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Marcos Espíndola e o legado deixado pela Contracapa

Marquinhos (E) e Rafael Weiss na fila do show do Paul em POA.

Marquinhos (E) e Rafael Weiss na fila do show do Paul em POA.

 

Uma notícia tomou meus olhos de assalto no final da tarde de ontem. Marcos Espíndola, chefe mor e líder da Contracapa do Diário Catarinense está se despedindo da coluna, do Diário Catarinense e do Grupo RBS. Em primeiro olhar a notícia choca, pois como disse depois no Facebook outro guru, Fábio Bianchini, o jornalismo cultural em Santa Catarina tem dois momentos. Antes e depois da Contracapa do Diário Catarinense.  Foram oito anos no comando da coluna cultural mais lida de Santa Catarina. A mais acessada na web, a que vinha com mais novidades, a que vinha com forte opinião, a que vinha com a paixão de Marquinhos pela música, cinema, teatro, enfim, a cultura catarinense no seu centro nervoso central.

Marquinhos Espíndola além de ser um amigo e parceiro, foi fonte de informação, foi fonte de inspiração e eu tive o prazer de durante esses oito anos, colaborar esporadicamente na coluna do DC, seja como fonte de informações ou seja como colaborador nas famosas listinhas dos melhores do ano. A saída de Marcos Espíndola do Diário Catarinense fecha um ciclo de ouro no Caderno de Variedades do jornal que já contou com o grande Dorva Rezende, na chefia, Fábio Bianchini e Renê Müller, profissionais que sabe-se lá o porquê, o Grupo RBS deixou escapar como se escapa lambari em pescaria nas lagoas do Perimbó. Hoje o legado Contracapa será tocado lá no Norte de Santa Catarina, por Rubens Herbst de A Notícia e pelo Vinícius no Santa, mas o ciclo se fecha, uma página se vira e o jeito é seguir.

Que Marcos Espíndola saiba que o trabalho deixado por ele na Contracapa do Diário Catarinense é imenso.  Foi a partir da Contracapa que muitas bandas surgiram no cenário catarinense. Foi na Contracapa que muitas festas puderam ser divulgadas, debatidas e aproveitadas pelo grande público ávido por novidades rock nas cidades catarinenses. Foi também a partir das festas da Contra, que a única reunião dos Pistoleiros ocorreu nos últimos 12 anos, em 2008, numa grande festa na Célula Cultural.  Foi na Contracapa e consequentemente em participações suas tanto na TV como no Rádio, que a produção cultural de Santa Catarina sofreu um sacode, uma nova forma de visão. Marcos Espíndola e seu trabalho no Grupo RBS foi exemplar. Vamos sentir falta de todo dia que chega o jornal e ir direto para Contracapa, antes de ler todo o jornal. Valeu Marquinhos, valeu a parceria. O Mundo47 e seus leitores desejam muita paz, muito sucesso e amor na próxima jornada que a gente sabe, vem por aí.

 

 

 

Memória Eletrônica Mundo47

A nostalgia musical começou na noite de segunda, vendo um clipe velhíssimo do Cigarettes, lá do Rio de Janeiro, lembrando da Midsummer Madness, do Rodrigo Lariú.

Ai fui fuçando nas minhas músicas, disquinhos guardados e no Youtube, para mostrar para as pessoas que música autoral em Santa Catarina é coisa velhíssima, não é nenhuma novidade como profetizaram por ai neste ano em materiais produzidos. Dessas bandas abaixo, algumas estão na ativa, outras podem voltar e outra não tem jeito meu camarada, para voltar, só milagre. Mas mostra que há 10, 15 anos atrás, as bandas catarinenses tinham que suar muito, mas muito para registrar o seu trabalho, nem sempre com qualidade, mas as músicas foram registradas.

Peguei no Youtube algumas bandas, tem outras que infelizmente não entraram neste post, mas ficam para a próxima.

Confesso que dá saudade. Hoje tudo é muito, mas muito mais fácil.

Vamos relembrar ai.

CUBA DRINKER AND THE HI-FI´s

httpv://www.youtube.com/watch?v=gSMFio3EctI

httpv://www.youtube.com/watch?v=xuvFNlCgKmc

SPENGLER TENGLERS

httpv://www.youtube.com/watch?v=OgWd5eBjFKw

GODS OF JOY

httpv://www.youtube.com/watch?v=6QCK-ctHcYs

HEY MISS

httpv://www.youtube.com/watch?v=q85hm8im0YY

httpv://www.youtube.com/watch?v=plyVL3XXZNc

OS KIRIDOS

httpv://www.youtube.com/watch?v=kPBdcSkiIg0

REPOLHO

httpv://www.youtube.com/watch?v=PHlNauEZbdI

STUART

httpv://www.youtube.com/watch?v=97RVNNMS59I

SUPERBUG

httpv://www.youtube.com/watch?v=0IwtpJ4jauM

httpv://www.youtube.com/watch?v=xmTZ7uwcMFw

ENZIME

httpv://www.youtube.com/watch?v=UYAslNDd2Cw

OS PISTOLEIROS

httpv://www.youtube.com/watch?v=X4KXCcfaUB4

httpv://www.youtube.com/watch?v=oG5uwDcd5Fo

THE DOLLS

httpv://www.youtube.com/watch?v=PfMHx7shmqQ

EUTHANASIA

httpv://www.youtube.com/watch?v=H22iilavXZY

Yer põe clipe novo na praça feito por Lenzi Brother

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Lageanos trocam o chimarrão pelas cerveja e guitarras distorcidas e muita paulada

Lages sempre foi um pelo celeiro para o pop catarinense. De lá sairam os Pistoleiros, Expresso Rural, Lenzi Brothers e mais recentemente, o rock vibrante e cheio de sotaque britânico da banda Yer. Um puta power trio que lembra muito bandas dos anos 1960, pós Cream.

Nesta semana está no You Tube ” A melhor televisão do mundo”, segundo Rafael Weiss, o primeiro clipe da banda foi colocado à disposição do público. A produção é de Marzio Lenzi, guitarrista e vocalista da Lenzi Brothers. Além do clipe novo, quatro faixas estão disponíveis no Myspace da banda. É só um modesto aperitivo, já que o restante, 13 músicas no total, virão em fevereiro.

O novo disco será sucessor do elogiado EP “Cheers Mate” lançado em 2006 e mostra um passeio pelo, blues rock, psicodelia e rock´roll com uma propriedade e qualidade pouco vista no cenário. A música escolhida para o clipe foi “Golden Eternity” e o show comemorativo do lançamento será nesta sexta (11), na mesma noite de Glen Hughes (ex Deep Purple / Trapeze) no Orquídea Rock Festival em Lages.

Assista ao clipe de “Golden Eternity”

Marquinhos Espíndola comemora 3 anos de Contracapa

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1,2,3,4!!! Marquinhos Espíndola comemora 3 anos da Contracapa no dia 26 em Floripa

Ele é um jornalista de baixa estatura, mas com uma visão além do alcance de muita gente. Batalhador que já passou por redações de jornais pequenos, médios, grandes e também assessoria política, Marquinhos mantém no Diário Catarinense, um dos jornais com maior circulação no Estado catarinense, a coluna diária Contracapa. Há três anos o cara assumiu a bronca por convite do mestre Dorva Resende, editor do Variedades, onde implementou um ritmo forte para revelar e divulgar a música e toda produção cultural catarinense, indo além dos bons sons, para o cinema, teatro e a televisão. Este ano, depois de quase três anos na batalha, o nosso pequeno grande Marcilista nascido em Santos, botou no ar, na Rede Atlântida, o programa Paredão, onde mostra todos os sons que fala na sua coluna. Mundo47 entrevistou Marcos Espíndola na sacada de seu imenso flat em Capoeiras, onde falou como tudo começou, sobre a cena atual catarina e claro, sua Contracapa. Para nossa alegria, além de Marcilista, Marquinhos é torcedor do Flamengo no restante do ano. Esse é o cara.

Mundo47: Marquinhos, como surgiu a idéia e o convite para o DC fazer a Contracapa?


