Category: Álbuns Clássicos

O desafio de viver num mundo sem David Bowie

Jones, Bowie, Ziggy, são todos um só, retornando para sua galáxia.

Jones, Bowie, Ziggy, são todos um só, retornando para sua galáxia.

Depois de uma péssima segunda-feira, com tantas manifestações no Facebook, eu finalmente consegui ordenar algumas ideias na minha cabeça sobre a passagem de David Bowie para as estrelas. É, Bowie colocou no nosso imaginerio que se um dia partisse, ele iria para as estrelas. Foi estranho acordar com a notícia da morte dele. Foi inesperada, já que na sexta, comemorávamos seu aniversário de 69 anos e o lançamento de Blackstar, seu novo álbum. Eu estava de folga em Florianópolis e pensei: vou deixar para ouvir segunda-feira que está tudo bem. Não estava. Ontem foi duro ver e ouvir o trabalho Blackstar. Pela primeira vez um álbum de Bowie não vinha com sua foto. Será que Bowie nos preparou para o que viria? Tudo indica que sim.

Minha primeira lembrança de Bowie foi no começo dos anos 1990, quando eu quis saber quem era aquele que cantava Under Pressure com o Queen. Na época a MTV saciou minha curiosidade e durante algum tempo, era referência para conhecer o artista. Mas foi em busca de seus álbuns que eu conheci a sua genialidade. Ouvir pela primeira vez Space Oddity foi revelador, quando me senti no filme 2001 – Uma Odisséia no Espaço. Porquê diabos Kubrick não pegou essa música para o filme né? Já no final dos anos 1990 eu havia conseguido muita coisa de Bowie, discos, os primeiros DVDs, apresentações em VHS e também revistas que contavam sua trajetória. Foi glorificante ver que também ele era um fã dos Beatles. Um ídolo que reverenciava seus ídolos. Bowie era mais novo que a maioria dos artistas dos anos 1960. Tinha só 22 anos em 1969 quando realmente despontou.

Os anos passaram e em 1997 eu soube que ele estaria pelo país. Na época, com 17 anos e ainda dependendo do soldo oferecido pelos pais, sem trabalho e tendo que estudar muito, a sua passagem por aqui passou batido. Uma frustração imensa na minha cabeça. Caralho! Não vi David Bowie há 250 km da minha casa. Mas paciência tinha que ser.

Nos últimos 10 anos a presença de David era constante… constante nos vídeos que assistia no YouTube, constante nos discos que conseguia, constante nos DVDs, porém o artista, David Jones, estava recluso. Bowie havia ficado doente e se retirou dos holofotes. Poucas aparições, raras entrevistas, um homem recluso, tal qual como Syd Barret, seu ídolo, foi durante o resto da sua vida. Será que Bowie vai virar um Syd??? Me perguntava. Não poderia imaginar isso acontecer. Foi ali em 2013 que ele resolveu soltar um novo álbum. Novo álbum de David Bowie? Então o sr. Jones resolveu sair de casa para gravar algo como Bowie. Foi fantástico e em pré venda na internet, comprei o novo álbum The Next Day. Para mim uma enorme sensação de poder finalmente poder comprar um álbum inédito de um grande artista como David e eu o comprei.

A sensação momentânea é de perda. Saber que David Bowie não estará mais entre nós é um pouco duro as vezes, mas como a imprensa mesmo rotula, o “camaleão”, nos deixou um legado insuperável de qualidade e liberdade artística. Bowie fez e experimentou o quanto pôde. Parcerias mil, tendências aqui, acolá, um enorme jogo de mutações que lhe deu um grande respeito perante o seu público e também a opinião pública. Bowie teve coerência em grande parte de sua extensa carreira. Saudades? Sim, ele vai deixar, mas certamente ele partiu com a sensação de dever cumprido. Talvez por isso Blackstar seja uma espécie de testamente, uma espécie de adeus.

Muito obrigado Ziggy, até uma próxima em outra galáxia.

Ronnie Von faz história e toca sons psicodélicos na TV aberta

ronnie-haxixins3

E o Titio Ronnie Von ainda dá o que falar. Depois de uns 15 anos sendo cultuado pelas novas gerações, que com o advento da internet, descobriram os três maravilhosos álbuns psicodélicos gravados por Ronnie entre 1968 e 1970, o cantor finalmente fez uma apresentação dessas músicas na TV aberta.

Acompanhado da excelente banda Os Haxixins, caras que sabem TODAS as suas músicas desta fase, em seu programa Todo Seu, na TV Gazeta de São Paulo, Ronnie Von fez na última sexta-feira, 17, uma histórica apresentação na televisão. Foram tocadas “Máquina Voadora” e “Espelhos Quebrados”, esta última, a favorita de titio Ronnie, que ele considera a sua “Eleonor Rigby”.  Vale lembra que as músicas desta época, gravadas por Ronnie Von, NUNCA foram executadas ao vivo na TV aberta, em horário nobre.

De fato, os discos psicodélicos de Ronnie Von estão virando influência e referência na música brasileira. A redescoberta destes discos, culminaram em dois produtos interessantes. O primeiro o livro Ronnie Von – O príncipe que podia ser rei e logo depois, o documentário Ronnie Von – Quando Éramos Príncipes, que passou pelo canal BIS no final de 2014.

Confira aqui no Mundo47 a apresentação de Ronnie Von no seu programa da TV Gazeta e também na íntegra o documentário Quando Éramos Príncipes.

Todo nosso: biografia conta história de Ronnie Von

ronnie

 

 

Ronnie Von – O príncipe que podia ser rei, de Antonio Guerreiro e Luiz Cesar Pimentel será lançado hoje em São Paulo pela Editora Planeta. Segundo os autores, o livro é uma obra escrita com total liberdade, sem nenhuma interferência do biografado, o que de fato mostra maturidade e o espírito de Ronnie, que afirmou em entrevistas recentes, que se ele escolheu esse caminho de ser uma pessoa pública, deve aguentar as consequências.

Em 17 de julho de 1944 nasceu Ronaldo Lindenberg Von Schilgen Cintra Nogueira, mais tarde nasdeu o Ronnie Von, a contra proposta da Jovem Guarda, o príncipe que soube respeitar a majestade em questão, mas que paralelamente escreveu capítulos importantes da música jovem brasileira na segunda metade dos anos 1960. Sua vida se transformou quando, por acaso, foi descoberto como cantor, rompeu com o pai e se tornou um ícone daquela época. Sua carreira como cantor começou por acaso no bar “O Beco das Garrafas”, no auge da Jovem Guarda. Ganhou vários fãs e corações, mesmo nunca tendo participado do programa apresentado por Roberto Carlos, Erasmo e Wanderléia.

Ronnie Von tem momentos distintos de sucessos e dramas. Amigo de estrelas como Rita Lee – foi ele quem batizou a banda de Mutantes –, o moço da alta sociedade carioca, usou toda sua inteligência para criar hits psicodélicos (hoje um fenômeno cult no Brasil e na Europa) e românticos. Lutou com uma doença que poucos no mundo sobreviveram. Casou diversas vezes, entre seus amores estão a atriz Bia Seidl e uma que ele NUNCA pronuncia o nome e quer riscar do mapa.

