recado, e então os mágicos Ramones fizeram um show digno da sua aura mística, deixando todos hipnotizados, com a sequência de 1,2,3,4…pau!! Lembro bem de I just want to have something to do, Pet Sematary, I Belive in Miracles , Pshycho Terapy e tantas outras, tocadas na velocidade da luz, com Joey Ramone dando um banho de carisma. Por fim, Sepultura do Brasil, na turnê do Chaos A.D. cuspindo fogo, literalmente derrubando o teto do local, êxtase total, veio, viu e venceu, mostrando ser a melhor banda brasileira de todos tempos, coisa que nunca ninguém vai tirar deles. Como fã, digo que foi mais quente que o inferno. War for Territory!!! Foi um sonho? Talvez, mas no final saímos felizes e suados dele, inesquecível!!”

Wanderson Verch, jornalista, baterista Syn TZ, mito
wander

“O dia 11 de Novembro de 1994 é inesquecível por si só em minha mente, em meu coração… Nessa data puder conferir, no auge de meus 15 anos de idade, a apresentação de duas das maiores bandas do mundo em Balneário Camboriú: Sepultura e Ramones. Tenho até hoje o ingresso, com canhoto, uma relíquia guardada a 7 chaves. Dos Ramones, lembro do impacto que me causou ver aquelas figuras americanas enjaquetadas, com suas músicas frenéticas, que não dava tempo pra respirar direito. Lembro também do mascote da banda com a plaquinha “Gabba Gabba Hey” agitando a galera, e é claro, dos anos pós-show, quando conto para os fãs que vi os Ramones, ao vivo, em Balneário Camboriú, e eles custam a acreditar.”

Ulysses Dutra, jornalista, guitarrista
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“Simplesmente um sonho de adolescência tornando-se realidade. Ramones tocando em Santa Catarina era algo impensável e que se materializou naquela noite mágica. Ganhei uma credencial através do amigo Emerson “Tomate” Gasperin e do Zeca, do Sincronia Total e pude ficar na fila do gargarejo pra assistir o quarteto mandar ver em todas aquelas músicas que eu tocava junto com os LPs no quarto de casa até rasgar o papel dos alto-falantes de um 3 em 1. Foi sensacional. Hey ho!”.
Ulysses com galera de Floripa.

Ulysses com galera de Floripa.

 

Celsinho Castellen, músico, empresário

celso

“Foi a coisa mais animal do mundo. Eu poguei um monte na primeira música, e o resto não me mexi pra não perder nada. Fiquei parado o show todo. E me arrependo até hoje que fui com uma camisa do Sepultura, cara, foi animal, difícil ter palavras para descrever, eu sabia todas as músicas de cor.  Quando o cara foi passar o som da guitarra, tinha um cara do meu lado berrando “tira a mão dessa guitarra q tu não merece”. E eu tava lá na frente na hora q estourou a porta, foi um show animal, nunca vou esquecer, tenho o ingresso ainda inteiro”.

 

Rodrigo Fachini, jornalista

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“Apesar da pouca idade, pouco mais de 16, e recém inserido no mundo do rock, a paixão pelo Ramones foi de  bate-pronto: ocorreu logo após ouvir as primeiras músicas, pelos anos de 91,92. Lembro como se fosse hoje, quando anunciaram os shows, Raimundos, Ramones e Sepultura em BC, a primeira reação foi dizer que era mentira ou que se tratava de um evento com bandas Cover. Depois de checar a veracidade, iniciou o processo de busca de ingresso e de como iria ao show. Aventuras à parte e sucesso na empreitada, os primeiros 20 minutos de show dos  Ramones foram de estagnação e a sensação inicial que não poderia ser verdade, foi a tônica. Show memorável e um dos últimos da da formação e que nunca sairão da minha memória.”

 

 

Paul McCartney retorna para mais uma turnê brasileira

 

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Ele ficou 17 anos sem aparecer por aqui, mas desde 2010, Sir Paul McCartney, o eterno beatle, retorna ao país para um giro pelas capitais nacionais.

Depois de shows em cidades antes não imagináveis para uma parada de um rock star de seu porte, como Florianópolis, Goiânia, Fortaleza, sir Paul estará abrindo sua turnê brasileira em “Cariacica”, município da grande Vitória, no Espirito Santo. O show acontecerá no dia 10 de novembro no estádio da cidade. Confirmado hoje, o show do dia 12, no HSBC Arena, no Rio de Janeiro. Depois uma pausa e 10 dias depois, no dia 23 de novembro, no estádio Mané Garrincha, é a vez de Brasília. A turnê vai encerrar nos dias 25 e 26 no estádio Allianz Parque, estádio do Palmeiras, em São Paulo.

A primeira turnê de Paul McCartney no Brasil quebrou todos os recordes de bilheteria da época e entrou para o Guinness – Livro dos Recordes como a maior audiência de um concerto em estádio. Mais de 184 mil pessoas compareceram ao show no Estádio do Maracanã, Rio de Janeiro, em 1990.

Paul McCartney já se apresentou no Brasil 15 vezes, desde os anos 90. Essa será a primeira visita do artista a Vitória e Brasília. Em São Paulo, onde se apresentou em 2010, o show acontece no recém-inaugurado Allianz Parque.