R: Como tudo na minha trajetória nestes sete anos de DC. Recebi a missão (convite) do editor do Variedades, o Dorva Rezende, que há muito tempo alimentava a idéia de implantar no Variedades uma coluna da “franquia” Contracapa (que começou no DC). Um espaço que se propusesse a catalisar tudo aquilo que de certa forma fugia a cobertura do próprio caderno, que se permitisse a opinião, a formentar idéias e revelar esta nova geração artística que surge no Estado. Uma geração cosmopolita, situada no espaço e tempo. Confesso que fazer coluna não era muito a minha praia, mas encarei o desafio com a perspectiva de fazer dessa experiência uma exercício de jornalismo, onde a premissa principal é o interesse coletivo, o fato jornalístico. Fazer a Contracapa não foi o acaso, mas a conseqüência de um acaso que quatro anos antes, quando por três ocasiões eu fui interino da coluna do Cacau Meneses. Uma casca, sujeita a bajulações homéricas, reconhecimentos pirotécnicos, mas críticas abaixo da cintura. Uma experiência “bipolar” eu diria (risos). Já estava cansado disso, até que na última oportunidade o Dorva me convenceu a fazer a coluna (do Cacau) para em seguida começarmos a pensar na Contra. Aquela última interinidade (em 2006) serviu como um laboratório para a Contracapa. Aí sim a coisa esquentou!

Mundo47: Antes da Contracapa, qual era teu conhecimento do cenário rock and roll de Santa Catarina? A coluna lhe abriu os olhos para a cena rock?

R: A coluna, assim como hoje o Paredão Contracapa, programa que eu e o Kleber Saboia levamos todos aos sábados ao ar na Atlântida, dissipou uma densa neblina que me impedia de enxergar este produtivo universo. Mas eu não estava tão alheio assim, como trabalhei por quatro anos em Blumenau, conhecia um pouco aquele cenário, como Madeixas, Sodda Café, de Floripa tinha Os Pistoleiros (que fui conhecer em Blumenau), Udigrudis e Guta Percha. Claro, lá atrás tinha os Stonkas & Congas e o Dazaranha, com o qual tive um convívio muito próximo quando passei uma temporada em 1993 em Floripa me preparando para o Vestibular. Quando eu retornei a Floripa 10 anos depois, aproveitei muito pouco o Underground Bar, apenas duas ocasiões e logo ocorreu aquela episódio triste do fechamento da casa. De Joinville mesmo só o Reino Fungi e Os Legais (do oito ao oitenta, veja você..eheheh).

Mas com a coluna me empreendi ao desafio de conhecer e compartilhar. Abri o espaço para que todas estas mobilizações artísticas em curso nos “bastidores” da cidade se manifestassem, pois isso já estava presente na minha vida. As informações chegavam, o silêncio havia sido rompido. A Contra sempre foi um espaço de construção coletiva, e estes novos agentes vindos dos campos do cinema, do teatro, das artes visuais e principalmente a música entenderam isso e aceitaram compartilhar este desafio. Quando eu digo construção coletiva é no seu sentido mais amplo, inclusive no suporte de companheiros da mídia, como o Fábio Bianchini e o Emerson Gasperin. Logo no início da jornada acabei esbarrando no primeiro cruzamento com um outro recém-criado projeto, o Clube da Luta, que se propunha também a mexer com as coisas e promover uma discussão, à época urgente, acerca da valoriação da música autoral e da promoção dos novos artistas. O que veio a seguir vocês todos sabem…Gasolina e fogo.


Mundo47: Qual avaliação que você faz do seu trabalho perante as bandas catarinas nestes três anos?

R: Na boa, meu trabalho é reflexo dessa produção. Se a nossa música não se respaldasse de nada adiantaria eu ficar falando e promovendo este cenário. O reconhecimento da Contracapa é reflexo da legitimidade desta geração artística. Isso não é demagogia. É a constatação de quem vive isso diariamente. Bicho, dias desses eu conversava com o Noventa (músico, da banda Cochabambas) e ele me chamou a atenção e boa parte do conteúdo da Contra ser de informações locais. E isso é fato,não é forçação, acontece naturalmente. A prerrogativa da Contra sempre foi revelar esta “nova guarda”, promovendo a produção artística no Estado, essa que até então muitos julgavam que não existia. Mas existe, e é latente meu caro. Olha, 90% do conteúdo diário seguramente é regional (digo, Floripa e Estado) e felizmente posso me dar ao luxo de chegar a 100% se for o caso. Mas Contra também se presta a fazer este link com o mundo, com as manifestações que reverberam pelo país e planeta, essas referências que hoje estão muito presentes em nossas vidas, incluindo claro a internet.

Daí é que fiz da Contra uma trincheira contra esse pensamento tacanho, vil e dissimulado de que “nada ocorre no Estado”. É o pacto da mediocridade, das igrejinhas que se instalaram em âmbitos diversos para se autopromoverem e fazer uma reserva de mercado. E faço uma autocrítica aqui como um agente de mídia tradicional: os meios de comunicação compraram esta idéia e por muito tempo foram massa de manobra nas mãos dessa gente. Só para citar que até pouco tempo qualquer casa que aparecesse na cidade, principalmente voltada para a promoção da música independente, de shows e tal era frontalmente sabotada na ação destes segmentos até então “soturnos”. Aí que para a minha alegria, hoje eu reconheço em cada ponto do Estado uma ação coletiva de bandas. Seja em Criciúma, Floripa, São José, Balneário, Itajaí, Rio do Sul, Blumenau, Timbó, Joinville, Chapecó. Dá para apontar qualquer ponto no mapa do Estado e você encontrará algo muito bacana acontecendo.

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Mundo47: O que você acha que deve acontecer para a cena independente catarinense deslanchar?

R: Conexão, network, é as bandas entenderem que precisam perder a vergonha, trabalhar a autoestima e se venderem lá fora. Trabalhar parcerias com bandas e coletivos de outras regiões, assim como daqui de dentro também, promovendo um circuito. Não dá para nos lançarmos na empreitada maluca de se fazer aqui um grande festival ou estabelecer uma “cena bit” (veja o caso do Mané Bit, que foi constrangedor). Nosso Estado tem uma formação diferente. Cada região conta com características culturais distintas, dada a sua própria formação, que vai da descendência açoriana à italiana, alemão e austríaca, incluindo aí a recente influência vinda de outros grandes centros que só tornam este caldeirão que é Santa Catarina ainda mais pitoresco. Então o que fazemos? Vamos trabalhar um circuito, vamos ligar estes pólos, promovendo a diversidade. As bandas precisam ocupar estes espaços, nãos e impondo,mas se promovendo nas suas diferenças conceituais. Pois o talento é latente. Você pode muito manter manter um circuito nas cidades pólos, garantindo uma média digna de público (algo de 300 pessoas) por shows, onde uma banda de Rio do Sul pode se apresentar em Criciúma e na semana seguinte esta mesma banda leva a anfitriã do Sul para o Vale. É assim que ocorre hoje nos Estados Unidos, por exemplo. A experiência do Cassim & Barbária na tour deles em março passado revelou isso. E as bandas hoje contam com a internet ao seu favor, para mobilizar, fazer contatos e criar conexões.


Mundo47: Que bandas você apontaria em SC que podem e tem potencial para virar mainstream de vez?

R: Não sei, porque eu não acredito no mainstream. Ainda mais diante deste quadro de incertezas e possibilidades que a revolução digital proporciona. Sabe, bandas com potencial para fazer um grande trabalho são muitas, cito Liss, Calvin, Stereotape Killers, Lenzi Brothers, Coletivo Operante, Aerocirco, Cassim & Barbária, Repolho, Blasè, Estrutura L.I.M.B.O., Maltines, Alva, nossa me perdoem se eu esqueci alguém. Mas a questão meu velho é o que a banda quer para si? O que ela entende por sucesso, porque você pode seguir um caminho no universo independente que pode te proporcionar mais retorno do que se estiver no grande esquema. Sabe, eu vejo que o caminho é seguir uma outra via, como advoga o Wander Wildner. Como é que tu vais falar para uns caras da Lenzi Brothers que eles tem potencial para chegar ao grande mercado, que hoje promove esse bufões semianalfabetos da Fresno, ou o pop raso do Armandinho? Cara, não dá né? O mesmo vale também para o “mainstream” independente, do tal circuito de grandes festivais, bancados por editais milionários, mas que obriga as bandas a se sujeitarem a tocar de graça, tendo inclusive que pagar suas despesas.. Qual o próximo passo? Cobrar jabá das bandas?Se é que já não esteja ocorrendo. Então é isso cara, com a morte do Michael Jackson morreu um modelo. E a idéia é construir um modelo para si, por isso eu acho bastante relativo esta idéia de estourar. Só depende dos contatos, da sua capacidade de se relacionar com outras frentes e isso é preponderante para dar uma dimensão até onde você pode chegar.