De modo independente e inesperado, foi acumulando sucessos como “Meu bem”, uma versão em português do próprio Ronnie Von para a música “Girl”, dos Beatles. A primeira gravação foi um fenômeno, e Hebe Camargo lhe deu o apelido pelo qual é conhecido até hoje: Príncipe. Em 1966, Ronnie entrou para a televisão no comando do programa “O Pequeno Mundo de Ronnie Von”, onde lançou artistas importantes. Atualmente é apresentador da TV Gazeta, na qual comanda o programa diário “Todo Seu”.

Atualmente Ronnie Von apresenta o programa Todo Seu na TV Gazeta.

Atualmente Ronnie Von apresenta o programa Todo Seu na TV Gazeta.

 

Os Autores

Antonio Guerreiro é jornalista, diretor geral de novas mídias na Rede Record e diretor geral do portal R7.com. Foi repórter e apresentador nas TVs Gazeta,Bandeirantes, SBT, diretor do portal Vírgula e CEO da Container Digital, incubadora de novas plataformas. Foi editor chefe da Gazeta Esportiva e diretor das rádios Gazeta AM e FM e apresentador da Jovem Pan. Palestrante internacional na área de inovação e empreendedorismo, também foi professor no curso de jornalismo na Faculdade Cásper Líbero.

 

Luiz Cesar Pimentel é jornalista e diretor de conteúdo do portal R7. É autor dos livros Sem pauta: reportagens, histórias e fotos de um jornalista pelo mundo (Seoman, 2005) e Você tem que ouvir isso! (Pensamento, 2011). Trabalhou na Folha de S. Paulo, Editora Abril, revista Trip, nos portais Starmedia, Zip.net, UOL eVírgula. Também é colaborador das revistas Caros Amigos, Carta Capital, Playboy, Rolling Stone, Sexy, Elle e Superinteressante.

Serviço

Ronnie Von- O príncipe que podia ser rei

Antonio Guerreiro e Luiz Cesar Pimentel

Editora Planeta

ISBN: 978-85-422-0388-2

Não-Ficção / brochura / 16×23 / 192 páginas

R$ 34,90

Ronnie Von 70 anos

Ronnie Von, apresentador do programa Todo Seu, da TV Gazeta. Fev/2009

Os 70 anos do pai do psicodelismo nacional

Ronaldo Lindenberg Von Schilgen Cintra Nogueira era um típico adolescente de classe média quando em meados dos anos 1960 decidiu afrontar os pais e virar músico. Os Beatles eram motores de uma revolução que atravessava o mundo e que mesmo num país mergulhado numa ditadura, influenciaram gente como Ronaldo LVSCN a ousar. Nascia um dos artistas mais promissores e vanguardistas da música brasileira. Ronnie Von teve seu apogeu a partir de 1968, quando com liberdade artística, pôde colocar para fora sua ousadia e sagacidade em revelar a um público acostumado a canções de amor jovemguardianas, de que a música pop poderia ir muito mais além de versinhos sobre namoradinhas, brotos e carrões.

A alegria letárgica durou até 1970, numa trilogia de álbuns que só 30 anos depois tiveram o verdadeiro reconhecimento a partir das gerações mais novas. Nos anos 1970 Ronnie comeu o pão que o galã amassou. Foi forçado novamente a voltar a ser o eterno romântico e aquele cara que sua vó desejaria para sua mãe. Ainda nos anos 1970 o cantor sofreu com uma doença que o deixou em cadeira de rodas, sendo que a partir de 1981 ele foi se reerguendo aos poucos e ganhando novamente o coração de seus fãs. Ronnie Von nunca mais foi o mesmo daqueles anos lisérgicos, mas seu legado musical, em conjunto com músicos como o maestro Damiano Cozella, o compositor e produtor Arnaldo Sacomani e outros feras que emprestaram seus talentos como instrumentistas para tornar as obras do cantor cada vez mais importantes para o legado musical do país.

Hoje Ronaldo está completando 70 anos.  O pequeno príncipe plebeu que deveria estar reinando por completo. Parabéns Ronnie Von!

 

Gazú fala sobre críticas e sobre o novo álbum do Dazaranha

1-GAZU-1

Gazu não concorda com posicionamento da banda sobre crítica.

 

O assunto da semana é a crítica ao álbum Daza, último lançamento da banda Dazaranha, de Florianópolis, publicada nesta semana pelo blog Rifferama, do colega e parceiro de RIC Mais, Daniel Silva. A crítica em si não trabalha de uma forma desrespeitosa a banda que tem mais de 20 anos de história no estado, mas faz um alerta para os músicos e artistas catarinenses que há o que se renovar numa carreira tão longínqua como a que eles tem. Daniel relata principalmente é que o disco não tem canções inéditas, mas sim regravações de trabalhos solo dos integrantes da banda e faz pensar um pouco também sobre alguma crise criativa desses músicos que já estão há  vários anos agitando as coisas por Santa Catarina.

Mundo47 entrou em contato com o vocalista da banda, o frontman que tem na sua voz, a principal identidade do Dazaranha nesses últimos 20 anos. O nome dele é Sandro Costa, mais conhecido como Gazú. Por telefone conversamos sobre toda essa polêmica da crítica do último disco, falamos sobre possíveis erros no passado e um pouco sobre o trabalho solo de Gazu, que em breve lançará um DVD gravado em Brusque.

 

 

Confira!

 

Mundo47: Gazú, o que você achou da crítica feita pelo Daniel Silva, do blog Rifferama sobre o disco Daza, recém lançado pelo Dazaranha?

Gazu:  Eu achei que foi dito verdade ali, de uma forma coerente. Houve elogios, vi que ele engrandeceu bastante a banda. Vi nele um grande fã do Dazaranha, alguém que gosta muito da banda, não alguém que estava esperando uma oportunidade para malhar, e achei super legal cara, seria bom para a banda se houvesse críticas como essa em todos os meios impressos de Santa Catarina e do Brasil.  A gente sentiria grandioso se tivéssemos criticas como esta.  Achei ela (a crítica) superpositiva e senti a carência, não só do nosso publico, mas de Santa Catarina em geral, por novos trabalhos. Vi que não só o Daniel, mas como o público de uma forma geral, quer mais do Dazaranha e isso foi uma forma positiva. Críticas como a dele é uma carência que estava precisando, a gente deve se sentir feliz porque as pessoas querem mais

 

14368953

 

Mundo47: O que você achou da repercussão sobre a crítica do disco e posicionamento oficial da banda sobre a crítica que o Daniel fez no seu blog, incluindo a assessoria de imprensa do Dazaranha que também tentou “mudar” a opinião do jornalista?