Imperdível!

Os ingressos já estão à venda no site da Tudus.

 

Para relembrar, vamos com vídeos que fiz da passagem de Paul McCartney por Florianópolis, em 2012.

Todo nosso: biografia conta história de Ronnie Von

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Ronnie Von – O príncipe que podia ser rei, de Antonio Guerreiro e Luiz Cesar Pimentel será lançado hoje em São Paulo pela Editora Planeta. Segundo os autores, o livro é uma obra escrita com total liberdade, sem nenhuma interferência do biografado, o que de fato mostra maturidade e o espírito de Ronnie, que afirmou em entrevistas recentes, que se ele escolheu esse caminho de ser uma pessoa pública, deve aguentar as consequências.

Em 17 de julho de 1944 nasceu Ronaldo Lindenberg Von Schilgen Cintra Nogueira, mais tarde nasdeu o Ronnie Von, a contra proposta da Jovem Guarda, o príncipe que soube respeitar a majestade em questão, mas que paralelamente escreveu capítulos importantes da música jovem brasileira na segunda metade dos anos 1960. Sua vida se transformou quando, por acaso, foi descoberto como cantor, rompeu com o pai e se tornou um ícone daquela época. Sua carreira como cantor começou por acaso no bar “O Beco das Garrafas”, no auge da Jovem Guarda. Ganhou vários fãs e corações, mesmo nunca tendo participado do programa apresentado por Roberto Carlos, Erasmo e Wanderléia.

Ronnie Von tem momentos distintos de sucessos e dramas. Amigo de estrelas como Rita Lee – foi ele quem batizou a banda de Mutantes –, o moço da alta sociedade carioca, usou toda sua inteligência para criar hits psicodélicos (hoje um fenômeno cult no Brasil e na Europa) e românticos. Lutou com uma doença que poucos no mundo sobreviveram. Casou diversas vezes, entre seus amores estão a atriz Bia Seidl e uma que ele NUNCA pronuncia o nome e quer riscar do mapa.

De modo independente e inesperado, foi acumulando sucessos como “Meu bem”, uma versão em português do próprio Ronnie Von para a música “Girl”, dos Beatles. A primeira gravação foi um fenômeno, e Hebe Camargo lhe deu o apelido pelo qual é conhecido até hoje: Príncipe. Em 1966, Ronnie entrou para a televisão no comando do programa “O Pequeno Mundo de Ronnie Von”, onde lançou artistas importantes. Atualmente é apresentador da TV Gazeta, na qual comanda o programa diário “Todo Seu”.

Atualmente Ronnie Von apresenta o programa Todo Seu na TV Gazeta.

Atualmente Ronnie Von apresenta o programa Todo Seu na TV Gazeta.

 

Os Autores

Antonio Guerreiro é jornalista, diretor geral de novas mídias na Rede Record e diretor geral do portal R7.com. Foi repórter e apresentador nas TVs Gazeta,Bandeirantes, SBT, diretor do portal Vírgula e CEO da Container Digital, incubadora de novas plataformas. Foi editor chefe da Gazeta Esportiva e diretor das rádios Gazeta AM e FM e apresentador da Jovem Pan. Palestrante internacional na área de inovação e empreendedorismo, também foi professor no curso de jornalismo na Faculdade Cásper Líbero.

 

Luiz Cesar Pimentel é jornalista e diretor de conteúdo do portal R7. É autor dos livros Sem pauta: reportagens, histórias e fotos de um jornalista pelo mundo (Seoman, 2005) e Você tem que ouvir isso! (Pensamento, 2011). Trabalhou na Folha de S. Paulo, Editora Abril, revista Trip, nos portais Starmedia, Zip.net, UOL eVírgula. Também é colaborador das revistas Caros Amigos, Carta Capital, Playboy, Rolling Stone, Sexy, Elle e Superinteressante.

Serviço

Ronnie Von- O príncipe que podia ser rei

Antonio Guerreiro e Luiz Cesar Pimentel

Editora Planeta

ISBN: 978-85-422-0388-2

Não-Ficção / brochura / 16×23 / 192 páginas

R$ 34,90

Ronnie Von 70 anos

Ronnie Von, apresentador do programa Todo Seu, da TV Gazeta. Fev/2009

Os 70 anos do pai do psicodelismo nacional

Ronaldo Lindenberg Von Schilgen Cintra Nogueira era um típico adolescente de classe média quando em meados dos anos 1960 decidiu afrontar os pais e virar músico. Os Beatles eram motores de uma revolução que atravessava o mundo e que mesmo num país mergulhado numa ditadura, influenciaram gente como Ronaldo LVSCN a ousar. Nascia um dos artistas mais promissores e vanguardistas da música brasileira. Ronnie Von teve seu apogeu a partir de 1968, quando com liberdade artística, pôde colocar para fora sua ousadia e sagacidade em revelar a um público acostumado a canções de amor jovemguardianas, de que a música pop poderia ir muito mais além de versinhos sobre namoradinhas, brotos e carrões.