Mundo47: Neste tempo de Contracapa você agitou a cena com discussões como o Lero Lero Musical. Qual avaliação você faz destes debates?

R: Foi outra ação que ajudou a estreitar os laços entre a Contra e o seu universo de leitores e colaboradores. Lembro do primeiro, cuja pauta era a eterna discussão “da cena”. Este assunto já foi superado,mas corriqueiramente volta ao tema em cada debate. O espaço foi de um auxílio fantástico, de gente que acreditou, como as jornalistas Fernanda Lago e Antoninha Santiago, que são parcerias diretas neste projeto. Foi bacana para fomentar boas discussões que geraram muitas ações locais, além de construir uma ponte entre a nossa realidade e a experiência de outras regiões. No início deste mês trouxemos novamente o jornalista Alexandre Matias, blogueiro e editor do caderno Link do Estadão que se juntou com o Guilherme Zimmer (músico, produtor e cabeça do projeto SC Conectada) e o Jean Mafra (músico e articulador do Fórum Música para Baixar) para discutirmos justamente estes assuntos tratados até agora por você, o desafio de fazer música neste ambiente digital e qual o modelo a ser adotado. Felizmente saímos sem soluções. Porque solução você constrói, não é? E a minha solução não necessariamente é a sua..ehehe


Mundo47: Além de um blog, você também ganhou um programa na Rede Atlântida. Quais são os novos projetos para a Contracapa?

R: Eu acho que esta convergência de conteúdo entre o DC (Contracapa) e a rádio (Altântida) fecha o cliclo de maturação do projeto Contracapa. O Paredão Contracapa deu um novo up na minha visão do que que está ocorrendo no Estado. Fui elencado a um outro nível de contato e conhecimento da produção regional. Eu que achava que sabia de algo por conta da Contracapa, agora novamente cheguei aquela doce e gostosa conclusão de que há muito ainda a ser desbravado, fuçado, divulgado. Até porque meu caro, a hora que o “faro” der sinais de falha e a visão apertar eu paro, passo o espaço adiante. Porque tanto na coluna quanto na rádio ambos os projetos são espaços de construção coletivas, que se moldaram de acordo com a visão de quem lê e ouve. E não importa mais se será o Marquinhos Espíndola ou o Mekron no volante da Kombi, a estrada já foi pavimentada e foi pelo público. Qualquer guinada não será tão fácil. Acho que esta foi a minha modesta contribuição para esta espaço, em retribuição a todos que abraçaram esta causa. E a idéia daqui para frente é trabalhar forte na consolidação destes projetos (coluna, Blog e rádio) aproveitando ao máximo as suas possibilidades de criação. O Paredão, passados seis meses entrou em rede estadual, fruto da legitimidade da produção catarinense, e agora se prepara para lançar o primeiro EP da série destacando as bandas que passaram pelo programa. A primeira seleção já está definida: Calvin, Coletivo Operante, Lenzi Brothers e Liss. Esperamos lançar em outubro.


Mundo47: Qual avaliação você faz do fim do Clube da Luta em Florianópolis e o que você acha que pode acontecer com o SConectada?

R: O Clube teve a percepção de enxergar que era necessário se reinventar para buscar aquilo que se propôs há muito tempo, profissionalismo. E para isso teve que matar uma fórmula que se desgastou embora em tão pouco tempo (três anos). E nada mais natural que se desgaste em pouco tempo, diante de uma ação tão intensa e discursiva, que conseguiu atrair novamente o foco da mídia para uma questão tão relevante: a valorização da nossa arte. Agora surge como ESCUTE!, algo realmente desafiante, talvez o batismo de fogo deste coletivo que busca um caminho digamos mais tradicional para se efetuar no mercado. Virar selo e produtora pressupõe uma mudança de mentalidade e de postura fundamental, que não seria possível com o Clube. A “morte” do Clube tem um efeito muito mais que simbólico.

E aí vem a ação da SC Conectada que é outra frente que tende a contabilizar bons frutos. O propósito é mapear no Estado estes coletivos artísticos, com vistas para um fórum permanente de discussão e de entrosamento. A idéia inicial é conhecer e estabelecer este circuito no Estado, saindo do foco centralizador. O Zimmer foi muito feliz ao levar este projeto para a Feira de Música de Fortaleza, que foi muito bem recebido por agentes culturais, produtores, patrocinadores e agências de fomento e finalmente fincou a bandeira de Santa Catarina no mapa da articulação musical no país. Porque meu velho, musicalmente o Acre existe, Santa Catarina ainda não! Eu me engajei nessa, assim como você. Inclusive, o Rubão (Herbst, do A Notícia) está nos cobrando aquela reunião do coletivo de mídias…

Ping Pong (mais pong do que ping)

1.Nome:Marcos Espíndola
2.Idade: 35 anos
3.Cidade que nasceu: Santos (SP)
4.Qual seu beatle predileto?: John Lennon
5.Banda preferida: Ramones
6.Banda catarinense preferida: WWDiablo
7.Cinco discos que levaria para uma ilha deserta: Rock to Russia (Ramones), Tecnicolor (Mutantes), Abbey Road (Beatles), Little Walter (The Best), qualquer um da Nina Simone e A Love Supreme (John Coltrane).
8.Cinco discos que queimaria no mármore do inferno: O novo dos Mutantes (junto com o Sérgio Dias), Zie e Zii do Caetano, qualquer um da Bebel Gilberto, qualquer um do Armandino e qualquer um produzido pelo Rick Bonadio (ou melhor, queimaria o próprio).
9.Time do coração: Até abril é o Marcílio Dias.. O restante do ano Flamengo.

Leia o Blog do Marquinhos

Leia a Contracapa (clicar em “versão impressa”)

Paredão Contracapa – Todos os Sábados, 20 horas na Rede Atlântida FM (em Florianópolis, Blumenau, Joinville, Criciúma e Chapecó)

Drops…………………………………..Get Back

Magical Mistery Tour

Weiss: turistão em POA

# de volta à SC. Feriadão bom e com sol em Porto Alegre. Não fiz programação rock, fiz de turista e graças a amável Cia. da Bianca, tive um bom feriado na capital gaúcha. Agradecimento especial a ela, ao seu Dil e dona Tereza pela hospitalidade no sítio em Morungava, foi demais mesmo, brigado!

# voltamos ao normal com clipe novo de Cassim & Barbária, com produção de Gustavo Cachorro da Vinil Filmes. As imagens foram gravadas nos EUA e Canadá durante a turnê em março. Confira no YouTube, a melhor televisão do mundo.

# C&B que preparam volta ao Canadá em outubro. Essa banda brazuca (principalmente catarinense) promete muito ao mundo. Estamos aqui na torcida e acompanhando de perto.

# Roberto Panarotto, o eterno Repolho, retorna com seu blog Agito Com Balalau em novo endereço. Acesse aqui

# antes de pegar o buso para POA, peguei na portaria do meu prédio o novo álbum da ALVA, de Joinville. Ouvi hoje, muito bom. Em breve comentários.

# em tempos de Rock Band dos Beatles, o jornalista Marcelo Fróes joga na rua três discões com bandas e artistas brasileiros regravando músicas da época do Abbey Road. Ano passado o cara soltou o disco em homenagem ao Álbum Branco. Catarinenses do Reino Fungi figuram esse álbum de 2009. Ano passado tivemos Daca e Aerocirco. Até a piriguete do Camelo, Mallu Magalhães, regrava música inédita de McCartney no novo álbum. Deve tá bom mesmo.

# boas novas de Marquinhos Espíndola, capo mor da Contracapa do Diário Catarinense. Nosso querido 47 que faz sucesso com os 48, estará a partir de 19 de setembro ao vivo para toda Santa Catarina no seu programa Paredão, da Rede Atlântida. Vai bombar meu querido, uh! Marquinhos estará ao vivo às 20h para todo mundo ouvir e não só os 48.