 

Gazu:   Não foi legal da parte do Dazaranha em responder e eu não fui consultado, até porque eu me desliguei da administração  do Dazaranha.  Como eu não estou na administração eu assino embaixo até os erros, mas particularmente, eu acho que deveríamos aceitar isso como uma coisa positiva, não negativa, mas a grande maioria das pessoas está achando positivo o CD, até porquê você não vai agradar todo mundo. Não podemos fazer um CD raiz como o primeiro, a gente tem nossa particularidade com as letras, o violino, o sotaque do vocalista, essa característica está presente na vida do Dazaranha e o publico está gostando. Eu particularmente acredito numa qualidade muito legal neste CD, mas eu acho que o Dazaranha não tinha que se pronunciar em relação a isso. Acho que Santa Catarina é um estado onde a gente está amadurecendo em todos os aspectos. As bandas estão amadurecendo, a gente também amadureceu sozinho desde o começo da banda, as empresas de som estão mais profissionais, a gente participou do crescimento  delas,  as casas de show estão se profissionalizando, melhorando as condições de trabalho para os músicos, essa profissionalização estamos desenvolvendo em Santa Catarina.  A critica em SC é uma coisa que  a gente está  aprendendo a ter. Veja você, me ligando  para saber de mim, isso diz que isso que a gente tem importância, é porque eu tenho algo a dizer, que o Dazaranha tem importância pra dizer, e se o Daniel fez no blog dele, é porque o Dazaranha tem conteúdo, isso eu acho que já se basta. A banda tem que ficar feliz, pois  ele estudou o CD, a história do Dazaranha, isso pra mim basta. Agora, em relação ao Chico (Chico Martins, guitarrista), a opinião dele não é opinião do Dazaranha. Ele tem direito de se defender, como ele também vai enfrentar as criticas com o que ele fala, como eu, o que eu falo também vou ter que me defender sobre o que eu falo. Embora eu não concorde com a resposta, eu assino embaixo.

 

 

Mundo47: E como esta crítica teve uma grande repercussão nas redes sociais, eu queria saber a opinião sua sobre o disco, como você avalia esse trabalho?

 

 

Gazu:  É uma batalha para gravar um CD, mas o publico não quer saber o que está acontecendo nos bastidores, quer saber do espetáculo, se ele acontece bem. O público não quer saber se é difícil montar o palco, luz, se alguma coisa não tá funcionando bem, o publico quer saber se o show tá bom. Nosso trabalho é estar organizado. Mas falando desses bastidores, para você que tem um conhecimento maior,  esse CD eu idealizei ele e corri atrás para que ele acontecesse. Na época eu era administrador do Dazaranha.  Eu escolhi o produtor, o Carlos Trilha,  uma escolha minha e aceita pela banda. Escolhi o estudio R3, que é um dos melhores estúdios do Brasil. Eu corri atrás de recursos, claro com a participação do escritório do Dazaranha, junto com o Adauto (baixista da banda) , estava do meu lado realizando essa empreitada. A gente tem a nossa dificuldade para fazer o melhor, a gente poderia pegar um estúdio mais barato, mas optamos pela qualidade, tanto na gravação quanto na produção. Em relação a parte artística a coisa é democrática. Eu não influenciei nada, ali foi escolhido o repertório democraticamente, não só pelos músicos, mas pelo pessoal da técnica, produção. A gente tinha até muitas músicas, mas cada música custa um preço alto para fazer.  Seria  bom ter um CD com mais musicas, eu também queria, mas envolve uma questão de orçamento, mas o público não quer saber disso. O Daza foi feito de uma forma independente. Os arranjos são idealizados por cada um, em seu instrumento, cada um trabalha sua parte, claro que há alguns ajustes, mas cada um faz a sua parte. O Carlos Trilha pegou as músicas prontas. Ele gravou, mixou, na gravação mexeu um pouco lá, um pouco aqui, adicionou ou excluiu a participação de algum instrumento, ele também colocou teclados em várias músicas, pois ele é um excelente tecladista, foi um disco que demorou bastante para sair. Gravamos em etapas, numa vez foram três músicas, depois mais três e depois o restante do disco, mas saímos com 11 canções. A gente havia feito o box comemorativo de 20 anos da banda, aí a gente meio que armou uma distribuição independente, junto como divulgador Chicão e ele junto com a banda, montou essa distribuidora independente, através disso estamos distribuindo o disco.

 

Mundo47: no final dos anos 1990 a banda fez parte do cast da Atração Fonográfica, gravadora nacional que lançou Tribo da Lua, com o hit Vagabundo Confesso. Todo mundo achou que vocês virariam um sucesso nacional, apesar de breve, esse sucesso teve fim. O que faltou para o Dazaranha estourar no resto do país?

 

Gazu: na época que a gente que fez parte da Atração, ainda rolava o universo das gravadoras em bancar o CD. Uma grande gravadora era o único caminho para um artista botar o disco na rua, a gravadora era tudo (gravação, distribuição, divulgação)  num lugar só. Nessa época a Atração era uma gravadora pequena, mas trabalhava mais sertanejo, caipira do interior de SP,  moda de viola, aquele som Almir Sater, do Mato Grosso do Sul, coisa desse gênero, e o Dazaranha era uma banda “pop reggae rock”, um produto meio fora do que ele estavam acostumados a trabalhar, mas eles gostaram do Dazaranha, mas a gente fez uma parceria, sabíamos que tinham gravadoras mais importantes, que poderiam trabalhar com mais facilidade, mas de repente a gente não escolheu bem a gravadora, que poderia trabalhar um produto como o nosso. Por outro lado, se fores analisar, foi feito um grande trabalho como Dazaranha. Fomos Top50 em vendagens no Brasil por três vezes, isso não é uma marca histórica não só pelo Brasil, mas para Santa Catarina. Recebemos informações que nosso disco foi comprado no Brasil inteiro, tocamos em São Paulo com casa cheia, a música Vagabundo Confesso foi regravada várias vezes, usados em diversos comerciais, inclusive pelo Guga. Se for analisar, fizemos um grande trabalho, com o Tribo da Lua, Vagabundo Confesso, fomos bem reconhecidos, vários programas de TV a gente fez, foi ótimo esse trabalho, foi grandioso, faltou dar sequencia, mantido, evoluído, mas foi um trabalho bom, hoje tu não consegue mais, as gravadoras pegam um produto pronto, elas basicamente divulgam, e muitas vezes até a distribuição.

 

 

Mundo47: Em mais de 20 anos é difícil ficar no casamento apenas com uma banda, você tem o desejo de tocar mais, com outras pessoas também. Você fez isso nos últimos anos. Como é esse seu trabalho solo?

 

Gazu:  Eu já estou uns três anos fazendo meu projeto. Depois de 20 anos a gente acha umas brechas, onde ficamos com tempo ocioso e aí comecei a fazer apresentações solo. Com isso eu mantenho meu nome na boca da galera e de lambuja mantenho o nome do Dazaranha, todo mundo ganha com isso. Uns dois anos atrás, eu gravei um CD com inéditas, só uma regravação de um amigo meu, esse CD deu origem a um DVD, onde gravei em Brusque. Teve a participação do Armandinho e do Teco Padaratz, e mais outras figuras, foi um disco basicamente gravado em cima do meu CD, onde o Armandinho deu uma musica dele, Desenho de Deus e gravou comigo. Já tem um clipe rolando no YouTube, onde tem eu e o Armandinho cantando Desenho de Deus. Esta semana estou concluindo a finalização do DVD. Estou armando com uma gravadora, mas não é nada certo, nem vou te falar, pode não acontecer, mas eu vou botar meu boi na rua. Para este projeto solo eu formei uma banda com grandes músicos, é uma grande oportunidade de eles trabalharem comigo, onde tem uma exposição, eu estou bem satisfeito em tá com essa superbanda, isso oxigena meu trabalho como musico em estar somente com o Dazaranha, eu consigo fazer algo diferente, não preciso tá mexendo com as coisas do Daza em estar levando conflitos à frente, com meu projeto paralelo eu consigo fazer minhas coisas também, estou bem feliz com isso.