A alegria letárgica durou até 1970, numa trilogia de álbuns que só 30 anos depois tiveram o verdadeiro reconhecimento a partir das gerações mais novas. Nos anos 1970 Ronnie comeu o pão que o galã amassou. Foi forçado novamente a voltar a ser o eterno romântico e aquele cara que sua vó desejaria para sua mãe. Ainda nos anos 1970 o cantor sofreu com uma doença que o deixou em cadeira de rodas, sendo que a partir de 1981 ele foi se reerguendo aos poucos e ganhando novamente o coração de seus fãs. Ronnie Von nunca mais foi o mesmo daqueles anos lisérgicos, mas seu legado musical, em conjunto com músicos como o maestro Damiano Cozella, o compositor e produtor Arnaldo Sacomani e outros feras que emprestaram seus talentos como instrumentistas para tornar as obras do cantor cada vez mais importantes para o legado musical do país.

Hoje Ronaldo está completando 70 anos.  O pequeno príncipe plebeu que deveria estar reinando por completo. Parabéns Ronnie Von!

 

Os Autoramas dominam a Europa

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Os Autoramas dominam a Europa!

Do final de maio até o início de agosto a banda brasileira independente mais trabalhadora estará fazendo um verdadeiro giro europeu. Gabriel, Bacalhau e a Flavinha destilam seus clássicos atrás de clássicos no velho mundo. O último disco, Música Crocante, que teve as fotos do álbum tiradas no show em Balneário Camboriú, é com certeza um dos melhores da banda. Esperamos no segundo semestre essa rapeize de volta!

Confira os shows (se você estiver por essas cidades nestas datas, não perca!)

29/5 – Paris, France – Le Divan du Monde
30/5 – Bourges, France – Festival Cosmic Trip
31/5 – Bilbao, Spain – Kafe Antzokia + Bullet Proof Lovers
01/6 – Almansa, Spain – Codigo de Barras
02/6 – Benidorm, Spain – Rockstar
03/6 – Valencia, Spain – 16 Toneladas
04/6 – Zaragoza, Spain – La Lata de Bombillas
05/6 – Madrid, Spain – Gruta 77
06/6 – Vitoria, Spain – HellDorado
07/6 – Lanzarote, Canary Islands, Spain – Festival Sonidos Liquidos
08/6 – Sopelana, Spain – La Triangu
09/6 – Ourense, Spain – Cafe Auriense
10/6 – Vigo, Spain – La Iguana
11/6 – Coruña, Spain – Casa Tomada
12/6 – Coimbra, Portugal – Salão Brasil
13/6 – Rio Maior, Portugal – Maiorais
14/6 – Lisboa, Portugal – Aniversário da Groovie Records – Sabotage
15/6 – Leon, Spain – Gran Cafe
16/6 – Aretxabaleta, Spain – Haizea
17/6 – Le Mans, França – Les Subsistances
18/6 – Ciboure, France – La Factory
20/6 – San Sebastian, Spain – Le Bukowski + Small Jackets
21/6 – Bordeaux, France – Fête de la Musique
25/6 – Kassel, Germany – Raum für Urbane Experimente – 8PM
25/6 – Kassel, Germany – H*** – 10 PM
26/6 – Basel, Switzerland – Hirscheneck
28/6 – London, UK – Weirdsville
04/7 – Terneuzen, Holand – Den Engel
09/7 – Mariehanm, Aland Islands – Dino´s
10/7 – Helsinki, Finland – Loose
11/7 – Forssa, Finland – Hukka
12/7 – Turenki, Finland – Suviranta
13/7 – Vesilahti, Finland – Tikankolo
21/7 – Perpignan, France – Ubu
22/7 – Sète, France – La Praia
25/7 – Torino, Italia + Agent Orange TBC
30/7 – La Spezia, Italia + The Dictators
01/8 – Bern, Switzerland – Dachstock
05/8 – Fürth, Germany – Kunstskeller
06/8 – Köln, Germany – Sonic Ballroom
07/8 – Hamburg, Germany – MS Hedi
08/8 – Berlin, Germany – White Trash
09/8 – Aalborg, Denmark – Love In Vaarst

 

 

Primeiro disco dos Raimundos completa 20 anos

 

Antes de Jesus: Rodolfo, Fred, Canisso e Digão apavoraram a piazada.

Antes de Jesus: Rodolfo, Fred, Canisso e Digão apavoraram a piazada.

 

Era maio de 1994. Ayrton Senna tinha recém partido, o Brasil entrava na Copa do Mundo dos Estados Unidos meio com 99,9% do povo reclamando da escalação do Parreira e no rock, muito pouco empolgava com certa relevância. O pop estava em crise, mas um disco começou a pipocar nas festinhas e no colégio. Na realidade em 1994/1995 dois discos eu descobri assim, o primeiro dos Raimundos e o primeiro dos Mamonas Assassinas. Com 14 anos, a gente queria ouvir rock, queria ouvir besteira, putaria, sacanagem. O primeiro disco dos Raimundos me soou assim. Muita putaria, muita sacanagem e um hard core porra lôca com sotaque nordestino. Mesmo sendo um rapaz latino americano do sul, a ideia foi ótima e não demorou muito para que os Raimundos fosse a coqueluche daquele ano. Nada de Legião Urbana, Skank, Cidade Negra, o pop rock que a piazada ouvia naqueles tempos era dos Raimundos.