The Dolls no clic de Mundo47 no Tschumistock em Rio do Sul

# na sequência, o pequeno grande colunista do DC está confirmando para sua festa de três anos de Contracapa, em 18 de setembro, a volta da banda The Dolls, lá da capitar. Vovô Domingos e sua trupe retornam depois de quatro anos na geladeira. Eu mesmo vi trocentos shows dos Dolls no Underground Rock Bar. Marquinhos é uma espécie de Jesus do rock catarina. Já trouxe para a vida um monte de banda bacana, inclusive Os Pistoleiros. Zé do Caixão tá pensando em chamar o homem para seu próximo filme.

Drops…………………………………………. Rock and Roll

The Colors em Rio do Sul: wrrrrrock!

# de volta depois do fim de semana de hibernação. O Let´s Rock, organizado pelo Estúdio Full Gas em Rio do Sul foi muito bacana. Como integrante de banda, fiquei muito contente com o tratamento recebido por nós, incrível mesmo. Agradecimentos mais do que especiais ao Diego Lottin, o Rodrigo, o Guiulle, ao restaurante Minister pelo excelente rango, a Abigail da equipe da RBA que falou com todas as bandas; a minha doce amiga Michelle, que tava lá empolgada cantando nossas músicas e também ao público que foi prestigiar. O agradecimento mais especial vai para a Ane Kuntz, pelo amor e carinho dado pra nóis coloridos.

# comentando um pouco do show, o destaque da noite foi a apresentação impecável da banda Ursulla, de Joinville. Vou falar um pouco mais sobre eles esta semana, com o disco novo dispinibilizado no Myspace, fortíssimo candidato a disco catarina do ano.

# falando em banda que está em alta, o recado de Cassiano Fagundes, mestre de Cassim e Barbária, que manda missiva eletrônica para Mundo47 avisando do Podcast que está disponível no site da Midsummer Madness. No podcast o homem fala sobre a turnê na América do Norte e a troca de informações importantíssima que rolou na viagem do quinteto da ilha da magia.

# o dia 23 de maio será importante lá no Norte de SC. A Alva estará reunindo bródis e admiradores para lançar seu álbum de estréia. Em Joinville o ponto será o Don Rock com a abertura dos também joinvillenses da Blasé. Depois de 6 meses em gestação, o álbum sai para abalar as estruturas lá na terra dos principes e na região.

# o fato é que Jlle está caminhando a passos largos nessa história de rock. Muita banda boa surgindo, trabalhos precisos, convincentes e começa a deixar muita banda de outras regiões da 47 e dos 48 comendo poeira.

# outra boa notícia é que sábado teremos mais uma vez a lendária banda Os Pistoleiros de volta aos palcos. Depois do show no aniversário da Contracapa de 2008, os caras voltam a tocar na capital na companhia da Pornô de Bolso. O show acontece no Barbudos, na Avenida Rendeiras na Lagoa da Ceição, muito próximo ao antigo local que se localizava no Underground Rock Bar, que eternizou muitas bandas clássicas da cena wrock de SC. Ingressos a 10 doletas, sem direito a Jack Daniels!

BANANADA 2009

# sexta 22 e sábado 23, são os dias do Bananada 2009. O festival ocorre todos os anos em Goiânia, organizado pela Monstro Discos, a mesma gravadora que promove o Goiânia Noise Festival, que acontece no fim do ano. No sábado os catarinenses da banda Lenzi Brothers estarão tocando por lá. O blog Orelhada, do mestre Rubens Herbst, estará em Goiás fazendo a cobertura do evento. Imperdível!

# enquanto o Little Joy não vem com mais coisas pela frente, o clipe gravado no Rio de Janeiro já está disponível na web. A banda que inicia uma tour pelos Estados Unidos no próximo mês, sem Fabrizio Moretti que está dedicado na gravação do novo do Strokes, gravou um clipe bacana no Rio de Janeiro, com ar de década de 1970, gravado em super 8 com a produção da família de Rodrigo Amarante. Confira!

Novos petardos sonoros da banda Yer no Myspace

Que a cidade de Lages, na serra catarinense, é um imenso celeiro do bom rock and roll catarina, isso não é novidade para nínguem. Tem muito 47 e 48 que se morde de inveja que de lá sairam bandas como Lenzi Brothers, Pistoleiros, Antibióticos, Expresso Rural e outras bandas de excelente nível.  Agora a banda lá dos campos lageanos está com duas inéditas no seu endereço de Myspace. 

Golden Eternity e Request no Questions são as novas músicas do power trio lageano. A fortíssima e incrível influência de bandas britânicas da virada da década de 1960 para 1970, como Cream, The Jimi Hendrix Experience, Small Faces, Free, Stones e outras boas que nas músicas dos caras estão plenamente inceridas, dão um ar nostálgico e também se igual para o som dos rapazi. 

Yer é a banda certa no local e ano errado. Não sei porquê, mas ao zapear o playlist no Myspace da banda, me cheira aqueles docs sobre bandas clássicas dos anos 1960. É uma espécie de 1968 sem revolução, apenas música. 

Escute as novas e as outras da Yer no Myspace

Folk this island: Dois é novo projeto folk em Floripa

 

Há alguns anos atrás, quando eu comecei a frequentar a cena róque de Florianópolis eu jamais imaginaria que encontraria na “ilha da magia”, bandas com um fundo de consistência na cena folk rock. De cara encontrei as duas mais lendárias. Pistoleiros e Superbug. Anos antes disso tudo, o Expresso Rural, que não era bem de Floripa, mas foi reunido todo por lá, ja enverdava no folk, com o sensacional e histórico álbum “Nas Manhãs do Sul do Mundo”, de 1983. 

O tempo passou e com o Superbug meio que congelado no tempo e os Pistoleiros saindo das imensas pedras de gelo do seu passado recente, outra banda bacana do estilo apareceu. Verano, que em 2008 fez um dos melhores EPs do ano que passou. Mas continuando o papo, desafiando a tudo e a todos e tentando ser avesso a moda Mallu Magalhães, outros nomes surgem. O mais recente é o Dois. Formado por remanescentes da banda Reverberia, o novo projeto musical foi simplesmente batizado de “Dois”. A proposta é mais acústica e com canções sinceras e boas melodias. 

DOIS é formado pela bela Indy Muller, nos vocais e cordas, Thiago Ishiy Fukahori, também nos vocais, cordas, escaleta e harmônica e Daniel Pfeifer na bateria e violão. Como toda banda que tá começando, DOIS já tem seu site no Myspace e com uma canção postada, “Alento”, que teve a produção do maltine Cisso Fernando.  ”Alento” é uma bela canção em português, letras e melodias sinceras, som agradável, na realidade eu espero o quanto antes por mais. 

Se você é um leitor 48 ou está na região deles, aproveita neste sábado para conferir a banda ao vivo. A partir das 20 horas a DOIS toca no Bar Taliesyn que fica na Rua Fernando Machado, 36, Centro de Florianópolis.

 

Conheça DOIS:  www.myspace.com/doisoficial

 

 


Catarinas fazem show em conjunto em São Paulo

Diógenes Fischer em ação com Os Pistoleiros

Está marcado para março no Bar B, em São Paulo, um encontro de gigantes do róque catarinense. Gustavo Moura, o Kaly, vocalista da Stuart, já residente na capital paulista, recebe Diógenes Fischer, lendário vocalista dos Pistoleiros (que voltou em 2008 na festa da Contracapa do DC) e do Superbug.

Segundo Kaly, a apresentação será dividida entre os dois, sendo que cerca de cinco músicas serão excecutadas em conjunto. Diógenes será acompanhado pelo também pistoleiro Marco Túlio.

Os três figuras fazem parte das melhores bandas do independente catarinense. Como eu conversei muito com o Kaly no verão, em 2009 muitas apresentações suas serão solo e outras serão com a Stuart completa.

Já sobre os Pistoleiros e Superbug, só o tempo dirá, já que desde o show no Célula, os Pistoleiros não fizeram mais nenhum show. Outra banda de Diógenes que está em stand by é o Superbug, pois agora Fábio Mutley Bianchini é outro morador da capital paulista.

Wander Wildner + Pornô de Bolso + Cassim & Barbária em Floripa

Neste sábado tem um baita show em Florianópolis, no Célula. Imperdível mesmo. Eu só irei perder, pois estarei no Tschumistock. O líder dos comancheros do país, Wander Wildner, estará mostrando as músicas do seu novo disco e na abertura, duas bandas da capital. Pornô de Bolso (do bom e velho Frankito e do mais velho ainda Domingos) e Cassim & Barbária, o combo de guris de Curitiba/Floripa, que em 2009 embarca para os states no South By Southwest, no Texas. 