 

Primeiro disco dos Raimundos completa 20 anos

 

Antes de Jesus: Rodolfo, Fred, Canisso e Digão apavoraram a piazada.

Antes de Jesus: Rodolfo, Fred, Canisso e Digão apavoraram a piazada.

 

Era maio de 1994. Ayrton Senna tinha recém partido, o Brasil entrava na Copa do Mundo dos Estados Unidos meio com 99,9% do povo reclamando da escalação do Parreira e no rock, muito pouco empolgava com certa relevância. O pop estava em crise, mas um disco começou a pipocar nas festinhas e no colégio. Na realidade em 1994/1995 dois discos eu descobri assim, o primeiro dos Raimundos e o primeiro dos Mamonas Assassinas. Com 14 anos, a gente queria ouvir rock, queria ouvir besteira, putaria, sacanagem. O primeiro disco dos Raimundos me soou assim. Muita putaria, muita sacanagem e um hard core porra lôca com sotaque nordestino. Mesmo sendo um rapaz latino americano do sul, a ideia foi ótima e não demorou muito para que os Raimundos fosse a coqueluche daquele ano. Nada de Legião Urbana, Skank, Cidade Negra, o pop rock que a piazada ouvia naqueles tempos era dos Raimundos.

Para um garoto, a primeira faixa, “Puteiro em João Pessoa”, abre o disco e mostra logo de cara mostrar para que veio. O som é pesado, a letra é para lá de sarcástica, safada e sem vergonha e segundo consta, a história de Dudu (o próprio Rodolfo, vocalista da banda) e seus primos mais velhos, Augusto e Bessenger levam o então garoto Dudu para um puteiro, descobrir que a vida é boa, a sua primeira vez. O disco segue o ritmo e a sacanagem, o peso foi fundamental. Em Santa Catarina os Raimundos fizeram algumas aparições naquele ano. A mais antológica foi em novembro, quando abriram para os Ramones na Santur. Um show incrível, que pouca gente acredita que aconteceu.

Nos discos posteriores os Raimundos foram absorvidos pela grande mídia. As turnês ficaram maiores, o cachê ficou enorme e a banda começou a inclusive ficar chata, porquê estava em tudo. Desde programas de televisão a qualquer festival. Lá estavam os Raimundos. Quando Rodolfo, vocalista da banda, anunciou sua saída pois havia se convertido para uma denominação evangélica, muitos pensaram que a banda iria parar. Ledo engano, o Raimundos tentou um pouco com um novo vocalista, mas o próximo a deixar o grupo foi o baterista Fred. Digão e Canisso seguiram, tocaram onde pagam o pão que o diabo amassou. A redenção veio em 2014 mesmo, com o lançamento do último trabalho. O Raimundos tem já 20 anos, mas nunca desiste. Os fãs agradecem.

Paul McCartney fará show no estádio que sediou o último show dos Beatles

Em 1966 os Beatles se despediram dos palcos

Em 1966 os Beatles se despediram dos palcos

Aos 72 anos e em turnê do disco NEW, lançado no ano passado, sir Paul McCartney confirmou nesta semana uma apresentação especial. No dia 14 de agosto ele se apresentará no estádio do San Francisco 49ers, o Clandestick Park, em São Francisco. A turnê americana que se inicia após as apresentações pela América do Sul, está recheada de datas e Paul confirmou a apresentação no estádio que em 1966 sediou o último show da beatlemania, o Clandestick Park . A história toda desta última apresentação você pode ler no texto que fiz em 2007, nos primórdios do Mundo47.

Em turnê com o álbum NEW, sir Paul fez shows em Montevideo e Santiago. Segue depois para Equador e Costa Rica.

Em 2012 sir Paul se apresentou em Florianópolis. Foto: Rafael Weiss

Sir Paul é mesmo impressionante. Com uma idade já avançada para o show business, ele parece ignorar os efeitos do tempo. Com shows que duram em média 3 horas, ele não faz intervalos, não toma água no palco e toca todos seus clássicos com uma excelente vitalidade.

Segundo especulam os fãs, a turnê pela América do Sul deve continuar no segundo semestre, depois que esse stress de Copa do Mundo passar por terras brasileiras. As 12 arenas novas para a Copa, possibilitam shows em várias partes do país. Preparem os bolsos.

 

Greg Wilson e Lenzi Brothers fazem tour pelo litoral

Wilson e os irmãos Lenzi Brothers em três momentos nesta semana.

Wilson e os irmãos Lenzi Brothers em três momentos nesta semana.

 

Toda vez que o guitarrista e vocalista norte americano Greg Wilson se reúne com os irmãos Lenzi, é fato que a noite será daquelas de cair o queixo. O vocalista do Blues Etílicos há algum tempo já tem essa boa parceria com os Lenzi Brothers, banda catarinense que recentemente lançou seu DVD ao vivo de 15 anos de banda. Com Wilson, eles também gravaram um álbum em 2012. O disco gravado em poucos dias é um dos melhores lançados naquele ano.

Nesta quinta-feira, 07,  o giro com Greg Wilson começa em Brusque, com uma grande jam de músicos do blues catarinense. Essa festa (cartaz abaixo), é produzida pela DEMEC produções, do grande Demian, lá de Brusque, mas infelizmente, segundo o próprio Demian, os shows estão sold out.

 

Na sexta (08) e sábado (09), os shows acontecem no Didge de Balnéario Camboriú e Joinville respectivamente, mas aí sem os músicos da grande jam de Brusque, mas sim o agora quarteto Greg Wilson e Lenzi Brothers.  Em Santa Catarina, além dos Lenzi Brothers, Greg Wilson tem outra boa parceria com um grupo de blues, o Riverside Blues, de Blumenau. Esta é outra banda que Greg se apresenta em Santa Catarina. Com os Lenzi Brothers o repertório varia com músicas de Greg Wilson e também músicas originais Lenzi Brothers, em versões adaptadas a voz de Wilson. Vale a pena conferir.

Os ingressos para os shows no dois Didge, de BC e Joinville, custam R$ 20,00 e as apresentações estão marcadas para às 23h45.

 

Festival Barriga Verde: entrevista com Autoramas

autoramas2-1023x682

Eles já estiveram na minha casa. Eles já foram atrações em duas edições do Festival Mundo47. Eles já estão na estrada há 15 anos. No próximo sábado eles retornam a Santa Catarina para uma série de shows. A volta será em Rio do Sul, no Lance Cultural, participando do Festival Barriga Verde, organizado pela Microponto Produções e Coletivo Barriga Verde com apoio do Mundo47.