Para um garoto, a primeira faixa, “Puteiro em João Pessoa”, abre o disco e mostra logo de cara mostrar para que veio. O som é pesado, a letra é para lá de sarcástica, safada e sem vergonha e segundo consta, a história de Dudu (o próprio Rodolfo, vocalista da banda) e seus primos mais velhos, Augusto e Bessenger levam o então garoto Dudu para um puteiro, descobrir que a vida é boa, a sua primeira vez. O disco segue o ritmo e a sacanagem, o peso foi fundamental. Em Santa Catarina os Raimundos fizeram algumas aparições naquele ano. A mais antológica foi em novembro, quando abriram para os Ramones na Santur. Um show incrível, que pouca gente acredita que aconteceu.

Nos discos posteriores os Raimundos foram absorvidos pela grande mídia. As turnês ficaram maiores, o cachê ficou enorme e a banda começou a inclusive ficar chata, porquê estava em tudo. Desde programas de televisão a qualquer festival. Lá estavam os Raimundos. Quando Rodolfo, vocalista da banda, anunciou sua saída pois havia se convertido para uma denominação evangélica, muitos pensaram que a banda iria parar. Ledo engano, o Raimundos tentou um pouco com um novo vocalista, mas o próximo a deixar o grupo foi o baterista Fred. Digão e Canisso seguiram, tocaram onde pagam o pão que o diabo amassou. A redenção veio em 2014 mesmo, com o lançamento do último trabalho. O Raimundos tem já 20 anos, mas nunca desiste. Os fãs agradecem.

Patrulha do Espaço faz shows em Itajaí e Florianópolis no fim de semana

Patrulha do Espaço mostra novas músicas para o público catarinense

Patrulha do Espaço mostra novas músicas para o público catarinense

 

Depois de voltar de uma turnê de três shows na Argentina, a Patrulha do Espaço segue na estrada para lançar seu disco mais recente pelo Brasil. Desta vez, as cidades que recebem a banda são Itajaí e Florianópolis, nos dias 25 e 26 de abril. No interior catarinense, a apresentação é no Big Pub, espaço para atrações nacionais e internacionais de rock. A abertura deste show fica por conta da banda Ninguém Sabe. Na capital, a Patrulha toca na Célula Cultural, lugar que sedia eventos de música, dança, teatro, cinema e outras atividades artísticas.

O repertório contempla várias fases da trajetória da banda, passando pelo rock direto produzido na década de 1980, até chegar aos anos 2000, representados por um som pesado e melódico, sem perder a pureza do rock’n’roll. Um desses trabalhos é o EP Veloz, álbum lançado em março. O disco é composto por três músicas inéditas, sendo uma delas versão do grupo argentino La Renga, além do bônus com a gravação ao vivo de Deus Devorador, clássico de 1985. Também foram incluídas duas vinhetas neste CD: uma traz um solo do baterista Rolando Castello Júnior e a outra expressa na letra uma brincadeira que os próprios integrantes fizeram com seu trabalho: “Bom, bonito e barato, só Patrulha do Espaço”. A capa é uma obra da vocalista Marta Benévolo, que reciclou materiais para montar a escultura de uma tartaruga.

Também faz parte do set list a música Vamos a Buscar La Luz, do power trio argentino Aeroblus, que o baterista Rolando Castello Júnior integrou antes de fundar a Patrulha do Espaço. O roteiro abrange, ainda, faixas de Dormindo em Cama de Pregos, Missão na área 13, e dos cinco primeiros trabalhos da banda, que saíram entre 1980 e 1985. Lançamentos de reedições dos primeiros discos da Patrulha

Patrulha do Espaço surgiu em 1977 e, desde então, já lançou 19 álbuns, entre discos de vinil, CDs e coletâneas, distribuídos no Brasil e Argentina. Este ano, o grupo preparou várias surpresas para os fãs: em fevereiro saiu a reedição do trabalho conhecido como Disco Preto, gravado em 1979, um dos clássicos brasileiros e o primeiro disco independente de rock do país. Com capa original, som remasterizado e uma faixa extra, o CD é um lançamento do Die Hard Records. Pelo mesmo selo, a Patrulha também reedita seu segundo disco, que sai em junho.

Serviço
Show da Patrulha do Espaço em Itajaí
Data: 25 de abril
Horário: A casa abre às 21h
Banda Convidada: Ninguém Sabe
Local: Big Pub – Rua Luiz Lopes Gonzaga, 876 – São Vicente
Informações para o público: (47) 99879234
Ingressos: Homens – R$20,00. Mulheres: R$15,00

Show da Patrulha do Espaço em Florianópolis
Data: 26 de abril
Horário: A casa abre às 23h
Local: Célula Cultural – Rodovia João Paulo, 75 – Saco Grande
Informações para o público: (48) 9962-8351/(48)9907-8986
Ingressos: R$30,00
*Ingressos antecipados com desconto na Roots Records – Rua Felipe Schmidt, 249, telefone (48) 3222-1134.