Como diz o Marquinhos Espíndola, em seu Blog do Marquinhos, os shows serão especiais para os os órfãos do finado Underground Rock Bar. Primeiro pelo próprio Wander que no estado terminal do Bar, morava em Florianópolis na Lagoa da Conceição e vivia no bar do Franck, entre apresentações e drinks. Depois pela própria formação do pornô de bolso, que conta com o velho Domingos, ex-The Dolls (uma das bandas que mais tocou no Underground) e a presença do irmão de Franck, o Frankito. No repertório de Wildner, músicas do seu novo disco, se destacam as versões para “Não Contavam Com Os Pistoleiros”, dos Pistoleiros e “Um Bom Motivo”, da Stuart.

Vanguart assina com gravadora

Flanders: desafios dentro do mainstream

No finalzinho do último mês, a banda cuiabana Vanguart anunciou a sua contratação pela gravadora Universal. Mundo47 deixou passar batido, mas agora se redime ao dar a notícia e ainda comentar uma entrevista que os guris deram para o Terra na ocasião do festival Planeta Terra, no último sábado. Apesar da repórter tansa que o site colocou para entrevistar Hélio Flanders e seus comparsas, o rapaz deu a entender que a conquista foi importante para eles e também para o independente nacional. 

A repórter do Terra perguntou que agora com a contratação por uma grande gravadora, a vida dos rapazes começará a ficar mais agitada do que como banda independente. Na lata Hélio Flanders respondeu: “Independente é tranqüilo uma ova! Se rala muito no meio do indepente”, disparou o baixinho. E é real. Flanders tem razão, o meio independente é trabalho árduo, uma dedicação um pouco maior. Indo para uma grande gravadora a banda pelo menos se livra de uma série de questões no quesito divulgação, verba para gravações e o custo do próprio disco, porém, vale lembrar muito bem aos rapazes, que as coisas não andam bem para nenhuma gravadora brasileira. 

 

 

Basta ver o Moptop que também assinou e lançou disco pela Universal e na realidade não emplacou nacionalmente como deveria. O mesmo risco o Vanguart poderá ter, assim como outras bandas que saem do independente e vergam pelas estradas do mainstream. 

O fato que ser ou não independente para o Vanguart ainda é uma certa conquista. O tipo de som que esses caras fazem pelo país não é tão usual. O folk virou modinha de um certo grupo de indies através da explosão de sucesso da cantora Mallu Magalhães, que aos 15 anos virou sinônimo de “fenômeno” musical, com um estilo que a piazada pouco conhecia. No Brasil,  os mais “ânciões” do folk rock, como Superbug, Pistoleiros e Bad Folks, não obtiveram o mesmo reconhecimento que os novos estão tendo, mas não deixam de forma alguma de serem professores desses que ai chegam. O Vanguart foi uma banda que aprendeu muito bem sua lição. Agora é esperar pelo que a Universal vai querer aprontar de bom para essa gurizada ai. Sorte e juízo rapazes… 

 

Escute Vanguart:  http://www.myspace.com/vanguart

Drops de uma madrugada de segunda…

# é não deu pro Felipe Massa, mas foi muito legal ficar vendo uma corrida de F1 novamente com aquela sensação de que teríamos um piloto campeão. Putz e foi nos  últimos metros que o aquele alemão, o Glock, deixou o Hamilton passar. No final a Globo nem colocou direito o famigerado Tema da Vitória.

# ontem foi dia de Finados também. Lucro para os donos de floricultura. Não sei, mas acho mais em conta você cremar o corpo da pessoa. Ficar cultuando túmulo é coisa pra dark e fã do Helloween ( que o 90 adora).

# to realmente sem sono e sem vontado de postar algo de novidade wrock nessa madrugada. De dia quem sabe eu me animo um pouco, mas fiquem relax que tem novidade ai na praça.

# esses dias eu sentei no computador no intuito de escrever um livro. Eu tava meio decepcionado, 28 anos e eu nunca escrevi nada que tivesse mais de 20 páginas. O problema foi que não veio nenhuma idéia que prestasse para escrever alguma coisa, história, conto, crítica, enfim, alguma coisa. Parei na segunda linha.

# mas um dia essa história de livro sai. Depois fiz uma busca no meu PC e descobri que já fiz essa tentativa umas oito vezes. Daqui há pouco dá para lançar uma reunião de textos para um “quase livro”.

# na semana passada eu falei da minha frustração de não poder ver os shows fodões que rolarão neste fim de ano. Até por falar do show da Cindy Lauper teve leitor me achincalhando. Pô, eu já fui piá né cara e assisti os Goonies e a música tema era da Cindy, releva ai leitor.

# tanto que tá ai o clipe. Tá certo também que a interpretação da Cindy é horrível nesse clipe, mas a música marcou época. Eu lembro dessa época do filme dos Goonies que eu jogava Atari e tinha um Gênius do vizinho que a gente jogava até tarde. Tinha também Supertrunfo na casa do Rutzen. Era uma boa época, por isso que o povo é saudosista dos 80s.

# e não me pentelhem mais por causa da Cindy. Nessa mesma época lembro de muito coleguinha meu comprando disco da Xuxa, que apesar de gostosona, me irritava desde o início na Globo.

# tava lendo no Blog do Marquinhos, que o Wander Wildner vai tocar no Célula em novembro, mas que não vai rolar Os Pistoleiros abrindo, por motivo de agenda de um dos integrantes. Se a idéia é um possível encontro folk com o comanchero do Sul, porquê não colocar Verano para abrir? Eu ainda vou mais longe, já aproveitava para trazer os caras do Mundo Verde, lá da área 47.

# graças aos colegas jornalista Renê Müller e Dorva Rezende, do blog Tra-la-lá, eu passei o fim de semana todo ouvindo Elvis Costello. No posto do blog dos cara, Renê comemorava sua nova aquisição,  uma raríssima edição nacional do disco This Years Model, lançado em 1978 por Costello. De quebra o colega de blog colocou dois vídeos fantásticos, de músicas deste disco: Pump it Up e Chelsea. Fiquem então com Chelsea aqui no Mundo47.

Drops de uma madrugada de segunda…

# é não deu pro Felipe Massa, mas foi muito legal ficar vendo uma corrida de F1 novamente com aquela sensação de que teríamos um piloto campeão. Putz e foi nos  últimos metros que o aquele alemão, o Glock, deixou o Hamilton passar. No final a Globo nem colocou direito o famigerado Tema da Vitória.

# ontem foi dia de Finados também. Lucro para os donos de floricultura. Não sei, mas acho mais em conta você cremar o corpo da pessoa. Ficar cultuando túmulo é coisa pra dark e fã do Helloween ( que o 90 adora).

# to realmente sem sono e sem vontado de postar algo de novidade wrock nessa madrugada. De dia quem sabe eu me animo um pouco, mas fiquem relax que tem novidade ai na praça.

# esses dias eu sentei no computador no intuito de escrever um livro. Eu tava meio decepcionado, 28 anos e eu nunca escrevi nada que tivesse mais de 20 páginas. O problema foi que não veio nenhuma idéia que prestasse para escrever alguma coisa, história, conto, crítica, enfim, alguma coisa. Parei na segunda linha.

# mas um dia essa história de livro sai. Depois fiz uma busca no meu PC e descobri que já fiz essa tentativa umas oito vezes. Daqui há pouco dá para lançar uma reunião de textos para um “quase livro”.

# na semana passada eu falei da minha frustração de não poder ver os shows fodões que rolarão neste fim de ano. Até por falar do show da Cindy Lauper teve leitor me achincalhando. Pô, eu já fui piá né cara e assisti os Goonies e a música tema era da Cindy, releva ai leitor.

# tanto que tá ai o clipe. Tá certo também que a interpretação da Cindy é horrível nesse clipe, mas a música marcou época. Eu lembro dessa época do filme dos Goonies que eu jogava Atari e tinha um Gênius do vizinho que a gente jogava até tarde. Tinha também Supertrunfo na casa do Rutzen. Era uma boa época, por isso que o povo é saudosista dos 80s.