Nesta volta ao estado, participam de uma turnê bacana com uma outra banda de qualidade. A Fabulous Bandits, do Paraná. As duas bandas estão circulando pelo país com o apoio da Jaggermeister, num bus em viagens alucinantes, estilo Magical Mystery Tour. Além deles, o Festival Barriga Verde (Ingressos R$ 20,00 antecipados e R$ 25,00 na hora), traz mais seis bandas. Será um sábado de “RRRRRROOOOCK” na Capital do Alto Vale do Itajaí, uma das cidades mais rock and roll de Santa Catarina.

Um pouco antes da chegada das bandas para os shows em Santa Catarina, a baixista Flávia Couri e o baterista Bacalhau, deram uma palavrinha com o site Mundo47. Por e-mail, eles conversaram com a gente sobre a turnê, sobre a cena musical, sobre os 15 anos de estrada do Autoramas e o que vem por aí na história desta banda que faz acontecer na cena independente do Brasil. Confira!

 

MUNDO47: Pessoal, como surgiu essa nova turnê de ônibus com o Fabulous Bandits?

 

Flavinha: Fizemos dois shows com os Fabulous Bandits no começo do ano e foi pintando a idéia de fazer uma turnê juntos. Eles conseguiram o ônibus com patrocínio da Jaggermeister e nos chamaram, Estamos todos muito felizes com realização da tour, e quero agradecer os Fabulous pelo convite.

 

Bacalhau: Depois de um show que fizemos em Londrina no Vitrola Bar junto com os Fabulous Bandits em fevereiro de 2013 lançando o nosso disco Música Crocante percebemos que o show do Fabulous foi bem bacana e que as duas bandas juntas nesse dia foi muito bom e vislumbramos a idéia de fazer uma tour juntos pelo Brasil. Foi quando o Diogo do Fabulous Bandits ligou alguns meses depois dizendo que a idéia  havia sido aprovada e já tínhamos o patrocínio da Jägermeister para o que veio se chamar Unchained Tour.

1383484_616218208421957_1239740787_n

 

MUNDO47: A turnê já realizou shows em algumas cidades, como tá o clima com a rapaziada? Já tem alguma história boa para contar?

 

Flavinha: O clima está ótimo, diversão no palco e na estrada! Bom, temos garrafas de Jaggermeister no camarim em todos os shows, então histórias engraçadas é o que não faltam, mas a que eu lembro agora não dá pra contar aqui!

 

Bacalhau: Está muito alto astral todos os shows estão demais! Saímos de Franca em direção para mais um show em Brasília no meio do caminho pegamos dois temporais bem fortes daqueles de diminuir a velocidade para não haver nenhum de acidente, isso fez que ocoresse um atraso que nos levou a chegar em Brasília na hora exata do Fabulous entrar no palco. E no final deu tudo certo e foi showzão e com casa lotada.

 

 

MUNDO47: O Autoramas comemorou recentemente 15 anos de banda. Como vocês avaliam este tempo todo junto? 
Flavinha: Num mundo onde a música é vista muitas vezes como uma mercadoria descartável, 15 anos de estrada é para poucos. Ter uma carreira sólida como a do Autoramas é fruto de muito trabalho – e muita criatividade.

 

Bacalhau: Estaremos comemorando os  15 anos do Autoramas o ano inteiro, estamos no meio da Unchained Tour e mais Festivais e cositas mais. Percebo que estamos sempre evoluindo como banda e isso é muito bom,  pretendemos viver assim pra sempre.

 

 

 

MUNDO47: A banda é muito respeitada no Brasil e fora dele, mas o que não aconteceu foi, digamos, um estouro em todo o Brasil, como aconteceu antigamente com Raimundos, Charlie Brown e outras bandas de rock. Para vocês, o mercado do rock no mainstream acabou? 

 

Flavinha: O mercado mudou muito, com a quebra das grandes gravadoras e o crescimento da cena independente. Não dá pra comparar com essas bandas, porque o cenário é totalmente diferente. Hoje temos muitos selos de médio porte e festivais em todo o Brasil, e o Autoramas sempre esteve na vanguarda do mercado independente – na verdade ajudou a criá-lo – então conseguimos fazer muitos shows em todo o país e fora dele e viver da nossa música, mesmo sem estar no “mainstream”, o que é um privilégio.  Na real, essa divisão entre mainstream e independente também já perdeu um pouco o sentido, porque tocamos também em festivais mainstream como o Rock in Rio e fazemos programas de TV. O que importa é seguir com a nossa carreira e continuar a fazer boa música.

 

MUNDO47: A banda faz diversos shows anualmente na Europa. Como são esses shows por lá, já que a maioria das músicas são em português?

 

Flavinha: Em março de 2013 fizemos nossa décima turnê européia. Na primeira vez, pensamos – como todo mundo – que o fato de cantarmos em português poderia ser uma barreira. Mas pra nossa surpresa, acabou dando um charme a mais, inclusive muitas bandas alemãs, francesas e espanholas que cantam em inglês, após assistir nossos shows, vieram nos falar que iriam começar a arriscar músicas em  suas próprias línguas. Outro “mito” que derrubamos foi o de que pra uma banda brasileira fazer sucesso lá fora tem que fazer música tradicional brasileira, como bossa nova, ou colocar um pandeirinho… Descobrimos que o rock é a linguagem universal e que nosso rock é muito brasileiro sim e original – as críticas que recebemos dos gringos ressaltam que fazemos um “hot blooded garage rock, que temos muito suíngue. Os shows na Europa são ótimos, a cada turnê mais pessoas conhecem a banda, mais convites aparecem e incluímos mais países na agenda. Na Espanha já tocamos em festivais grandes como Primavera Sound e o Turbo Rock, ao lado de grandes bandas. Acho que junto com a Alemanha, são os dois países que mais curtem nosso som, são povos muito festivos que curtem um rock pra dançar!

 

Bacalhau: Os shows por lá são sempre divertidos e alto astral.Eles adoram que cantamos em português soa muito interessante pra eles.Já tocamos Alemanha,Aústia.Bélgica,Itália,Portugal,Inglaterra,Dinamarca,Holanda e Espanha.

 

 

MUNDO47: Em 15 anos a banda lançou bons EP´s, álbuns e também um DVD pela MTV. O que o Autoramas tem planejado para o disco após o Música Crocante?

 

Flavinha: O nosso novo DVD, Autoramas Internacional, já está na fábrica e vai ser lançado ainda esse ano. É uma seleção de imagens de nossas turnês pelo mundo e pelo Brasil desde 2008. Muitas cenas de backstage, shows, histórias engraçadas e situações inusitadas em 15 países diferentes, está muito bom! Gravamos, também, um EP de 4 faixas com o BNegão com produção do Roberto Frejat, para registrar a parceria do show do Rock in Rio. A versão online pode ser conferida em streaming no site www.musinova.com. Estamos vendo qual a melhor forma para lançar também no formato físico. E um próximo álbum de estúdio para 2014 também já está nos nossos planos.