Paul McCartney fará show no estádio que sediou o último show dos Beatles

Em 1966 os Beatles se despediram dos palcos

Em 1966 os Beatles se despediram dos palcos

Aos 72 anos e em turnê do disco NEW, lançado no ano passado, sir Paul McCartney confirmou nesta semana uma apresentação especial. No dia 14 de agosto ele se apresentará no estádio do San Francisco 49ers, o Clandestick Park, em São Francisco. A turnê americana que se inicia após as apresentações pela América do Sul, está recheada de datas e Paul confirmou a apresentação no estádio que em 1966 sediou o último show da beatlemania, o Clandestick Park . A história toda desta última apresentação você pode ler no texto que fiz em 2007, nos primórdios do Mundo47.

Em turnê com o álbum NEW, sir Paul fez shows em Montevideo e Santiago. Segue depois para Equador e Costa Rica.

Em 2012 sir Paul se apresentou em Florianópolis. Foto: Rafael Weiss

Sir Paul é mesmo impressionante. Com uma idade já avançada para o show business, ele parece ignorar os efeitos do tempo. Com shows que duram em média 3 horas, ele não faz intervalos, não toma água no palco e toca todos seus clássicos com uma excelente vitalidade.

Segundo especulam os fãs, a turnê pela América do Sul deve continuar no segundo semestre, depois que esse stress de Copa do Mundo passar por terras brasileiras. As 12 arenas novas para a Copa, possibilitam shows em várias partes do país. Preparem os bolsos.

 

Festa Coelho Metálico traz Matricidium e Syntz neste sábado

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A quinta edição do Coelho Metálico acontecerá neste sábado no Gas Station Pub, em Balneário Camboriú. Mister Klaus Loos (Natal Metálico) e sua rainha Fabi Loos, o casal que mais agita a cena metal e hard rock na região, organizam mais uma bela festa. No menu metálico duas bandas de Balneário Camboriú, com material próprio (não é cover!), as bandas Matricidium e Syntz, esta última com EP na praça. Na videotecagem metal, o próprio Klaus, o VJ Metal, já tradicional aos sábados no Gas Station. Ingressos R$ 15 na hora.

 

Rio do Sul recebe Cachorro Grande no feriado de Páscoa

 

Free concert: neste sábado, 21h, tem rock em RiodoSul

Free concert: neste sábado, 21h, tem rock em RiodoSul

Será de graça, será ao ar livre, será rock and roll o próximo sábado em Rio do Sul, a cidade do rock em Santa Catarina. Os gaúchos da Cachorro Grande serão a grande atração em mais um dias do imenso calendário cultural do aniversário de 83 anos de Rio do Sul, comemorados no último dia 15 de abril. A Fundação Cultural de Rio do Sul, de dois anos para cá, consegue ser uma das fundações mais atuantes do estado, sempre valorizando a produção cultural local, mas também possibilitando a vinda de outros artistas para um imenso intercâmbio com a cidade.

Rick Ferreira: o homem era unha e carne com Raulzito

No sábado o rock acontecerá ao ar livre, de graça, a partir das 15 horas no Parque Harry Hobus com a Liss. Após, às 17h é a vez dos Costeletas. O rock segue fumegando com show Tributo a Raul Seixas, com a presença de Rick Ferreira, guitarrista que participou de toda a discografia de Raulzito a partir de 1974, no álbum Gita. Ferreira também gravou e tocou com outros artistas, como Erasmo Carlos, Guilherme Arantes, Zé Ramalho, Belchior e Barão Vermelho. A Cachorro Grande será a última atração da noite, a partir das 21 horas, no mesmo palco do Parque Harry Hobus, é a certeza de muito som e pulinhos “Porto Alegre”…

Sua vida vai ser outra depois do Floripa Noise 2014

 

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Com programação definida o Floripa Noise Festival começa no final de março e vai até 12 de abril com VÁRIAS atrações bacanas a preços justos e alguns até na faixa. Mostra de cinema, feira de vinil, múmias a granel e a presença de mestres da música catarinense, brasileira e até mundial. Destaque para shows da banda de prog, Focus (Holanda) e do maravilhoso Jards Macalé.  Confira a programação e se acerte para passar dias maravilhosos na companhia de Guilherme Zimmer e companhia na capital dos catarinenses manezinhos.

 

 

29.03 (sábado)
Shows com
Nervochaos (SP)
Into Darkness (ALE)
Khrophus
War-Head (CRO)
A partir das 23h – $20
Célula Showcase

01.04 (terça-feira)
CINEMA DE BOTECO
FILMES:
A História de Lia (Rubens Melo, 2010, 13 min)
Erivaldo, O Astronauta Místico(Gurcius Gewdner, 2013, 6 min)
O Segredo da Múmia (1982, Ivan Cardoso, 82 min)
Linguinha The Killer (Mauricio Ribeiro Júnior, 2012, 29 min)
Cabra Bode ( Milton Santos, 1968, 40 min)

A partir das 19h – Entrada franca
Taliesyn Rock Bar

02.04 (quarta-feira)
CINEMA DE BOTECO
FILMES:
Amor & Tara (Ivan Cardoso, 1971, 3 min)
O Bacanal do Diabo e Outras Fitas Proibidas de Ivan Cardoso (2013, 60 min)
WAR (Gurcius Gewdner, 2012, 6 min)
Filmes são seus Amigos (Gurcius Gewdner, 2013, 2 min)
Filme Politico Numero 1 (Petter Baiestorf, 2013, 1 min)
Zombio 2: Chimarrão Zombies (Petter Baiestorf, 2013, 83min)