# e não me pentelhem mais por causa da Cindy. Nessa mesma época lembro de muito coleguinha meu comprando disco da Xuxa, que apesar de gostosona, me irritava desde o início na Globo.

# tava lendo no Blog do Marquinhos, que o Wander Wildner vai tocar no Célula em novembro, mas que não vai rolar Os Pistoleiros abrindo, por motivo de agenda de um dos integrantes. Se a idéia é um possível encontro folk com o comanchero do Sul, porquê não colocar Verano para abrir? Eu ainda vou mais longe, já aproveitava para trazer os caras do Mundo Verde, lá da área 47.

# graças aos colegas jornalista Renê Müller e Dorva Rezende, do blog Tra-la-lá, eu passei o fim de semana todo ouvindo Elvis Costello. No posto do blog dos cara, Renê comemorava sua nova aquisição,  uma raríssima edição nacional do disco This Years Model, lançado em 1978 por Costello. De quebra o colega de blog colocou dois vídeos fantásticos, de músicas deste disco: Pump it Up e Chelsea. Fiquem então com Chelsea aqui no Mundo47.

Cobertura catarina do Tim Festival

O pequeno-grande jornalista, Marcos Espíndola, do Diário Catarinense, esteve em São Paulo onde curtiu o Tim Festival. No famoso Blog do Marquinhos, o 47 mais conhecido dos 48 nos mostra os bastidores e os melhores comentários dos shows que ele testemunhou em SP. O  mesmo Marquinhos também comenta do possível show de lançamento do disco novo do Wander Wildner na Célula, lá por 15 de novembro. Na abertura, a possibilidade dos Pistoleiros. Vale lembrar que no mesmo fim de semana tem Tschumistock. Façam outro dia povo! Eu também quero ir!!!!

Mundo Verde: excelente aposta folk do vale catarinense

Santa Catarina pode se revelar um belo celeiro folk brasileiro. Já nos anos 1980 tivemos a experiência rock rural do Expresso Rural. Um pouco depois, já nos fins dos anos 1990 a aparição meteórica, porém extremamente marcante dos Pistoleiros, o alt country do Superbug e mais recentemente a aparição do excelente Verano, de Florianópolis. Talvez os vastos campos e paisagens bucólicas de Santa Catarina, inspirem mais gente nesta proposta. Do Vale do Itajaí, próximo a Blumenau, o quarteto da banda Mundo Verde nos enche de orgulho para mais uma bela aposta do folk catarina neste ano de 2008. 

O projeto é antigo, mas somente há pouco mais de um ano, que o grupo fechou certinho. O som é um folk recheado de influências que vão desde Johnny Cash, Crosby, Stills, Nash and Young, Gomez, Nado Reis e com um pouco de Pink Floyd. O vocal grave do vocalista Marlon até lembra um pouco Zé Ramalho, mas ao longo das músicas, a qualidade melódica e instrumental do grupo se sobressai. 

Resumindo um pouco a história da banda, em 2001, Marlon Janke e Jony Tomelin, com um punhado de músicas próprias, iniciaram uma parceria. Em 2003 surgiu a idéia de montar uma banda com as músicas e além de Marlon (baixo e vocal), e Jony (guitarra), entraram na banda, Sabine Schweder (vocais) e Flávio Silva (bateria). No repertório, músicas próprias e alguns covers que iam de Led Zeppelin à Secos e Molhados.  Tempos depois, as obrigações com estudos, fizeram Jony, Flávio e Sabine sairem da banda.

Com o nome de Casulo Amarelo, a banda ficou conhecida entre 2004 e 2007, com uma formação maior e duas garotas nos vocais. Na época a tônica da Casulo era Led Zeppelin cover. No final de 2005, Jony e Marlon gravaram uma demo acustica em casa, no intuito de não perder todo o material que havia sido criado. A gravação durou cerca de tres semanas, e feita de forma bem artesanal. Com 10 músicas surge a demo acústica do Mundoverde.  No final de 2006 foi gravada mais uma demo acústica, agora com a ajuda de Flavio da Silva nas percursões, 

A retomada das músicas próprias só se deram no fim de 2006, com o fim da Casulo Amarelo, e a volta de Jony na cidade. Rapidamente formou-se a banda com: Marlon (vocais, viola,harmonica, trompete); Sabine (vocais); Jony (guitarra e vocais); Beto Schweder (Contrabaixo e flauta transversal, atualmente com a PARACHAMAS) e Tiago Cardozo (Bateria).  

Em janeiro de 2007 a banda gravou ao vivo uma demo no CREMA STUDIO, de Timbó,  com quatro músicas.  
Em outubro de 2007, Beto foi morar em Blumenau  e se dedicou inteiramente ao PARACHAMAS. Em seu lugar entrou Daniel da Silva,  no baixo. A formação atual conta com Marlon(vocais,harmonica,trompete e violão 12); Jony (vocais e guitarra); Daniel (contrabaixo) e Tiago (bateria). 

CD Saindo do forno

Depois de tanta história, a banda está finalizando o primeiro disco. Em janeiro de 2008 o MundoVerde foi atrás d gravou CD no Crema Studio, em Timbó. O lançamento é previsto para 09 de novembro, quando a banda tem uma apresentação prevista para a Fundação Cultural de Indaial. Segundo a banda, o CD terá uma varidade grande de influências, que vão do country ao prog, passando pelo rock e claro, o folk. Com o CD na mão, Mundo Verde quer galgar novos rumos para a banda. Primeiro é sair do circuito Indaial, Timbó e Blumenau, tocando em outros lugares do Estado e até fora dele. Orgulhosos de suas músicas, o pessoal avisa que tem três horas de músicas próprias. 

  
Próximas datas de shows
 
25 de Outubro (Sábado)
Mistureba Rock no Taverna´s Bar – (Indaial)
 
08 de Novembro (Sábado)
Workshow Ariel Coelho Indaial

09 de Novembro (Domingo)
Fundação Cultural de Indaial- Prévia do CD
 
29 de Novembro (Sábado)
Lançamento do cd do Circo Acústico.

 

Conheça Mundo Verde

Myspace:
http://www.myspace.com/bandamundoverde
Fotolog da Banda:
http://www.fotolog.com/somdomundoverde 
Comunidade no Orkut:
http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=10963102

Nesta quinta tem doc do Tschumistock em Florianópolis

Eu e Wanderson: três dias de muito rock, loucuras e muito trabalho

Em novembro de 2001 eu estive mais uma vez participando de uma edição do Tschumistock, um dos maiores festivais de rock ao ar livre, que acontece desde 1995 em Rio do Sul, Alto Vale do Itajaí, em Santa Catarina. Minha relação com o festival vem da adolescência, dos tempos de colégio, onde com os amigos, participei ativamente do início do festival. Em 2001, faltava menos de um ano para minha formatura no curso de jornalismo.

Eu há havia passado pela experiência de trabalhar, dentro da universidade mesmo, em jornal experimental e na Rádio Univali, durante dois anos produzindo e apresentando o programa Pirão Catarina, mas confesso que durante todo o período de Univali, a profissão de repórter de TV não me atraía. Mas o mês de novembro chegava e com ele o Tschumistock daquele ano. Sabendo que iria me incomodar muito em 2002 para fazer um projeto legal para colar grau, coloquei um desafio para mim mesmo, de que eu poderia fazer um documentário sobre um dos festivais que eu mais conheço: o Tschumistock.

O primeiro passo foi convencer a professora Jane, lá do curso, que eu queria fazer o vídeo em Rio do Sul. Ela topou e me disse que seria orientadora. O segundo passo foi convencer o professor Wallace Lehmmann, então coordenador e o cara que construiu os moderníssimos estúdios da Univali para PP e Jornalismo, a me dar o equipamento totalmente digital em DVCam, uma novidade para a academia na época, para levar isso até Rio do Sul e durante alguns dias, produzir. Eu realmente não tinha muito tempo. O homem foi osso duro de roer, mas no final e graças à professora Jane, o equipamento moderno e novinho em folha foi liberado.