 

MUNDO47: O Música Crocante foi um álbum que a banda gravou uma música da banda catarinense Liss, como foi esse contato para gravar a canção? 

 

Flavinha: O Gabriel curtiu muito a música, mostrou pra gente e sugeriu fazermos uma versão. A música é ótima e se encaixou muito bem no repertório do disco!

 

Bacalhau: O Gabriel recebeu o cd ou mp3 do disco da Liss e me disse que havia uma música que poderíamos gravar pro disco novo me enviou, ouvi e gostei de cara e gravamos no disco.

 

MUNDO47: Para os próximos álbuns, vocês pensam em buscar composições novas de outros artistas para fazer sua versão?

 

Flavinha: Se acharmos uma música boa, sim!

 

Bacalhau: Claro é uma idéia pretendo pedir algumas músicas pra alguns compositores que gostamos mas não vou dizer quais!!

 

 

 

 

MUNDO47: Neste sábado a banda toca em Rio do Sul. O que o público local pode esperar para este show?  

 

Flavinha: Alô galera de Rio do Sul, neste sábado venham curtir muito RRRRROCK e Country Rock com Autoramas & Fabulous Bandits!  Já adianto que vai rolar uma participação surpresa no nosso show, não percam!

 

Bacalhau: Rio do Sul pode aguardar pelo melhor show de RRRRRRRRRock  do Festival Barriga Verde e espero ver todo mundo lá pra curtir conosco.

 

Heavy Lero é aposta de ex-vjs da MTV no Youtube

heavy lero

 

O fim da MTV Brasil foi manchete não somente na imprensa, mas também gerou comentários diversos nas redes sociais. Personagens da história da MTV, os ex-vjs da emissora voltaram novamente a estarem em evidência. O melhor ainda é saber que alguns ex-vjs da MTV estão tocando sua vida pensando na música e principalmente no que há de melhor dela.

Gastão Moreira e Edgard Piccoli, que participaram da fundação da falecida MTV, se juntam ao jornalista Bento Araújo e lançam um novo programa na web. O Heavy Lero estreia na próxima terça-feira, dia 8 de outubro, às 20 horas. O programa semanal de 10 minutos será transmitido via canal do YouTube. Será uma conversa informal de três caras sobre música, mais precisamente o rock and roll. O programa é independente

O Heavy Lero ainda terá espaço para bandas nacionais. Os interessados poderão enviar material para a Caixa Postal 72355 – CEP.: 01427-970  - São Paulo/SP

Acompanhe outras novidades na página oficial do Facebook: https://www.facebook.com/heavylero

Rock and roll e a neve

Frio intenso em SC hoje. Foto de Bom Jardim da Serra

Frio intenso em SC hoje. Foto de Bom Jardim da Serra

Em semana histórica em Santa Catarina, neva em 19 cidades nesta segunda-feira, vamos relembrar os melhores momentos do rock mundial na neve e no frio intenso.

Por coincidência, a maioria dos vídeos que achei eram dos Beatles. Eita banda para gostar do frio…

 

4º Clássicos das Guitarras traz AC/DC em Rio do Sul

Clássicos da banda australiana nesta quinta na Fundação Cultural de Rio do Sul.

Clássicos da banda australiana nesta quinta na Fundação Cultural de Rio do Sul.

 

Os donos do segundo disco mais vendido da história da música mundial serão homenageados na quinta-feira (11), no Espaço Alternativo da Fundação Cultural de Rio do Sul.

Os sucessos do álbum Back in Black e tantos outros hits dos australianos do AC/DC serão interpretados por alunos, ex-alunos e professores da Escola de Música da Fundação, a partir das 20h. O vocal será Marcos Antônio da Silva – o Cabeça, do AC/DC cover oficial Brasil.

O Espaço Alternativo possui apenas 250 lugares, por isso, haverá um telão do lado de fora do local, para quem não conseguir entrar. A apresentação terá aproximadamente 1h30min de duração e a entrada é gratuita.

Serviço:

4º Clássicos da Guitarra – Tributo AC/DC
Data: 11/7
Local: Espaço Alternativo da FCRS
Horário: 20h
Entrada gratuita

007 Live and Let Die: 40 anos do lançamento

Em 1973 o filme da franquia 007 apresentava ao mundo um beatle em carreira solo.

Em 1973 o filme da franquia 007 apresentava ao mundo um beatle em carreira solo.

 

Em 27 de junho de 1973 os cinemas do mundo inteiro começavam a exibir mais um filme da franquia do agente 007, James Bond. Na pele do astro inglês Roger Moore, o filme mostra a velha fórmula de sucesso, ainda hoje em prática. O agente secreto sedutor defendendo o Reino Unido e o Mundo de algum vilão maléfico.

O mais legal é que foi a partir dali que um certo Paul McCartney e seu Wings mostrou a que veio. O tema do filme, Live and Let Die levou o ex-beatle a estratosfera consolidando sua carreira solo.

Para muitos de nós, o filme chegou através de exibições na Sessão da Tarde, já que em meados dos anos 80 o filme já tinha mais de 10 anos de lançamento. Até hoje, 007 Live and Let Die é uma referência em filmes de ação e da franquia de James Bond é um dos melhores.

Anos depois foi a vez do Guns and Roses fazer a sua versão da música dos Wings.

Álbum da Pipodélica completa 10 anos de lançamento

Simetria Radial completa 10 anos em maio. Disco colocou SC no mapa roqueiro nos anos 00.

Simetria Radial completa 10 anos em maio. Disco colocou SC no mapa roqueiro nos anos 00.

 

Em maio de 2003 a banda Pipodélica, de Florianópolis, lançou o seu principal trabalho. Simetria Radial. Editado pelo selo paulista especializado em rock psicodélico, o Baratos Afins, do grande Luiz Calanca, o disco foi um marco para que o estado de Santa Catarina fosse olhado com mais carinho com relação a novas bandas no cenário musical nacional. Ele abriu portas também para que outras bandas tivessem o mesmo olhar.

Nesta semana o jornalista Rubens Herbst do jornal A Notícia lembrou bem a passagem do disco e sua importância para o estado. A Pipodélica foi uma das principais bandas catarinenses de sua época. Eduardo Xuxu, Felipe Batata, Leonardo Kothe e Gustavo Cachorro gravaram o álbum nos estúdios de Alexei e Andrei Leão, nos ingleses, assim como todos os outros trabalhos gravados pela banda em sua existência. Hoje a banda está separada, com Eduardo Xuxu com passagens no Cassim e Barbária e hoje como um dos sócios da Célula Showcase. Leonardo Kothe e Felipe Batata tocam com a Motel Overdose e Gustavo Cachorro trabalha com cinema e produção de vídeo.

Pipodelica

Simetria Radial possuí canções que se eternizaram no psicodelismo nacional. Adorado também pelos indies, o álbum é uma preciosidade com músicas como Experiência Extracorporal, Meio Sem Fim, Tudo em Preto e Branco e outras boas canções.

No dia 4 de janeiro de 2010, Mundo47 fez a sua escolha dos 20 melhores álbuns lançados na década passada. Simetria Radial alcançou o primeiro lugar, seguido do Vol.2 da Repolho e o álbum Trio, dos Lenzi Brothers. O disco representou naquele momento, como o melhor álbum feito em Santa Catarina naquela década, mas podemos considerar um dos mais importantes dos últimos tempos.