A partir das 19h – Entrada franca
Taliesyn Rock Bar

03.04 (quinta-feira)
CINEMA DE BOTECO
FILMES:
Mukeka di Rato _ Pedra (Fernando Rick, 2012, 3 min)
Os Pedrero _ Pressa de te Amar (Gurcius Gewdner, 2013)
Almoço na Relva (Gurcius Gewdner, 2013)
O Tiroteio do Esqueleto sem Cabeça (Christian Caselli, 2003)
Mamilos em Chamas (Gurcius Gewdner, 2008, 60 min)
Os Bons Tempos Voltaram: Vamos gozar outra vez (Ivan Cardoso & John Herbert, 1986, 80 min)

A partir das 19h – Entrada franca
Taliesyn Rock Bar

04.04 (sexta-feira)
CINEMA DE BOTECO
FILMES:
Perdigotos da Discórdia (Christian Caselli, Fabiano Soares, Gurcius Gewdner, Petter Baiestorf, 2012)
Os Curtas Melequentos de Luciano Irthumm (Luciano Irthumm, 1998/2013, 20 min)
Fragmentos de uma Vida (Petter Baiestorf, 2004)
O Panorama da Carne (Scoria Filmes, 2013, 20 min)
Loreno Contra o Espantalho Assassino (Mantenópolis/ES, Manoel Loreno, 1989)

Show de encerramento com a banda Xevy 50
A partir das 19h – Entrada franca
Taliesyn Rock Bar

05.04 (sábado)
FEIRINHA DE VINIL
Das 9h às 15h – Entrada franca
Taliesyn Rock Bar

Show: Les corvettes
A partir das 15h – Entrada franca
Taliesyn Rock Bar

08/04 (terça-feira)
TAC 7:30
Show com Jards Macalé (RJ) e Os Skrotes + Edu K
A partir das 19h30 – $10
TAC – Teatro Álvaro de Carvalho

09/04 (quarta-feira)
PORÃO NOISE
Show com Os Cafonas e O lendário Chucrobilly Man (PR)
A partir das 20h – $10
Taliesyn Rock Bar

ERUPÇÃO PROG
Show com a banda Focus (HOL)
Abertura com a banda Imagery (PR)
A partir das 23h – $40 Ant.
John Bull Floripa

10/04 (quinta-feira)
TRIO DE DUOS
Show com Encruza, Baga Pirata, e Projeto Kaos
A partir das 20h – Entrada franca
Escola de música Rafael Bastos

11/04 (sexta-feira)
PIOR NOITE
Show com Leptospirose (SP), Os Pedrero (ES), Homem-lixo, Eutha, e Insúbito
A partir das 23h – $10
Célula Showcase

12/04 (sábado)
APOTENOISE
Show com El Mató a Un Policía Motorizado (ARG), Cassim e Barbária, AMP (PE), Somaa, Babba
A partir das 23h – $20
Célula Showcase

ENDEREÇOS:
CÉLULA SHOW CASE – Rodovia João Paulo, 75 – João Paulo
ESCOLA DE MÚSICA RAFAEL BASTOS – Rua Dom Jaime Câmara, 202 – Centro
JOHN BULL PUB – Avenida das Rendeiras, 1.045 – Lagoa
TALIESYN ROCK BAR – Rua Victor Meirelles, 112 – Centro
TEATRO ÁLVARO DE CARVALHO – Rua Marechal Gui

Os 50 anos da chegada dos Beatles na América

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No início de 1964, os Estados Unidos viviam uma catarse coletiva em razão de,  poucos meses antes, o presidente John F. Kennedy havia sido assassinado em Dallas. O momento era tenso e mundialmente, EUA e União Soviética se duelavam na Guerra Fria. Mas na Europa, especialmente no Reino Unido, quatro garotos de Liverpool, uma cidade feia e portuária, eram os verdadeiros reis da parada de música jovem. Uma banda, músicos que tocavam rock and roll, um ritmo importado da terra yankee, vendia milhões de cópias de seus compactos, EPs e álbuns. Na Europa a beatlemania era uma realidade.

Enquanto nos Estados Unidos, as paradas eram dominadas por artistas da Motown, girlgroups, o rock and roll estava um pouco morto. Elvis só fazia filmes nesta época e uma lacuna estava para ser preenchida, só faltava “o personagem”, ou “os personagens”. Com o estrondoso sucesso na Europa, a EMI foi ao longo do segundo semestre de 1963, tentando emplacar os discos dos Beatles no mercado americano. O maior empecilho, por incrível que pareça, era a Capitol Records, subsidiária  da EMI na América, não querer lanças os discos dos garotos no fechado mercado dos Estados Unidos. A solução da EMI foi buscar selos menores, como a Vee Jay, que lançou o primeiro disco dos Beatles ainda nesta época.