Papo de “Rafaéis”: Tschumi e eu conversando sobre o festival

O segundo passo foi formar uma pequena equipe para ajudar. O colega de curso e hoje jornalista Wanderson Werch foi o primeiro a topar fazer câmera para mim no festival. O segundo a aderir, que também ajudou na idéia de ir para Rio do Sul e filmar toda a loucura, o publicitário Alyson Darugna, se juntou na pequena equipe e juntos fomos para a cidade filmar todo o Tschumistock. Mas ainda faltava uma coisa. O que fazer lá? Filmar o que? Com qual foco, ideal? Bom, confesso que no princípio pensei naquela história toda de câmera no ombro, microfone na mão e vamos ver no que dá, mas pensei melhor e fazer algo mostrando a alma do festival e o que ele representa para organizadores, freqüentadores e até mesmo moradores da cidade ou próximidades, era muito melhor. Ainda no improviso e sem muita idéia, fomos alguns dias antes do início da festa. Inspirado totalmente no filme do Woodstock 1969, filmamos os preparativos lá no Sítio dos Tschumi e também fizemos alguns takes pela cidade de Rio do Sul, com depoimentos e opiniões de pessoas comuns, lá no Centro da cidade.

Depois passamos ao Festival, onde realizamos uma série de pautas e takes. Filmamos todo o lugar, as atrações, as pessoas e partimos também para entrevistas com os organizadores, músicos e o público. Também filmamos uma música inteira de cada banda. A idéia era produzir clipes a partir dos takes, mas acabamos por escolher três bandas e colocamos no filme uma música de cada. Tentei ser eclético ao máximo, com uma banda indie (Madeixas), uma de heavy metal, estilo muito característico em festivais como este (Rhasalom) e uma banda com um pouco mais de história (Vlad V). Muitas outras boas ficaram de fora da edição final.

Equipe: Wanderson, Alyson e eu lá na minha ex-casa em Rio do Sul

Bom, a edição final foi um pouco complicada, mas pioneira na Univali. Foi o primeiro editado e finalizado em edição não linear, o que exigiu muito do editor Rodrigo Weichermann (hoje morando na Alemanha e editor da Deutch Welle). Tinha um outro problema, que poucos documentários foram apresentados em mais de 10 anos de história na Univali. Geralmente os colegas optam por grandes reportagens, mas eu não, adotei uma linguagem mais para documentário, não mostrando a figura do entrevistador nas entrevistas e com narração. Cheguei a um acordo com a universidade e produzi um filme com 29 minutos. Praticamente dobrei essa proposta, indo de 12 minutos para 29, então mesmo assim, achei que fiquei no lucro.

Editado em 2002, meses depois da filmagem, achei que o resultado final ficou muito satisfatório. Hoje vendo e revendo o vídeo, acho que falta muita coisa nele e também, por ser ainda um novato nessa área de vídeo, achei que poderia ter uma linguagem um pouco melhor. Mas o filme Tschumistock – A Casa do Rock And Roll, se tornou um grato sucesso e até hoje é lembrado na Univali. Na banca examinadora ele obteve nota máxima e foi julgado pela professora orientadora e pelos jornalistas Diógenes Fischer (vocalista dos Pistoleiros/Superbug) e Léo Castro (professor da Univali).

Depois de algumas exibições entre 2002 e 2003 o documentário caiu no meu próprio esquecimento. Não consegui levar o projeto adiante. A nota triste aconteceu em setembro de 2003, quando um larápio filha da puta entrou no meu carro e levou uma bolsa minha que estava no porta-malas com o original do filme em DVCam. Me sobraram algumas fitas dele em Super VHS e VHS. Naquele setembro de 2003, transformar uma fita em DVD não era uma tarefa nada fácil, burro fui eu, mas não adianta não, pelo menos sei que ajudei um pouco na cultura de um desgraçado.

Depois de tanta história, chegou a vez de agradecer hoje, o convite do pessoal da Insecta Procuções e os curadores do Cinema Noise, Gurcius e Daniel Villa Verde, pela oportunidade de mostrar o documentário para o público que participa do festival e que gosta de rock. Para mim será um momento de que finalmente encontrei o público ideal para ele. Foi minha tentativa de homenagear o festival que gosto tanto e que em 2005 tive a honra de estar lá como um músico, com a banda The Colors, onde fizemos uma linda apresentação. O Tschumistock representa muito para mim. É algo que vi nascendo, crescendo, que ajudei a fazer, documentei grande parte da história do festival com fotos. Ganhei até um apelido dos rockers. Me chamavam de Jorge Tadeu, já que eu ia para o Tschumi com um copo de cerveja numa mão e uma máquina fotográfica na outra.

Espero que todos gostem da exibição que acontecerá hoje no CIC.

ATENÇÃO: EM BREVE O DOCUMENTÁRIO ESTARÁ NO YOUTUBE

 

(Quinta Feira, 02 de outubro) Cinema Noise

20:30 – Tschumistock: A Casa do Rock (Rafael Weiss, 2002, 29′)

IMPORTANTE: Vamos passar um filme colado no outro, por isso os horários podem variar um pouco. São 5 horas de filme+música por dia, entre e saia da sala a qualquer hora! Quando: do dia 28 de setembro até 02 de outubro Onde: MIS-SC (CIC) Av. Governador Irineu Bornhausen, 5600

“Entrada Franca”

Expresso Rural relança disco de estréia de 1983

E o primeiro disco do Expresso Rural, “Nas Manhãs do Sul do Mundo”, lançado originalmente em 1983, estará em breve nas lojas de todo o Estado de Santa Catarina e também disponível no site da banda para compra. Em 2007, integrantes originais da formação clássica do Expresso Rural, banda catarinense que foi uma das primeiras a incorporar o tom campeiro, folk misturado ao rock, na música catarinense. O disco “Nas Manhãs do Sul do Mundo” é um clássico do folk catarina e quiçá do Brasil e que aqui em Santa Catarina influênciou gente como Diógenes Fischer e André Göcks, cabeças lageanas de Os Pistoleiros.

Segundo a banda Expresso Rural, devido a grande procura, uma nova tiragem do CD ‘ Nas Manhãs do Sul do Mundo’ estará a venda a partir deste mês de setembro. Fora do mercado ha alguns anos, esta é a sua oportunidade de adquirir o trabalho que marcou e embalou os 80´s. O disco foi lançado em 1983 e na época teve uma grande aceitação na mídia catarina. A RBS, rede gaúcha de rádio e TV que há pouco estava no estado, fez um especial de 1 hora, o que originou muitos clipes da banda veículados até hoje e disponibilizados no YouTube.

Nas composições, Daniel Lucena e suas melodias fáceis, agradáveis e sempre acompanhadas do excelente naipe de vocais de Volnei Varaschin, Paulo Back e Zeca Petry. Apesar das grandes vendas, o vinil de “Nas Manhãs” é um item raro nos sebos do Estado, mas nos anos 90, já separados, a banda lançou o disco no formato CD.

Além da faixa título do disco, “Nas Manhãs do Sul do Mundo”, o disco conta com uma pá de clássicos como “Tom Natural”, “Rock Rural”, “Meu Amor Por Um Hot Dog” e “Sol de Sonrisal”. O bolachão ainda continha a polêmica “Flodoardo”, uma história sobre um sapinho sem vergonha que só fumava maconha. A música foi gravada de última hora para ser incluída no disco, mas recebeu veto da censura federal, obrigando a banda a vender o disco lacrado e parte dos vocais foram alterados eletronicamente.

 

Veja a Ficha técnica do disco:

 NAS MANHÃS DO SUL DO MUNDO

Gravado e mixado nos estúdios VICE VERSA ( SP ), 16 canais em Outubro de 1983.
Data lançamento ( LP ) – Dezembro 1983
Data relançamento ( CD ) – Dezembro 1987

Daniel Lucena – Voz
Zeca Petry – Violão 12, Guitarra, Vocais
Volnei Varaschim – Violão, Guitarra, Vocais
Paulo Back – Baixo, Vocais
Marcos Ghiorzi – Bateria
Sérgio Bassit - Sax e Flautas
Tayrone Mandelli – Sax e Flautas

Produção e Arranjos: Expresso Rural
Produção Executiva : Annito Petry
Assistente de Produção : Nakatani
Técnicos de Gravação : Carlos ( Cacá ) Lima e Paulo Farat
Auxiliares de Estúdio : Washington e Zé Luiz
Corte : Osvaldo – RCA
Criação de Capa e Encarte : Expresso Rural
Fotos : César Monteiro
Desenhos Cotracapa e Encarte : Paulo Back
Produção Gráfica e Fotolitos : Renato Rizzaro

Músicos Convidados:
Alejandro Surco : Piano, Moog e demais teclados
Marco Bosco : Percussão
Paulo Costa : Banjo
Marcio Freire : Guitarra Solo em ‘Meu Amor por um Hot Dog’

YouTube: abertura do show dos Pistoleiros

Me arrisquei como videomaker, apesar de no sábado uma porrada deles estarem lá com suas respectivas câmeras, mas não pude deixar de registrar a primeira música do show. Tem mais uma no meu arquivo que vou colocar ainda hoje ou amanhã.