 

Separação dos Beatles completa 43 anos nesta quarta-feira

Em 10 de abril de 1970 Paul McCartney anuncia sua saída dos Beatles

Em 10 de abril de 1970 Paul McCartney anuncia sua saída dos Beatles

Alguém precisava anunciar e foi justamente Paul McCartney (que se apresenta em maio no Brasil em três capitais brasileiras) que fez o anúncio oficial de sua saída do maior fenômeno da música pop de todos os tempos. Em 10 de abril de 1970, Paul McCartney anunciou sua saída dos Beatles, mas na verdade, a banda já estava separada desde o fim de 1969, só que ninguém ia a público para dar o anúncio oficial.

Foi Paul McCartney também que mais tentou evitar o fim da banda. Foi ele que juntou os fab no começo de 1969 para gravar o projeto Get Back, uma volta aos origens, com os quatro enfurnados num estúdio para a gravação de um álbum. A ideia era fazer um filme também e no final dessas sessões, um show, uma volta aos palcos já que desde 1966 os Beatles haviam abandonado as turnês pelo mundo. Mas o projeto Get Back saiu totalmente errado. As câmeras de cinema flagraram uma banda desunida, que brigava por qualquer coisa, incomodada com uma Yoko Ono dentro do estúdio, antes um santuário pertecente apenas aos quatro e ao produtor George Martin e com um Paul McCartney que em certa oportunidade, queria ensinar George Harrison a tocar seu intrumento. John Lennon já não estava mais tanto afim. Seu negócio era o pacifismo e a relação com Yoko. No final de janeiro de 1969, com as músicas gravadas, o show que poderia ter acontecido num grande teatro em qualquer parte do mundo, foi diminuído por uma apresentação de 40 minutos no telhado da Apple Records, gravadora criada pelos quatro Beatles após a morte de seu empresário, Brian Epstein e que já na sua criação, amargava prejuízos imenso. Ao final dessas sessões, o projeto Get Back foi engavetado para em 1970, nas mãos do produtor Phil Spector, virar o álbum Let it Be.

Ícones da música pop, os Beatles continuam tão atuais como a 43 anos atrás.

Ícones da música pop, os Beatles continuam tão atuais como a 43 anos atrás.

Ainda em 1969, os Beatles travavam uma guerra particular entre si. Do lado de John, George e Ringo, a insistência em colocar o empresário Allen Klein, ex-empresário dos Stones e outras bandas no comando dos negócios. De outro lado, Paul McCartney querendo que seu sogro, Lee Eastman, tocasse os negócios da banda. Mesmo com uma agenda turbulenta e muitas discussões, em meados do mesmo ano, os Beatles resolvem retornar para o estúdio Abbey Road, para gravar o seu canto dos cisne, o álbum “Abbey Road”.

No final, um dos principais conflitos da banda era de ordem artística. Paul McCartney em plena forma, dominava praticamente as músicas dos discos. George Harrison estava num avançado estado de composições e lutava por mais espaços nos álbuns e John Lennon, bom este via Paul como um concorrente, mas seu vício em heroína e o grude em Yoko o prejudicava, Yoko pregava que Lennon deveria ser livre.

Aos 70 anos Sir Paul ainda encanta platéias pelo mundo. Foto em Florianópolis 2012

Aos 70 anos Sir Paul ainda encanta platéias pelo mundo. Foto em Florianópolis 2012

Bom, estes são alguns fatos do final dos Beatles. O mais importante é que mesmo depois de 43 anos de término, a banda continua com uma popularidade imensa. A cada dia seu público se renova. Essa renovação iniciou em 1994 com o álbum duplo Live at BBC, um lançamento oficial com gravações dos Beatles para a rádio estatal britânica. Um ano depois, o projeto Anthology deu a guinada definitiva na consolidação dos fab como ícone da música. O projeto constitia num mega documentário da banda contando sua própria hitória, um livro e três álbuns duplos com apresentações ao vivo, outakes e o principal, duas canções de John Lennon entregues numa fita k7 por Yoko Ono, onde Paul, George e Ringo finalizaram estas canções em estúdio, 15 anos após a morte do beatle. Free as a Bird e Real Love ganharam novas estrofes, instrumentos e as vozes de Paul e George.

Após o Anthology, anualmente uma gama de lançamentos e relançamentos dos fab dominou as lojas no mundo. Filmes como Help, A Hard Days Night, Yellow Submarine e Magical Mystery Tour foram digitalizados e relançados, álbuns ganharam remasterizações, jogos de videogame como o Band Hero dos Beatles fizeram sucesso, enfim, os Beatles até hoje são lucrativos e fundamentais na formação musical de qualquer pessoa que goste de rock and roll.

Pela primeira vez no Brasil, Ringo Starr se apresentou em sete cidades brasileiras em 2011.

Pela primeira vez no Brasil, Ringo Starr se apresentou em sete cidades brasileiras em 2011.

No Brasil, após um hiato de 17 anos, entre 1993 e 2010, um dos Beatles que mais fez sucesso em carreira solo, Sir Paul McCartney, veio ao Brasil para shows em Porto Alegre e São Paulo. Um ano depois, Paul retornou para duas apresentações no Rio de Janeiro. Em 2012 foi a vez de Florianópolis e inéditamente, o nordeste brasileiro foi invadido com um show no Recife. Pelo quarto ano consecutivo, Paul McCartney retorna ao brasil em maio, para shows em cidades impensáveis como Goiânia, Fortaleza e Belo Horizonte. Outro Beatle que esteve no Brasil em 2011, foi Ringo Starr. Com estrutura de show mais humilde e com ingressos mais em conta, Ringo esteve em sete cidades brasileiras.

 

12 Hours to Please Me refaz a gravação de um clássico dos Beatles

Em fevereiro de 1963, quatro rapazes ingleses de Liverpool se aboletam pela manhã num dos melhores estúdios de gravação do Reino Unido, Abbey Road. O objetivo desses garotos era num dia apenas, gravar um álbum inteiro. Nascia neste dia o primeiro disco dos Beatles.

Sob a produção de George Martin, do selo Parlophone, a EMI deu oportunidade para que a banda pudesse gravar seu primeiro álbum, já que o single de Love Me Do, de 1962, teve um certo êxito. Até então os Beatles eram apenas um fenômeno no norte da Inglaterra, nada mais que isso, mesmo assim, John, Paul, George e Ringo foram até Londres para registrar o álbum Please, Please Me, numa maratona de 12 horas, com a gravação de 11 músicas, de manhã até a noite.

Graham Coxon, do Blur, participou das gravações  agora em 2013 em Abbey Road

Graham Coxon, do Blur, participou das gravações em Londres agora em 2013 em Abbey Road

50 anos depois de toda mitologia em torno dos fabfour, a rádio BBC4 resolveu homenagear esse dia histórico, nos mesmos estúdios de Abbey Road, desafiando artistas da cena musical britânica a gravarem as mesmas músicas nos mesmos espaços de horas disponibilizado aos Beatles em 63.