 

Então aos poucos a Capitol foi reconhecendo o potencial da banda, mas de forma forçada, começou a lançar os discos. Em poucas semanas a música dos fabfour começou a se difundir na América. A morte de Kennedy brecou um pouco os planos, já que havia a possibilidade dos quatro beatles irem até aos EUA antes do Natal, mas o clima não era propício e do outro lado do Atlântico, Brian Epstein e os próprios Beatles só desejavam ir até a América com um número um nas paradas. Em meados de janeiro, depois de uma apresentação em Paris, Brian Epstein foi avisar os rapazes que de fato, I Want a Hold Your Hand havia alcançado o topo da parada norte americana, os Beatles iniciavam uma ampla conquista mundial através da América.

As semanas que antecederam o desembarque dos Beatles nos Estados Unidos foram de grande expectativa e também uma grande jogada de marketing da gravadora. “Os Beatles estão chegando”, dizia um anúncio. O mercado foi inundado por diversos lançamentos. Até mesmo o disco que era vendido pelo selo Vee Jay, foi lançado meio que ilegalmente. Todo mundo quis faturar com os Beatles. A Capitol reservou uma grande quantia para fazer mídia em jornais, revistas, rádios e televisões e um acerto foi feito com o apresentador da CBS, Ed Sullivan, para que a primeira apresentação dos Beatles em território americano fosse ao vivo, de costa a costa, no Ed Sullivan Show. Tudo estava preparado para que numa fria manhã de 7 de fevereiro de 1964 a comitiva Beatle desembarcasse no recém rebatizado aeroporto John F. Kennedy, em Nova Iorque.

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Mais de 5 ou 7 mil jovens, a grande maioria adolescentes foram receber os rapazes no aeroporto, numa das maiores recepções de celebridades nos EUA desde a ida do Papa. A beatlemania na américa estava inaugurada. Gritos, alvoroço, correria, os rapazes tiveram uma recepção muito calorosa. A primeira coletiva foi realizada no aeroporto mesmo. Num espaço da PAN-AM, que trouxe a banda e sua comitiva até os Estados Unidos. A coletiva é uma peça de humor, com os Beatles respondendo diversas perguntas ridículas dos repórteres mau preparados da América. Do aeroporto até ao hotel, centenas de milhares de fãs gritavam nas ruas e debaixo do hotel, ruas tiveram que ser interrompidas para a chegada daqueles cabeludos.

O documentário First Us Visit, com imagens dos irmãos David e Albert Maysles, conta essa chegada e também toda a estadia dos Beatles na América com ricos detalhes. Os Maysles tiveram acesso fácil a banda, praticamente inaugurando a ideia de “reality show” com uma banda de rock. No documentário, é visível a alegria, a ansiedade e o objetivo dos Beatles em fincar sua música no novo mundo, como dar o troco naquele povo que saiu da Inglaterra séculos atrás para viver na América.

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No dia 9 de fevereiro de 1964, os Beatles foram as maiores atrações do The Ed Sullivan Show. Os ensaios foram um pouco prejudicados, pois George Harrison contraiu uma forte gripe, mas no dia 9 ele estava lá. Quando Sullivan falou: “ladies and gentleman, here they are! The Beatles”,  a TV americana registrou a maior audiência até então. Foram mais de 73 milhões de pessoas que assistiram ao programa naquele domingo, quando os Beatles tocaram ao vivo. Os fab fizeram o seu serviço e era visível a empolgação de Ed Sullivan, que certamente vibrava com os diversos contratos publicitários que havia fechado dada a chegada dos Beatles. Até mesmo o Colonel Tom Parker, empresário de Elvis Presley, o Rei do Rock, reconheceu a enorme importância da transmissão e enviou um telegrama de boas vindas, em nome dele e de Elvis.

Depois desta histórica apresentação, os Beatles viajaram de trem até Washington para o primeiro show para uma grande platéia. O Coliseum estava abarrotado de fãs e os Beatles foram forçados a tocar num palco que mais parecia um ringue de boxe. Uma chuva de jelly bellys (balinhas de goma), caiam sobre o palco durante os 28 minutos de apresentação (os Beatles haviam dito na imprensa que gostavam das balinhas). Com uma estrutura precária, o urro da platéia, o perigo de uma invasão ao palco era eminente, mas os rapazes, apesar de tudo, pareciam alheios a histeria grotesca naquele ginásio em 1964. Ringo Starr praticamente não se incomodou em rodar o praticável da bateria algumas vezes para agradar o público que rodeava o pequeno palco. Os Beatles ganhavam mais uma. Após a histeria, o frio intenso e a chatíssima viagem de trem até NY, os Beatles fizeram ainda um pequeno concerto no Carnegie Hall, o templo da música americana, impensável que artistas tão populares como eles pisariam naquele hall sagrado, mas eles foram.

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Depois de pegarem um avião até Miami, os Beatles saborearam a vitória num merecido descanso num grande hotel a beira mar. Ed Sullivan também transmitiu seu programa de lá, do salão do hotel mesmo, com mais uma apresentação dos fab, que aproveitaram ao máximo o sol e o mar. Andando de barco pelo Atlântico, mergulhando, aproveitando ao máximo. O retorno para a casa foi heróico. A mesma recepção americana os Beatles tiveram no aeroporto britânico, onde centenas de milhares de fãs se aglomeravam para recepcionar seus heróis. Os Beatles conquistavam não só a América, mas o mundo. O resto é mais história.