No vídeo acima, “Bufalo 2008″ e “Pouca Coisa”

A incrível noite com Os Pistoleiros

Histórico: volta dos Pistoleiros levou um grande público para Célula

Bom, como diz meu colega de blog, Rubens Herbst, do AN, a melhor forma de contar como foi o último sábado é fazer um resumo do passo a passo. Vou ser bem rápido nas preliminares, para chegar no ápice da noite.

Saí de Itapema, onde peguei meu colega de Erasmo Carlos Project, Sergey Schütz para uma road tripa até Floripa. No caminho conversamos sobre cena róque e ouvimos um CD com mp3 de várias bandas catarinas que preparei para a viagem. Liguei para o mestre Rubens Herbst que estava mofando no shopping Iguatemi desde às 13h. Cheguei lá e fiz o cara mofar um pouco mais, pois tinha que bater um rango antes de me dirigir até a Célula, no bairro João Paulo. Depois de uma rápida passagem na Saraiva para comprar o DVD do Botinada, documentário do Gastão Moreira, seguimos direto para o bar. Naquele clima de “os primeiros a chegar”, já fomos recepcionados por um serelepe Marcos Espíndola, o aniversariante do dia com a sua indispensável coluna Contracapa do Diário Catarinense e na vontade de ver a história acontecer, a turma entrou rapidamente na Célula onde deu de cara com Dorva Resende, Mutley Bianchini e Eduardo Xuxu, o responsável pela reunião dos Pistoleiros.

André e Diógenes: dupla volta á cena com clássicos do EP Pistoleiros

Foi realmente uma noite de reencontro. O tempo foi passando e o povo foi chegando. Gente que eu não via há muito tempo mesmo, não dá pra ficar citando todos, mas vale lembrar que tudo isso foi regado a o som colocado no talo pelo Dorva e os vídeos, digamos, diferentes apresentados no telão pelo Zimmer. Uma bela noite.

Mucho Loco: apresentação bombástica do WWDiablo na abertura

O primeiro prato foi picante. WWDiablo foi a primeira atração com mr. Galináceo (Kratera), liderando uma trupe de mariachis do demonho com seu som vibrante, pulsante e como disse muito bem o Rubens Herbst, uma excelente pegada. O trabalho do WWDiablo não é tanto difundido, mas a partir daquele show muita gente ficou de cara. Imagine um Los Pirata mais pesado e com letras bem mais portunholizadas? Este é o trabalho de WWDiablo que segundo Mr. Galináceo, tudo está gravado há um tempão e disponível no Myspace da banda. Pra Mundo47 vai valer uma reportagem mais completa para breve, mas o fato é que WWDiablo levantou o povo para a grande expectativa da noite: o show dos Pistoleiros.

Já como segundo prato, Diógenes Fischer, André Göcks, Xando Passold, Marco Túlio e Alex Piu Piu, entram no palco com uma carga emocional muito grande. Xando ainda estava fazendo aniversário no mesmo dia e a turma estava para comemorar a volta dos Pistoleiros e o seu aniversário. Marquinho e Mutley deram um plá para o público, dizendo da importância deste show e os Pistoleiros atacam com “Bufalo 2008″, tema instrumental de introdução do show. Di[ógenes Fischer, vocalista e guitarrista, para e fala: “É um prazer estar de volta, apesar de nunca termos saído daqui” e inicia os acordes de “Pouca Coisa”, música velha, mas que não estava no EP único de 2000. Pouca coisa é uma bela balada folk com excelente melodia, provável que em breve, com André morando agora em Balneário, os Pistoleiros quem sabe gravam esta canção.

Marco Túlico comandando a gaita em “Não Contavam”

Depois de Pouca Coisa, chega a vez da seqüencia das músicas do EP. “Não Contavam com Os Pistoleiros”, com a introdução característica e Marco Túlio na gaita. O bacana da volta é que com um pouco de fidelidade, a banda executou as músicas. O único estreante nos Pistoleiros era Alex Piu Piu, no baixo, conhecido do mundo alternativo por participar de diversas bandas, como o Superbug. Antes do show o homem me confidenciou que estava um pouco nervoso, mas ciente do nível histórico da coisa. A cozinha de Xando e Alex, batera e baixo respectivos, foi mantida como no disco, com ambos mantendo a linha dos músicos originais. Do outro lado do palco, Diógenes, André e Marco mostrando o velho entrosamento de sempre. “Neve Over” veio em seguida, levando o público a loucura.

Estréia: Alex Piu Piu assume o baixo dos Pistoleiros na volta

Depois, “Canção de Amor”, “Domingo Se Não Chover”, “Quis te Levar” e finalizando o EP com “Se eu Tivesse um Walkman”. Depois de finalizada a parte do EP, Os Pistoleiros ainda deram de lambuja um presentão com a inédita “Remédio Amargo” e também uma excelente versão de “The Model” do Kraftwerk. Antes de fecharem o set, a banda tocou ainda uma velha conhecida da sua autoria, que também não foi registrada devidamente. “Contestado” é um velho rock com influências nativistas/lageanas, mas com excelente letra e melodia. Quem sabe para um futuro próximo, a banda não joga isso novamente para o público.  O encerramento foi em grande estilo, cover de Neil Young e aplausos efusivos da platéia que ainda não acreditava que acabava de ver a volta dos mitológicos Pistoleiros.

Malacos: Rubens e eu parabenizando o mestre da Contracapa

A última atração da noite foi a presença do Clube da Luta All Stars, que com integrantes das várias bandas que participam do projeto que rola toda sexta-feira na Célula, executaram também músicas de bandas do clube. Ponto alto para a presença de Mauricio Peixoto, guitarrista do Aerocirco nos vocais de “Michê”, do Samambaia Sound Club e também a presença de Lelé da Caverna, da banda Da Caverna, dividindo os vocais com Mauricio em “Vou transar no fusca”.

Nossos calorosos parabéns ao Marquinhos Espíndola pela excelente noite promovida em parceria com a Célula, Insecta Produções e o Clube da Luta. Foi muito bacana mesmo, rever amigos, reunir os jornaleiros de róque em SC e curtir a volta dos Pistoleiros.

Sai escalação oficial do Floripa Noise Festival

Em primeira mão aqui no Mundo47, a escalação oficial do Floripa Noise Festival. Ontem no show dos Pistoleiros, já sabíamos das atrações e o comentário geral foi que Insecta priorizou bandas catarinenses nesta primeira edição fo FNF.

Na primeira noite do festival, Danteinferno (Uruguai) que vem novamente à Floripa para uma nova apresentação. Do Paraná a vinda do excelente Sick Sick Siners e Cassim e Barbária, banda formada pelo Cassiano da Bad Folks em seu projeto solo com os integrantes dos Faixa-Preta. O combo de bandas catarinas completam o primeiro dia de FNF, com o surf music instrumental dos Cochabambas, a banda Kratera, do dono da casa, Gastão  Moreira e Gizmo.

Na segunda noite, o único não catarinense é o Dimitri Pellz, do Mato Grosso do Sul, o restante do cast da noite de sábado tem a presença do sempre indispensável Repolho, de Chapecó, Ambervisions (da Puta que Pariu), Euthanásia fazendo um de seus shows de despedida dos palcos e da área 47, a presença dos blumenauenses do Stuart e a gurizada gente boa dos Parachamas.

Com certeza analisando mais afundo e mesmo vendo que a turma da Insecta fez um belo serviço priorizando os catarinas, ainda sentimos falta de algumas bandas, como os Lenzi Brothers, Ursulla, Dramaphones e outras grandes do Estado, mas o fato é que estamos diante da primeira edição de um festival que tem possibilidade de entrar para o calendário dos festivais do rock independente do país, uma primeira edição. Cabe ao público local prestigiar a iniciativa.