No último dia 11 de fevereiro, artistas como  Stereophonics, Graham Coxon, Gabrielle Aplin, Joss Stone, Chris Difford e Glenn Tilbrook of Squeeze, Paul Carrack, Mick Hucknall e I Am Kloot, regravaram as mesmas músicas, relembrando também histórias suas com relação ao disco. Também há participações nos comentários com a presença do engenheiro de som que gravou o disco em 1963, Richard Langham e o assessor de imprensa dos Beatles, Tony Barrow.

George Marin e os Beatles nas gravações de Please, Please Me em 63

George Marin e os Beatles nas gravações de Please, Please Me em 63

A tentativa de recriar o clima das gravações do álbum acontece numa maneira diferenciada, com os músicos de estúdio e os astros convidados, fazendo boas versões das músicas que foram gravadas naquele dia frio de 1963. Vale ressaltar que há poucas bandas, eu acredito que nenhuma, nos dias atuais, que faça o que os fabfour fizeram naquele 11 de fevereiro de 1963, em gravar um álbum inteiro em apenas 12 horas. Claro que a tecnologia daquela época exigia praticamente a gravação ao vivo das pistas com instrumentos, mesmo assim, o desafio está lançado.

 

Lindsay and Isaac lançam bela versão de Free as a Bird

O duo aqui de Florianópolis, Lindsay & Isaac lançaram nesta semana na internet, o single de uma versão de Free as a Bird, dos Beatles. A canção foi originalmente composta por John Lennon em 1977 e ficou durante 20 anos nas gavetas da viúva Yoko Ono. Em 1994, com o projeto Beatles Anthology,  Paul, George e Ringo receberam a fita com as demos de Free as a Bird e Real Love, e terminaram a música para John, fazendo dignamente uma canção beatle com esses tapes.

A versão de Lindsay e Isaac ficou maravilhosamente bem feita e com certeza vale a pena baixar e jogar no seu mp3 Player ou no seu pen drive para ouvir no carro.

Escute a música no Soundcloud

Morre Ravi Shankar

Ravi Shankar morreu aos 92 anos em San Diego (EUA) nesta terça (11)

É, 2012 tem que acabar logo… porque esse ano já está se passando já…

Já é de madrugada, mas acabo de ver no Facebook pelo meu celular, na fanpage oficial do músico, um comunicado sobre o falecimento de Pandit Ravi Shankar ou como era seu nome de verdade, RObindro Shankour Chowdhury,  Pandit é um título, uma espécie de guru, professor, aquele que ensina.

“It is with great sadness the we mark the death of Pandit Ravi Shankar, Sitar virtuoso, cultural ambassador, teacher, friend and inspiration to all of us. But it is with great joy that we celebrate his life of 92 years and its uncompromising dedication to musical collaboration beyond national boundaries, virtuosity in every creative endeavor and a fundamental love of Gurukul teaching of Indian classical music forms”

No último dia 6 de dezembro, Shankar deu entrada no Scripps Memorial Hospital, em La Jolla, San Diego, Califórnia, depois de ter complicações respiratórias. Morreu as 16h30 (Horário do Pacífico) aos 92 anos.

Ravi Shankar tinha 92 anos e foi um dos mais importantes músicos do mundo no século 20. Foi um verdadeiro porta bandeira da cultura indiana e era um dos maestros e músicos mais respeitados em todo mundo. Ravi ficou conhecido pelo seu verdadeiro virtuosismo com sua sitar. Começou a despertar interesse mundial ainda nos anos 50, mas foram nos anos 60 que sua música e sua cultura explodiram pela Europa e América do Norte. Em 1965 ficou amigo de George Harrison, guitarrista dos Beatles que logo depois, se tornou seu aprendiz.

Com George Harrison, o Ravi e outros músicos indianos, foram inseridos definitivamente na música do ocidente. Ele participou de diversos festivais dos anos 60, mas sua mais importante apresentação, foi no Woodstock, em 1969. Em 1971, participou ao lado de George Harrison e outros grandes nomes da música pop, do Concert For Bangladesh. Ideia dele para George, que se sensibilizou com a fome e a tragédia humana que acontecia nos arredores de Bangladesh nos anos 60.
George Harrison y Ravi Shankar - Collaborations CD + DVD

Ainda nos anos 1960 virou mentor do beatle George Harrison

Além do concerto, ao lado de George, Ravi gravou álbuns e participou de aberturas de diversos shows de músicos do rock mundial.

Teve três filhos, um deles já falecido. É pai de Anoushka Shankar, que se tornou uma excelente música de sítar e é pai também da cantora pop Norah Jones.

Um de seus trabalhos mais importantes era o de ensinar. Ravi foi professor de diversos personagens do pop, mas também de muitos músicos indianos. Em 2002, organizou ao lado de Eric Clapton o Concert for George, em memória a morte do amigo beatle. Para este show no Albert Hall, Anoushka e Ravi, compuseram canções especiais para o evento.

Mais um grande nome da música que parte em 2012… infelizmente…  mas como diz o comunicado. Vamos celebrar a vida e a obra deste grande mestre.


CLÁSSICOS DO CANCIONEIRO REDNECK

Em “Clássicos do Cancioneiro Redneck” de hoje, você vai ver uma apresentação atual da Lynyrd Skynyrd, com alguns membros sobreviventes daquele fatídico acidente de 1977 que deixou a banda mais do que manca. “Simple Man” é um dos grandes clássicos da LS e abre a nossa fantástica viagem pelo interior sulista dos Estados Unidos. Pegue sua bandeira confederada e veja/escute no YouTube, a Melhor Televisão do Mundo (por RAW, o Weiss)

50 anos de lançamento de Love Me Do

Podemos dizer que hoje, 5 de outubro, nasciam os Beatles. Bom, nasceram oficialmente para o mercado fonográfico, com a entrada da banda para o selo Parlophone, da EMI. Foi nesta data que o selo editou o single Love Me Do no lado A e com P.S. I Love You no lado B.

Naquela altura, os fabfour já estavam esgotados de tanto levarem “nãos” das gravadoras britânicas. Durante quase um ano, o novo e rico empresário Brian Epstein bateu em todos os selos e gravadoras, incluindo a EMI, mas o não era algo que incomodava. Brian e toda Liverpool sabia que os Beatles eram bons e quentes. Bom, Love Me Do foi finalmente lançado em 1962, a EMI queria testar a aprovação da banda perante o mercado britânico e  com muito esforço e uma ajuda de Epstein (diz a lenda que ele comprou 10 mil unidades do disco), Love Me Do chegou ao 17º posto das paradas.

O que pouca gente sabe, é que nas sessões de gravação, a primeira foi com Pete Best na bateria. Numa audição feita meses antes. Pouco depois, Best foi excluído da banda e substituído por Ringo Starr. Mas nas gravações para valer do single, até Ringo não havia caído nas graças de George Martin, famoso produtor dos Beatles. Um baterista de estúdio, chamado Andy White, foi chamado para fazer as baterias de Love Me Do, com Ringo tristonhamente tocando maracas.