 

 

Concerto dos Beatles no telhado da Apple completa 45 anos

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Foi no meio de um dia frio de 30 de janeiro de 1969 que os Beatles foram até o telhado do número 3 de Savile Row, em Londres, sede da sua gravadora, a Apple Records, para realizar seu último encontro ao vivo para digamos, um grande público. Um mês antes, a banda havia se enfurnado dentro do estúdio para gravar o projeto Get Back, mais uma ideia de McCartney para tentar juntar os cacos que a banda teimava em deixar pelo caminho após a morte do empresário Brian Epstein, em 1967. Os Beatles  entravam e saiam de crises a cada novo trabalho e o White Album, de 1968, deixou muitas rusgas.

Em janeiro de 1969 a ideia era voltar as origens, gravar um álbum sem firulas, sem orquestrações de George Martin, um disco mais cru e com reencontro as velhas possibilidades. Tudo seria filmado e viraria um filme, mas o resultado se mostrou pior do que se esperava. Com Yoko a tiracolo, a banda passou um mês tocando horas e horas de novo e velho material e também brigando. McCartney tomava uma postura de comando, chegando em certa cena, a tentar ensinar George Harrison um riff, este fica totalmente irado com o disparate do colega. Sim, o fim estava eminente.

Em 30 de janeiro de 1969, na hora do almoço, a banda resolve fazer um show surpresa no telhado da gravadora. A ideia inicial, se não fossem as brigas, era fazer um show ou num teatro, ou ao ar livre num parque. Pensou-se até numa apresentação nas ruínas de Pompéia (que mais tarde o Pink Floyd realizou), mas de saco cheio uns dos outros, os quatro Beatles, mais a participação especial do tecladista Billy Preston,  foram para o telhado e fizeram uma apresentação que foi interrompida pela polícia londrina. Durante 42 minutos, vários curiosos se acotovelavam em janelas, subiam telhados de outros prédios ou se aglomeravam na rua. Na realidade, o show sem autorização, só foi interrompido mesmo pelo número de pessoas que paravam na rua. No repertório as novas canções que foram aproveitadas das gravações na Apple, como Get Back (que daria nome ao disco), Don´t Let Me Down, Dig a Pony, I´ve Got a Feeling, One After 909, God Save The Queen e um trecho de I Want You (She´s So Heavy).

Vale lembrar que o show no telhado não foi o último encontro musical dos Beatles. O projeto Get Back foi engavetado. Tudo que foi gravado em janeiro daquele ano foi entregue para um produtor ver o que dava para aproveitar e lançado em 1970, quando a banda estava se separando no álbum Let it Be. Antes, entre abril e julho de 1969, a banda voltou para Abbey Road, com produção de George Martin e gravou o icônico álbum Abbey Road, onde a solução para a capa estava na faixa de pedestres em frente ao estúdio, eternizando o local e o estúdio para o mundo da música pop.

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Mais uma informação é preciosa para este texto. A ideia de tocar num telhado, mesmo para os Beatles, percursores de muitas artimanhas do pop, não foi uma grande novidade. Em 1968, em Nova Iorque, a banda Jefferson Airplane subiu num prédio e também fez um pocket show. Era também um dia muito frio e o show também foi interrompido pelo trabalho da NYPD, mas foram os Beatles que deixaram milhares de pessoas, principalmente as que tem banda, em fazer concertos improvisados no telhado de edifícios. Bandas como U2, Red Hot Chilli Peppers e centenas de milhares de bandas cover de Beatles já subiram em algum prédio para fazer uma apresentação surpresa. Para os fãs dos Beatles, a data é importante e mais ainda, os mais colecionadores aguardam um lançamento oficial completo do show, já que a edição que foi para o filme Let it Be, o último da banda, contém apenas 22 minutos da apresentação total da banda. Confira!

 

Stormental e Irmãos Panarotto lançam clipes nesta sexta-feira

Sexta-feira, final de uma uma semana dos infernos em Santa Catarina, mas vamos lá, tem novidades.

Duas bandas de SC divulgaram hoje seus novos clipes. De leste a oeste, Stormental, de Florianópolis lança o single do EP 4 Season, 4 Reasons, que serão reunidas em quatro músicas escritas pelos integrantes, destacando uma estação do ano. A Stormental é uma banda que dará um “hiato” na sua história. Novidade: o vocalista e compositor de várias músicas, Alexei Leão, partirá em fevereiro para uma temporada em Nova Iorque, onde estará fazendo um curso de produção musical, áudio, aquela coisa toda. Xei já está com apê reservado no Brooklin, quem sabe, novas músicas surgirão através da realidade de NY. O clipe lançado hoje é de Flowers, Fucking Flowers.

 

Do outro lado da vida, digo, do estado, os Irmãos Roberto e Demétrio Panarotto, os Irmãos Panarottos, que nos dão vários presentes musicais com a banda Repolho, soltaram hoje o primeiro clipe de três que foram gravados em janeiro. Segundo Demétrio, rolou até clipe em Super 8 e o primeiro bixo a ser solto é a doidona Chamando Chuva. Confira!